Integrante do chamado Centrão e atual líder do governo Jair Bolsonaro, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) disse que o ativismo político do Judiciário sempre existiu e ficou ainda mais evidente após a operação Lava Jato. Em entrevista ao UOL, o parlamentar que já foi líder do governo na gestão de Fernando Henrique Cardoso, vice-líder no governo Lula e ex-ministro da Saúde no governo de Michel Temer, afirmou que os métodos da operação não respeitaram as leis e citou os processos contra Lula como exemplo de parcialidade da Lava Jato.
“É claro que há uma parcialidade na posição da Lava Jato, todos sabem disso. É evidente, é visível”, disse. “Tirou o Lula da eleição, produziu uma situação nova para o país, a interpretação [da lei] mudou… Era uma, mudou para prender o Lula, passou a eleição, mudou para soltar o Lula. Não precisamos fazer muito esforço para perceber ativismo político”, acrescentou.
Barros foi uma dos parlamentares que, em meio ao debate sobre a possibilidade de prisão em 2ª instância, defendeu a realização de uma Assembleia Constituinte para garantir que condenados cumpram pena antes de esgotados todos os recursos.
Na entrevista, o líder do governo disse ainda que o Ministério Público (MP) e a Justiça, de forma geral, não respondem pelos erros cometidos durante julgamentos e questionou as ações os métodos de investigação — como as buscas e apreensões, por exemplo—, realizadas às vésperas das eleições.
“Quem sabe quem não vai ganhar uma eleição no Brasil? O MP e o Judiciário, porque eles agem contra o cidadão no meio da campanha, prendem, fazem busca e apreensão, tiram a pessoa do processo político. E depois de alguns anos, se ficar provado que não era nada… Não era nada, bate nas costas. Nem pedir desculpas eles pedem”, criticou.
A família do presidente Jair Bolsonaro teria pago, ao longo de 28 anos, cerca de 29,5 milhões de salários a supostos funcionários fantasmas. O levantamento foi feito pela revista Época.
De acordo com a reportagem, do total destinado aos 286 funcionários que o presidente e seus três filhos mais velhos contrataram em seus gabinetes, 28% foi depositado na conta de servidores com indícios de que efetivamente não trabalharam.
Enquanto recebiam, os profissionais tinham outras profissões como cabeleireira, veterinário, babá e personal trainer, como é o caso de Nathalia Queiroz, filha de Fabrício Queiroz, apontado pelo MP como operador do esquema da rachadinha no gabinete de Flávio.
Juntos, os 39 receberam um total de 16,7 milhões reais em salários brutos (o equivalente a 29,5 milhões em valores corrigidos pela inflação do período) durante o período em que trabalharam com a família.
Entre os funcionários suspeitos de serem fantasmas, 17 estiveram no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), outros trabalharam com o vereador Carlos Bolsonaro (Republicamos-RJ).
Quando Bolsonaro era deputado federal, seriam três os funcionários contratados que não trabalhavam. A reportagem mostra que nove pessoas teriam passado por mais de um gabinete da família.
Além dos casos envolvendo a família de Queiroz, a maioria dos funcionários tem envolvimento com Ana Cristina Valle, ex-mulher do presidente.
A maior parte deles é investigada pelo Ministério Público por estarem nos gabinetes de Flávio e Carlos.
Um festival de erros, que fez lembrar as atuações do time nas finais do Parazão, deu ao Remo um resultado que só não foi pior porque o volante Charles arrancou o empate em cobrança de falta aos 40 minutos da etapa final. Na avaliação do próprio técnico, o time vacilou nos lances capitais, mas teve força de reação para evitar a derrota.
Mazola Junior procurou valorizar o ponto ganho em Campina Grande lembrando que o Remo fez cinco jogos na competição, sendo três fora de casa. Destacou a entrada de Hélio Borges, Wallace e Ronald, garotos da base que injetaram velocidade e gás nos minutos finais.
O gol logo de cara, marcado por Zé Carlos aproveitando cruzamento de Marlon, garantiu vantagem e tranquilidade aos azulinos durante todo o primeiro tempo, mas poucos foram os lances agudos, talvez pelas mudanças na escalação. Formatado inicialmente no 4-2-3-1, o time atuou com Charles e Lucas Siqueira como volantes, Carlos Alberto na meia-cancha e três atacantes – Zé Carlos, Gustavo Ermel e Tcharlles.
Apesar do gol ou talvez por isso mesmo, os três atacantes pouco apareceram de verdade. O Treze, desorganizado e errático, se lançava ao ataque e pressionava, mas deixava espaço para o contra-ataque principalmente pelo lado esquerdo de sua defesa.
Tcharlles e Carlos Alberto buscavam explorar essa deficiência, mas poucas vezes fizeram com que a intenção se transformasse em execução prática. Sem mobilidade e pouco acionado em cruzamentos, Zé Carlos só iria aparecer novamente em cabeceio perigoso no 2º tempo.
O problema para o Remo é que, logo aos 10 minutos, em bola alta na área, Rafael Jansen subiu pressionado pelo ataque do Treze e tocou na bola desviando do goleiro Vinícius. O empate acidental deu ao time da casa o entusiasmo necessário para partir com tudo em busca da virada.
Ela veio aos 27 minutos. Caxito cruzou rasteiro, Alemão tentou desviar e a bola bateu no calcanhar do centroavante Frontini e tomou caprichosamente o rumo das redes. Tomar dois gols do lanterna da competição em lances estranhos abalou os remistas, que tentaram se reequilibrar, mas sem noção de aproximação e pouca efetividade na busca pelo ataque.
Depois da entrada do trio de meninos da base, o Remo ganhou mais consistência e velocidade. Wallace e Ronald entraram pelo lado esquerdo e Hélio ficou na direita, o que fez com que o Treze – que tinha um homem a menos – tivesse que se encolher.
Uma falta sobre Hélio junto à área propiciou o lance que salvaria a noite para o Leão. Charles, melhor chutador do time, cobrou a falta e a bola foi no canto direito do goleiro Jefferson, aos 41 minutos. O empate restituiu certa justiça ao placar. Mesmo atuando abaixo do esperado, o Remo não merecia sair derrotado.
Para o difícil confronto de domingo, contra o Santa Cruz, no Recife, as mudanças devem continuar, mas a dúvida é se Mazola terá a ousadia de apostar novamente nos mais jovens, que só entraram ontem nos minutos finais e com o resultado desfavorável. (Foto: Samara Miranda/Ascom Remo)
Depois de longa ausência, Ronald entra e dá conta do recado
O jovem lateral Ronald, que apareceu muito bem em jogos do Parazão, voltou a arrancar elogios da torcida remista nas redes sociais. Entrou nos minutos finais do jogo de ontem, mas teve participação expressiva na maneira como o Remo voltou a buscar as manobras ofensivas.
Mesmo prejudicado pelo pouco tempo para jogar, Ronald mostrou velocidade e habilidade para enfrentar marcações pesadas. O que mostrou ontem, em situação normal, deveria lhe garantir lugar no time. Aliás, poderia ter tido utilidade para a equipe nos jogos que decidiram o campeonato, mas foi ignorado pelo técnico.
Talvez agora ganhe mais atenção e espaço para dar sua contribuição ao time que normalmente é lento e pouco dinâmico na transição.
Jejum do artilheiro do Papão tem origem no desgaste excessivo
Com participação em todos os jogos do PSC desde a retomada do futebol, quase sempre jogando por 90 minutos, o atacante Nicolas vive um já incômodo jejum de gols. Não marca há quatro partidas. A última vez em que balançou as redes foi contra o Treze-PB pela Série C, há três semanas.
Não passou despercebida a atuação discreta do ídolo bicolor nos jogos decisivos do Campeonato Estadual. Seu momento mais destacado foi na jogada do segundo gol na virada sobre o Remo na partida inicial. Foi trombando com a zaga e o goleiro Vinícius, fazendo com que a bola chegasse ao lateral Netinho, que chutou e marcou.
Para jogadores medianos, não é espantoso ficar quatro jogos sem fazer gol, mas chama atenção essa queda de rendimento de Nicolas, que tem forte presença na área e é a principal referência do Papão.
Por trás desse momento de baixa existem algumas explicações. A primeira é a excessiva utilização de Nicolas, em função das necessidades naturais do time. Como não há um substituto à altura no elenco, o técnico Hélio dos Anjos fica obrigado a escalar sempre o artilheiro, mesmo que o bom senso indique que uma folga seria aconselhável.
O segundo motivo tem a ver com os cuidados que as outras equipes passam a adotar quando enfrentam o PSC. Contra o Manaus, a marcação foi dobrada, não permitindo espaços para que Nicolas pudesse se impor. Nos dois clássicos do Parazão, a vigilância rigorosa se repetiu.
Anteontem, diante da Jacuipense, Nicolas nem foi excessivamente vigiado, mas sofreu com o rendimento pífio de seus companheiros. É inegável que a situação do PSC na Série C, ocupando a 8ª posição, tem muito a ver com as dificuldades que seu principal jogador vem enfrentando. Já é hora de encontrar alternativas para fazer com que Nicolas volte a ser decisivo.
O suboficial da Marinha Wagner Coelho, que liderou o movimento de militares que se manifestou contra Jair Bolsonaro, chamando-o de traidor, disse estar envergonhado de ter votado nele. “Dizem que estou chateado com Bolsonaro porque não deu aumento. Não. Isso ajudou a alertar algumas pessoas em relação ao que está acontecendo, esses escândalos, a intervenção na Polícia Federal, a questão do cheque do Queiroz, a questão do advogado Wassef. A gente começa a observar isso aí, juntando com a traição que ele fez com a gente, começamos a pensar: esse cara era aquilo que a gente pensava mesmo? A gente sustentou por 28 anos esse monstro como político? Eu fiz passeata, fiz campanha, e hoje me envergonho disso. Fomos traídos”, disse ao UOL.
Jair Bolsonaro foi chamado de “traidor” durante formatura de sargentos da Marinha brasileira realizada nesta quinta-feira (10), no Rio de Janeiro (RJ). De acordo com reportagem do jornal O Globo, um grupo com cerca de 30 militares e pensionistas protestou em frente ao Centro de Instrução Almirante Alexandrino.
“Bolsonaro traidor”, gritavam os manifestantes que se dizem prejudicados com a Lei 13.954, batizada de reforma da Previdência dos militares, que estrutura a carreira dos oficiais.
Um dos integrantes do grupo intitulado Tropa da Forma, disse que Bolsonaro, após ser eleito, deixou de ajudar a categoria. A categoria disse que vai promover uma nova manifestação contra Bolsonaro, desta vez em Brasília (DF), entre os dias 20 e 22 de outubro.