Pará alcança 5º lugar no ranking nacional de isolamento

Durante o feriado de Tiradentes, o índice de isolamento no Pará alcançou 60,57%, colocando o Estado na 5ª posição no ranking brasileiro, ficando atrás de Goiás (62,73%), Maranhão (61,01%), Pernambuco (60,85%) e Ceará (60,78%). Os dados foram divulgados na manhã desta quarta-feira (22), por meio da Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac), vinculada à Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup). A terça-feira (21) foi o terceiro melhor dia de isolamento social no Pará, desde que os dados começaram a ser analisados, no dia 2 de abril.

O titular da Segup, Ualame Machado, diz que todo o Brasil ficou acima de 50% e o Pará está acompanhando os índices das demais federações, mas ressalta que a população não pode relaxar e deve continuar a ficar em casa.

“O Pará fechou o final de semana prolongado figurando na 5ª melhor posição do Brasil. Nos últimos dias, ficamos entre os 10 estados da federação que mais estão cumprindo o isolamento social. Isso pode ser reflexo do entendimento da população sobre a necessidade do isolamento, porém, tivemos um aumento significativo de casos de pessoas com Covid-19 e isso pode ter, também, levado as pessoas a terem consciência de ficar mais tempo em casa” – Ualame Machado, secretário de segurança pública.

Segundo o secretário, o objetivo é atingir 70% do isolamento, que é o recomendado pelos órgãos de saúde. “Fora algumas exceções, estamos mantendo nos últimos dias algo muito próximo do 50% de isolamento, o que não é ruim comparado ao Brasil, porém ainda não é o ideal, que é 70%. Então, é importante a população se conscientizar, cada vez mais, da necessidade do isolamento social”, reforçou Ualame Machado.

Municípios – De acordo com o levantamento, ao analisar as cidades paraenses, os três melhores índices de isolamento, ou seja, onde as pessoas passaram mais tempo em casa respeitando a quarentena, estão nos municípios de Inhangapi (83,4%), Tracuateua (81,3%) e Chaves (77,9%). Os piores índices são nos municípios de Abel Figueiredo (32,5%), Curralinho (44.7%) e Senador José Porfírio (48,4%). (Com informações da Agência Pará)

Em defesa da vida, dos empregos e da democracia

A evolução da crise social, econômica e política, fortemente agravada nos últimos meses pela pandemia do coronavírus, deixa evidente a incapacidade de Jair Bolsonaro e seu governo para garantir a saúde da população, salvar vidas, preservar os empregos e a renda, além de constituir ele mesmo uma permanente ameaça à democracia.

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O governo de extrema-direita já vinha aprofundando o programa neoliberal imposto ao país pelo golpe de 2016; desmontando o estado e as políticas de inclusão e proteção social, como o SUS, retirando direitos dos trabalhadores, tornando a economia do país mais vulnerável e privilegiando os ricos em prejuízo da imensa maioria.

Diante do agravamento da crise sanitária, Bolsonaro já não tenta sequer disfarçar sua aposta criminosa no caos social. Manipula o desespero da população frente à crise, pela qual seu desgoverno é o maior responsável, de forma a acelerar a marcha do golpe autoritário que é o seu projeto de poder.

Mais de dois meses depois da emergência sanitária declarada pela OMS, o Ministério da Saúde ainda se recusa a fazer os testes em massa imprescindíveis para orientar e planejar o combate ao vírus. Não preparou o SUS com novos leitos, pessoal e equipamentos; não se articulou com a rede particular nem com os sistemas estaduais e municipais. Bolsonaro e seu governo se recusam a aprender com as experiências de enfrentamento da pandemia em outros países.

O apoio aos estados e municípios, solenemente prometido há 45 dias, deu lugar a um plano de asfixia financeira dos entes federados que estão na linha de frente do combate ao vírus. O Ministério da Saúde não entregou o que prometeu e o Ministério da Economia não apenas nega como tenta barrar no Congresso o socorro financeiro necessário para que governadores e prefeitos enfrentem brutal queda de receita.

É uma asfixia programada para provocar a paralisação dos serviços de saúde, assistência social, segurança pública, educação nos estados e municípios, em prazo brevíssimo, e jogar a culpa do colapso nos governadores e prefeitos.

Os bancos se beneficiam de um pacote de R$ 1,2 trilhão, mas não há crédito de emergência para as empresas nem mesmo pelos bancos públicos. O governo diz, cinicamente, que defende os microempreendedores, as pequenos e médias empresas, mas suas ações levam à destruição dessa força econômica, ao contrário de todos os países que estão financiando diretamente os mais afetados pela crise.

Ao invés de garantir empregos, o governo estimula demissões, suspensão de contratos e confisco de salários, aproveitando a situação para tirar ainda mais direitos dos trabalhadores. E cria todo tipo de dificuldade para pagar a renda de R$ 600 que o Congresso aprovou a partir de proposta do PT junto com os partidos de oposição.

Ações e omissões são cruelmente articuladas de forma a aumentar o sofrimento do povo. A sabotagem de Bolsonaro às medidas sanitárias e econômicas contra a crise é um investimento deliberado no cenário do golpe. Seu discurso de domingo, num ato pela reedição do AI-5 na área do Quartel-General do Exército, não permite dúvidas ou vacilações.

É inadiável uma reação contundente das instituições e da sociedade, de todos aqueles que defendem a vida, os empregos, a democracia. E o PT contribuirá para articular essa reação.

O Brasil e as instituições estão diante de uma escolha entre Bolsonaro ou a democracia. Entre Bolsonaro ou a retomada do crescimento econômico e da inclusão social. Entre Bolsonaro ou a defesa da vida.

O PT não faltará ao país nesta hora. Vamos aprofundar a unidade do campo popular e de esquerda e fortalecer as ações dos movimentos sociais e das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

Preservando nossa identidade e compromissos com os trabalhadores, o PT vai somar esforços com todos os democratas, de forma a aglutinar uma ampla frente com partidos e organizações da sociedade para salvar o país de Bolsonaro e seu governo.

É hora de colocar um ponto final no governo Bolsonaro, essa página nefasta da História do Brasil. Em defesa da vida, dos empregos e da democracia: FORA BOLSONARO!

Isolamento faz franceses relaxarem na higiene pessoal

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Uma pesquisa publicada nesta quarta-feira (22) pelo Instituto Francês de Opinião Pública (Ifop) revela que os franceses já começaram a relaxar numa medida preventiva básica de higiene para evitar o contágio pelo novo coronavírus. Eles lavam menos as mãos do que faziam no começo da epidemia, em março. Além disso, apenas 67% dos entrevistados têm tomado banho diariamente, contra 76% no início da quarentena.

Menos da metade (49%) dos homens com 65 anos de idade ou mais declarou ao Ifop tomar um banho completo diariamente, contra 67% dos jovens de menos de 25 anos. Entre as francesas, 74% das mulheres entrevistadas afirmam realizar uma higiene corporal completa ao menos uma vez por dia. Esse quadro é surpreendente em plena pandemia do coronavírus, pois tanto no rádio quanto na TV as campanhas do Ministério da Saúde martelam 24 horas aos ouvintes e espectadores a importância das medidas preventivas no combate à Covid-19.

“A aplicação de regras básicas de higiene, como lavar as mãos, não é uma obrigação apenas consigo mesmo, mas também um dever com os outros”, diz François Kraus, diretor de pesquisas no Ifop. No final de fevereiro, ele já estimava que a população francesa estava provavelmente mais exposta do que outras às infecções virais sazonais, devido à negligência com as regras de higiene. Na época, em entrevista à rádio France Info, ele recordou que a França ficou em 50° lugar num ranking de 63 países em matéria de higiene, de acordo com um estudo de 2015.

O estudo foi realizado por meio de questionário submetido aos entrevistados online, de 3 a 4 de abril de 2020, com uma amostra de 1.016 pessoas, representativas da população de 18 anos de idade ou mais residentes na França metropolitana, ou seja, excluídos os territórios ultramarinos.

Os resultados da pesquisa publicada nesta quarta-feira mostram que a higiene dos franceses varia muito em função da forma como a pessoa está isolada na quarentena. O asseio também depende de quem está confinado: é entre os homens que vivem sozinhos que a frequência do banho diário é a mais baixa (49%, em comparação com 70% dos homens que vivem com quatro pessoas ou mais em casa).

Os franceses também têm trocado de roupa com menos frequência: 68% dos entrevistados dizem que trocam diariamente de cueca, mas eles eram 73% a fazê-lo antes da quarentena. Já 91% das mulheres trocam de calcinha todos os dias. Entre os homens que moram sozinhos, 41% admitem que não trocam suas roupas íntimas ou bermudas todos os dias, em comparação com 15% das mulheres. (Do G1)

Direto do Twitter

“Salário inicial de um procurador do estado no RJ: R$23.193,00. Salário inicial de médico de governo do Estado do RJ: R$8.692,00. Esta diferença se repete em todos os estados da federação. Privilegiou-se as carreiras jurídicas. Mas por quê? O que explica esta diferença?”.

Evandro Carvalho, professor

A frase do dia

“Governador de Nova York, Andrew Cuomo, cita o Brasil. Diz que estratégia de deixar todo mundo se infectar e deixar morrer quem tiver de morrer não será adotada por ele. Bolsonaro conseguiu o reconhecimento internacional merecido como o genocida que é”.

Kennedy Alencar, jornalista

Futebol feminino pede socorro

Rodada do Paraense Feminino é marcada por Re-Pa e confronto de ...

POR GERSON NOGUEIRA

Um documento encaminhado por Aline Costa, técnica campeã e grande baluarte do futebol feminino no Pará, está sendo encaminhado às autoridades do Estado descrevendo a difícil situação da categoria, com atletas passando muitas necessidades após a paralisação de competições determinadas pela CBF. Em meio à quarentena, as atletas e profissionais da modalidade enfrentam dificuldades, sem ter a quem recorrer.

“Como é público e notório, estamos vivenciando uma calamidade pública reconhecido pelo Governo Federal e, com isto, os governos estaduais intensificaram, nas últimas semanas, os mecanismos de controle e combate ao avanço da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), através de medidas que variam desde recomendações de higiene e regime de quarentena a população até a paralisação compulsória de atividades econômicas, comerciais, culturais e esportivas, consideradas não essenciais.

(…) Vários Estados da Federação também decretaram estado de calamidade pública por meio de decretos, a exemplo, o necessário Decreto 609/03 do Governo do Estado do Pará. A partir do decreto governamental, a Federação Paraense de Futebol (FPF), tendo a justificativa louvável de manter a saúde da coletividade, evitando aglomerações, e em atenção ao pedido dos clubes que visavam proteger suas atletas, determinou a paralisação dos campeonatos de futebol feminino promovidos pela entidade, paralisação esta, por período indeterminado”, diz o documento.

“Apesar de justificada, do ponto de vista da saúde da coletividade, a paralisação das atividades esportivas, teve como efeito prático a total descapitalização dos clubes de futebol por todo o Estado do Pará, com as medidas severas de austeridade financeira e fechamento de todo comércio, naturalmente, uma onda de inadimplência também se abateu sobre aos colaboradores e patrocinadores do futebol feminino. Mediante a esse cenário nefasto que abalou toda a humanidade, os clubes de futebol feminino do Estado encontram-se sem ter como arcar com o pagamento de seus planteis, equipe técnica e funcionários, visto que sobrevivem da paixão de abnegados, que, neste momento, também estão sendo penalizados com o desemprego, redução salarial e impossibilidades de realizar atividades remuneradas”.

As entidades que subscrevem o comunicado finalizam solicitando ao governo do Estado “estudar a possibilidade de nos conceder, um aporte emergencial financeiro, para que possamos manter erguidas nossas estruturas de futebol feminino, e não corramos o risco de encerrarmos as atividades em um dramático fim, fruto de uma situação jamais imaginada e vivida por estas gerações”.

Assinam o documento as diretorias das seguintes equipes: Associação Atlética Cabanos, Associação Esmac Ananindeua, Bragantino, Paysandu, Clube do Remo, Pinheirense, Tapajós e Tiradentes.

A despedida de um ilustre e nostálgico azulino

O azulino Francisco Melo nos deixou ontem, depois de duro embate com uma fibrose pulmonar que o maltratava há tempos. Minhas recordações dele vêm das conversas descontraídas em sua sala sempre ao final do expediente, quando futebol e política regional eram temas preferenciais dos causos e reminiscências. Chico foi um dos grandes incentivadores do projeto “Bola”, idealizado por Jader Filho e Guilherme Barra, e que lançamos em junho de 1998.

Com a sabedoria própria dos homens simples, Chico era um saudosista consciente dos desafios que a era moderna impôs ao futebol local. Calejado pelas seguidas frustrações causadas pelo Leão, animou-se um pouco em 2018 e 2019 com as campanhas na Série C, mas logo caiu na real.

Nos últimos tempos, já não tinha paciência (nem saúde) para ir a campo, como fez ao longo da vida. Foi um colaborador discreto do Remo, contribuindo sempre que era procurado pelos dirigentes em momentos de aperreio.

Tentou ajudar a viabilizar a construção de arquibancada metálica quando o Baenão só dependia dessa área para voltar a funcionar, há quatro anos. Desistiu quando viu que a politicagem interna dominava as discussões.  

Trocávamos mensagens regulares pelo WhatsApp. Enviava a coluna a ele na madruga. Sempre tecia comentários pontuais. Depois da fatídica surra diante do Brusque, pela Copa do Brasil, foi amargo:

“Estou tão desesperançado com o Remo que nem lembrei do jogo. Soube agora lendo a tua coluna… Parece que estamos destinados a virar um Nacional de Manaus, uma Tuna, um América de Minas e outros decadentes. O neto do Ramiro Bentes (Fábio, presidente do Remo) vem tentando não entrar nessa tendência mas parece que o destino é implacável, estamos caindo há mais de 10 anos. Meu sentimento clubístico chora”.

Católico fervoroso, Chico era afetuoso com os amigos e generoso com funcionários, principalmente os mais humildes. Jamais se omitia e era prático na resolução de problemas. Deixa saudades.

Neymar, único brasileiro no Top 20 de maiores salários

A Covid-19 aterroriza o mundo, mas em determinadas esferas a preocupação é outra. O futebol, impactado fortemente pela pandemia, mantém nichos privilegiados que continuam a tocar a vida como se não houvesse crise. É o caso do sheik que controla o Paris Saint-Germain, prestes a apresentar polpuda proposta de renovação de contrato a Neymar.

A duração do novo acordo iria até 2025, com expressivo aumento de salário, capaz de deixar o atacante brasileiro na liderança do ranking dos mais bem pagos do futebol mundial.

Hoje, segundo o ranking atualizado da revista ‘France Football’, Neymar segue em terceiro lugar, com ganhos de R$ 394,9 milhões anuais. O segundo é Cristiano Ronaldo (Juventus), que fatura R$ 487,7 milhões. O campeoníssimo é Lionel Messi (Barcelona), com R$ 561 milhões anuais.

E, confirmando o fato de que o Brasil vive uma estiagem de jogadores protagonistas a nível internacional, apenas Neymar está no ranking dos maiores salários. Nenhum outro brasileiro aparece entre os 20 nomes do levantamento da France Football. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 22)