Família de Aldir Blanc pede ajuda e vaga em UTI para o compositor

O cantor e compositor Aldir Blanc, considerado um dos mais importantes da música brasileira, está internado em estado grave na Coordenação de Emergência Regional (CER) do Leblon, no Rio de Janeiro, e sua família relata uma situação dramática.

Segundo Isabel Blanc, filha de Aldir, o compositor, que está com 73 anos, deu entrada na unidade de saúde na última sexta-feira (10) com uma infecção urinária e uma pneumonia leve. A pneumonia, no entanto, piorou e Aldir precisou ser entubado.

Apesar da piora em seu quadro de saúde, Aldir permanece em uma sala do hospital pois não há vagas disponíveis de UTI. Por esse motivo, a família vem encampando uma campanha nas redes sociais para que a prefeitura do Rio de Janeiro disponibilize uma transferência do compositor para uma unidade de terapia intensiva.

“A gente tá precisando dessa vaga urgente. A cada minuto que passa a situação dele se agrava aqui na sala vermelha”, disse Isabel em vídeo.

A filha de Aldir ainda compartilhou uma postagem do advogado Eduardo Goldenberg com os dados bancários do compositor para que qualquer pessoa que queira, possa doar e ajudar a família no tratamento e transferência do músico. Segundo os familiares, os médicos descartaram a hipótese de Aldir estar com Covid-19.

Gilmar vê pessoas usando “Forças Armadas como milícia” e fazendo “golpismo de botequim”

Da Época:

Gilmar Mendes afirmou, em uma live da XP Investimentos, nesta segunda-feira, que há no entorno de Jair Bolsonaro pessoas que organizam um “golpismo de botequim”, com afirmações como a de que bastaria “um cabo e um soldado para fechar o Supremo” e a convocação de manifestações em quartéis.

O ministro questionou se essas pessoas estariam usando as Forças Armadas como “milícia”, querendo manter as instituições “cativas” e amedrontar as pessoas. E afirmou que não vê ambiente para nenhuma ruptura institucional.

“Não vejo possibilidade de ruptura. Não vi antes e não vejo agora. Embora em alguns segmentos a gente escutasse esse grito de guerra: ‘Vamos aplicar o artigo 142’. O artigo 142 autoriza o emprego das Forças Armadas para a manutenção da lei e da ordem, não para estabelecer um regime militar. Aí outros apelavam para o AI-5. ‘Vamos regressar o AI-5. Vamos chamar as Forças Armadas para implantar o AI-5’.

Veja, o presidente foi eleito numa eleição democrática. Chamar as Forças Armadas? As Forças Armadas que vêm primando, inclusive, pelas práticas democráticas que são chefiadas pelo presidente da República, agora viram braço de alguém que quer dar um golpe? Que não é nem o presidente, mas grupamentos no seu entorno. Estão usando as Forças Armadas brasileiras como milícia? Isso é muito estranho, e me parece impróprio. Não tem eco, tenho certeza, daquilo que eu conheço, nas Forças Armadas”.

Washington Post: Bolsonaro é o pior líder do mundo no combate ao Covid-19

Do Washington Post:

O novo vírus do coronavírus, que já infectou pelo menos 1,8 milhão de pessoas em 185 países, tornou-se um teste global da qualidade da governança. A gravidade do surto em muitas nações dependeu de quão bem – ou mal – os governantes responderam a ele.  Os melhores desempenhos até agora incluem Nova Zelândia, Taiwan, Coréia do Sul e Alemanha, que conseguiram reduzir bastante infecções e mortes por meio de testes, rastreamento de contatos e bloqueios.(…)

De longe, o caso mais grave de improbidade é o do presidente brasileiro Jair Bolsonaro. Quando as infecções começaram a se espalhar em um país de mais de 200 milhões de pessoas, o populista de direita descartou o coronavírus como “uma gripezinha” e instou os brasileiros a “enfrentar o vírus como um homem, caramba, não um menino”. Pior, o presidente tentou repetidamente minar as medidas tomadas pelos 27 governadores estaduais do país para conter o surto. Bolsonaro primeiro emitiu um decreto retirando os estados do poder de restringir o movimento. Em seguida, ele tentou isentar igrejas e casas lotéricas de restrições às reuniões.

Felizmente, nos dois casos, ele foi anulado pelos tribunais. Mas o presidente continuou a campanha contra o distanciamento social; outra ordem judicial foi necessária para interromper uma campanha publicitária que ele lançou sob um slogan em português que se traduz como “#Brasil não pode parar”. Governadores de estado e o ministro da Saúde de Bolsonaro exortaram o público a desconsiderá-lo, e manifestantes em várias cidades estão batendo panelas e frigideiras de suas casas à noite em protesto. (…)

Em São Paulo, a maior cidade do país e o epicentro de sua epidemia, o rastreamento de celulares mostrou que apenas 50% de seus quase 13 milhões de habitantes permaneceram em casa no domingo de Páscoa. O resultado previsível tem sido uma taxa crescente de doenças e mortes.  Na segunda-feira, o Brasil ocupava a 14ª posição no mundo em infecções, com mais de 22.000, e 11ª em mortes, com 1.245, segundo o site de rastreamento da Universidade Johns Hopkins. Epidemiologistas estão prevendo que o pico de infecções e mortes ainda está por vir, graças à frouxidão no distanciamento social incentivada por Bolsonaro.

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Maior jornal da Itália reprova Bolsonaro e diz que ele está “quase isolado no mundo”

Jair Bolsonaro tirou nota vermelha na avaliação de presidentes contra o coronavírus do jornal Corriere Della Serra. Numa escala que vai de zero a 10, Bolsonaro conseguiu o título de negacionista e a nota 2, sendo o pior presidente avaliado, dos 11. Angela Merkel obteve a nota mais alta.

Confira a avaliação abaixo:

Inspirado inicialmente por seu ídolo Donald Trump, agora quase isolado ao mundo em sua negação, Jair Bolsonaro enfrenta oposição interna com poucos precedentes na história do Brasil.

De fato, seus apelos para “voltar ao trabalho” são ignorados pelos governadores e prefeitos das áreas mais afetadas pelo vírus, que mantêm ordens bastante rígidas, e pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que segue as orientações da OMS e está sempre prestes a perder a poltrona.

Por enquanto, Mandetta ainda está lá, também porque as pesquisas dão a ele uma aprovação sobre o gerenciamento da crise, o dobro do do presidente. Enquanto isso, Bolsonaro sai do prédio e aperta as mãos, incita-o a retomar as atividades, e a cada dois ou três dias ele lança um apelo contraditório na TV.

Obviamente, ele é um grande fã de cloroquina, como uma cura infalível para o Covid-19. Enquanto todos os especialistas alertam que maio e junho serão meses terríveis no Brasil, Bolsonaro diz que “esse vírus já está começando a ir embora”.

FPF convoca nova reunião: futuro do Parazão em pauta

A Federação Paraense de Futebol anunciou nesta terça-feira, 14, que realizará uma reunião com os 10 clubes que disputam o Campeonato Paraense deste ano. O encontro está previsto para a próxima sexta-feira, 17, às 16h e será realizado por videoconferência.

A reunião poderá definir possíveis soluções para o Parazão deste ano. Paralisado há um mês por conta da pandemia do novo Coronavírus, os times já disputaram oito rodadas até aqui, o que deixou o Paysandu na liderança do torneio, com Itupiranga e Carajás nas últimas colocações.

Das histórias memoráveis

POR GERSON NOGUEIRA

A convite do amigo Guilherme Guerreiro, participei com muito gosto do especial Jogos Memoráveis de domingo passado, na Rádio Clube do Pará, na parte inicial, que resgatou a partida entre Remo e Operário, disputada a 20 de fevereiro de 1978. Valia pelo Campeonato Brasileiro de 1977 como repetição de um jogo iniciado 10 dias antes, no estádio Evandro Almeida.

O primeiro embate foi interrompido após queda do alambrado que dá para a rua 25 de Setembro. Naquela ocasião, 29 mil pagantes se apertavam nas arquibancadas e a pressão da massa acabou forçando o muro de proteção, causando a queda com apenas 22 minutos de jogo.

Nenhuma descrição de foto disponível.

Em função disso, após uma intensa arenga de bastidores que teve intervenção decisiva do ministro da Educação, Jarbas Passarinho, o confronto foi remarcado para o Mangueirão, à época ainda em construção e cujo espaço reservado à torcida era o anel da geral.

Cerca de 50 mil pessoas invadiram o Bandolão do Bengui (hoje estádio estadual Jornalista Edgar Proença) para ver o Remo encarar o perigoso Operário, que estava invicto no Brasileiro e tinha um time respeitável, com Manga no gol, Silveira na zaga, Escurinho na lateral, atacantes Tadeu, Roberto César, Peri e o artilheiro Everaldo.

Jogo duríssimo, mas o Remo de Joubert Meira era um time bem arrumado, já sem o ídolo Alcino, mas com um camisa 9 no auge da forma física e dos recursos técnicos: Bira, que tempos depois foi jogar no Internacional.

O meio-campo tinha Aderson, Mesquita e Mego. Foi o mais jovem do time que acabou brilhando. Mego fez o primeiro gol logo aos 4 minutos, aproveitando cruzamento de Júlio César, de quem falarei mais adiante.

Na etapa final, como a última linha do Operário deixava Bira sempre em impedimento, Aderson lançou o irmão Mego, que partiu da intermediária e enganou os zagueiros. Quando deram pela coisa, ele já estava diante de Manga, a quem fintou e tocou para o fundo do barbante.

Foi um delírio no Mangueirão. Parecia dia de Círio ali no velho Bengui. Fui cedo, receando superlotação já que a partida seria de portões abertos. Todo mundo teve a mesma ideia e, antes do meio-dia, a casa já estava cheia.

Vem daí a falseta de memória: fiquei com a ideia fixa de que o jogo tinha sido disputado pela manhã – não foi, mas insisti teimosamente na tese durante boa parte da minha vida. Aderson, Mego, Julio César, Mesquita e Humberto confirmaram que eu estava equivocado e tratei de corrigir tudo lá mesmo no programa.

Interessante é que a geral do Mngueirão, separada do gramado por um fosso largo, não era o lugar mais apropriado para ver o jogo. Na real, via-se mais a movimentação das pernas dos atletas e os lances próximos ao campo de visão, com o adendo de que o gramado era meio curvo, o que dificultava mais ainda.

O lado bom é que esses detalhes a gente nem leva em conta quando percorre os escaninhos da memória. Edgar Augusto, décadas depois, voltou a narrar naquele estilo minucioso que o caracterizava resgatando a histórica “inauguração” do Mangueirão para os Jogos Memoráveis.

Vale aqui um registro especial para os depoimentos de Mego, Bira, Aderson, Humberto (que não falava sobre futebol no rádio há 30 anos) e Julio César. O ponteiro dos dribles mais espetaculares do futebol paraense – talvez comparável apenas a Neves e Lupercínio – fez uma emocionada declaração de amor ao Remo e à torcida.

Quando veio para cá, trazido por Joubert, ele era apenas Juleco ou Julico. Ainda não havia adquirido o apelido famoso e justo de Uri Gheller, por entortar marcadores. Foi assim que ficou batizado no Flamengo, onde brilhou ao lado de Zico e Adílio.  

Eu, que estive na tarde da queda do alambrado e fui ao Mangueirão, pude entrar no túnel do tempo para reviver uma página gloriosa do futebol do Pará, quando um time brilhava porque tinha nove jogadores regionais em campo – Edson Cimento, Darinta, Marinho, Luiz Florêncio, Aderson, Mego, Mesquita, Bira e Leônidas (Humberto). Dizem que recordar é viver – e é mesmo.

Além de Remo x Operário, a série Jogos Memoráveis da Rádio Clube já abordou PSC x Peñarol, Tuna x Flu de Feira, CRB x Remo, dentre outras inesquecíveis histórias do nosso futebol.

Remo reabre esperança de reconhecimento de título do Mundialito

Quando o Botafogo, através de seu site oficial, anunciou o registro de três títulos “mundiais” (referentes aos anos de 1967, 68 e 70, quando o Glorioso disputou a Pequena Taça do Mundo, o popular Mundialito de Caracas), o Remo viu a perspectiva de ter sua participação no mesmo torneio, em 1950, reconhecida pela Fifa.

Na ocasião, o Leão disputou a competição na Venezuela e levantou o título, vencendo quatro dos cinco jogos contra times locais. Caso o Botafogo tenha êxito em sua reivindicação junto à Fifa, a decisão pode vir a beneficiar o clube paraense, que até então não via prosperar o velho sonho.

O então presidente André Cavalcante chegou a pleitear diretamente à CBF, em 2016, cujo presidente, Antônio Carlos Nunes, não deu sequência ao apelo. Agora, renascem as esperanças.

Palmeiras quer a volta dos jogos, mas com segurança

Os campeonatos estaduais estão suspensos, mas os grandes clubes continuam buscando a melhor maneira de retomar os jogos, mesmo com portões fechados. Os paulistas, em sua maioria, querem retorno imediato. A exceção é o Palmeiras, que soltou uma mensagem oficial ontem rejeitando as propostas que surgiram até o momento – como a de utilizar sedes no interior, com torcida menor e acesso reduzido.

A diretoria palmeirense deixou claro que só aceita pensar em retomar o campeonato quando houver liberação por parte das autoridades de saúde, com ambiente seguro para jogadores, comissão técnica e outros trabalhadores relacionados aos jogos.

Boa e sensata providência. Quando a competição parou, a duas rodadas do fim da primeira fase, o Palmeiras ocupava a 2ª colocação do Grupo B, com 19 pontos, atrás do Santo André, que está à frente por ter mais vitórias.

(Coluna publicada na edição do Bola desta terça-feira, 14)