OMS quer limitar venda de bebida alcoólica durante quarentena

Outback dá chopp de graça na Black Friday | EXAME

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou que governos limitem a venda de bebidas alcoólicas durante a quarentena. Segundo a agência, o álcool reduz a imunidade e seu consumo excessivo pode prejudicar a saúde física e mental e elevar o risco de violência doméstica durante confinamentos. A seção europeia da OMS também afirmou que as bebidas não protegem contra o novo coronavírus, uma resposta a declarações do presidente da Bielorrúsia, Alexander Lukashenko, que, em uma entrevista ao jornal britânico “The Times”, recomendou vodka contra a doença. “Medo e desinformação geraram um mito perigoso de que bebidas com alto teor alcoólico podem matar o coronavírus. Não matam”, afirma o comunicado da OMS. Segundo a entidade, além de qualquer bebida alcoólica ter potencial de danificar a saúde, as mais fortes podem até matar. O produto é responsável por 3 milhões de mortes por ano no mundo, um terço delas na Europa. Outro efeito adverso é o estímulo a comportamentos de risco ou a reduzir as precauções necessárias contra a transmissão do coronavírus. Segundo a OMS, regulações já existentes, como idade mínima e proibição de publicidade, deveriam ser elevadas e reforçadas durante a pandemia. O órgão também recomenda aos governos que fortaleçam os serviços ligados ao abuso de álcool e drogas e reforcem campanhas de informação sobre os riscos. (Fonte: O Tempo)

Morre Rubem Fonseca, o papa do realismo feroz

Rubem Fonseca, um dos mais aclamados escritores do Brasil, morreu nesta quarta-feira, 15. Ele sofreu um infarto em seu apartamento, no Leblon. Foi levado ao hospital, mas não resistiu. Fonseca completaria 95 anos no próximo mês.

Autor de livros como Feliz Ano Novo (1975) e Agosto (1990), o cronista de Juiz de Fora, Minas Gerais, deixou uma ampla obra que retratou o melhor e o pior do país – um estilo cru e telegráfico que chegou a ser apelidado de “realismo feroz”. Formado em direito, trabalhou como policial nos anos 1950 e passou a se aventurar na literatura na década seguinte, acompanhando uma renovação da literatura nacional, aliado à sua experiência com o cotidiano das ruas e do crime.

Seus primeiros escritos são contos sociais, produção marcada por Os Prisioneiros (1963) e A Coleira do Cão (1965). O primeiro romance veio em 1973, O Caso Morel, e o segundo, A Grande Arte (1983), lhe rendeu o prêmio Jabuti. Além da produção literária, Fonseca também assinou roteiros adaptados de suas obras. Pelo filme Stelinha (1990), recebeu o Kikito de Ouro no Festival de Gramado. As histórias de seu personagem mais conhecido, o detetive Mandrake, foram transformadas em série pela HBO, exibida entre 2005 e 2007. (Da Veja)