De ‘casa nova’, Sampaoli evita viagem e aproveita quarentena para curtir o filho

(Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal)

Em casa e em família, Jorge Sampaoli não faz planos para viajar durante as férias de 20 dias concedidas pelo Atlético. A recomendação do Ministério da Saúde é de que as pessoas fiquem em isolamento para evitar a contaminação pelo coronavírus. E é isso que o argentino vai fazer.

O treinador passou algum tempo em um hotel próximo à Cidade do Galo. Agora, contudo, ele já está em uma casa alugada, localizada a cerca de 15 minutos de carro do centro de treinamentos do clube alvinegro.
Sampaoli está na grande Belo Horizonte com a esposa Paula Valenzuela e o filho mais novo, León. O treinador conheceu a companheira no Chile, local de nascimento de Valenzuela.
A família é composta por um argentino, uma chilena e um brasileiro. Isso porque León nasceu em agosto do ano passado, em São Paulo. Na época, Sampaoli dirigia o Santos. O argentino chegou a tatuar em leão no braço em homenagem ao filho. León significa leão em português.
Sampaoli tem outros dois filhos: Alejandro e Sabrina. Eles moram em Casilda, município localizado na província de Santa Fé, na Argentina. Eles também trabalham com esporte.
Além de cuidar do filho, Sampaoli deve aproveitar o tempo curtindo filmes e séries. 
O treinador é fã de cinema e séries. A preferida do argentino é Game of Thrones, que adaptou para a TV a série literária As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R.R. Martin.
O novo comandante do Atlético também gosta de música. Mais especificamente de rock. Suas bandas favoritas são Don Osvaldo, Patricio Rey y sus Redonditos de Ricota e La Renga, todas da Argentina.
Na cozinha, o argentino mostra gosto pela culinária de seu país, principalmente churrasco e vinho. (Do Superesportes)

Paciente de Santarém é a primeira vítima fatal da Covid-19 no Pará

Na tarde desta quarta-feira, 1, a Secretaria de Saúde do Estado (Sespa) confirmou a primeira morte pela Covid-19 no Estado. A morte ocorreu no dia 19 de março, na vila de Alter do Chão, em Santarém. A paciente era uma senhora de 87 anos, que se encontrava acamada em domicílio há 10 anos e teve contato com pessoas vindas de fora do Pará.

Ainda segundo a Sespa,  a amostra foi coletada e o exame foi realizado em laboratório privado e somente foi notificado à secretaria municipal de saúde de Santarém após a morte. Informada, apenas no dia 25 de março, a Sespa conduziu inquérito epidemiológico e concluiu por validar o óbito por Covid-19.

Brasil perde o jurista Luiz Flávio Gomes

Faleceu, nesta quarta-feira, 1º, o jurista, professor e político brasileiro Luiz Flávio Gomes. Em setembro do ano passado, ele havia anunciado seu afastamento das atividades da Câmara dos Deputados, depois de ter sido diagnosticado com leucemia aguda.

Luiz Flávio Gomes nasceu em 6 de maio de 1957, na cidade de Sud Mennucci/SP. Graduou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Araçatuba em 1979, tornou-se mestre em Direito Penal pela Universidade de São Paulo em 1989 e doutor em Direito Penal pela Universidade Complutense de Madri, em 2001.

Foi professor de Direito Penal e Processo Penal em vários cursos de pós-graduação, dentre eles o da Facultad de Derecho de la Universidad Austral em Buenos Aires, Argentina, e da UNISUL, de Santa Catarina. Foi professor honorário da Faculdade de Direito da Universidad Católica de Santa María, em Arequipa, no Peru.

Luiz Flávio idealizou e fundou a rede de ensino LFG, em 2003, a primeira em formato telepresencial, no Brasil. A rede foi vendida para a Anhanguera, em 2008.

Além da atuação acadêmica, Luiz Flávio foi policial civil, delegado de polícia em 1980, promotor de Justiça em São Paulo de 1980 a 1983, juiz de Direito em São Paulo de 1983 a 1998, e advogado de 1999 a 2001.

Também atuou como individual expert observer do X Congresso da ONU, realizado em Viena de 10 a 17 de abril de 2000, membro e consultor da delegação brasileira no décimo período de sessões da Comissão de Prevenção do Crime e Justiça Penal da ONU, em 2001, e secretário geral do Instituto Panamericano de Política Criminal.

Na área política, foi deputado Federal pelo Estado de São Paulo, exercendo o cargo desde 1° de fevereiro de 2019, e criou o movimento de combate à corrupção, “Quero um Brasil Ético”.

Pesar

Integrantes da comunidade jurídica lamentaram o falecimento do jurista Luiz Flávio Gomes:

“Uma grande perda, conheci Luiz Flávio há tantos anos que me faz lembrar que envelheci. Homem brilhante, amável e de uma inteligência fora do comum. No mundo jurídico foi tudo, de delegado a magistrado, de professor a proprietária de rede de ensino. Foi o primeiro presidente do IBCCrim, sempre amável, gentil e prestativo. Ao final resolveu ser político, e conseguiu. Perda irreparável, seria bom político, assim como foi bom em tudo que fez. Vai precocemente, num momento que tanto precisamos de líderes. Descanse em paz meu amigo, pois aqui descansou pouco e produziu muito.” – Roberto Podva

“Muito triste a morte do Luiz Flavio Gomes! No passado, fomos muito ligados e amigos. Sucedi-o na presidência do IBCCRIM. Ele prefaciou meu primeiro livro e eu um dele. Sempre trocamos ideias até que em 2014, com a Lava Jato, ele deu uma guinada não apenas política, mas ideológica. Aí nos afastamos. Estive com ele pela última vez numa audiência pública na OAB/SP discutindo a proposta do Pacote Anticrime do Moro. Saudades do amigo.” – Alberto Zacharias Toron

Jornais do mundo repercutem postura errática de Bolsonaro

“Bolsonaro muda a postura: ‘a minha preocupação sempre foi salvar vidas’”, estampa o jornal português Expresso. “Bolsonaro aposta na negação”, crava o norte-americano Financial Times. “Acabou o termo ‘gripezinha’?”, questionou o francês France24. “Bolsonaro é ignorado pelos governadores”, satiriza o britânico The Guardian.

A repercussão do discurso de Jair Bolsonaro na noite desta terça-feira (31), o segundo alvo de grandes polêmicas, atravessou o mundo expondo a dupla crise que o Brasil enfrenta com o avanço do coronavírus: ser o país que lidera o número de casos na América Latina e o ceticismo de um presidente que, após minimizar a maior pandemia dos últimos tempos como “gripezinha”, corre atrás para não aumentar ainda mais os altos níveis de impopularidade.

“Na mente de Jair Bolsonaro, a manutenção dos postos de trabalho (e a proteção da economia do Brasil) parecia ter o mesmo nível de importância que salvar vidas”, introduziu Fábio Monteiro, para o diário português Expresso.pt.

Ao tratar do discurso de Bolsonaro nesta terça à noite, Monteiro descreveu que “sem deixar de lado o impacto do surto no desemprego”, é a primeira vez que o mandatário do Brasil mostrou-se preocupado com a saúde dos brasileiros.

Por outro lado, destacou que ao citar trecho do discurso do diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom, Jair Bolsonaro omitiu o que o líder da organização apontou ser a responsabilidade dos governos neste momento da pandemia.

“Os governos precisam garantir o bem-estar das pessoas que perderam a fonte de rendimento e que estão a necessitar desesperadamente de alimentos, saneamento e outros serviços essenciais”, foi a fala do diretor da OMS.

O noticiário francês France24 introduziu com uma pergunta: acabou o termo ‘gripezinha’?”. “Cerca de 201 pessoas morreram com o vírus no Brasil, um país de 210 milhões de pessoas, onde as autoridades alertaram que o pico da epidemia não seria atingido antes do final de abril”, destacou o jornal, depois de dizer que o presidente do Brasil “admitiu” que se trata “do maior desafio” atual.

Mas ressaltou a postura contraditória: “Jair Bolsonaro subestimou continuamente a magnitude da pandemia de coronavírus e criticou as medidas de contenção tomadas em todo o mundo e pela maioria dos estados brasileiros, opondo-se à necessidade de preservar a economia e o emprego. ‘Temos uma missão: salvar vidas sem esquecer os empregos’, disse ele durante seu discurso na noite de terça-feira.”

O jornal dos Estados Unidos Financial Times também ressaltou a tardia reação de Jair Bolsonaro frente ao coronavírus: “Quando o Brasil entrou em sua terceira semana de quarentena, o presidente Jair Bolsonaro começou a ficar impaciente”.

Na publicação desta terça (01), o periódico deu destaque à reação popular e ao isolamento que o presidente brasileiro está sofrendo, tanto de governadores, congressistas e da população, que vem se manifestando com os panelaços e pedindo a sua renúncia ou impeachment.

“A violação das diretrizes internacionais do presidente – para não mencionar as políticas de seu próprio ministro da Saúde – o coloca entre um número cada vez menor de líderes internacionais (…). Mas o comportamento de Bolsonaro também provocou uma reação que poderia ameaçar seu futuro político e a estabilidade da maior democracia da América Latina”, alertou o FT.

Completando: “A maioria dos governadores do país, incluindo aliados de outrora, se separou publicamente do presidente. O Senado e seu ministro da saúde o contradizem. Enquanto isso, os habitantes em quarentena das maiores cidades do Brasil começaram os panelaços noturnos – um protesto que envolve bater panelas e frigideiras para expressar descontentamento com o manejo da crise.”

Para o jornal estadunidense, o comportamento de Jair Bolsonaro foi descrito como “presidente de crise ambulante”, que vem “provocando reações entre aliados”.

Bolsonaro usa vídeo com fake news em novo ataque a governadores

Horas depois de fazer um discurso em que defendeu “união” e “cooperação”, o presidente Jair Bolsonaro compartilhou um vídeo nas redes sociais com críticas aos governadores. Na gravação, um vendedor diz que está na Central de Abastecimento (Ceasa) de Belo Horizonte e atribui o cenário vazio que aparece às suas costas ao desabastecimento provocado, segundo ele, pelas medidas de restrição adotadas no combate ao coronavírus. A informação foi desmentida pela própria Ceasa.

Imagens exibidas pela TV Globo também mostram grande movimentação de caminhões no local.  O homem que aparece na gravação culpa os governadores, que defendem o isolamento social como medida mais eficaz de combate ao coronavírus. “Para você que falou, depois do discurso do presidente, que economia não tem importância…Pois é, fome também mata. Fome, desespero, caos, também matam. Não esquece disso, não”, afirmou o homem que não se identifica. “A culpa disso aqui é dia governadores, porque o presidente da República está brigando incessantemente para que haja uma paralisação responsável”, acrescentou.

Segundo ele, os governadores buscam “ganhar nome e projeção política”. “Isso se chama responsabilidade. Tem que ponderar, administrar a crise. É isso que o presidente tem tentado fazer, (ao contrário) de governadores tentando ganhar nome e projeção política, à custa do sofrimento da população.”

No tuíte, Bolsonaro diz:

– Não é um desentendimento entre o Presidente e ALGUNS governadores e ALGUNS prefeitos..
– São fatos e realidades que devem ser mostradas.
– Depois da destruição não interessa mostrar culpados. pic.twitter.com/H0ZwUb4Gl4

— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) April 1, 2020

O presidente da Associação Comercial da Ceasa de Contagem, Noé Xavier da Silva, divulgou um vídeo em que contesta o teor do vídeo. Segundo ele, a gravação ocorreu quando a central fazia a limpeza do local. “Este fato não é verdade. O mercado segue firme e abastecido para garantir a alimentação para mais de 400 municípios de Minas Gerais”, afirmou.

Panelaço abafa pronunciamento de Bolsonaro

O pronunciamento de Jair Bolsonaro foi atípico. Ele abandonou o tom agressivo e desesperado para incorporar o presidente responsável pela primeira vez em todo o seu mandato. Curiosamente, este pronunciamento foi recebido pela população com o mais estridente panelaço dos últimos 15 dias. Panelas foram ouvidas em todo o país, desde a região sul, passando por São Paulo e Rio de Janeiro e ainda ecoando nos Estados do Norte e Nordeste. 

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que “pelo 15º dia seguido, o presidente Jair Bolsonaro foi alvo de panelaços em capitais pelo país, desta vez durante seu pronunciamento em rede nacional de TV, na noite desta terça-feira (31). Os protestos em janelas de apartamentos aconteceram em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre. Panelaços já eram registrados no centro de São Paulo desde antes do pronunciamento.”

A matéria ainda acrescenta que “quando a fala do presidente começou, houve protestos nos bairros de Aclimação, Bela Vista, Consolação, na região central, São Judas, na zona sul, Santana, na zona norte, Tatuapé, na zona leste, e Perdizes e Jardins, na zona oeste.​ Em Pinheiros, também na zona oeste da capital, houve sirenes, além dos gritos e do som de panelas. No Rio de Janeiro, houve panelaço no Leblon e em Ipanema, na zona sul. Nas Laranjeiras, também houve gritos esparsos de apoio a Bolsonaro.”