Direto do Twitter

“Que cristão é esse que fala em Messias para debochar da dor de milhares de famílias destruídas? Que patriota é esse que faz chacota com a morte de seus concidadãos? Bolsonaro não é só um mau político e um presidente ruim, ele é um ser humano desprezível”. Marcelo Freixo, professor e deputado federal (PSOL-RJ)

“Saíram da fase de espalhar que a cloroquina salvaria o Brasil da pandemia e já tão mandando um “e daí?” Manda logo um “foda-se” que é mais sincero ainda”. Guga Noblat, jornalista

“Hoje na Nova Zelândia, UM caso (relacionado à viagem ao exterior) e nenhuma morte. A primeira ministra e o diretor geral da Saúde fazem entrevista coletiva diariamente. O lockdown funcionou. Não há virus na comunidade”. José de Abreu, ator

Remo projeta venda de 10 mil máscaras e lança novos planos para a torcida

Máscaras oficiais do Clube do Remo

Em tempo de pandemia e necessidade de receita, o Clube do Remo iniciou na última quarta-feira (22) a comercialização de máscaras oficiais, ao preço de R$ 30,00 por um kit com 5 unidades. O presidente Fábio Bentes confirma o sucesso nas vendas das máscaras. Segundo ele, a procura é enorme, com vendas atingindo rapidamente o total previsto. A ideia agora é comercializar 10 mil unidades.

“Chegamos à marca de 4 mil máscaras vendidas nesse período. É um sucesso e, em um curto espaço de tempo, pretendemos bater 10 mil máscaras vendidas, dependendo da produção. Isso é muito bom, pois é um dinheiro que entra em boa hora para ajudar o clube”, comentou Fábio.

O clube já arrecadou mais de R$ 24 mil com as máscaras, vendidas no sistema drive-thru, na sede social do clube, na avenida Nazaré, e também por delivery, pelo telefone (91) 98025-4331.

O clube também iniciou uma ação com novos planos de sócios-torcedores, tanto para quem gosta de ir acompanhar os jogos das arquibancadas quanto de cadeiras especiais. Para maiores informações, o torcedor pode entrar em contato no telefone (91) 98417-3644.

Juiz de Manaus manda Caixa liberar saque parcial do FGTS para trabalhador

Foto: Pedro Braga Júnior/Portal do Holanda

O juiz da 7ª Vara do Trabalho de Manaus, Gustavo Jacques Moreira da Costa, atendendo pedido de urgência, determinou à Caixa Econômica Federal (CEF) que realize imediata liberação parcial do valor depositado a título de FGTS na conta do trabalhador durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

O magistrado salientou que a Medida Provisória 946/2020 tornou indiscutível a possibilidade excepcional de saque parcial do FGTS, tendo em vista que este regulamento classificou a pandemia da Covid-19 como desastre natural. Ademais, o magistrado afirmou que a Lei nº 8.036/90 expressamente prevê, em seu art. 20, inciso XVI, “a”, a possibilidade de saque parcial do FGTS diante de situação de necessidade pessoal, cuja urgência e gravidade decorram de desastre natural, desde que o trabalhador resida em área atingida por estado de calamidade pública reconhecida pelo governo federal, o que foi o caso do reclamante.

Urgência

Nos termos do artigo 300, caput, do Código de Processo Civil (CPC), poderá haver tutela provisória de urgência quando houver probabilidade do direito e perigo de dano.

O autor ajuizou a reclamação com o pedido de imediata liberação do depósito de FGTS constante na conta vinculada e entrega das guias do seguro-desemprego sob a alegação de que em razão da pandemia e do estado de calamidade decretado pelo Governo Federal (Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020) tem direito a sacar o valor depositado na Caixa Econômica Federal e habilitação no seguro-desemprego,

Ao analisar os requisitos para a concessão da liminar pleiteada, o magistrado considerou que a Medida Provisória (MPV) nº 946/2020 (art. 6º), permitiu o saque parcial do FGTS em razão da pandemia da COVID19, limitando o saque ao valor de R$ 1.045,00, ressalvando que a liberação do saque indiscriminado do saldo total de todas as contas, por todos os correntistas, poderá levar ao colapso do sistema de proteção financeira representado pelo FGTS, com evidentes prejuízos sociais muito maiores no futuro.

Não obstante referida liberação parcial ter sido autorizada pela MPV nº 946/2020 apenas a partir de 15 de junho de 2020, o magistrado afirmou que o saque apenas a partir dessa data resta de todo incabível diante da necessidade emergente do trabalhador, que necessita manter sua subsistência e de seus familiares durante o período de calamidade pública e isolamento social.

Jornal revela ligações de Ronaldinho Gaúcho com o submundo da jogatina

De Lindauro Gomes, Lucas Valença e Petronilo Oliveira no Jornal de Brasília

Preso há mais de um mês no Paraguai, o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e o irmão Roberto Assis Moreira passaram a protagonizar uma história policial, com enredo confuso, que deixou o Brasil e o mundo atônitos. Por que um ídolo milionário iria se interessar por ir ao Paraguai com documentos falsos? Quais seriam os reais motivos para que os irmãos Assis Moreira recebessem passaportes ilegais? Essas são perguntas ainda sem resposta por parte da polícia paraguaia. No entanto, uma das pistas para compreender a polêmica viagem pode estar na relação do jogador com integrantes do jogo clandestino no Brasil, incluindo Carlinhos Cachoeira, em Goiânia, a 250 km da capital da República, Brasília.

(…)

Acostumado aos holofotes dentro e fora dos campos, Ronaldinho Gaúcho aventurou-se em jogadas arriscadas e ilegais ao se utilizar de um de seus imóveis, um prédio no bairro de Ipanema, na cidade de Porto Alegre (RS), para fomentar o jogo ilegal na cidade gaúcha. O local foi o elo de aproximação do ex-camisa 10 com empresários da jogatina brasileira, que o transformaram em garoto propaganda do jogo de azar no Brasil.

Ronaldinho também é embaixador do Turismo no governo Bolsonaro, mas são os famosos bicheiros que utilizam do nome do ex-craque para expandir os negócios clandestinos a outros países. Vale lembrar que durante a prisão do brasileiro no Paraguai, desde o dia 4 de março, uma luz amarela foi acesa no Palácio do Planalto. O então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, que recentemente deixou o governo em meio à polêmica, chegou até mesmo a ligar para autoridades paraguaias para entender a real situação do brasileiro diante do escândalo no país vizinho.

Dois documentos obtidos pelo Jornal de Brasília, um registrado em cartório e outro do Tribunal de Justiça do RS, mostram que Ronaldo de Assis Moreira, famoso pelo apelido de Ronaldinho Gaúcho, está registrado como sendo o responsável pelo local onde acontece a atuação ilegal de uma empresa chamada de Winpoker, que funciona clandestinamente na capital gaúcha.

Informações obtidas pela reportagem vinculam o ex-jogador de futebol e seu irmão, o empresário Roberto de Assis Moreira, às atividades ilegais e também a dois familiares que atuam ou atuaram no estabelecimento. Conhecida como Dona Dida, a tia do jogador é a responsável pelas refeições dos clientes e já chegou a ser vista algumas vezes no ambiente com a mãe do ex-atleta, Miguelina Elói Assis dos Santos. Um dos primos, que deixou de trabalhar no investimento, exercia a função de porteiro.

Militares genocidas da Argentina são condenados à prisão perpétua

Junta militar da Argentina. Ao centro, o ditador Rafael Videla

Em meio à pandemia de coronavírus, terminou o julgamento que por dois anos investigou crimes contra a humanidade cometidos durante a ditadura militar na Argentina. O Tribunal Federal de Mar del Plata, divulgou o veredicto de um julgamento que coletou evidências fundamentadas por mais de 300 testemunhas que permitiram esclarecer parte do que aconteceu entre 1976 e 1983, sob a ditadura militar do ditador Rafael Videla, informa a Telesul

O processo examinou a privação ilegal de liberdade, tortura, assassinato e desaparecimento de 272 vítimas em centros clandestinos operados pelas Forças Armadas e de Segurança do país durante o final da década de 1970 e o início da década de 1980.

O veredicto final foi anunciado por meio de uma audiência na internet que, sem a presença dos familiares das vítimas devido ao cumprimento de medidas de segurança diante da pandemia, continuou seu curso, onde 38 pessoas receberam sentenças.

Juntamente com os 28 acusados ​​que foram condenados à prisão perpétua, outros sete acusados ​​também foram condenados a penas que variam de 7 a 25 anos de prisão.

Ministério da Saúde avalia autorizar jogos de futebol sem público

Em entrevista coletiva, concedida nesta segunda-feira (27), o ministro da Saúde, Nelson Teich, informou que a pedido da Confederação Brasileira de Futebol, o Ministério avalia liberar a retomada dos campeonatos de futebol. Segundo Teich, a a avaliação é a respeito de jogos sem público.

“Isso é uma coisa que a gente está avaliando. Não que tudo que a gente avalia é para ser definido, não é definido, ainda. Mas, são algumas iniciativas que, de alguma forma, poderiam trazer uma rotina um pouco melhor para o cotidiano das pessoas, porque o enclausuramento tem impacto muito grande no bem-estar”, afirmou.

Mais cedo, o próprio presidente Jair Bolasonaro havia falado sobre o assunto. Favorável ao fim do isolamento social, ele disse que esperava da pasta um parecer que permitisse o retorno gradual de jogos de futebol, inicialmente com os portões fechados.

Série da Netflix desnuda personalidade da lenda Michael Jordan

Michael Jordan acompanha partida do Charlotte Hornets - Streeter Lecka/Getty Images

Por Fábio Balassiano

“Naquela situação Scottie Pippen foi um pouco egoísta. Não pensou muito no time”. Esta foi uma das frases de Michael Jordan no segundo episódio de “Arremesso Final”, exibida aqui no Brasil pela Netflix. MJ falava sobre o comportamento de seu companheiro e a forma como ele abordou o tema foi comentada por Steve Kerr, que fazia parte daquele elenco e hoje é técnico do Golden State Warriors.

Muita gente conhece os feitos de Michael Jordan como atleta, certamente o melhor jogador de basquete de todos os tempos e um dos melhores esportistas dentre todas as modalidades, mas pouca gente consegue entender a cabeça por trás.

Carismático como jogador, ele foi um dos primeiros a se entender como empresa e a transformar tudo o que passava ao redor dele em acordo comercial. É dele a famosa frase “Republicanos também compram tênis”, quando questionado se apoiaria publicamente os democratas de seu amigo Barack Obama nas eleições americanas de anos atrás. Quase sempre avesso a declarações fortes sobre contextos políticos ou sociais, Jordan deixa que sua história no basquete fale por si para que seu legado, como empresário, se eternize (e potencialize seus lucros).

Certo ou errado, é o caminho que ele escolheu e sua trilha como homem de negócios tem se mostrado mais do que acertada. O único momento em que abriu uma espécie de exceção para que sua vida pessoal se tornasse pública foi quando seu pai, James Jordan, faleceu em 1993, vítima de um assassinato cruel na Carolina do Norte devido a dívidas dele (James) para casas de aposta locais.

Meses depois Michael, que também sempre gostou bastante de jogos de azar (suas partidas de golfe com valores assombrosos de aposta são conhecidas), afirmou que não tinha mais vontade de jogar basquete por falta de motivação e que partiria para uma experiência no beisebol, realizando o sonho de seu pai. Foi uma espécie de licença-poética para homenagear James Jordan.

Dono dos melhores contratos publicitários quando atleta (ele foi o primeiro a assinar um vitalício com a Nike de seu amigo Phil Knight), Jordan é dono de uma marca com seu próprio nome (a desejada Jordan Brand), sócio de um time da NBA (o Charlotte Hornets) e o primeiro atleta da história a se tornar bilionário (atualmente seu patrimônio está acima da casa dos US$ 2,5 bilhões). Com tantas facetas e momentos extraordinários assim, fica estranho que sua vida seja pouco comentada nestes momentos de redes sociais pulsando todo tipo de informação. Nem mesmo as suas constantes atuações em situações de filantropia são conhecidas (estima-se que ele já tenha destinado mais de US$ 50 milhões).

Conhecido por ser o famoso “obsessivo por evolução”, Jordan sempre teve seu comportamento esportivo elogiado, sendo exemplo para todas as gerações que o viram jogar. Sua compulsão por melhorar vem de seu irmão mais velho, Larry, com quem jogava no quintal de casa e quem, teoricamente, seria “o” jogador da família Jordan.

Cortado no time do segundo grau, Michael chegou em casa, chorou de raiva e partiu para treinar. Cresceu 15cm em um ano, melhorou, se tornou um dos melhores do seu colégio e depois você já sabe. Seu lado de fora das quadras é que não é tão, digamos, explorado assim. Michael tem inúmeros livros publicados a seu respeito, mas quase nenhum com declarações conclusivas ou contundentes dele.

A construção de seu personagem comprometido com a evolução faz parte de um roteiro muito bem construído e quase sem buracos para quem pensa em carreira dentro e fora das quadras. Suas entrevistas quase sempre foram dadas a amigos, ex-atletas ou em situações protocolares. Não há nada mais apimentado, nada que a gente se lembre dele metido em alguma confusão. A maneira como ele sempre tratou a sua vida longe do basquete é reclusa, embora ele tenha mudado um pouco nos últimos anos.

Primeiro pela forma como anos atrás ele deu abertura à NBA TV para que enfim “Arremesso Final” fosse lançada depois de quase 20 anos. Jordan tinha algo absurdamente válido, e raro em uma relação com uma liga do tamanho da NBA, nas mãos: o controle sobre quando o documentário seria lançado. Na série, não custa já destacar, ele permitiu depoimento de Isiah Thomas, um de seus maiores desafetos e para quem MJ destilou o seu veto no Dream Team. Depois fazendo um discurso emocionante na cerimônia de homenagem a Kobe Bryant.

Lá, por exemplo, o mundo praticamente descobriu que ele é pai das gêmeas Victoria e Isabel, frutos de seu relacionamento com a modelo cubana Yvette Prieto, sua segunda esposa, e nascidas em 2014. A mãe de seus primeiros filhos (Jeffrey e Marcus), Juanita, teria recebido mais de US$ 160 milhões no divórcio, mas isso tampouco foi amplamente divulgado porque Jordan sempre conseguiu se blindar fortemente de quase todos os assuntos.

A forma zelosa como ele sempre se entendeu como figura pública também é bastante comentada por atletas como sendo um exemplo. Longe das confusões, seu legado como atleta continua vivo mesmo após duas décadas longe das quadras.