Lula presta homenagem a Moraes

O ex-presidente Lula prestou solidariedade à família do cantor e compositor Moraes Moreira, que morreu nesta segunda-feira (13) em sua casa no Rio de Janeiro.

“Moraes Moreira foi um músico genial, um dos maiores nomes da nossa música popular”, escreveu Lula no Twitter. “Uma pessoa muito querida que tanto bem fez para nossa cultura, tanta alegria deu aos brasileiros e tantas contribuições para a imagem do nosso país no exterior. Nesse momento de tristeza e luto, junto-me aos familiares, amigos e fãs de Moraes Moreira”, concluiu.

Deixem a imprensa trabalhar!

“A imprensa é a vista da nação. Por ela é que a nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam, percebe onde lhe alvejam, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam, ou destroem, vela pelo que lhe interessa, e se acautela do que ameaça”. (Rui Barbosa)

Por Rubens Bueno*

A falta de argumentos, dados, fatos e de bom senso é um caminho perigoso que nos leva ao “achismo” e a ignorância. E a ignorância mata! Já a sabedoria e a solidariedade independem da educação formal. Têm mais relação com a formação do caráter.

Como parlamentar e democrata, reconheço o papel fundamental da imprensa brasileira, que desde o início dessa crise provocada pela pandemia do coronavírus, está na linha de frente dessa verdadeira guerra e não arreda um pé. Noite e dia jornalistas estão de prontidão para informar a sociedade de maneira correta e republicana. Há, e precisamos frisar, responsabilidade, zelo e cuidado por parte das TVs, rádios, jornais, portais e revistas, a chamada mídia estruturada.

Lamentavelmente, não é o que acontece em alguns espaços das redes sociais, que muitas vezes confundem e desinformam. Tudo em nome do interesse eleitoral de grupos que jogaram a informação no esgoto em nome do interesse próprio.

A população brasileira precisa estar atenta. A mídia é a nossa grande parceira para o Brasil superar a pandemia e a crise.

Ataques a jornalistas, que estão colocando em risco sua vida para nos auxiliarem neste momento, assim como os profissionais de saúde, são inadmissíveis e merecem ser rechaçados de imediato.

A democracia pressupõe uma imprensa livre e atuante. E aqueles que assim não acreditam, caminham no sentido da ditadura e do obscurantismo.

Não é isso que queremos para o Brasil. Deixem a imprensa trabalhar!

(*) é deputado federal e vice-presidente nacional do Cidadania

O adeus de Moraes Moreira, aos 72 anos

Moraes Moreira - Novos Baianos

Morreu o cantor e compositor Moraes Moreira, aos 72 anos, nesta segunda-feira, 13, em sua casa no Rio de Janeiro. A causa da morte ainda é desconhecida. Baby do Brasil, colega de Moreira na banda Novos Baianos, confirmou a informação a VEJA. “Nos pegou de surpresa. Ainda estamos recebendo informações sobre o que aconteceu. Parece que ele estava dormindo. Não foi uma morte com sofrimento, não foi uma dor. Pelo menos isso nos consola um pouco. Tudo indica que foi um infarto fulminante dormindo”, disse a cantora.

Nascido Antônio Carlos Moraes Pires, em 1947, na cidade de Ituaçu, na Bahia, Moraes Moreira aprendeu ainda na adolescência a tocar violão. Em Salvador, conheceu os amigos Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão, com quem formou o grupo Novos Baianos, do qual fez parte entre 1969 e 1975 — e retornou duas vezes, em 1997 e em 2016, para shows especiais que renderam os discos ao vivo Infinito Circular e Acabou Chorare – Novos Baianos se Encontram. Habilidoso compositor, assinou faixas como Lá Vem o Brasil Descendo a LadeiraA Menina Dança e Preta Pretinha, entre muitas outras. Mostrou também uma rara facilidade em mesclar ritmos, do rock e do erudito ao frevo, baião e samba: salada rítmica que fez da banda uma das mais interessantes e elogiadas da história da música nacional.

Ao seguir carreira solo, Moreira continuou a entregar um trabalho primoroso e inovador, com populares faixas como Pombo Correio e Vassourinha Elétrica. É considerado o primeiro cantor de grande alcance a participar de um trio elétrico na Bahia, ao lado de Dodô e Osmar, pioneiros do formato de carros de rua que conduzem multidões nos carnavais baianos. (Com informações de UOL e Veja)

Grandeza além do coração

POR GERSON NOGUEIRA 

O futebol é apaixonante, arrasta multidões e atiça tantas emoções porque mexe com sentimentos, divide o mundo em grupos. Quanto mais identificação e afinidade, mais união entre as pessoas. É fato que costumamos simpatizar de cara – mesmo sem conhecer – com quem veste as mesmas cores, desfralda as bandeiras de nosso time do coração, segue a mesma ideologia ou curte o mesmo tipo de música. A isso chamamos de empatia natural. 

A raça humana precisa desses referenciais para se sentir pertencente a turmas, partidos, países, comunidades, patotas, igrejas e até gangues uniformizadas, comuns em clubes de massa.

Torcedores agem e se agrupam assim.  Descobrindo pontos de convergência e gostos parecidos. A coisa sai dos trilhos quando passam a considerar como inimigos todos os que pensam ou vivem de forma diferente. A não aceitação de contrários é um caminho que pode conduzir à barbárie.

Ideologias radicais, extremistas e xiitas se alimentam desse distanciamento em relação a grupos diferentes. O diálogo nem chega a se estabelecer e os ajuntamentos tornam-se bolhas impenetráveis. 

É possível vislumbrar o mesmo mecanismo no futebol. Nem sempre de forma tão excludente. A relação entre torcedores rivais pode ser amistosa, restrita aos limites do desporto.

Tudo degringola, porém, quando o fanatismo exacerbado contamina quem deveria pensar racionalmente. Dirigentes não podem agir movidos pela bílis. O lado mercurial deve ficar com o torcedor. Aos líderes compete aplacar as labaredas, conter os incendiários. Jogar para a plateia já foi sinal de sagacidade política; hoje é quase sempre um sinal de primarismo demagógico.

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Alguns exemplos extremamente auspiciosos têm brotado no Nordeste, com gestões esclarecidas e responsáveis. O Bahia foi o pioneiro e o Fortaleza segue seus passos.

Em fase de recuperação financeira e resgate da velha hegemonia, o Tricolor da Boa Terra entendeu que o inimigo maior não é o rival Vitória. Passou, então, a mirar no verdadeiro desafio: a luta contra os clubes do Sul e Sudeste, que dominam a cena há décadas. Coincidência ou não, foi o Bahia que quebrou a banca conquistando títulos importantes inserindo-se entre os maiorais antes da era dos pontos corridos.

A máxima napoleônica ensina que saber escolher seus inimigos é também uma forma de poder. Ao entender isso, o Bahia se libertou das amarras domésticas e voltou a ser visto e respeitado como agremiação grande pelo resto do país. 

Não significa que o clube baiano vá se desapegar dos embates domésticos. Nada disso. Apenas passou a olhar para além-muro e projetar avanços, administrativa e esportivamente falando.

O modelo ganha adeptos também entre nós, o que é uma ótima notícia. Para a agenda de debates do Troféu Camisa 13, Zaire Filho tem convidado frequentemente executivos e gestores que tiveram êxito ao abraçar a causa de libertar os clubes das amarras da rivalidade interna.

Não quer dizer que alimentar uma histórica porfia seja algo negativo. Pelo contrário. É válido e ancora raízes históricas, só não pode ser a razão de existir de um clube. Há objetivos maiores a conquistar num mundo que muda velozmente.

Pensar grande significa, acima de tudo, agir com grandeza.

Leão aproveita quarentena para recompor elenco

O Remo começa a reduzir elenco em plena quarentena. A incerteza advinda da quarentena tem encorajado acertos contratuais. Há uma coincidência entre o desejo de ir embora por parte de alguns atletas e a insatisfação da comissão técnica com a produção de boa parte do elenco.

Jackson, artilheiro do time no campeonato, e Nininho, último jogador contratado para o Parazão, foram apenas os primeiros a deixarem o clube. Pelo menos mais cinco atletas devem seguir o mesmo caminho, entrando em acordo nos próximos dias.

As saídas devem ser repostas apenas para a Série C, cujo início deve ocorrer em julho ou agosto, conforme estimativas mais otimistas. O técnico Mazola Junior já se movimenta para, ao lado do executivo Carlos Kila, iniciar a busca por atletas que recomponham o elenco.

De acordo com o planejamento interno, o clube deve chegar ao Brasileiro com uma folha salarial mais enxuta, a partir das reduções já confirmadas neste período de quarentena. Somente os salários de jogadores oriundos da base (em torno de R$ 3 mil) não foram alterados.

Para a disputa do Brasileiro, o clube deve contratar um ou dois talentos revelados no atual Parazão. 

Bola na Torre

Lino Machado apresenta o programa, que hoje começa às 21h30, na RBATV. Participações de Saulo Zaire e Mariana Malato. No sistema de home office, comentários de Guilherme Guerreiro, Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. 

Ainda doente, ídolo remista está de volta a Macapá

Quase ninguém mais falou em Bira, mas o filho do ídolo azulino traz notícia nova. Ele informou na quarta-feira que o pai já está em Macapá, cercado pelo carinho e as atenções da família.

No final de 2019, Bira veio para Belém em estado grave e foi hospitalizado na Beneficente Portuguesa, com problemas decorrentes do diabete. Trava agora a luta para recuperar a saúde plena. 

(Coluna publicada na edição do Bola de domingo, 12)

Mandetta detona Bolsonaro no Fantástico e pode ser demitido a qualquer momento

Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, voltou a defender o isolamento social e deu uma declaração que eleva a tensão na relação já conturbada com Jair Bolsonaro.

“Quando você vê as pessoas entrando em padaria, em supermercado, grudadas, isso é claramente uma coisa equivocada. Eu espero uma fala única, uma fala unificada. Porque isso leva para o brasileiro uma dubiedade. Ele não sabe se escuta o ministro, o presidente, quem ele escuta”, disse o ministro,.

A mudança de tom reforça as especulações de Mandetta tenha ficado furioso com a ameaça de Jair Bolsonaro de demiti-lo na última segunda-feira (6) e precisou ser contido por amigos próximos, que foram acionados pelo general Walter Braga Netto.