O futuro depende dos técnicos

POR GERSON NOGUEIRA

Remo encara o Paysandu no Paraense sub-15 e faz semi com a ...

Das poucas previsões cabíveis a esta altura da quarentena, o aproveitamento dos jogadores da base é a que parece mais certeira. Não que seja pela vontade de dirigentes e técnicos, mas por razões de pura necessidade. Afinal, quando o futebol for retomado, os clubes terão imensas dificuldades para manter os elencos da fase pré-pandemia.

Cabe aos técnicos a responsabilidade de fazer com que os jovens atletas sejam efetivamente aproveitados nos clubes. No Pará, a dupla Re-Pa há tempos é cobrada pela errática política em relação a jogadores revelados no próprio clube.

É como se jogadores formados em casa tivessem um invisível selo de rejeição. A lista de jogadores que ganharam chances nos grandes de Belém nos últimos anos é de pouco mais de uma dezena. Pikachu, Ameixa, Roni, Wylliam, Diego Matos, Hélio Borges, Paulo Ricardo, Alan Calbergue, Kevem, Rony, Rodrigo Andrade, Lailson, Pingo.

É pouco. As divisões de base de Remo e PSC formam anualmente bons atletas, vários deles em condições de aproveitamento imediato. Ocorre que as comissões técnicas importadas têm pouca ou nenhuma vinculação com os preparadores da base.

Vem daí muito da desinformação dos técnicos quanto ao talento de jogadores que já estouraram a idade na base. Normalmente, os jovens são chamados quando surge uma situação emergencial com os titulares – contusões ou suspensões disciplinares.

Foi assim que o goleiro Paulo Ricardo foi lançado no último Re-Pa e o lateral esquerdo Ronald ganhou lugar no time do Remo diante do Carajás. Em situação normal, ambos dificilmente seriam escalados.

Sob o comando de técnicos experientes, Mazola Jr. e Hélio dos Anjos, a dupla Re-Pa tem condições de emergir com opções de qualidade da crise motivada pelo novo coronavírus. Boas opções estão disponíveis para os dois comandantes.

No Baenão, David Lima (meia-atacante), Warley (volante), Pipoca (zagueiro), Ronald (ala) e Wallace (atacante) pedem passagem há tempos. O mesmo ocorre na Curuzu com Marco Antonio (atacante), Yure (volante), Bruce (atacante), Kerve (zagueiro) e Flávio (atacante).

Caberá a esse grupo de atletas e outros ainda pouco conhecidos encabeçar o processo de renovação nos clubes, que até o fim da quarentena irão reduzir elencos e liberar jogadores mais caros. Mazola e Hélio, portanto, têm uma tremenda responsabilidade a partir de agora. O futuro dependerá da boa vontade com os novos.

Futebol pode voltar em maio, mas clubes correm riscos

Com base em números da covid-19, Santa Catarina deve ser o primeiro Estado a retomar as atividades do futebol em todo o país. O governo analisa até amanhã a liberação do retorno dos clubes aos treinos e a retomada do Campeonato Estadual.

Um protocolo de saúde e segurança, elaborado pelo médico Luís Funchal (do Avaí), serve de base para as possíveis deliberações do governador Carlos Moisés (PSL). O estudo prevê a volta dos treinos já na próxima sexta-feira, 1º de maio, e do certame catarinense no dia 16 de maio.

No plano federal, o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, revela que, a pedido da CBF, está avaliando liberar a retomada dos campeonatos de futebol pelo país. Esta avaliação prevê apenas jogos sem público.

Fiel à crítica radical que o presidente Jair Bolsonaro faz ao isolamento social como combate à pandemia, o ministro acha que é possível liberar jogos, “iniciativas que, de alguma forma, poderiam trazer uma rotina um pouco melhor para o cotidiano das pessoas, porque o enclausuramento tem impacto muito grande no bem-estar”.

Pode até ser, mas não custa lembrar que na Itália a explosão inicial da doença foi muito associada ao período de jogos da Liga dos Campeões, principalmente em Bergamo, cidade que foi bastante afetada pela covid-19.

Ao mesmo tempo, os clubes da Série A brasileira podem engrossar a pressão pela volta imediata, acossados pelos cortes que a Rede Globo anuncia nos valores das parcelas de abril, maio e junho da cota fixa dos direitos de transmissão do campeonato.

Reunião realizada ontem, com patrocínio da CBF, tentava intermediar um acordo com a emissora que banca a competição. A chiadeira é porque o corte acontece nos piores meses, em pleno isolamento social. A pandemia é justamente o argumento da Globo para diminuir despesas.

Na carta enviada aos clubes, a emissora afirma que com o aumento da crise causada pela pandemia novos ajustes podem vir a ser feitos. Os 20 clubes querem a garantia de que terão cota integral se o Brasileiro for jogado normalmente com 38 rodadas, independentemente das datas. O valor pago pela TV aberta e fechada na Série A é hoje de R$ 450 milhões.

Adeus a Codó, um dos últimos românticos do futebol

O amigo Codó foi a primeira vítima da covid-19 em Baião. Soube da triste notícia pela minha irmã Sonia durante o papo diário que a gente mantém desde que a longa noite da quarentena caiu sobre nós.

Codó era um desportista no sentido amplo do termo, daqueles que não jogam mais bola, mas falam sobre o jogo o tempo todo. Conhecia datas, causos, estatísticas, curiosidades, escalações perdidas.

Discutia com qualquer PhD quando o assunto era o nobre esporte bretão. Comunicava-se com a Rádio Clube regularmente, participando de quase todos os programas da grade.

Tinha um orgulho danado da presença de um filho da terra no time chefiado por Guilherme Guerreiro. A gente não se falava há tempos, mas a amizade seguia firme como rocha. Que descanse em paz.

(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 29)

Bastidores do rock

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Os produtores Robert Fripp e Brian Eno com David Bowie no estúdio, durante a sessão de gravação do histórico álbum “Heroes”. Em Berlim Ocidental, 1977.

Direto do Twitter

“Que cristão é esse que fala em Messias para debochar da dor de milhares de famílias destruídas? Que patriota é esse que faz chacota com a morte de seus concidadãos? Bolsonaro não é só um mau político e um presidente ruim, ele é um ser humano desprezível”. Marcelo Freixo, professor e deputado federal (PSOL-RJ)

“Saíram da fase de espalhar que a cloroquina salvaria o Brasil da pandemia e já tão mandando um “e daí?” Manda logo um “foda-se” que é mais sincero ainda”. Guga Noblat, jornalista

“Hoje na Nova Zelândia, UM caso (relacionado à viagem ao exterior) e nenhuma morte. A primeira ministra e o diretor geral da Saúde fazem entrevista coletiva diariamente. O lockdown funcionou. Não há virus na comunidade”. José de Abreu, ator

Tiros a esmo

Brasil bate recorde de perdas pela covid-19, com 474 mortes em 24 horas e mais de 5 mil óbitos no total. Enquanto isso, o presidente vai a um clube de tiro para relaxar fazendo disparos. Planos e ações contra a pandemia, nem pensar.

Remo projeta venda de 10 mil máscaras e lança novos planos para a torcida

Máscaras oficiais do Clube do Remo

Em tempo de pandemia e necessidade de receita, o Clube do Remo iniciou na última quarta-feira (22) a comercialização de máscaras oficiais, ao preço de R$ 30,00 por um kit com 5 unidades. O presidente Fábio Bentes confirma o sucesso nas vendas das máscaras. Segundo ele, a procura é enorme, com vendas atingindo rapidamente o total previsto. A ideia agora é comercializar 10 mil unidades.

“Chegamos à marca de 4 mil máscaras vendidas nesse período. É um sucesso e, em um curto espaço de tempo, pretendemos bater 10 mil máscaras vendidas, dependendo da produção. Isso é muito bom, pois é um dinheiro que entra em boa hora para ajudar o clube”, comentou Fábio.

O clube já arrecadou mais de R$ 24 mil com as máscaras, vendidas no sistema drive-thru, na sede social do clube, na avenida Nazaré, e também por delivery, pelo telefone (91) 98025-4331.

O clube também iniciou uma ação com novos planos de sócios-torcedores, tanto para quem gosta de ir acompanhar os jogos das arquibancadas quanto de cadeiras especiais. Para maiores informações, o torcedor pode entrar em contato no telefone (91) 98417-3644.

Juiz de Manaus manda Caixa liberar saque parcial do FGTS para trabalhador

Foto: Pedro Braga Júnior/Portal do Holanda

O juiz da 7ª Vara do Trabalho de Manaus, Gustavo Jacques Moreira da Costa, atendendo pedido de urgência, determinou à Caixa Econômica Federal (CEF) que realize imediata liberação parcial do valor depositado a título de FGTS na conta do trabalhador durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

O magistrado salientou que a Medida Provisória 946/2020 tornou indiscutível a possibilidade excepcional de saque parcial do FGTS, tendo em vista que este regulamento classificou a pandemia da Covid-19 como desastre natural. Ademais, o magistrado afirmou que a Lei nº 8.036/90 expressamente prevê, em seu art. 20, inciso XVI, “a”, a possibilidade de saque parcial do FGTS diante de situação de necessidade pessoal, cuja urgência e gravidade decorram de desastre natural, desde que o trabalhador resida em área atingida por estado de calamidade pública reconhecida pelo governo federal, o que foi o caso do reclamante.

Urgência

Nos termos do artigo 300, caput, do Código de Processo Civil (CPC), poderá haver tutela provisória de urgência quando houver probabilidade do direito e perigo de dano.

O autor ajuizou a reclamação com o pedido de imediata liberação do depósito de FGTS constante na conta vinculada e entrega das guias do seguro-desemprego sob a alegação de que em razão da pandemia e do estado de calamidade decretado pelo Governo Federal (Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020) tem direito a sacar o valor depositado na Caixa Econômica Federal e habilitação no seguro-desemprego,

Ao analisar os requisitos para a concessão da liminar pleiteada, o magistrado considerou que a Medida Provisória (MPV) nº 946/2020 (art. 6º), permitiu o saque parcial do FGTS em razão da pandemia da COVID19, limitando o saque ao valor de R$ 1.045,00, ressalvando que a liberação do saque indiscriminado do saldo total de todas as contas, por todos os correntistas, poderá levar ao colapso do sistema de proteção financeira representado pelo FGTS, com evidentes prejuízos sociais muito maiores no futuro.

Não obstante referida liberação parcial ter sido autorizada pela MPV nº 946/2020 apenas a partir de 15 de junho de 2020, o magistrado afirmou que o saque apenas a partir dessa data resta de todo incabível diante da necessidade emergente do trabalhador, que necessita manter sua subsistência e de seus familiares durante o período de calamidade pública e isolamento social.

Jornal revela ligações de Ronaldinho Gaúcho com o submundo da jogatina

De Lindauro Gomes, Lucas Valença e Petronilo Oliveira no Jornal de Brasília

Preso há mais de um mês no Paraguai, o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e o irmão Roberto Assis Moreira passaram a protagonizar uma história policial, com enredo confuso, que deixou o Brasil e o mundo atônitos. Por que um ídolo milionário iria se interessar por ir ao Paraguai com documentos falsos? Quais seriam os reais motivos para que os irmãos Assis Moreira recebessem passaportes ilegais? Essas são perguntas ainda sem resposta por parte da polícia paraguaia. No entanto, uma das pistas para compreender a polêmica viagem pode estar na relação do jogador com integrantes do jogo clandestino no Brasil, incluindo Carlinhos Cachoeira, em Goiânia, a 250 km da capital da República, Brasília.

(…)

Acostumado aos holofotes dentro e fora dos campos, Ronaldinho Gaúcho aventurou-se em jogadas arriscadas e ilegais ao se utilizar de um de seus imóveis, um prédio no bairro de Ipanema, na cidade de Porto Alegre (RS), para fomentar o jogo ilegal na cidade gaúcha. O local foi o elo de aproximação do ex-camisa 10 com empresários da jogatina brasileira, que o transformaram em garoto propaganda do jogo de azar no Brasil.

Ronaldinho também é embaixador do Turismo no governo Bolsonaro, mas são os famosos bicheiros que utilizam do nome do ex-craque para expandir os negócios clandestinos a outros países. Vale lembrar que durante a prisão do brasileiro no Paraguai, desde o dia 4 de março, uma luz amarela foi acesa no Palácio do Planalto. O então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, que recentemente deixou o governo em meio à polêmica, chegou até mesmo a ligar para autoridades paraguaias para entender a real situação do brasileiro diante do escândalo no país vizinho.

Dois documentos obtidos pelo Jornal de Brasília, um registrado em cartório e outro do Tribunal de Justiça do RS, mostram que Ronaldo de Assis Moreira, famoso pelo apelido de Ronaldinho Gaúcho, está registrado como sendo o responsável pelo local onde acontece a atuação ilegal de uma empresa chamada de Winpoker, que funciona clandestinamente na capital gaúcha.

Informações obtidas pela reportagem vinculam o ex-jogador de futebol e seu irmão, o empresário Roberto de Assis Moreira, às atividades ilegais e também a dois familiares que atuam ou atuaram no estabelecimento. Conhecida como Dona Dida, a tia do jogador é a responsável pelas refeições dos clientes e já chegou a ser vista algumas vezes no ambiente com a mãe do ex-atleta, Miguelina Elói Assis dos Santos. Um dos primos, que deixou de trabalhar no investimento, exercia a função de porteiro.

A sentença eterna

“Qualidade sem resultados é inútil, mas resultado sem qualidade é chato”

Johan Cruyff, craque holandês e técnico campeão

A frase do dia

“Tem muita coisa que eu assino que eu leio a ementa apenas. Tem decreto que tem vinte páginas e às vezes tem um palmo de papel pra assinar ali. E não é só ler, tem que interpretar também. Eu não tenho como interpretar”.

Jair Bolsonaro, presidente do Brasil

Vida de gado

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Empresários de Campina Grande (PB) obrigam funcionárias a se ajoelhar em frente às lojas para pedir a reabertura do comércio. É o Brasil.

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