Se 2019 foi um ano para a TV aberta esquecer, para a TV paga ele foi tão pior ou mais. Como esta coluna informou dias atrás, mais de 1,5 milhão de assinantes cancelaram seus pacotes. Os canais perderam 10% de ibope. Hoje o Brasil tem 15,9 milhões de assinantes (dados de novembro). E caindo.
Como já publicado aqui, a audiência da TV paga também vem sofrendo com essa queda de assinantes e com a concorrência de outros conteúdos —especialmente a da internet (e do streaming). Lançado 24 anos atrás, primeiro canal de notícias da TV por assinatura brasileira, a GloboNews tem acompanhado inevitavelmente essa tendência de queda. O canal fechou 2019 com a pior audiência desde 2016.
No chamado horário comercial da TV (das 7h à 0h), no país, fechou com média de 0,53 ponto. Em 2018 essa média foi de 0,58; em 2017 foi 0,56. Este ano só ficou acima da de 2016, quando a média foi 0,36 ponto. Em dezembro passado a GloboNews marcou 0,40 (o pior resultado desde 2017, quando marcou 0,38). Nessa medição cada ponto equivale a cerca de 101 mil domicílios.
A medição é feita pela empresa Kantar Ibope Media, mas a coluna apurou os dados por outros meios (a Kantar não pode divulgá-los). Em dezembro, sem campeonatos e com pouco esporte ao vivo, o Discovery Kids retomou o primeiro lugar no ibope do canal SporTV. Já os canais Viva e Gloob (também Globosat) se mostram como dois dos maiores acertos da história da Globosat.
Veja o ranking dos 30 canais pagos em dezembro no Brasil (das 7h à 0h). A medição foi feita nas 15 maiores regiões metropolitanas. Em pontos e share (%); cada ponto = 101 mil domicílios.
A incrível trajetória de Jorge Jesus à frente do Flamengo conquistando de uma só tacada o Brasileiro e a Libertadores, é façanha que continua a repercutir intensamente no clube carioca, com justa razão. O êxito do técnico português se espraia pelo resto do país, com torcedores de outros clubes também encantados com o bem que ele fez ao Rubro-Negro.
Jesus não venceu sozinho. Teve nas mãos um time reforçado, extremamente aplicado e em altíssimo nível de competição. O mérito maior do técnico foi o de implantar conceitos e executar ideias que andavam em desuso no cenário brasileiro. Impôs um futebol ofensivo, que tinha sido escorraçado pelos sistemas medrosos das últimas décadas.
Chega a ser irônico que um treinador vindo da Europa, que há 50 anos praticava um futebol travado e mecanizado, tenha desembarcado em terras brasileiras para nos restituir a glória do jogo bem jogado e – mais importante – incutir no torcedor a noção de que praticar futebol bonito não significa necessariamente abrir mão do aspecto competitivo.
Gastaria todas as páginas do “Bola” discorrendo sobre os incontáveis méritos de Jesus no Flamengo – e ainda seria insuficiente. Ao mesmo tempo, a vida ensina que o sucesso fulgurante nunca vem sozinho. Traz muitas coisas boas a reboque, mas pode arrastar bagagem indesejável.
Um dos efeitos imediatos do êxito é a superexposição. Jesus é do tipo que não foge a um holofote, muito pelo contrário. Vive buscando o melhor ângulo para ser filmado ou fotografado. Passa um bom tempo ajeitando a cabeleira bem ao estilo do patrício CR7. Vaidade não é um problema, desde que tenha como suportes a competência e o profissionalismo.
Jesus é midiático. Adora uma boa polêmica, dá espetadas em companheiros de profissão e jogadores de outros times. Tenta usualmente extrapolar o papel de técnico de campo. No recente Brasileiro, arranjou arengas com Renato Gaúcho, Alberto Valentim e Argel.
Tudo isso ficou em segundo plano diante do tamanho de suas vitórias. Qualquer excesso é relativizado quando a bola está entrando e as taças se acumulam. Muita gente anotava os pecadilhos de Jesus, mas, até por cautela, evitou expor críticas.
Maluquice sair detonando o técnico campeão brasileiro e continental, idolatrado pela maior torcida do país. Tudo foi aceito até que o tempo, sempre ele, começou a agir. As glórias são rapidamente esquecidas. O prazer efêmero é uma praga do nosso tempo.
A última grande celebração rubro-negra ainda nem completou três meses e o Mister já enfrenta borrascas em sua relação com os dirigentes e ídolos do Fla. Sua insistência em cultivar dúvidas sobre a permanência na Gávea não tem sido bem assimilada. Junior Capacete já reclamou disso, obervando que Jesus vem se colocando acima do clube.
Uma pinimba interna determinou anteontem o expurgo de um dos diretores mais próximos ao treinador e indica que os rasgos de vaidade não se limitam a Jesus. A abundância financeira desperta ambições e explicita o egoísmo em qualquer ramo de atividade. O Flamengo, se já não sofria com isso, começa a experimentar esse drama.
Interdição do Modelão tem caráter exemplar
Com o veto ao estádio municipal Maximino Porpino Filho (Castanhal), através de medida liminar determinada pelo Ministério Público do Estado, ontem, o Campeonato Estadual começa de fato a se cercar das garantias mínimas para que os jogos tenham segurança e condições necessárias para o bem-estar de atletas e torcedores.
Por mais drástica que pareça, a decisão tem efeitos positivos para a segurança geral do torneio. E é exempla também. Significa que não haverá contemporização em relação a outras praças de esporte, prática que já se fazia necessária há muito tempo.
Com base no relatório da vistoria feita pelo Grupo Técnico Interdisciplinar, que apontou inúmeros problemas estruturais, o MPPA determinou que a Prefeitura de Castanhal, responsável pela praça de esportes, suspenda as atividades do estádio até a regularização necessária.
Foi estabelecida multa de R$ 5 mil em caso de não cumprimento das exigências constantes no relatório do grupo técnico e do Corpo de Bombeiros. Além disso, há multa de R$ 30 mil para a hipótese de desobediência à liminar.
Os muitos problemas do Maximino Porpino já tinham sido observados no amistoso entre Castanhal e Remo no final de 2019. Há possibilidade de que o estádio seja regularizado ainda para a primeira fase do Parazão. Outras praças de esporte correm o mesmo risco.
Laílson: a chance de brigar pela titularidade
Uma das boas novidades do time que o técnico Rafael Jaques tem utilizado em amistosos é o aproveitamento do volante Laílson, 22 anos, revelado na base do clube e que ainda não tinha merecido chances tão claras como agora. Voluntarioso, forte na marcação e dono de bom passe, o jogador vive seu melhor momento no Remo.
Atuou como titular nos dois amistosos com o Castanhal saindo-se bem. Permaneceu em campo mais tempo que os demais jogadores do setor de marcação. No último, realizado sábado passado, não foi até o final por ter sido expulso após empurrões com o atacante Pecel.
O dado mais importante é que Laílson tem expressado nas entrevistas a consciência de que o atleta nativo precisa trabalhar mais, a fim de conquistar a confiança do treinador.
Posicionado como segundo volante, tem qualidades que o estimulam a ser mais ofensivo. Rafael Jaques tem dado espaço e liberdade para ir ao ataque. É uma oportunidade que não pode ser desperdiçada.
(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 09)
Alguns cargos de um governo merecem o mínimo de respeito. Um deles é o reservado à Educação. Isso vale para municípios e estados, não apenas para o governo federal. Não se escolhe um analfabeto funcional para tocar a gestão municipal nesta área na cidade mais minúscula. A secretaria da Educação sempre é reservada para alguém que seja uma referência no setor ou que tenha títulos que lhe permitam ocupar o cargo.
Isso está sendo destruído por Bolsonaro neste seu primeiro ano de governo. Vélez e agora Weintraub não passariam num concurso nem pra ser administradores de uma pequena escola.
Weintraub, em particular, é o que se pode chamar de uma anta, com todo respeito aos simpáticos bichanos. Ele não sabe conjugar verbos, escrever corretamente e nem dividir balas ou bombons. Mas adora fazer graça nas redes. Mesmo quando não quer, faz. Como hoje ao errar a grafia de “impressionante”.
Não é surpresa que isso aconteça. Afinal, ele foi péssimo aluno na universidade. Teve notas baixíssimas. E passou num concurso na Unifesp de maneira muita questionável. A questão é que seus erros não são um problema apenas para ele, mas para todos nós.
A condução atual do ministério é criminosa. Está destruindo programas importantes e isso vai piorar em muito a vida da juventude pobre no médio prazo. Em relação à educação infantil, suas medidas também são abjetas. Porque não valorizam o fundamental, os professores.
Enfim, é uma tragédia ter Weintraub à frente do Ministério da Educação. Só um governo “imprecionante” como o de Bolsonaro convive com isso. Mas mesmo num governo tão danoso ao país, a manutenção de Weintraub num cargo tão simbólico é algo ainda pior. Porque prefeitos e governadores podem achar que vale tudo numa área tão importante. E não vale. Não deveria valer.
Boçais podem até participar de governos, mas não na área da educação.
O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou nesta quarta-feira (8) a decisão do desembargador Benedicto Abicair, da 6ª Câmara Cível da Justiça do Rio, de mandar o Porta dos Fundos e a Netflix retirarem do ar o “Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo”. Segundo o ministro, a decisão do desembargador pode ser considerada censura.
“É uma barbaridade. Os ares democráticos não admitem a censura”, afirmou Mello ao ser questionado pelo jornalista Bernardo Mello Franco, do jornal O Globo. O ministro ainda afirmou que a medida não tem amparo na Constituição e que a decisão será derrubada por tribunais superiores.
Alvo de ataques desde que foi divulgado, o especial traz um Jesus gay (Gregorio Duvivier), prestes a completar 30 anos, que é surpreendido com uma festa ao voltar do deserto com o namorado, Orlando (Fábio Porchat). Religiosos ficaram profundamente ofendidos e chegaram a fazer um abaixo assinado para que fossem indenizados todos os cristãos do Brasil com 2 reais cada.
Veja a conclusão do desembargador: Por todo o exposto, se me aparenta, portanto, mais adequado e benéfico, não só para a comunidade cristã, mas para a sociedade brasileira, majoritariamente cristã, até que se julgue o mérito do Agravo, recorrer-se à cautela, para acalmar ânimos, pelo que concedo a liminar na forma requerida.
A Caravana da Liberdade, com o comandante Fidel Castro à frente, chega a Havana no dia 8 de janeiro de 1959, apos derrotar as tropas de Fulgêncio Batista e conquistar o poder em Cuba.
“O Jorge Jesus coloca a instituição Clube de Regatas do Flamengo abaixo dele em algumas situações, e isso não pode acontecer. Tenho amigos na Itália a quem perguntei sobre Jorge Jesus… Ele não tem esse moral todo na Europa que tem no Brasil”.
Junior Capacete, ex-jogador do Flamengo e comentarista da Globo
Principal aposta do Botafogo para a temporada, Lecaros vestiu a camisa da Estrela Solitária pela primeira vez nesta quarta-feira, no Estádio Nilton Santos. Em entrevista coletiva, o peruano de 20 anos afirmou que pode agregar à equipe comandada por Alberto Valentim atuando pelos lados do campo.
“Minhas características são jogar tanto pelo lado direito quanto pela esquerdo. Minha qualidade é o um contra um, também joguei de lateral-esquerdo na temporada passada e isso me ajudou muito para desenvolver meu jogo. Prefiro jogar pela direita, que aí corto para o meio e consigo chutar com a perna esquerda, que é a minha favorita. A expectativa é ser campeão e dar meu melhor para ajudar a equipe”, afirmou.
Um ex-jogador foi importante para a vinda de Lecaros. O atacante afirmou que seu pai, uma de suas inspirações para se tornar um jogador de futebol, falou sobre Didi, volante, treinador que classificou a seleção peruana para a Copa do Mundo de 1970 e ídolo do Botafogo.
Além disto, a presença da torcida nas rodadas finais do último Campeonato Brasileiro também foram determinantes. “Meu pai já comentou comigo sobre jogadores que passaram pelo Botafogo, sobre o Didi, que foi treinador da Seleção Peruana. Isso me fez vir para cá”, declarou.
“Meu pai infelizmente não pôde jogar futebol profissionalmente, ele era um ótimo jogador. Mas ele me falou que o Botafogo é uma grande equipe. Que é um time que sempre leva jogadores para a Seleção Brasileira e isso me motivou para vir para cá. Isso me motivou para assinar. A torcida também me fez sentir seguro de vestir essa camisa”, completou.
“Como eu posso dizer que sou cristão e deitar com a minha cabeça no travesseiro sabendo que do lado da minha casa tem uma criança que não comeu, que não tomou um copo de leite?”.