Messi vai superar Pelé. Vai mesmo?

Do Blog do Menon

Messi tem 618 gols em jogos oficiais. Pelé tem 643 e certamente será superado ainda em 2020. O que são 26 gols em um ano para Lionel? Eu considero Pelé o melhor jogador de todos os tempos. Sua aparição, aos 17 anos, em um Mundial, é inigualável. Mas eu não vejo Pelé insuperável. Pode aparecer outro gênio, sem dúvida. E Messi é um gênio, como Maradona. Acho perfeitamente normal alguém considerar Messi maior que Pelé. Nenhuma heresia. Mas considero o critério de gols oficiais bem questionável. Por que não contar gols em amistosos?

O Santos fazia excursões semestrais à Europa, em detrimento a Libertadores. Enfrentava grandes equipes. E sempre em piores condições físicas. Ia de país a país jogar contra times descansados. E muito motivados. Não eram jogos de festa. Outro argumento questionável contra Pelé é o da importância dos jogos. Messi enfrenta adversários duríssimos na Europa, enquanto Pelé jogava campeonato paulista, Rio-São Paulo e Copa do Brasil. É verdade. E não é. Nos anos 60, os jogadores brasileiros raramente iam para a Europa. Ficavam por aqui. As exceções eram Julinho Botelho, Evaristo, Mazzola, Vavá, Canário e poucos outros.

De 1958 a 1970, Pelé enfrentou os maiores jogadores do mundo. Ganhadores de três Copas em 12 anos. Castilho, Djalma Santos, De Sordi, Mauro, Bellini, Orlando Peçanha, Zózimo, Nílton Santos, Altair, Dino, Gerson, Rivellino, Didi, Garrincha, Tostão, Amarildo, Jairzinho, Ademir da Guia, Servílio, Chinesinho e muitos outros. Aqui, estavam os melhores. Comparáveis às Europa, de Di Stefano, Puskás, Kopa, Gento…

Enfrentou o Boca, de Marzolini, Rojas, Sanfilippo, o River de Más, Artime (também no Palmeiras), o Penarol de Pedro Rocha, Spencer, Joya.

Enfim, há muitos argumentos a favor de Pelé e a favor de Messi. E futebol não é ciência exata. Gosto não se discute. Eu, caipira de Aguaí, vi os dois jogarem. Pelé, poucas vezes ao vivo. E, na televisão, brilhando em Mundiais. Messi, poucas vezes ao vivo. Não dei muita sorte, mas estava lá, no seu primeiro gol em Copas. Pela televisão, é este deslumbramento semanal. Dois gênios.

Eu ainda prefiro Pelé. Tão genial quanto, mas mais forte. E, mais decisivo em Copas, algo que considero muito importante.

E quem prefere Messi, está muito bem acompanhado.

Ataques de Bolsonaro à imprensa já somam 111 ocorrências

O presidente Jair Bolsonaro chega ao mês de dezembro completando 111 ataques à imprensa, de acordo com monitoramento da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) para o período de 1º de janeiro a 30 de novembro deste ano. Somente no último mês foram 12 ocorrências, todas categorizadas como “descredibilização da imprensa”. Em onze meses como chefe de Estado, Bolsonaro faz um ataque à imprensa a cada três dias, em média.

O mapeamento vem sendo realizado pela Fenaj, que passou a monitorar mês a mês as declarações do presidente com relação à imprensa e ao trabalho jornalístico. A federação leva em conta os discursos e entrevistas oficiais, que constam no site do Planalto, além dos textos postados no twitter de Jair Bolsonaro. Nesse monitoramento, não são levados em consideração os conteúdos de pronunciamentos em vídeo, como lives transmitidas pelo presidente.

De janeiro a novembro, Bolsonaro chega à soma de 100 ataques classificados como “descredibilização da imprensa”, e 11 declarações categorizadas como “ataque a jornalista”. Pelo twitter, no dia 22 de novembro, o presidente tentou deslegitimar o trabalho jornalístico ao dizer que “um veículo de imprensa qualquer faz sua análise e divulga suas mentiras”.

Por diversas vezes, Bolsonaro refere-se à imprensa como adversária, como no dia 23 do mês passado, quando afirmou em discurso que “se a imprensa bateu, é sinal que o discurso foi bom”. No dia 27, em Manaus, o presidente falou novamente sobre a campanha eleitoral de 2018, dizendo que grande parte da mídia o fustigou com “mentiras, com calúnias ou com fake news”.

Para a Fenaj, os ataques de Jair Bolsonaro à imprensa são uma forma do presidente incitar seus seguidores a não confiarem no trabalho jornalístico da maioria dos veículos e dos profissionais, principalmente quando se divulgam notícias críticas ao governo, ou que envolvam a família Bolsonaro. A entidade reitera que os jornalistas também são vítimas desse comportamento, já que o presidente cria um cenário de hostilidade aos profissionais da imprensa, que por diversas vezes são xingados e ameaçados por apoiadores de Bolsonaro. Situação que pode agravar o comprometimento da liberdade de imprensa no país, e até culminar com agressões físicas a jornalistas. Parte dos ministros de Estado também atacam veículos e profissionais da imprensa, o que sugere um método político para tentar intimidar o trabalho jornalístico.

“Os ataques desmedidos ao trabalho jornalístico são também ataques à democracia. Uma imprensa que fiscalize o poder público, que abra espaço para crítica e para o contraditório é essencial para uma sociedade mais justa, que tenha garantido seu direito à informação. Um chefe de Estado deveria fortalecer esses valores, mas vemos que o presidente faz justamente o contrário”, diz Paula Zarth Padilha, diretora da Fenaj.

Além das declarações contra o trabalho da imprensa, os jornalistas sofreram outro duro ataque neste mês de novembro: a edição da Medida Provisória nº 905, uma verdadeira minirreforma trabalhista, que acaba com o registro profissional dos jornalistas e de outras categorias, como radialistas e publicitários, além de precarizar direitos da classe trabalhadora em geral. Nas últimas semanas, a Fenaj participou da coordenação de assembleias dos sindicatos em todo o Brasil, para tirar mobilizações dos jornalistas junto à sociedade civil, articulação com sindicatos de outras categorias e sensibilização de congressistas para derrubar essa MP.

“São claros ataques contra os jornalistas por parte deste governo, que quer tirar ainda mais direitos dos trabalhadores, mesmo depois da aprovação da Contrarreforma Trabalhista de Temer, e da Reforma da Previdência de Bolsonaro e Paulo Guedes. Por isso, é fundamental a unidade e articulação com as demais entidades da classe trabalhadora para derrubar propostas como essa MP, que não visa gerar empregos, e sim aumentar os lucros dos patrões, em cima do nosso trabalho”, diz Maria José Braga, presidenta da Fenaj.

Acesse aqui a linha do tempo detalhada

Acesse aqui a planilha com os ataques

Por Márcio Garoni

Cai a máscara das "Jornadas de 2013"

Por Gustavo Conde

Que boca que tem o Lula, hein? Foi só ele falar que as jornadas de 2013 foram arquitetadas para derrubar o PT que aparece um terrorista ligado visceralmente ao movimento, o integralista Eduardo Fauzi.

É o peso que tem a palavra de Lula. Muito de nós vínhamos tentando denunciar a fraude que foram as “jornadas de 2013”, mas com a repercussão muito limitada.

Ninguém reclamava. Mas quando Lula fala, a terra treme.

Nem vale a pena agora criticar PSTU, Psol e Movimento Passe Livre por embarcarem naquele movimento fascista e em sua defesa.

Foram vítimas.

Também é melhor deixar para depois todo romantismo analítico que enxerga subjetividades complexas e sedutoras naquela catarse anti-política de ricos brancos do Sudeste. Estamos todos muito sensíveis ainda, não é?

Bom mesmo é ver como um comentário simples de Lula faz desmoronar toda essa cenografia barata.

Temer foi desmascarado, Bolsonaro foi desmascarado e agora, com atraso de 6 anos, as Jornadas de 2013 foram devidamente desmascaradas.

E a gente finalmente entende porque todos eles têm tanto medo de Lula: a palavra dele transcendeu o mundo da linguagem e migrou para a dimensão factual dos acontecimentos.

O que ele diz se escreve e se realiza. Mas “se realiza” não como “vidência” e sim como interpretação consistente. E em terra de jornalismo ilusionista, quem interpreta com rigor prevalece.

2020 começa bem. É mais um mito que salta para a lixeira da história como fraude. As jornadas de 2013 são o grau zero de nosso terrorismo de Estado.

Remo inicia venda de ingressos para amistoso com o Castanhal

O elenco do Remo voltou aos treinamentos nesta quinta-feira (02), visando o amistoso contra o Castanhal, marcado para o próximo sábado (04), às 15h, no Baenão. Depois de empatar o primeiro amistoso em Castanhal por 1 a 1, o Leão volta a enfrentar o Japiim da Estrada, desta vez em casa e diante de seu torcedor.

A diretoria azulina abriu na manhã desta quinta-feira (020 a venda de ingressos para o jogo em todas as Lojas do Remo espalhadas por Belém e Região Metropolitana, no valor de R$ 20,00. Os bilhetes serão vendidos também no sábado, nas bilheterias do Baenão, antes da partida.

The Guardian resume governo Bolsonaro: mistura de desqualificados, lunáticos e perigosos

Uma longa reportagem do jornal britânico The Guardian, publicada nesta quinta-feira (2), traz uma elaborada lista de figuras do seu governo consideradas inaptas para o cargo que ocupam e inclusive perigosas. “Diga o que quiser sobre Bolsonaro, mas é preciso reconhecer seu raro talento em escolher as pessoas mais desqualificadas, lunáticas e/ou perigosas para os empregos”, comentou um dos entrevistados, o jornalista Mauro Ventura.

A matéria é assinada pelos jornalistas Tom Phillips e Dom Phillips, e se foca principalmente em quatro nomeados por Bolsonaro: Filipe Martins (consultor de política externa), Roberto Alvim, (secretário especial de cultura), Sérgio Camargo (Fundação Palmares) e Dante Mantovani (Funarte).