Papão anuncia os dois primeiros reforços

Depois de encerrar a temporada passada com 18 atletas garantidos no elenco de futebol profissional para 2020, o Paissandu começa o novo ano reforçado. O goleiro Gabriel Leite e o volante Serginho são os primeiros contratados do clube, ambos com vínculo até o fim da Série C. A dupla vai iniciar os trabalhos de pré-temporada juntamente com os demais jogadores nesta sexta-feira (3), quando a equipe se apresenta na Curuzu.

O curitibano Gabriel Christoni Leite, de 32 anos, já passou por 11 clubes em toda a sua carreira; tem cinco títulos e um acesso à Série B no currículo. Aturou na Ferroviária-SP nos últimos dois anos, equipe pela qual jogou 55 vezes, um total de 4.950 minutos em campo, todas como titular; passou 24 partidas sem ter sua meta vazada; defendeu três cobranças de pênalti; teve aproveitamento de quase 90% nos passes, além de uma média de 0,8 gol sofrido por jogo.

Goleiro de boa estatura e eficiente, o atleta também é reconhecido pela qualidade na saída de bola com os pés. Tem números próximos aos de Felipe Alves, do Fortaleza-CE, considerado hoje o melhor do Brasil nesse quesito. Além disso, já marcou três gols em cobranças de pênalti.

O PSC é o 15º clube da carreira do carioca Sérgio Paulo Nascimento Filho, de 31 anos, que nos últimos dois anos foi titular em 42 dos 48 jogos que disputou, com dois gols marcados e duas assistências; média de quase quatro desarmes por partida, além de mais de 80% de aproveitamento nos passes. Ele estava no PJ Rangers-MAL, onde atuou como segundo volante, ano passado, e no CRB-AL, como primeiro volante, em 2018. Nas duas equipes, jogou ao todo 3.634 minutos.

Nos próximos dias, a Diretoria de Futebol vai anunciar novas contratações para a temporada 2020.

Confira a relação completa de jogadores:

Goleiros: Adaylton, Afonso, Gabriel Leite e Paulo Ricardo;

Zagueiros: Kerve, Perema e Micael;

Laterais: Bruno Collaço, Diego Matos e Tony;

Meio-campistas: Caíque Oliveira, Serginho, Uchôa e Yure;

Atacantes: Aslen Kevin, Bruce, Flávio, Nicolas, Marco Antônio e Vinícius Leite.

(Com informações de Jorge Luís Totti e arte de Renan Ribeiro/Ascom PSC)

Henry pode ser novo técnico do Barça

Com metade da temporada disputada e a liderança do Campeonato Espanhol, a diretoria do Barcelona já começa a pensar na próxima temporada. Atual bicampeão espanhol, o Barça pode ter Thierry Henry como seu novo comandante. Segundo o jornal espanhol ‘Sport’, o nome do ex-jogador do Barcelona e atual técnico do Montreal Impact, do Canadá, é um dos favoritos a assumir o comando do time catalão. Ernesto Valverde, atual técnico do clube, tem sido bastante criticado e tem futuro incerto.

Apesar das conquistas na Espanha, o plano de voltar a vencer a Liga dos Campeões não foi atingido. Na temporada passada, o clube azul e grená foi eliminado pelo Liverpool na semifinal. Após vencer o primeiro jogo por 3 a 0, o Barça sofreu um revés por 4 a 0 na volta. Henry jogou no Barcelona entre 2007 e 2010. Sob o comando de Guardiola, o francês conquistou a Liga dos Campeões, em 2009. Com a camisa blaugrana, Henry marcou 49 gols. Como técnico, tem passagens por Monaco e Montreal Impact.

VAR à moda inglesa

A partir de agora, a arbitragem de vídeo (VAR) só será usada na Premier League para corrigir erros “claros e evidentes” após uma última rodada polêmica. O anúncio foi feito pelo secretário-geral da International Board (IFAB), a entidade que define as regras do futebol. Norwich, Brighton, Sheffield United, Wolverhampton, Brighton e Crystal Palace tiveram gols anulados na rodada do ‘Boxing Day’ em decisões tomadas pelo VAR, em lances de impedimento em que foram apontadas margens ínfimas.

Lukas Brud, secretário-geral da IFAB, admitiu que o VAR deve ser utilizado em jogadas com erros “claros e evidentes”. “Não se deve perder muito tempo buscando coisas marginais”, acrescentou. “Se temos que passar vários minutos para decidir se há impedimento ou não, quer dizer que não está claro e evidente e que a decisão original (a do árbitro) deveria prevalecer”, insistiu.

O responsável se referia principalmente à partida entre o líder Liverpool e o Wolverhampton, que terminou com uma vitória dos ‘Reds’ por 1 a 0, depois que os ‘Wolves’ tiveram o gol de empate anulado devido a um impedimento de apenas alguns centímetros. No início de dezembro, o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, fez um apelo pedindo à IFAB mais “clareza” e “rapidez” no uso do VAR, citando especialmente as jogadas de impedimento e toques de mão. (Do UOL)

Quero a minha pátria de volta

Por Luis Nassif, no Jornal GGN

Terminou o que poderia ter sido o pior ano da vida do país. Provavelmente outros piores virão.

Meses atrás me convidaram para entrar em um grupo de Amigos de Poços de Caldas, quase 7 mil pessoas e, surpreendentemente, muitos do meu tempo e da minha geração. Um grupo agradabilíssimo, porque se proibiu qualquer referência à política.

Alguns deles fizeram parte do êxodo mineiro dos anos 70, radicando-se nos Estados Unidos. São os mais apegados à terra brasilis. Colecionam fotos antigas da cidade, fotos de amigos, bebem cada informação sobre a terra com a sofreguidão dos náufragos de país.

E aí me pergunto: um país que provoca tanta saudade assim nos seus, mesmo nos que foram buscar fora daqui as oportunidades negadas, vai regredir, se tornar refém de fundamentalistas pirados, ser dominado por milícias e integralistas da era da pedra lascada?

Jamais. Este país tem história, tem valores que foram transmitidos a uma elite familiar, e não se confunda com elite sócio-econômica, mas os brancos, os portugueses, os negros, índios, quilombolas, os turquinhos, italianinhos, judeus, polacos, alemães, franceses, japoneses de todas as extrações sociais, cada qual em seu círculo consolidando a ideia de brasilidade, impondo suavemente as regras sociais sobre a malta que, durante algum tempo, submergiu, dando a impressão de ter se tornado fantasmas do passado.

O país civilizado não morreu. E deixa saudades. Não a saudade dos que não esperam o retorno, mas a saudade dos que o têm vivo na memória e na esperança de um retorno.

Os violentos de nascença não tem remédio. Mas há uma legião de desinformados que resolveu tomar o porre da violência, como viciados em drogas ou pornografia. Enquanto a liberação das drogas reduz a violência, essa liberação dos limites sociais trouxe o ódio.

Antes, os avanços da civilização tornaram proibitivos acessos de violência em ambientes públicos, ofensas gratuitas, a solução de conflitos pessoas ou políticos a bala. Foram tempos em que a educação, o conhecimento, o respeito a terceiros eram atributos que conferiam status aos seus praticantes. E criavam complexos de inferioridade nos brutos, nos que só dispunham da grosseria como forma de comunicação e da violência como forma de participação.

Hoje em dia, o país é comandado por milicianos. Mas a pátria vive, acorrentada, humilhada, mas viva.

E, de repente, me dá vontade de beijar os olhos de minha pátria, de mimá-la, como disse Vinicius de Moraes no imortal “Pátria Minha”, a pátria que floresceu longe dos palácios do Rio e de Brasília, que se fez pátria em tantos cantos do país, que germinou na mais bela música do planeta, que se fez democrática nos botecos da vida, a música que permitiu, ainda nos anos 20, os filhos da elite rural, na Semana de 22, entenderem que havia um país vivo, por baixo do mofo dos salões.

Minha pátria imortal apenas dorme, entorpecida pelos brutos que escaparam da jaula quando uma elite corrupta desmoralizou a política, e outra elite corrupta montou operações supostamente moralistas, oportunistas, malandras, para destruir qualquer sentimento de brasilidade, qualquer sinal da solidariedade que é o cimento que une pessoas na construção de um país. Minha pátria vive em cima dos escombros das instituições falidas, de todas elas, da política, da jurídica, da midiática, da empresarial, da militar.

Minha pátria resiste na lembrança da mão quente de minha mãe me acariciando o rosto, nos cuidados dela e de meu pai com os filhos. Nas músicas que ela cantava para os filhos, e que passamos a cantar para nossos filhos, que as cantarão para nossos netos. São as lembranças da amabilidade dos nossos pais, das conversas com vizinhos, das reuniões em torno de pais e avós nas datas comemorativas. E a lembrança da emoção que sentiram quando o Brasil rompeu as amarras da inferioridade e se tornou campeão no futebol. Era a construção do orgulho nacional, de um país que mal saia da infância, e se fortalecia com a beleza de Marta Rocha, os feitos de Pelé, Eder Jofre, Mequinho, Maria Esther Bueno. Era o país que se orgulhava do internacionalismo do Rio de Janeiro e suas bossas novas, e das canções que brotavam do fundo da terra.

Este país não morreu. Apenas aguarda o momento em que sairá da longa hibernação.

Quando renascer, terá de mãos dadas os empreendedores de startups e os empreendedores sociais do MST e do MTST, a modernidade sadia dos mercados, não esta que suga os recursos do país, e a pujança dos pequenos negócios, o agronegócio e a agricultura familiar.

Levarei meus últimos anos sonhando com este país, lutando pela busca da utopia que nunca se realizou, da primeira nação democrática e igualitária dos trópicos.

Para 59%, ditadura deixou marcas negativas no Brasil

Embora parte dos brasieliros tenha perdido confiança na democracia, com Jair Bolsonaro no poder, a visão sobre a ditadura é predominantente negativa. “Desde 2014, vem crescendo o percentual de entrevistados que afirma que o regime deixou mais realizações negativas. Eram 46% naquele ano, 51% em 2018 e agora são 59%”, aponta a reportagem de Guilherme Magalhães.

“O Datafolha questionou ainda se há alguma chance de haver uma nova ditadura no Brasil. O levantamento indica que cresceu a parcela dos que refutam a possibilidade de isso acontecer. Para 49%, não há nenhuma chance de uma nova ditadura no Brasil. Em outubro de 2018, na semana do primeiro turno da eleição, eram 42%. Já 46% dizem que isso poderia acontecer —desses, 21% falam em muita chance, 25% em alguma chance. Não souberam responder 5%. Em 2018, eram 31% os que diziam haver muita chance, e 19% os que falavam em pouca chance de uma nova ditadura, enquanto 8% não souberam responder”, aponta o texto.