Tapajós aposta em jovens e veteranos para fazer boa campanha

O Tapajós encerrou oficialmente a pré-temporada para o Parazão e agora só entra em campo novamente na primeira rodada da competição, neste domingo, no Mangueirão, diante do Remo. Na última atividade antes de enfrentar o Remo, técnico Caio Simões realizou coletivo e repetiu escalação do último amistoso. A equipe santarena tem um elenco mesclado, aliando juventude e experiência (Thiago Costa, Jader, Arian e Jefferson Monte Alegre)

Sem muita surpresa, o Boto começou a atividade com a mesma formação do amistoso contra a seleção de Santarém: Jader; Júnior, Thiago Costa, Henrique e Amaral; Paulo Curuá, Luiz Felipe e Andrezinho; Jefferson Monte Alegre, Arian e Marcelinho.

O goleiro Jader, que já atuou pelo Leão e já enfrentou os azulinos em várias ocasiões, avalia que o Tapajós precisa ter tranquilidade no confronto de estreia. “Temos que manter a tranquilidade, pois sabemos que será um jogo bem difícil pra gente. Tivemos uma semana intensa de trabalho. Temos que nos impor dentro de campo e no mais manter a tranquilidade mesmo”, disse Jader.

Parazão: Castanhal estreia com vitória fora de casa

O Campeonato Paraense começou com muitos gols. Em Cametá, o Independente foi derrotado pelo Castanhal por 3 a 2, na tarde deste sábado. O Aurinegro da Estrada, treinado por Artur Oliveira, chegou a marcar 3 a 0. Fez 1 a 0 logo aos 5 minutos, através do meia Dioguinho. No segundo tempo, o próprio Dioguinho ampliou, aos 4′. Pecel marcou o terceiro aos 25′.

O Galo Elétrico tentou reagir, ma o esforço não foi suficiente para evitar a derrota. O lateral-esquerdo Cabecinha descontou aos 32′ cobrando falta. Ele também faria o segundo, ao 49′, convertendo penalidade máxima.

A vitória coloca o Castanhal na liderança provisória do campeonato. Na próxima rodada, o Japiim enfrenta o Águia de Marabá, sábado, no estádio Zinho Oliveira. O Independente recebe o Itupiranga no Parque do Bacurau.

Em declaração logo depois do jogo, o presidente do Independente evitou crítica à atuação do time dirigido pelo técnico Vânderson. Disse que o elenco ainda não está fechado e deverá ter reforços para os próximos compromissos no campeonato.

“É o primeiro jogo, realmente não foi como a gente esperava, até porque foi campo neutro. Devem estar chegando mais jogadores, ainda estamos contratando. O Evair também não jogou e era a nossa principal contratação. O Wellington Cabeça teve que cumprir suspensão, foi expulso no campeonato passado”, disse Deley Santos.

Pelo Castanhal, o presidente Helinho destacou o bom resultado na estreia e o aproveitamento de jogadores formados no clube, como o meia Dioguinho, auto de dois gols. “Realmente foi uma boa estreia, começar com vitória é muito importante. Estamos fazendo um trabalho de valorização da base e praticamente 60% do nosso elenco foi formado aqui”, afirmou.

De volta aos primórdios

POR GERSON NOGUEIRA 

Todo mundo sabe que sem povo não há futebol de verdade. Só a paixão popular garante calor e emoção. Ignorar essa verdade é pecado que dirigentes e gestores interioranos não podem cometer. Quando foi instituído o sistema de interiorização do Campeonato Estadual havia a desconfiança de que a coisa não iria longe pela falta de estrutura dos clubes do interior.

O problema de então era a precariedade dos estádios, quase todos fora das especificações técnicas oficiais. Ao longo de toda a década passada, houve tempo mais do que suficiente para que os clubes e as prefeituras dos municípios tomassem as providências necessárias para cumprir as exigências técnicas, mas a situação não se alterou, salvo honrosas exceções.

Para o campeonato deste ano, que começa neste fim de semana, o quadro é desalentador. Talvez seja o pior cenário desde que o interior passou a participar mais intensamente da principal competição regional.

A maioria das cidades que têm clubes participando do Parazão está impedida de ver jogos de seus times. Ver a dupla Re-Pa de perto, nem pensar. Os torcedores irão acompanhar os jogos pelas transmissões da TV Cultura.

Dos 11 estádios previstos para sediar jogos do torneio, oito estão em situação irregular e devem ser vetados para as primeiras rodadas. A rigor, apenas os estádios Jornalista Edgar Proença (Mangueirão), Evandro Almeida (Remo) e Leônidas Castro (Curuzu), em Belém, estão oficialmente aptos a receber jogos com cobrança de ingressos.

O problema é tão grave que a torcida foi mantida de fora do jogo de abertura, previsto para este sábado. Por razões de segurança, Independente x Castanhal foi disputado no estádio Parque do Bacurau, em Cametá, com portões fechados. O estádio Navegantão, em Tucuruí, está em obras (atrasadas) e não poderá sediar jogos do Independente no Parazão.

Além do Navegantão e do Parque do Bacurau, estão com pendências de laudos técnicos os estádios Diogão (Bragança), Mamazão (Outeiro), Maximino Porpino (Castanhal), Zinho Oliveira (Marabá), Arena Verde (Paragominas) e Jader Barbalho (Santarém).

Há casos de ausência de Anotações de Responsabilidade Técnica (ART) nos laudos, situação que afeta Baenão, Diogão e Arena Verde. Já o Parque do Bacurau ainda não dispõe do laudo do Corpo de Bombeiros e apresentou documento da Divisão de Vigilância Sanitária (Sespa) que não atende aos requisitos.

Para o Ministério do Público Estadual, que firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Federação Paraense de Futebol estabelecendo prazo para apresentação de laudos técnicos 10 dias antes do início do campeonato, a alternativa é que as partidas marcadas para os estádios com pendências sejam realizadas sem a presença de torcedores.

O TAC foi celebrado em dezembro passado, instituído para impor ordem numa situação problemática há tanto tempo. Pois, mesmo com essa exigência legal, os clubes não conseguiram se habilitar a tempo.

Estádios como Arena Verde e Diogão dependem de pequenos ajustes para serem liberados, mas Modelão, Mamazão, Barbalhão e Zinho Oliveira ainda têm muitos itens a cumprir, devendo ficar em condições de utilização somente a partir da metade da competição. Os documentos ainda sob análise são os laudos de segurança, engenharia e prevenção e combate a incêndio, além de documentos sobre condições sanitárias e de higiene.

No caso do Baenão, o estádio foi liberado em julho do ano passado para jogos da Série C e tem laudos com duração de um ano. Como alguns papéis foram considerados ilegíveis, a documentação foi considerada incompleta, mas o estádio está plenamente ajustado para o Estadual.

Ao mesmo tempo, floresce a desconfiança de que alguns clubes não fazem tanto esforço para jogar diante de suas torcidas preferindo abrir mão do mando de campo – expediente disfarçado pela necessidade premente de jogar no Mangueirão – em troca de arrecadações lucrativas em confrontos contra Remo e PSC.

Isso já ocorreu em edições passadas, beneficiando Independente e Castanhal, entre outros clubes. O problema é que essas escolhas punem o torcedor, mola mestra da engrenagem. A urgência em levantar recursos é compreensível em torneio tão deficitário, mas não pode ser ignorado o papel das torcidas interioranas na sustentação do caráter estadual do campeonato.

O próprio conceito de Parazão fica em xeque diante da ausência de jogos nas cidades do interior. Na prática, pelos problemas dos clubes e prefeituras, o torneio adquire indisfarçado jeitão de competição metropolitana, como era nos primórdios.

Bola na Torre

O programa tem comando de Guilherme Guerreiro, com participações de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. Neste domingo, em edição especial de 1h30 de duração, o BT começa às 20h30, na RBATV. Em pauta, a rodada inaugural do Campeonato Paraense.

Sem figurões, clubes apostam no trivial variado

Ao contrário de outras temporadas, quando os clubes se esmeraram em trazer jogadores conhecidos, geralmente em fim de carreira, o Parazão 2020 começa sem nenhum figurão contratado. As atrações são conhecidas de outros carnavais e, na prática, a aposta é na força de conjunto. Isso vale tanto para a dupla da capital quanto para os oito clubes do interior.

O Leão, bicampeão paraense, quer conquistar o tri investindo em jogadores pouco conhecidos – Geovane, Ermel, Jackson, Charles, Dudu Mandai – e tem como peças de maior identificação com a torcida o goleiro Vinícius e os meias Eduardo Ramos e Douglas Packer.

O Papão tenta recuperar a hegemonia tendo no técnico Hélio dos Anjos o principal nome de apelo junto ao torcedor. Nicolas é outro nome fote, pela boa temporada passada, mas não chega a ser um ídolo.

No Castanhal de Artur Oliveira, no Águia de João Galvão, no Independente de Vanderson e no Bragantino de Robson Melo, também não há nenhum reforço de maior envergadura. As armas são as de sempre: velocidade, raça e imposição física para superar as dificuldades de um torneio disputado em campos enlameados e que exigem resistência, acima de tudo. 

(Coluna publicada na edição do Guia Especial do Parazão, caderno Bola, deste domingo, 19)

Atualização: A coluna foi finalizada e impressa na madrugada de sexta-feira, 17. Durante a própria sexta, o Ministério Público deu prazo de 24 horas para que a FPF preste esclarecimentos sobre o atraso no envio de laudos dos estádios. Informou também que o estádio Parque do Bacurau (Cametá), antes vetado, havia sido liberado para receber público pagante.

Flamengo dispensa sobreviventes do incêndio e define como “processo natural”

Dentre alguns jogadores das categorias de base dispensados neste começo do ano pelo Flamengo, estão cinco sobreviventes do incêndio no Ninho do Urubu, que fez 10 vítimas fatais e deixou outros três feridos. Caike Duarte Pereira da Silva, Felipe Cardoso, João Vitor Gasparin Torrezan, Naydjel Callebe Boroski Struhschein e Wendel Alves Gonçalves estavam no alojamento da base quando o local pegou fogo, no dia 8 de fevereiro do ano passado.

A informação foi publicada, primeiramente, pelo jornal “O Dia” e confirmada pelo UOL Esporte. A decisão foi tratada como um processo natural de reformulação e avaliação de desempenho dos atletas das categorias de base, que acontece ao fim de cada ano, após conversas entre a direção da base e as comissões técnicas das respectivas categorias. Ainda de acordo com a apuração, o auxílio psicológico dado aos sobreviventes do incêndio, caso necessário, poderá ter continuidade, mesmo após a saída dos jogadores.

Bolsonaro piscou?

Por Helena Chagas

Tudo indica que não. A demissão do secretário da Cultura, Roberto Alvim, depois de parafrasear Goebbels num lamentável vídeo, foi acertada, ágil e fulminante. Mas dificilmente representará um precedente no caso de outros funcionários sem-noção, e muito menos um novo padrão de comportamento presidencial. Percam as esperanças.

Roberto Alvim, que foi nomeado depois de ofender grosseiramente a maior atriz brasileira — Fernanda Montenegro — , só caiu porque, desta vez, a canelada atingiu um importante setor da base de apoio de Bolsonaro. A evocação nazista ofende de morte a comunidade judaica e os representantes do Estado de Israel, uma turma que está com Bolsonaro e não abre.

Nela está incluída uma boa parte da elite endinheirada de São Paulo e políticos importante de ascendência judaica, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Os protestos foram apoiados também pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que estava esperando Bolsonaro na esquina para dar o troco pela demissão-surpresa de seu indicado no FNDE.

O presidente foi rápido na reação e fez tudo certinho para conter a pancadaria que começou nas primeiras horas da sexta-feira. Episódio, aliás, que serviu para eclipsar a penúltima crise, que revelou as relações indecorosas do chefe da Secom, Fabio Wajngarten, com empresas de comunicação que, ao mesmo tempo, recebem verbas publicitárias do Executivo e contratam serviços da empresa do secretário.

No caso do chefe da Secom, Bolsonaro disse que “está tudo legal”, como fez tantas vezes ao longe de seu primeiro ano de governo diante de acusações e de atos irregulares de seus ministros. Simplesmente porque, na concepção bolsonariana — que, obviamente, deu base à nomeação de pessoas como Alvim — , o ilegal vira legal e o irregular vira regular num piscar de olhos, desde que se esteja do lado certo do balcão político-ideológico — o dele, evidentemente.

FPF terá que explicar atraso na entrega de laudos dos estádios

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) emitiu, no final da manhã desta sexta-feira (17), um parecer sobre os laudos entregues pelos órgãos competentes a respeito da situação dos estádios onde estão agendados os jogos do Campeonato Paraense de Futebol 2020, o Parazão, que terá início neste sábado (18). Os laudos passaram por uma análise técnica de Grupo de Apoio Técnicos Interdisciplinar (GATI) da instituição. O objetivo é verificar se os documentos atendem as exigências previstas na portaria nº 290/2015 do Ministério dos Esportes.

Apenas cinco dos 11 estádios previstos para sediar os jogos tiveram seus laudos analisados completamente. De acordo com o parecer do MPPA, a Federação Paraense de Futebol (FPF), organizadora da competição, deveria ter enviado os laudos em até 10 dias antes do início das competições esportivas, mas isso não aconteceu. No final da manhã desta sexta-feira (17), o MPPA notificou a FPF para que, no prazo de 24 horas, esclareça as razões do não envio dos documentos, sob pena de sofrer penalidades.

Os estádios que tiveram seus laudos analisados foram o Estádio Olímpico Edgar Proença (Mangueirão, foto), Leônidas de Castro (Curuzu), Estádio Olímpico São Benedito (Bragança), Parque do Bacurau (Cametá) e Arena do Município Verde (Paragominas).

A análise técnica do MPPA verificou que os laudos foram aprovados pelos órgãos competentes (Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Vigilância Sanitária e engenheiro responsável), porém com restrições de segurança. Por conta disso, as  capacidades de público foram estabelecidas em 35.000 (Mangueirão), 16.000 (Curuzu), 7.500 (São Benedito), 5.000 (Bacurau) e 9.800 (Arena Verde).

Não foi apresentada ao MPPA, pela Federação Paraense de Futebol, a documentação dos estádios Zinho Oliveira (Marabá), Mamazão (Carajás), Maximino Porpino (Castanhal) e Colosso do Tapajós (Tapajós) comprovando que esses espaços estão aptos para receber os jogos do campeonato.

No caso do Maximino Porpino, em Castanhal, problemas estruturais já haviam sido detectados pela promotora de Justiça Carmem Burle, que ajuizou ação civil pública contra a prefeitura, em novembro de 2019, solicitando a suspensão das atividades do estádio até a sua regularização e cobrando reformas no local. A ação aguarda decisão da Justiça.

A análise técnica dos laudos do Estádio Evandro Almeida (Baenão), do Clube do Remo, só deve ocorrer na semana que vem, já que os jogos no local estão previstos apenas para março (Nota do blog: o estádio Baenão está apto a recebe jogos, a liberação depende do reenvio de uma cópia de documento, já providenciada pelo clube).

Já a análise do estádio do Itupiranga ainda não ocorreu uma vez que não ficou definido se os jogos acontecerão no próprio município ou no Zinho Oliveira, em Marabá.

Abertura
O primeiro jogo do campeonato ocorrerá neste sábado (18) no Estádio Orfelino Martins (Parque do Bacurau), em Cametá, aprovado com restrições. No que se refere à segurança, o Corpo de Bombeiros aprovou a capacidade para 5.000 pessoas. A orientação do MPPA é que a partida aconteça com as devidas precauções de segurança.

O Ministério Público esclarece que, conforme a prevê o Estatuto do Torcedor, a responsabilidade técnica de aprovação, aprovação com restrições ou reprovação dos estádios não é do MPPA, e sim das corporações e dos profissionais que emitem cada um dos laudos de condições de segurança, que são a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária Municipal e engenheiro civil contratado pelo proprietário do estádio para elaborar o Laudo de Verificação de Engenharia (LVE).

Nesse sentido, a análise técnica do MPPA visa somente a solicitação de esclarecimentos sobre as condições de segurança nos estádios de futebol em que serão realizados os jogos do campeonato paraense.

(Da Ascom do MPPA)