Babaquices de Bolsonaro podem empurrar Brasil para o cenário da guerra

Por Renato Rovai

O Brasil tem uma das diplomacias mais competentes do planeta há algumas décadas. Não entramos em bola dividida. Sempre nos colocamos como solução para a paz. Mas com o amadorismo de Ernesto Araújo e a sandice de Bolsonaro estamos próximos a nos envolver numa guerra que não é nossa e com a qual só temos muito a perder, mesmo que ela não atinja nosso território.

O contra-ataque do Irã às bases dos EUA são apenas a ponta do iceberg do que pode vir a ocorrer. O mundo pode estar vivendo o preâmbulo de uma 3a guerra mundial se o Congresso americano não interditar Trump.

O que o presidente dos EUA fez foi um ato terrorista e só por isso ele já teria de sofrer impeachment, para que isso fosse um sinal de paz ao Oriente Médio, à China e à Rússia.

O mesmo tem que acontecer no Brasil. Se o país quer escapar da guerra, Bolsonaro tem que sair. Só com um governo responsável não seremos vítimas de uma situação absurda. Ser atacados por algo que não nos pertence.

Essa situação limite é terrível, mas talvez seja importante pra mostrar a qualidade dos presidentes tanto dos EUA como do Brasil.

Trump enfiou os EUA numa loucura. E Bolsonaro, o I Love You, foi junto e levou o Brasil.

Não teremos dias fáceis pela frente. Mas o grito de paz dos brasileiros no Twitter com tradução para o árabe e o inglês podem nos ajudar mais do que a diplomacia de Ernesto Araújo. Sendo assim, agora passa a ser uma necessidade pedir o impeachment de Bolsonaro. E rezar pelo de Trump.

Botafogo denuncia Athletico-PR por aliciamento de atleta da base

A diretoria do Botafogo emitiu nota oficial denunciando aliciamento de um jogado de suas divisões de base pelo Athletico-PR. “O Botafogo de Futebol e Regatas vem por meio desta externar uma situação execrável que acabara de ocorrer. Infringindo o código de ética constituído pelo Movimento dos Clubes Formadores do Futebol Brasileiro (Movimento que congrega gestores que desenvolvem o trabalho de base nos principais clubes do Brasil e que preza por valores legais, éticos, respeitosos e transparentes), o Club Athletico Paranaense promoveu um aliciamento ao atleta do Botafogo Bernardo Silva Rocha Valim, nascido na data de 20/01/2006. O jovem de 13 anos está no Alvinegro desde a categoria Sub-11, recebe bolsa auxílio e assinaria o seu vínculo de formação com o Botafogo assim que completasse os 14 anos de idade – idade mínima permitida por lei”, diz a nota.

“Todavia, em uma conduta não condizente com a correta, o Club Athletico Paranaense assediou a família do atleta convidando-os para visitar as estruturas da equipe durante o mês de dezembro de 2019. Para assombro geral, no último domingo (05/01/2020), o Botafogo foi comunicado pelo responsável do atleta que o mesmo estaria se desligando e viajando para Curitiba”.

“Diante deste fato extremamente reprovável e que rema contra todos os valores éticos preservados pelos clubes, o Botafogo ressalta que envidará esforços extremos para que sejam tomadas todas as medidas cabíveis contra o Club Atlhetico Paranaense por tal ocorrência. O Clube reafirma ainda o seu compromisso com o Movimento dos Clubes Formadores do Futebol Brasileiro e aguarda um posicionamento firme e coerente da organização”, informa o comunicado oficial do clube.

Neymar desvaloriza R$ 382 milhões em um ano

Um estudo divulgado ontem (6) pelo “Observatório do Futebol” do CIES (Centro Internacional de Estudos no Esporte, na tradução) indica uma desvalorização de R$ 382,1 milhões no valor estimado de transferência de Neymar dentro do período de um ano.

Em 7/1/2019 ele era o terceiro jogador mais caro do mundo, por 197,1 milhões de euros (R$ 837,5 milhões, na cotação da época). De acordo com o relatório de 6/1/2020, o valor caiu para 100,4 milhões de euros (R$ 455,4 milhões). Neymar é apenas o 19º da lista.

Essa oscilação de números e posicionamento do atacante do PSG faz com que Gabriel Jesus, do Manchester City, se torne o jogador brasileiro mais valorizado do momento segundo este estudo. Ele é o 11º do ranking, por 115,6 milhões de euros (R$ 524,4 milhões).

Roberto Firmino, do Liverpool, e Richarlison, do Everton, também estão à frente do camisa 10 da seleção brasileira. Na sequência aparecem Philippe Coutinho, Alisson, Rodrygo, Vinicius Júnior, Fabinho e Arthur para formar o top 10.

O Cies é uma entidade especializada em análises estatísticas do futebol que divulga periodicamente rankings de campeonatos, clubes e jogadores. Este, sobre o valor estimado de transferência dos jogadores, leva em conta profissionais que valem mais de 50 milhões de euros nas cinco principais ligas do mundo (Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália). Assim, são 166 jogadores avaliados segundo critérios determinados pelos próprios pesquisadores (Raffaele Poli, Loic Ravenel e Roger Besson).

Alguns dos 57 critérios levados em conta neste levantamento científico são os seguintes: nível econômico do clube que detém os direitos do jogador, resultados do jogador em seu clube e na seleção, estatísticas de desempenho, idade, posição, liga em que atua, duração de contrato e até nacionalidade. A correlação entre os valores estimados e os valores reais de venda tem sido próxima de 75% nos últimos anos, de acordo com a entidade.

Outros estudos carregam informações diferentes. O site especializado “Transfermarkt”, por exemplo, põe Neymar como o terceiro jogador com maior valor de mercado do mundo, por 160 milhões de euros (R$ 725,8 milhões). Gabriel Jesus é só o 46º, com valor estimado de 70 milhões de euros (R$ 317,5 milhões).

Quem lidera o ranking da CIES de janeiro de 2020 (assim como foi no ano passado) é Mbappé, do PSG, com valor estimado de 265,2 milhões de euros (R$ 1,2 bilhão). Sterling, do Manchester City, e Salah, do Liverpool, fecham o top 3 ao custo de 223,7 e 175,1 milhões de euros (R$ 1 bilhão e R$ 794,3 milhões, respectivamente). Os dois primeiros também lideram o índice do Transfermarkt.

Top 10 de brasileiros com maior valor de transferência

1º Gabriel Jesus – 115,6 milhões de euros

2º Roberto Firmino – 111,5 milhões de euros

3º Richarlison – 104 milhões de euros

4º Neymar – 100,4 milhões de euros

5º Philippe Coutinho – 93,5 milhões de euros

6º Alisson – 87,6 milhões de euros

7º Rodrygo – 87,1 milhões de euros

8º Vinicius Júnior – 84,5 milhões de euros

9º Fabinho – 83,6 milhões de euros

10º Arthur – 75,8 milhões de euros

Um reforço inesperado – e qualificado

POR GERSON NOGUEIRA

O anúncio foi criativo e inusitado, despertando atenção de sites esportivos de todo o país. Douglas Packer foi repatriado pelo Remo e seu retorno ganhou a aprovação da torcida. Com razão. Foi um dos melhores jogadores do time no primeiro semestre do ano passado, responsável pela condução do meio-campo na era Márcio Fernandes.

Foi tão importante que, quando saiu, atraído por proposta do futebol de Malta, deixou um vazio que não foi preenchido nem mesmo com a chegada e Eduardo Ramos. Coincidentemente, o Remo caiu de rendimento e perdeu a invencibilidade quando Packer se desligou da equipe.

A expectativa agora é que volte a jogar no mesmo nível, organizando as ações no meio e botando a bola no chão. Técnico e com boa visão de jogo, Packer tem ainda a virtude de cobrar bem faltas, qualidade que o Remo não teve em nenhum de seus jogadores na reta final da Série C.

Com sua chegada, Eduardo Ramo pode ter a posição de titular ameaçada, até porque ambos já estão na faixa dos 33 anos. É provável que, dependendo da situação de jogo, apenas um deles possa atuar naquela faixa do campo, ao lado de Robinho ou Lukinha ou Laílson.

A vantagem de contar com um jogador já ambientado ao clima regional e à estrutura do clube é que não haverá muita necessidade de adaptação, como ocorre com outros contratados.

Neguete, o defensor também confirmado ontem, é uma aposta de Rafael Jaques. Ex-jogador do Juventude, ele pode atuar na área ou pelo lado direito da defesa. Outro polivalente, como Rafael Jansen.

Torcida quer vitórias, mas com diversão e arte

Desembarcou em Belo Horizonte, ontem, o técnico Rafael Dudamel. Há 10 anos, seria praticamente improvável ver um venezuelano dirigindo um time da primeira divisão brasileira. Não pelas qualidades do profissional, mas pela baixíssima tradição de seu país de origem. A Venezuela era o saco de pancadas do futebol no continente, ocupando sempre a lanterna de qualquer competição entre seleções.

Nos últimos anos, a situação mudou. No 25º lugar do ranking de seleções da Fifa, a Venezuela passou a ter presença mais destacada nas Eliminatórias Sul-Americanas e na Copa América, encarando a disputa de maneira digna e competitiva. Tudo isso tem a ver com Dudamel, que foi um bom goleiro e depois encaminhou bem sucedida carreira de técnico.

Formou seleções muito interessantes nas divisões de base, revelou bons jogadores (Farinez, Soteldo) e assumiu o comando da seleção principal. Foi esse trabalho que chamou atenção do Atlético-MG, que buscava um técnico inovador e de perfil mais jovem. Por isso, Dudamel foi o escolhido.

A opção do Galo não é isolada no cenário atual do futebol brasileiro – muito pelo contrário. É uma tendência cada vez mais forte. O Inter já apresentou o argentino Coudet. O Santos contratou o português Jesualdo Ferreira e o Flamengo segue de braços dados com Jesus.

A vinda de Dudamel e dos outros estrangeiros representa uma guinada que significa eia ameaça aos treinadores nacionais mais acomodados e adeptos do infame futebol de resultados. Figuras como Felipão, Mano Menezes, Carille, Jair Ventura, Marcelo Oliveira, Oswaldo de Oliveira, Celso Roth, Vagner Mancini, Cuca, Dunga, Ricardo Gomes. Todos desempregados.

Como estão em faixas salariais muito altas – de R$ 250 mil a R$ 700 mil –, sem merecer, diga-se, passaram a ser mais questionados e comparados com técnicos de outros países. Os resultados de campo deixaram de ser o principal item de avaliação.

O fato é que os clubes (e suas torcidas) não querem apenas ver um time vencedor, como o Palmeiras de 2018. Não se contentam com resultados. Querem diversão e arte.

Aí é que entra a importância de Jorge Jesus e Jorge Sampaoli, dois desbravadores. Em situações diferentes e projetos desiguais, ambos brilharam em 2019 e recolocaram a beleza plástica do jogo como um aspecto fundamental para o torcedor.

Portanto, mais do que o currículo em idioma estrangeiro, o que importa neste momento é o serviço oferecido. Os técnicos nacionais terão que reaprender a montar times com características ofensivas, casso queiram voltar a predominar – e a ganhar rios de dinheiro.

Experiência deve ser o diferencial no Papão

O Papão começando o período de pré-temporada com exames e testes físicos na Curuzu. A fase de treinos com bola vai acontecer em Barcarena. Hélio dos Anjos tem destacado a experiência dos cinco reforços já confirmados. A maioria tem mais de 30 anos. Não fica claro, ainda, se essa prioridade é para o Campeonato Estadual ou se será a tônica para a disputa da competição mais importante, a Série C.

Quando se estende a questão etária para o elenco atual de 24 atletas, a média de idade cai para 26,6 anos, pela participação dos jogadores promovidos da base. O problema é que, na prática, todo mundo sabe, a garotada entra no anúncio oficial, embora quase nunca tenha chances reais de aproveitamento. Vide casos recentes, como Wylliam e Calbergue.

Que a prática desta temporada seja diferente. A conferir.

(Foto: Jorge Luiz/Ascom PSC)

A pergunta do dia

“Por que manter uma base de um time que nada ganhou ano passado? Foi o quarto do campeonato paraense, perdeu duas ‘decisões’ na mesma situação e aproveitou 30% somente dos 31 contratados? O PSC está formando um time para quase chegar?”.

Rui Guimarães, comentarista da Rádio Clube, sobre a formação do elenco do PSC para 2020

(Coluna publicada no Bola desta terça-feira, 07)

ABI rechaça ataques de Bolsonaro a jornalistas

Associação Brasileira de Imprensa, a ABI, rechaçou as declarações de Jair Bolsonaro em mais um ataque à imprensa nesta segunda-feira (6) ao afirmar que os jornalistas brasileiros são uma “raça em extinção”.

A nota assinada pelo presidente da ABI, Paulo Jerônimo de Sousa, enfatiza que o “país e o mundo têm sido surpreendidos, a cada momento, por declarações estapafúrdias do presidente da República e de seus auxiliares mais próximos”.

“O presidente não deve confundir o que talvez seja um desejo oculto seu com a realidade”, destaca outro trecho da nota, que afirma que a informação é uma necessidade vital nas sociedades modernas.

“E, com certeza, sobreviverá por mais tempo do que políticos inimigos da democracia, que, estes sim, tendem a ser engolidos pela história”, conclui.

Texto na íntegra:

O país e o mundo têm sido surpreendidos, a cada momento, por declarações estapafúrdias do presidente da República e de seus auxiliares mais próximos. Até a manhã desta segunda-feira (6), a mais recente dessas declarações tinha sido a de que os jornalistas são ‘uma espécie em extinção’, que, como tal, deveriam ficar sob os cuidados do Ibama.

O presidente não deve confundir o que talvez seja um desejo oculto seu com a realidade.

Enquanto a informação for uma necessidade vital nas sociedades modernas, e ela será sempre, o jornalismo vai continuar a existir.

E, com certeza, sobreviverá por mais tempo do que políticos inimigos da democracia, que, estes sim, tendem a ser engolidos pela história.

Paulo Jerônimo de Sousa,
Presidente da ABI