
POR GERSON NOGUEIRA
Vencer é importante em qualquer competição. Fora de casa, mais ainda. Quando significa a redenção dentro de uma campanha, aí a coisa ganha contornos mais significativos. Foi exatamente o que se passou no sábado à tarde, em Itumbiara-GO, quando o Papão quebrou a longa série de resultados ruins com um triunfo de virada sobre o Vila Nova.
E não foi por acaso.
O Papão saiu derrotado do 1º tempo, mas foi amplamente superior no segundo período. Construiu a virada com gols elaborados, nascidos de jogadas organizadas e inteligentes.
Aos 7 minutos, Marcão escorou para as redes depois de um cruzamento certeiro de Rodrigo Andrade. Por volta dos 30’, veio o desempate: Rodrigo encobriu o goleiro depois de receber passe perfeito de Fábio Matos.
Um panorama inteiramente diverso do que se viu no começo. O Vila Nova começou melhor, aproveitando-se da rapidez de Moisés e boas jogadas com Alex Mineiro para confundir a marcação. Botou uma bola na trave e criou várias situações perigosas. Após os 20’, arrefeceu a pressão e o Papão respirou um pouco e chegou a ameaçar em dois momentos.
Mas, no finalzinho, um cruzamento da direita explodiu no braço do zagueiro Lombardi, que se postou erradamente para cortar a bola. Nascia ali o gol de abertura, em pênalti convertido por Alex Mineiro.
O 2º tempo teve um Papão bem articulado, saindo sempre em velocidade e conseguindo armar situações perigosas com as subidas de Rodrigo Andrade, sempre surpreendente nas chegadas à área adversária e decisivo para o resultado final – cruzou a bola no primeiro gol e finalizou com extrema perícia no segundo.
A vitória traz tranquilidade ao trabalho de Marquinhos Santos e reflete o êxito do plano tático empregado, com três volantes e um atacante (Magno) que volta para compor o bloqueio e dois homens na frente. Nessa configuração, Rodrigo é peça de fundamental importância. Expulso, junto com Augusto Recife, é desfalque sério para amanhã contra o Náutico. (Foto: Douglas Monteiro/Ascom-Vila)
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Apesar dos pesares, Leão arranca bom empate
O Remo teve uma atuação razoável em Fortaleza, ontem, e conquistou um bom resultado contra adversário direto pela classificação. Saiu na frente, teve chances de ampliar, mas cedeu o empate ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa, apesar da pressão do Tricolor cearense, o placar se manteve inalterado. O time mostrou mais organização e evoluiu na marcação em comparação com partidas anteriores.
Aos 10 minutos, encaixou uma jogada de qualidade e marcou um belíssimo gol. Eduardo Ramos e Luiz Eduardo entraram tabelando na área adversária, com o centroavante disparando rasteiro no canto direito do gol tricolor. O Fortaleza sentiu o baque, mas foi à frente e acabou empatando através do estreante Paulo Sérgio.
Com Edgar e Flamel no time, substituindo a Luiz Eduardo e Ramos, o Remo mudou de comportamento, passando a esticar bolas para as pontas, explorando a velocidade de Edgar e Pimentinha, que teve excelente atuação nos dois tempos.
Apesar das limitações nas laterais, com Léo Rosa e Jaquinha em noite tenebrosa, o Remo teve mais chances que o Fortaleza para chegar à vitória. Pimentinha escapou pelo meio e ficou de cara com o goleiro Marcelo Boeck, que rebateu. Depois, Edgar perdeu duas chances claras.
Na primeira jogada, acionado por Flamel, invadiu a área e perdeu o tempo do chute, cruzando rasteiro para Jaquinha, que chegou prensado com os zagueiros. Depois, em cruzamento alto de Léo Rosa, preferiu também tocar para o interior da área ao invés de cabecear direto. Aparentou certa indolência nos lances. O incidente com o técnico Léo Goiano no treino de sexta-feira pode ter influenciado em sua atuação.
No geral, faltou mais consistência nas saídas para o ataque, mas o setor defensivo resistiu bem à pressão final do Fortaleza, principalmente no miolo da área, com Leandro e Bruno Costa. As laterais não funcionaram e precisam de urgentes mudanças. No meio, apenas Dudu se sobressaiu. Ilaílson voltou a errar muitos passes, exagerando nas faltas.
(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 17)