Levir proíbe cultos na Vila e limita gravações nos vestiários

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POR JOSÉ ROBERTO MALIA

O ‘professor’ Levir Culpi é conhecido por ser um ótimo contador de ‘causos’, daqueles que podem ficar horas no centro de uma rodinha como estrela do bate-papo. Mas também carrega o ‘jeitão Levir de ser’ na hora de comandar os jogadores. Ele atacou um problema que deixava a cartolagem do Peixe profundamente irritada: proibiu cultos religiosos na concentração.

Levir Culpi explicou a medida: “Se o time vai viajar e faz uma oração, tudo bem. É legal. O que não quero é que venha padre, pai de santo, Caboclo Mexerica. É local de trabalho. Se abrir para uma religião, tem que abrir para todas. Muçulmana, tudo.” Fora do clube, seja o que Deus quiser. Cada um cuida de sua vida, “mas se vier pastor ou padre, não vai entrar”, disse ao ‘Lance’. O centroavante Ricardo Oliveira é o pastor dos evangélicos no aquário da Vila Belmiro. Amém. 

Há poucos dias, o treinador do Peixe também enquadrou a Santos TV. As gravações das preleções e/ou rodinhas com discursos no vestiário estão vetadas. A liberdade dos tempos do demitido Dorival Júnior foi para o espaço. O ex-treinador, hoje no soberano Tricolor, chegou até a participar de ‘pegadinhas’ com os jogadores, armadas pela emissora oficial do clube.

Aos poucos, Levir vai se impondo ao elenco, adotando regras disciplinares mais rígidas, justificando o convite feito pela cartolagem para colocar a casa em ordem, independentemente do prestígio do atleta. Ele já puxou a orelha de Lucas Lima porque o meia fez biquinho ao ser substituído por Vecchio, nos últimos minutos da partida contra o Furacão, e atirou um copo d’água no chão. “É legal o jogador não querer sair, só que não pode sair chutando tudo”, justificou o treinador.

É o ‘jeitão Levir de ser’.  

7 comentários em “Levir proíbe cultos na Vila e limita gravações nos vestiários

  1. ELE Tá certo!
    Imagina, se uma escola de samba levasse suas passistas para desfilar, ou um grupo de pagode fosse fazer uma roda de samba em um templo religioso? Hã?! CADA QUAL NO SEU CADA QUAL!

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  2. De pleno acordo com o Levir também. Tudo tem seu tempo e lugar. Os exageros na pregação religiosa e até na catequese dentro dos clubes se tornaram uma praga nos últimos anos. Lembro que o Jorginho (aux. do Dunga) fez isso na Copa de 2010. Havia jogador que se sentia discriminado na escalação por não participar dos cultos e palestras de pastores na concentração.

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  3. Não existe hora para falar de Deus acontece que ninguém tolera religião de ninguém uma quer ser melhor que a outra acredito em Deus e respeito todos que acreditem ou não.

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  4. Essa medida do Levir segue um pouquinho a mesma opinião que dei a respeito do que ocorreu com o Paysandu na Curuzu quando o time foi acusado de homofobia e quase leva o tubo porque torcedores que faziam manifestação contra homofobia no horário do jogo foram agredidos por torcedores contrários a manifestação no local. . Naquele dia critiquei a truculência da outra torcida que não queria a manifestação no local, disse que apoiava a campanha contra homofobia, mas também não concordei e não concordo com essas e outras campanhas tipo politico partidárias e até religiosas em estádios em horário de jogo de futebol . Existem N locais viáveis para fazer essas campanhas. Estádio de futebol em horário de jogos é para futebol e fazer essas manifestações acho que não é a melhor solução. É minha opinião bem subjetiva.

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