Eleições no Remo – vote em seu candidato

Post de @gersonnogueira.

Fonte: Eleições no Remo – vote em seu candidato

A assombrosa mentira de Temer sobre a reunião (que não houve) com Putin

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Michel Temer merece um lugar especial na vasta galeria de políticos mentirosos. Elevou esse traço ao estado de arte e atualmente excursiona pelo mundo exibindo suas trampolinagens.

O Estadão deu a matéria. Temer foi esnobado por Putin na cúpula dos BRICS em Goa, na Índia, no final de semana. O russo esteve com o líder da China, Xi Jinping, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e com Jacob Zuma, presidente da África do Sul.

O jornalista brasileiro Pepe Escobar, da RT, escreveu que Putin deu um sinal claro ao manter Temer longe da reunião. “Eles conversaram brevemente sobre as ‘reformas’ econômicas do Brasil — sinônimo do choque neoliberal em curso”. Temer deu provas de estar “alinhado com Washington”, afirma Escobar.

O que fez Michel ao encontrar a imprensa na terça? Tentou aplicar um golpe. Simplesmente criou uma fantasia paraguaia com Putin e mandou ver.

Diz o Estadão:

Ao ser questionado sobre como os líderes estrangeiros haviam reagido em relação à aproximação da PEC sobre o limite de gastos do orçamento, Temer afirmou: “Não só o ministro indiano se interessou, como durante um almoço o ministro Putin… o presidente Putin se interessou vivamente, tanto que eu dei explicações as mais variadas sobre o nosso projeto”, disse ele. Instantes depois o presidente brasileiro se referiu ao almoço como “um jantar”. Sem ser questionado, Temer prosseguiu falando de Rússia: “Há uma identidade muito grande de questões econômicas entre a Rússia e o Brasil”.

O brasileiro explicou que a dívida bruta brasileira é quase 70% do PIB, “um índice altíssimo”. “Na Rússia, me disse ele (Putin), igualmente. E o déficit de R$ 170 bilhões representa no nosso caso 1,8% do PIB, e na Rússia representa 2% ou 2,1%. De modo que, como havia essa identidade, nós conversamos muito sobre o teto dos gastos públicos. Percebo que ele se interessou. Agora não sei o que ele fará.”

(…)

Apesar de ter sido preterido pelo presidente russo, Temer disse estar sendo acolhido “com simpatia” nas reuniões no exterior. “Não vou nem dizer simpatia, mas acolhimento e compreensão das palavras que digo”, corrigiu-se a seguir. E então voltou a falar de Putin ao mencionar que propôs a aproximação “dos povos dos Brics”: “O interessante é como isso foi bem acolhido e foi até objeto de manifestação do presidente Putin quando nós fizemos a segunda plenária dos Brics”, contou.

 

Assombroso é ele achar que ninguém checaria a história. Patologia? Desespero? Desfaçatez? Certamente, se for confrontado, tentará alguma manobra diversionista do tipo “me entenderam mal”.

Em setembro, Michel já tinha dado um vexame na ONU ao falar que o Brasil recebeu “mais de 95 mil refugiados”, inflando o número de 8.800, de acordo com um órgão ligado ao Ministério da Justiça. Ficou por isso mesmo.

Podemos estar diante de um mitômano como Maluf, Nixon ou Dadá Maravilha. A ver. Se ele é capaz de bolar um episódio desses, o que não oferece, por exemplo, a deputados? O que não falou para Shinzo Abe, do Japão? O que não ouve Marcela?

Como somos uma república de bananas, é pouco provável que o embuste repercuta lá fora. De qualquer maneira, seria menos ridículo se ele nos envergonhasse por aqui, mesmo, sem precisar viajar.

Como perguntou aquela velha senhora moscovita num conto de Tchecov que ninguém leu: “Você compraria um carro usado deste homem?”. (Via DCM)

Bresser Pereira: “PEC 241 é feita para a classe rica que patrocinou o golpe”

POR KIKO NOGUEIRA, no DCM

Luiz Carlos Bresser Pereira foi entrevistado no programa do DCM na TVT desta semana. Bresser nos recebeu em sua casa no Morumbi na tarde em que Cunha foi preso, um dia depois do artigo de Lula na Folha, intitulado “Por que querem me condenar”.

Ex-ministro da Fazenda no governo Sarney e ministro da Reforma do Estado e, depois, da Ciência e Tecnologia de FHC, Bresser tomou o caminho oposto ao dos ex-colegas.

bresser-pereira3-600x447Enquanto eles foram para a direita, Bresser tornou-se um crítico contumaz do que chama de desmonte do estado social brasileiro. Fundador do PSDB em 1988, saiu em 2011. Posicionou-se firmemente contra o golpe e esteve presente a diversos atos pela democracia — mantendo suas discordâncias relativas ao rumo da economia sob Dilma.

“Cunha tinha que ser preso, já era esperado com a ficha corrida que ele tem”, diz ele.

“Isso pode servir para alegar imparcialidade na hora de pegar Lula. O objetivo da Lava Jato é atacar o PT e Lula. O PT eles já pegaram. Do Lula, não encontraram nada. Insistem em dizer que ele é chefe de uma ‘organização criminosa’. Gastaram milhões e encontraram o sítio que ele usou emprestado e o apartamento no Guarujá. O artigo dele à Folha é coisa de estadista”.

Bresser acredita que há uma caça às bruxas contra a política. “Um país que tem a classe política desmoralizada pela direita e pela esquerda é um país sem rumo”, afirma.

A PEC 241 serve, em sua opinião, para atender “a classe rica dominante que patrocinou o golpe e essa onda de ódio”.

“Eles dizem que temos uma crise fiscal. Temos, na verdade, uma dívida fiscal causada por uma imensa recessão. As causas foram a queda do preço das commodities no segundo semestre de 2014”.

“A PEC não vai ter nenhum efeito agora. O objetivo é desmantelar o estado do bem estar social e destruir o SUS e a educação fundamental”. A alternativa, segundo ele: “Imediatamente baixar a taxa de juros e abrir linha especial de crédito para salvar as empresas, para elas saírem do buraco”.

“Isso tudo é a aplicação da cartilha neoliberal. O neoliberalismo só é eficiente quando há perda de controle das finanças públicas, o que não é o nosso caso. A crise financeira agora é das empresas, e não do estado. A política liberal nunca promoveu desenvolvimento econômico no mundo. Sempre fracassou, mas é uma religião para o setor financeiro, para rentistas e para os economistas orgânicos desse capital rentista”, enumera.

Em sua opinião, o artífice da PEC não é o governo Temer. Há uma espécie de prestação de contas. “O PMDB não tem ideologia. Quando o PSDB perdeu as eleições e Aécio pediu o impeachment, o Moreira Franco falou: ‘Essa é a nossa chance. Vamos fazer uma profissão de fé neoliberal e ganhar a confiança dos rentistas. Aí fizeram aquele documento ‘Ponte Para o Futuro’”, diz.

O grande estelionato eleitoral está sendo cometido por Michel Temer, considera o professor. “Se ele foi eleito como vice de Dilma, como pode estar fazendo agora exatamente o contrário do que vinha sendo feito?”. Ele guarda amizade por Fernando Henrique Cardoso (não lhe pergunte sobre Serra), que não encontra há tempos. Mas de sua antiga agremiação partidária quer distância.

“O PSDB é a UDN atual. É um tipo de partido que, para o Brasil, é um desastre. Eles não têm nenhuma ideia de nação, não têm nenhuma ideia do que seja a defesa dos trabalhadores e dos pobres. É um partido elitista, dependente e colonialista”.

Pela honra da firma

POR GERSON NOGUEIRA

Em entrevista ao repórter Dinho Menezes, da Rádio Clube, na tarde de ontem, o técnico Dado Cavalcanti projetou um Papão mais forte e qualificado para 2017 antecipando uma avaliação da temporada bicolor na Série B. Argumentou que 2016 representa uma evolução em comparação com o ano passado, quando o clube voltou a disputar a Segunda Divisão.

Quanto às expectativas favoráveis em relação ao próximo ano, tudo bem, afinal é para frente que se anda. Mas, ao considerar 2016 como um ano positivo, o técnico deu uma puxada de brasa para a sua sardinha, pois a caminhada do time na Série B foi tormentosa e muito abaixo das previsões.

Em parte, muitos dos problemas do Papão na Série B deste ano têm muito a ver com a participação do próprio Dado. Depois de um trabalho elogiado por todos no ano passado, desta vez ele não acertou a mão na montagem do time para o Brasileiro e acabou sucumbindo logo nas primeiras rodadas.

Ganhou uma nova oportunidade, depois que Gilmar Dal Pozzo foi demitido, mas a retomada não teve o êxito esperado. O time só conseguiu dar sinais de evolução nas últimas rodadas, quando derrotou (jogando bem) Bahia, Bragantino e Vasco no Mangueirão, empatou (merecendo perder) com Joinville e perdeu (injustamente) para o líder Atlético Goianiense, em Goiânia.

unnamed-60A proposta que vingou, pelo menos nos jogos em casa, se baseia no sistema de ações rápidas no meio-de-campo, com aproximação dos homens de frente através do volante Jonathan e do meia-armador Tiago Luís. Foi o mais perto que o Papão de Dado chegou de um time competitivo e confiável.

Pena que isto tenha sido possível somente na reta final, quando não existe mais possibilidade matemática de acesso e só resta mesmo o esforço para afastar de vez qualquer risco de queda.

Do que se vê hoje em campo, há o lado positivo da afirmação de alguns nomes que antes de a Série B começar eram vistos sem maior entusiasmo. Leandro Cearense é o exemplo mais óbvio. De jogador contratado para compor elenco no ano passado, transformou-se no único atacante de fato e de direito existente no elenco alviceleste.

Cearense viu o clube contratar, gastando uma boa grana, uma penca de atacantes apontados como futuros titulares do time. Desembarcaram em Belém nessas condições atletas como Alexandro, Bruno Veiga, Rivaldinho, Jobinho, Robert, Mailson, Hiltinho, Cleyton e outros menos cotados.

Veiga, Mailson e Jobinho continuam a ter chances, sem convencer, mas Robert já deixou o clube, Alexandro foi esquecido na suplência e Cleyton nem estreou ainda. Só Cearense permaneceu por força da regularidade e do talento para armar jogadas, municiando o ataque.

Soube diversificar seu repertório e com isso ganhou mais espaço no time, tornando-se peça fundamental. Contra o Atlético-GO, passou a maior parte do jogo fazendo (bons) lançamentos e trabalhando como um autêntico armador. Inverteu de posição com Tiago Luís, botando o camisa 10 na cara do gol em duas oportunidades.

É do talento de Tiago e da participação ofensiva de Cearense que o Papão mais depende hoje à tarde para derrotar o Goiás, adversário direto na luta para se distanciar da zona da degola. Caso ambos continuem jogando de forma afinada, é certo que o time criará oportunidades de gol.

Outro jogador nativo que, à medida que o campeonato avançava, foi se tornando indispensável é Jonathan. Dono de múltiplas virtudes como meio-campista, aprimorou a capacidade de definição e passou a ser um ativo participante das ações ofensivas.

Rodrigo Andrade, cria da base do Papão, também ganhou espaço e se estabilizou como primeiro volante, tornando-se titular na posição que antes era ocupada pelo quase intocável Ricardo Capanema. Jovem e voluntarioso, deu mais qualidade ao primeiro passe, contribuindo para o crescimento do time nos jogos em Belém.

Pablo, outro nativo formado no próprio clube, não teve a mesma sorte dos demais. Perdeu espaço logo no começo da Série B e não foi mais aproveitado no meio da zaga. Tem qualidades para ser titular, mas ficou em segundo plano diante do trio Lombardi-Gilvan-Gualberto.

As próximas rodadas, já com o Papão mais tranquilo em relação à permanência na Série B, devem permitir ao técnico experimentar atletas que não tiveram maiores chances até aqui. Pablo certamente é um deles.

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Ginásio esportivo caro é entregue em festa chinfrim

A inauguração do ginásio Guilherme Paraense, o “Mangueirinho”, ontem, podia ter sido pelo menos à altura do investimento anunciado e do marketing farto trombeteado na TV.

Um jogo entre seleções másteres de vôlei não é exatamente a atração adequada para evento tão significativo para o esporte local.

Até os fãs do esporte criticaram a escolha, que podia ter sido mais arrojada. A seleção brasileira masculina, campeã olímpica, por exemplo.

O futsal, modalidade tão praticada em Belém, era outra alternativa, com a presença de um dos grandes times nacionais e estrelas, como Falcão.

(Coluna publicada no Bola deste sábado, 22)

Eleições no Remo – vote em seu candidato

Junta financeira comanda o Brasil e impõe mudanças a toque de caixa

POR VLADIMIR SAFATLE

Semana passada, o dito “governo” resolveu apresentar à população seu plano de emergência econômica diante da propalada crise. Conhecido como PEC 241, o plano visa congelar os investimentos estatais nos próximos 20 anos, permitindo que eles sejam, no máximo, reajustados pela inflação do período.

Isso significa, entre outras coisas, que o nível do investimento em educação e saúde continuará no nível em que está, sendo que o nível atual já é resultado de forte retração que afeta de forma brutal hospitais públicos, universidades e escolas federais. Todos têm acompanhado a situação calamitosa dos nossos hospitais, os limites do SUS, os professores em greve por melhores condições de trabalho. Ela se perpetuará.

proxy-1Para apresentar o novo horizonte de espoliação e brutalidade social, o dito “governo” colocou em marcha seu aparato de propaganda. Ao anunciar as medidas, foi convocado um representante de quem verdadeiramente comanda o país, a saber, um banqueiro, o senhor Meirelles.

Entrará para a história o fato de que uma das mais impressionantes medidas econômicas das últimas décadas, uma que simplesmente retira do Congresso a possibilidade de realmente discutir o orçamento, que restringe o poder de representantes eleitos em aumentar investimentos do Estado, que os transforma em peças decorativas de uma pantomima de democracia, foi anunciada não pelo pretenso presidente da República, mas por um banqueiro.

Este dado não é anódino. Ele simplesmente demonstra que Michel Temer não existe. Não é por acaso que ele não aparece na televisão e some em dia de eleição, indo votar no raiar do sol. Quem realmente comanda o Brasil atualmente é uma junta financeira que impõe seus ditames a toque de caixa usando, como álibi, a ideia de uma “crise” a destruir o Brasil devido ao descontrole dos gastos públicos.

O script é literalmente o mesmo aplicado em todos os países europeus com resultados catastróficos. No entanto, há de se reconhecer que ele tem o seu quinhão de verdade.

De fato, há um descalabro nos gastos públicos, mas certamente ele não vem dos investimentos parcos em educação, saúde, assistência social, cultura etc. Por exemplo, segundo dados da OCDE, o Brasil gasta 3.000 dólares por aluno do ensino básico, enquanto os outros países da OCDE – a maioria europeus e da América do Norte, entre outros – gastam, em média, 8.200 dólares.

A situação piorará nos próximos 20 anos, já que os gastos continuarão no mesmo padrão enquanto a população aumentará e envelhecerá, exigindo mais gastos em saúde.

parede_de_dolares_0Na verdade, os gastos absurdos do governo não são com você, nem com os mais pobres, mas com o próprio sistema financeiro, que se apropria do dinheiro público por meio de juros e amortização da dívida pública, e lucra de forma exorbitante devido à taxa de juros brasileira. Uma dívida nunca auditada, resultante em larga medida da estatização de dívidas de entes privados.

Por incrível que pareça (mas que deveria ser realmente sublinhado), o plano econômico do governo não prevê limitação do dinheiro gasto com a dívida pública. Ou seja, fechar escolas e sucatear hospitais é sinal de “responsabilidade”, “austeridade”, prova que recuperamos a “confiança”; limitar os lucros dos bancos com títulos do Estado é impensável, irresponsável, aventureiro. Isso demonstra claramente que o objetivo da PEC não é o equilíbrio fiscal, mas a garantia do rendimento da classe rentista que comanda o país.

Como se trata de ser o mais primário possível, o dito “governo” e sua junta financeira comparam a economia nacional a uma casa onde temos que cortar gastos quando somos “irresponsáveis”. Mas já que a metáfora primária está a circular, que tal começar por se perguntar que gastos estão realmente destruindo o “equilíbrio” da casa? Por que a casa não pede mais dinheiro para aquele pessoal ocioso que mora nos quartos maiores e nunca contribui com nada?

Ou seja, já que estamos em crise, que tal exigir que donos de jatos, helicópteros e iates paguem IPVA, que igrejas paguem IPTU, que grandes fortunas paguem imposto, que bancos com lucros exorbitantes tenham limitações de ganho, que aqueles que mais movimentam contas bancárias paguem CPMF?

É claro que nada disso será feito, pois o Brasil não tem mais governo, não tem mais presidente e tem uma democracia de fachada. O que o Brasil tem atualmente é um regime de exceção econômica comandado por uma junta financeira. (Transcrito da Folha de SP) 

Remo garante a permanência de joia da base

Em vias de perder mais uma joia de sua categoria de base para um clube da Série A, a diretoria do Remo conseguiu firmar acordo com o atacante Amaury, do sub-17 do Leão, impedindo que se transferisse para o Atlético-PR. Segundo o presidente André Cavalcante, Amaury é tratado no Evandro Almeida como grande aposta para os próximos anos.

amaury“O atleta vai assinar um contrato com o Clube do Remo para que possamos garantir que esse jogador, que é tratado como joia da nossa base, renda frutos para o Remo no futuro. Uma pessoa fez a proposta para levar o Amaury para o Atlético (PR), mas conversei com a mãe do atleta, conversei com ele e disse que o Remo tem planos para ele. Propus a confecção de um contrato, eles aceitaram e desistiram de ir para o Atlético (PR). Agora, quem quiser o Amaury vai ter que vir conversar com o Clube do Remo, pois ele tem uma multa rescisória agora”, disse André. (Com informações de O Futebolista)