Por que a revista Caras teve aumento de 2.472% de verba do governo Temer

POR KIKO NOGUEIRA, no DCM

O dado que se destaca no excelente levantamento do Cafezinho, do Miguel do Rosário, sobre as verbas de publicidade do governo Temer para a mídia que apoiou o golpe é o “investimento” na Editora Caras.

Percentualmente, é o aumento mais expressivo entre todos: saltou de 60 479 reais, de janeiro a dezembro de 2015, para 1 556 077 reais.

Uma variação de 2 472,9%, como se vê abaixo.

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Miguel registra que os períodos comparados são distintos. “Se formos considerar a média mensal dos repasses à Caras, o aumento seria muito maior, de 3.760%!”, diz. A Abril, por outro lado, foi de 52 mil reais para 380 770 mil, um incremento de 624%.

Em ambos os casos, o dinheiro vai para o mesmo bolso: o da família Civita, sócia do empresário argentino Jorge Fontevecchia na Caras.

A biografia de Roberto Civita, de autoria de Carlos Maranhão (meu saudoso ex-chefe), conta que “a cada ano, os sócios Fontevecchia e Roberto faziam o que chamavam de ‘encontro turístico-filosófico-empresarial’ com o objetivo de trocar ideias e discutir durante quatro dias seus negócios”.

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O repasse na Caras é, à primeira vista, estranho. Uma explicação poderia ser que isso vai financiar a baciada de revistas “transferidas” da Abril para lá, tranqueiras como “Bons Fluidos”, “Manequim”, “Máxima”, “Sou+Eu”, “Vida Simples” e “Viva Mais”.

Não faz sentido porque a dinheirama está toda no título principal da casa. Um dos efeitos óbvios vão ser capas e capas sobre Marcela Temer abrindo sua casa e as festas de Michelzinho.

A questão é que não tem critério. É o acerto do butim. Tanto faz como ele é feito, o importante é pingar na conta de quem de direito. Quem precisa de explicações são os outros.

Montado nesses gastos absurdos com os amigos, na semana passada Temer estava num fórum da revista Exame, com Giancarlo Civita, jogando a crise na conta da herança maldita do PT. “Reitero que não foi culpa minha”, discursou.

Fica mais claro, agora, do que tratava o “desabafo” de Faustão sobre a “comunicação do governo” e a subsequente ligação do sabujo Michel para o apresentador. Se não se coçar, não vai ter sossego.

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As matérias do Cafezinho:

Temer iniciar trem da alegria para a mídia do golpe

Trem da alegria 2: verba publicitária para revista Época cresce 900% e para o jornal O Globo, 230%

Discussão de amor e ódio com a urna

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POR XICO SÁ, no El País

Prezada urna eletrônica, saudações, bom dia, sei que não és culpada, mas te reencontro neste domingo ainda ressabiado, com uma ressaca nada democrática, espero que compreendas o meu esperneio, sabes bem do que estou falando. Poxa, foi chato ver o meu voto virar pó naquela fatídica emboscada parlamentar iniciada pelo Eduardo Cunha e seus renegados bandoleiros, os mais rápidos do velho centro-oeste.

Sei que não tens culpa no cartório das conspirações e tampouco és calmante para os meus ressentimentos morais e cívicos. Ao te rever, porém, inevitável lembrar que a confiança em ti anda meio suspeitosa.

Sei, isso passa, é tanto que estou aqui de volta na cabine de papelão, boto fé na reconquista do nosso relacionamento, espero que o apitinho do “confirma” não fique na minha cabeça como a marcação sonora de um filme de terror. Óbvio que ainda não engoli as manobras do impeachment mandrake — golpe em qualquer dicionário de republiqueta —, mas, juro, vou relaxar um pouco, farei tudo para reatar o nosso namoro. Só precisamos de uma longa D.R., daquelas discussões lentas e arrastadas como um filme iraniano. Amor e democracia dão trabalho — quer moleza, vai para oTinder, malandragem.

E olhe que não estou tratando, estimada urna, do simples desgosto de ver a minha vontade eleitoral frustrada contigo. É do jogo. Gozo para todos. Foi exatamente a não aceitação democrática da derrota que levou o Aécio Neves a desmerecer 54 milhões de votos e tocar fogo no circo. O resto da história a gente viu como foi, não gastarei tua santa paciência na véspera atarefada de mais um pleito.

Que seja feita a tua vontade. Te mando este recado porque não posso mais escrever umas malcriações nas velhas cédulas. Lembras? Os eleitores revoltados elegiam até os bichos em vez dos homens. Neste zoo anarquista, destacamos o Bode Cheiroso de Jaboatão dos Guararapes (PE), o rinoceronte Cacareco em São Paulo e o Macaco Tião no Rio de Janeiro.

Prezada e moderna urna, nos vemos neste domingo em Santa Cecília, na Pauliceia que um dia já foi desvairada. Vai ser lindo, apesar do meu ressentimento democrático. Depois de te tocar, com o carinho da primeira vez, continuarei essa D.R. imaginária no boteco do Fuad, ali na esquina da nossa zona eleitoral preferida. Quantas vezes cantei vitórias ou chorei derrotas de véspera desobedecendo a lei seca. Quantas vezes roguei praga em quem votava diferente.

Agora lamento apenas pelo desrespeito com o meu voto do ano 2014. Um voto aberto e declarado que me custou caro, eu diria um voto mais explícito do que o Marlon Brando e a Maria Schneider em “O último tango em Paris” (1972). Deixa quieto, passa a manteiga da legalidade e confirma. O bom é que vamos nos ver de novo neste domingo. Chega de ressentimento patriótico, sei que nada poderias fazer para manter aqueles milhões de votos válidos. A tramoia parlamentar era inegociável, uma pena.

Juro, urninha modernete, encerrarei por aqui a ladainha, que seja feita a tua vontade, embora no Pastoril do Velho Faceta eu sempre brinque com a turma do Cordão Encarnado.

Vai ser lindo te rever, apertarei com gosto, sem perder a delicadeza jamais. Como aquele sexo caliente depois da briga no relacionamento.

Xico Sá, escritor e jornalista, é autor de Big Jato (editora Companhia das Letras), entre outros livros. Comentarista do programa “Papo de Segunda” (GNT).

“Sobrenome da ESPN Brasil”, José Trajano é dispensado e comove jornalistas

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José Trajano. É o sobrenome da ESPN Brasil, que ele praticamente criou em 1995”. É assim que a equipe do ESPN.com.br apresenta o jornalista que durante 16 anos dirigiu a emissora que inicialmente se chamou TVA Esportes. A partir desta sexta-feira, 30, porém, o profissional não pertence mais aos quadros de funcionários do veículo de comunicação. Confirmada pela direção do canal, a saída do comunicador provocou comoção no meio, com colegas usando o Twitter para lamentar a baixa.

Trajano foi diretor de jornalismo dos canais ESPN no Brasil da implementação do veículo de mídia até o fim de 2011, quando deixou o posto para João Palomino. Nos últimos anos, ele estava se dedicando exclusivamente à função de comentarista, integrando as equipes de dos programas ‘Linha de Passe’ e ‘Bate-Bola’. Parte de suas opiniões emitidas na televisão era repercutida em blog alimentado pela equipe do site da emissora – até o meio desta tarde, a página com o nome do jornalista seguia no ar, apesar de não ser atualizada desde segunda-feira, 26.

De forma sucinta, o comando do canal dedicado a quem é “fã de esporte” se limitou a confirmar que a parceria com o jornalista que completará 70 anos em outubro chegou ao fim. “A ESPN rescinde contrato com José Trajano”, informa o texto divulgado à imprensa pela equipe de comunicação da empresa. Em duas frases, a emissora falou da importância do profissional, agradeceu pelo trabalho desenvolvido e desejou futuro promissor. “José Trajano teve papel fundamental na construção da ESPN no Brasil. Agradecemos suas contribuições e desejamos boa sorte nesta nova fase”.

O fim do ciclo de Trajano na ESPN fez com que colegas da crônica esportiva, inclusive da própria emissora, aproveitassem o momento para publicar elogios ao jornalista. Em seu blog no UOL, Juca Kfouri escreveu que o comunicador dispensado é um dos “mais criativos e dignos jornalistas deste país”. O blogueiro ainda sinalizou que o companheiro de trabalho já está com outros projetos em mente. “Cabe-me dizer a todos que o admiram, como eu, que o Zé está vivíssimo e que não lhe faltam nem projetos nem ganas para realizá-los”. (via Comunique-se)

Pelo Twitter, jornalistas elogiaram publicamente José Trajano:

 

 

Justiça mantém Lei Seca nas eleições

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Constantino Guerreiro, deferiu o pedido feito pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) e suspendeu a liminar que liberava a venda de bebida alcoólica durante as eleições, entre meia noite e 18 horas deste domingo. Assim, fica mantida a proibição de venda e fornecimento gratuito de bebida alcóolica, bem como a realização de festas, entre outros. A decisão foi publicada já neste sábado, 1 de outubro.

A proibição de venda e fornecimento de bebida alcoolica é uma medida para evitar transtornos e busca que a realização do processo eleitoral seja feita com maior tranquilidade possível. A medida foi adotada, além do Pará, nos Estados do Acre, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Rondônia e Tocantins.

Com a decisão, a justiça derrubou liminar que havia sido concedida pelo juiz da 2a Vara da Fazenda da Capital, João Batista Lopes, que então atendia pedido formulado pelo Sindicato de Hotéis, Bares e Similares do Pará. (Com informações da Ag. Pará)

Pirenópolis: paraíso e sossego ao alcance de todos

O charme barroco e a história de 300 anos fazem da pequena cidade colonial uma das maiores atrações turísticas do Centro-Oeste. Ruas à moda antiga, culinária do cerrado, serras e 96 cachoeiras são alguns de seus encantos  

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4c877a_9c4cff58708f43ec93f442b0656c7e5f-mv2_d_3264_1836_s_2 POR GERSON NOGUEIRA – no DOL

A impressão inicial é de um lugarejo perdido no tempo. Pirenópolis, encravada no cerrado e berço de águas límpidas, tornou-se a menina dos olhos do turismo do Estado de Goiás ao completar quase três séculos de existência conseguindo ser cosmopolita sem perder a rica essência barroca.

O charme não se resume ao amplo e preservado centro histórico com casario colonial que harmoniza residências de nativos com o comércio voltado para turistas. As fachadas dos sobrados, o permanente azul do céu, a culinária ímpar e a hospitalidade dos nativos fazem de Pirenópolis um recanto realmente especial.

Para o turista sobram atrações de todo tipo, dos passeios às 96 cachoeiras à gastronomia variada e ao artesanato, além de variados programas culturais semanais. A despeito da simplicidade nos detalhes e do jeitão interiorano, Piri – como dizem os mais íntimos – é para todos: por isso se tornou palco de mais de 15 festivais nacionais e internacionais, onde tribos de diversas partes do Brasil e do mundo confraternizam.

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Apesar da obrigatória comparação com outras cidades seculares, como Ouro Preto (MG) ou Paraty (RJ), Pirenópolis vai além. Consegue ser bonita mesmo castigada por meses de seca sob um sol de 40º. De suas nascentes escoam águas que formam cachoeiras e lagos para banho. E ainda tem o rio das Almas, que corta a cidade.

Piri é também um case nacional de sustentabilidade ecológica. Na cidade, de 26 mil habitantes, já existe aterro sanitário e está em construção um grande galpão para coleta seletiva de lixo. E a gestão municipal bloqueou esgotos clandestinos que eram despejados no leito do rio. O conceito de fossa ecológica – na qual o esgoto é absorvido pela terra – nunca foi tão divulgado e implantado. Isso permite ver crianças a idosos tomando banho sob a chamada “meia ponte”, que liga as duas pontas do centro histórico.

4c877a_e6e04ae2d3b54e18a4a1abf886e5a6a4-mv2_d_3264_1836_s_2Visitantes do mundo inteiro

Segundo dados do Ministério do Turismo, apenas ano passado a cidade foi visitada por mais de seis mil turistas estrangeiros – os brasileiros são pelo menos 20 vezes mais – que registram presença nas 120 pousadas, das mais simples, que oferecem quartos, até as mais luxuosas, dentro e fora do centro urbano. O preço da diária oscila muito, indo de R$ 40,00 (nas mais populares) a R$ 480,00 (nos hotéis de luxo).

Pousadas e hotéis estão equipados para acomodar turistas do circuito local e os oriundos de Abadiânia, a 50 quilômetros de Piri, cidade muito visitada por quem procura o médium João de Deus, na Casa Don Ignácio.

Mesmo com o ar sossegado e brejeiro do interior, Piri não para. Principal estância turística da rota Brasília-Anápolis-Goiânia, recebe visitantes todos os dias. Na Copa do Mundo de 2014, centenas de sul-americanos descobriram a cidade. Gente que vinha de ônibus, táxi e até motor-home. E foi ficando, até por um mês inteiro. A facilidade de acesso contribui muito.

Pirenópolis fica a apenas 120 quilômetros de Goiânia e a 150 quilômetros de Brasília, e a apenas 50 quilômetros de Anápolis, um dos pólos industriais e de agronegócios que mais se desenvolvem no país. Por isso, tornou-se destino de descanso e passeio para todas as classes sociais.

No fim de semana de 15 a 18 de setembro, Pirenópolis recebeu um grupo de jornalistas de 13 veículos de 10 capitais para o 5º Enecob, foi sede também da nova edição do Slow Film – o festival internacional de cinema e gastronomia. O sotaque hispânico e inglês que tomou as principais ruas do centro sintonizou-se ao goianês.

Na agenda cultural há festas tradicionais. A do Divino, todo mês de maio, é voltada para os nativos. São tributos aos hábitos cristãos da cidade – o canto das Pastorinhas, o sapateado da Catira, a roda de viola e a representação da batalha entre mouros e cristãos sobre cavalos, na qual animais e cavalheiros são paramentados com cores fortes, desfilando em recinto próprio, logo à entrada do município.

Outra festividade atraente para turistas é o Canto da Primavera, que leva cantores do circuito nacional e internacional a Piri. O deste ano será em outubro, e a programação será divulgada em breve no www.pirenopolis.com.br.

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Ruas sem fios elétricos expostos

As tradições cristãs constituem a riqueza do folclore de Pirenópolis. A cidadela ergueu a primeira igreja católica do Centro-Oeste, a matriz Nossa Senhora do Rosário, quando os bandeirantes por ali passavam atrás de ouro. Foi reformada em 2002, após incêndio causado por um curto-circuito.

Outro ponto de visitação é a Igreja do Bonfim, que surge aos olhos de quem sobe a rua rumo à rota de cachoeiras, adornada por duas palmeiras imperiais. É ali e na matriz que o povo de Piri se reúne para rezar.

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É possível encontrar por todo o centro histórico dezenas de vilas e becos da época colonial, com muros peculiares – erguia-se com adobe, pedra preta e fezes de boi misturadas a areia. Há centenas deles, protegendo os quintais das casas.

Acostumados aos grandes centros urbanos, muitos visitantes não notam uma das maiores preciosidades: no centro histórico tombado pelo Iphan não há fiação exposta – é toda subterrânea, deixando à mostra apenas postes que lembram os antigos lampiões.

O ponto alto da visitação em Piri é a combinação da rota das cachoeiras com o centro histórico. Para quem fica na cidade durante o dia há lazer para gostos variados. Concentra-se especialmente no triângulo de ruas: a do Rosário (chamada “do Lazer”), a Rui Barbosa – informalmente a “rua das Lojinhas” – e a Rua Aurora, para quem desce da rota das cachoeiras. Esta, aliás, está virando o novo point da cidade.

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De dois anos para cá, surgiram cafeterias – destaque para Pé di Café e Florinda Comidinhas – e a cervejaria Santa Dica, recém-inaugurada e que chama a atenção pelo tom forte da bebida. Como a via tem ampla calçada, mesas e cadeiras dão um ar de boulevard chique à rua em seus quase 300 metros.

Embora existam boas casas de comida regional em vários pontos do centro histórico, os mais badalados restaurantes estão na rua do Lazer. Culinária típica do cerrado (a maioria), crepes, churros, churrasco e até culinária mediterrânea. Há pubs e pequenas galerias de arte. Vale provar o cardápio italiano do Maiale. Outros, como Empório do Cerrado e a cachaçaria do Dil (mais de 3 mil garrafas na prateleira), trazem a marca inconfundível das tradições goianas.

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O fascínio do circuito das águas

São 96 cachoeiras catalogadas em fazendas que abrem as quedas d’água e trilhas belíssimas ao público, oferecendo guias, restaurantes e regras rígidas. O pirenopolino sabe cuidar da cidade, das riquezas naturais e não gosta de lixo no mato. Na rota, destaque para as cachoeiras do Abade e Santa Maria (onde foram gravadas duas novelas da Globo), Bonsucesso (que tem sete quedas), Lázaro, Usina Velha e Meia Lua.

Os que curtem turismo de aventura encontram a 10 quilômetros da cidade uma ótima opção: o Santuário Vagafogo, com circuito de arvorismo, tirolesa e trilhas com mata preservada. O dono, Evandro Ayer, faz questão de acompanhar os visitantes e orientar sobre os segredos do santuário, auxiliado pelo filho, Uirá.

4c877a_c82422be58ba4144afa7122b91e03822-mv2_d_3264_1836_s_2Referência do turismo ecológico, Vagafogo foi criado em parceria com ONGs internacionais e inaugurado nos anos 90 pelo duque de Edimburgo, o príncipe Phillip, marido da rainha Elizabeth II. O passeio inclui um reforçado “brunch”, com 70% dos itens produzidos na própria fazenda e direito a explicações detalhadas de Uirá sobre a forma de preparo.

A rota das cachoeiras, sinuosa e em estrada de terra batida, é bem sinalizada. No centro histórico, agências especializadas oferecem passeios individuais ou em grupo em veículos próprios, além de guias autônomos, ao custo médio individual de R$ 60,00, incluindo lanche ou refeição. A prefeitura mantém o Centro de Atendimento ao Turista, com dicas e fotos sobre todas as cachoeiras abertas ao público. Não há como se perder.

4c877a_e3c3b4e9a81b4a529b44bb121095b828-mv2_d_3264_1836_s_2 Serras, museus e algumas ameaças

No parque estadual Reserva dos Pireneus, na serra, há a Cidade da Pedra, com formações rochosas milenares, e o pico dos Pireneus permite contemplar o mais bonito pôr do sol da região. Aconselha-se também uma visita à histórica Fazenda Babilônia, a 35 quilômetros da cidade, que serve desjejum de produtos da região e um almoço ou jantar tranquilo na Venda do Bento, próximo ao aeroporto.

Três outros museus constituem paradas obrigatórias. O do Divino, na antiga cadeia pública, que mostra os acervos das Cavalhadas e conta a história da Festa de maio. Do outro lado da ponte, o Museu de Arte Sacra exibe objetos da tradição católica, dentro de uma antiga igreja. E, por fim, o Museu Rodas do Tempo, com o mais completo acervo de bicicletas e motos do continente. Há preciosidades, como réplicas das bicicletas primitivas e uma coleção de Harley-Davidson.

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Obviamente, nem tudo é apenas encanto no município goiano. Há uma luta antiga para conscientizar turistas e principalmente moradores sobre a destinação do lixo.

Com seus festivais, belezas naturais e a proximidade de duas grandes capitais, Piri virou também alvo de especulação imobiliária. Há no momento dois grandes empreendimentos em construção. Em ambos, serão quase 300 apartamentos.

Um deles dentro do centro histórico (ao lado da Igreja do Bonfim) tem indignado moradores, ambientalistas e comerciantes locais, em especial por ser time share (cada unidade poderá ter até 12 proprietários). O receio é de que, dentro de dois anos, a cidade esteja no pico de sua lotação com estes investimentos, tornando-se caótica e barulhenta.

Outra preocupação é com o consumo de energia. Atualmente, a companhia geradora Celg não dá conta de atender a demanda costuma haver queda de luz em dias de maior movimento na cidade. O cuidado com esgoto também inquieta a população. Os investidores do novo condomínio garantem que haverá uma estação de tratamento, mas não convencem ninguém.

Os moradores citam com orgulho que Piri é a terra natal de Zezé di Camargo e Luciano, que mantêm na região seus laços familiares, e berço do cantor Leo Jaime. É onde os globais Wolf Maia e Glória Pires mantêm sítios e costumam descansar. Também virou reduto preferencial de diplomatas e embaixadores – o atual embaixador do Brasil em Washington (EUA), Sérgio Amaral, tem casa na Rua Aurora. (Com pesquisa e informações de Primo Stotani)

unnamed-63 ONDE FICAR

Pouso do Sô Vigário – (62) 3331-1206

Pousada Walkeriana – (62) 3331-1260

Pouso do Frade – (62) 3331-1046

Pousada dos Pirineus – (62) 3331-1570

Villa do Comendador – (62) 3331-2424

ONDE COMER

Restaurante Venda do Bento

Restaurante do Serra

Empório do Cerrado

Restaurante do Brisola

Forneria Pirineus

CAFETERIAS

Pé di Café

Florinda

4c877a_ed72bcff0d8a4474bd45f34a47aac02a-mv2 PASSEIOS

Santuário Vagafogo de Vida Silvestre – (62) 3335-8515

Fazenda Babilônia – (62) 99294-1805

Fazenda Refúgio Avalon – (62) 3331-3715

Cachoeiras do Abade – (62) 98145-9597

Cachoeira Meia Lua – (62) 3331-1299

Parque Pico dos Pirineus – (62) 3265-1320

Cidade da Pedra

unnamed-20 (*) O jornalista viajou a convite do Enecob (Encontro Nacional de Editores, Colunistas, Repórteres e Blogueiros) e com apoio da Souza Cruz, Ministério do Turismo, Prefeitura de Pirenópolis e Governo de Goiás. Agradecimento: Pouso do Sô Vigário. 

ONU condena anulação do julgamento de PM’s que participaram de massacre do Carandiru

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A 4ª Câmara Criminal do Tribunal do Júri de SP re-analisa julgamentos do Massacre do Carandiru, quando 111 presos foram mortos (Rovena Rosa/Ag. Brasil)

A ONU (Organização das Nações Unidas) criticou, nesta sexta-feira (30/09), a decisão do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) de anular os julgamentos de 74 policiais militares condenados pelo massacre no complexo penitenciário do Carandiru em 1992 em que 111 detentos foram mortos.

“Deploramos a decisão de uma corte no dia 27 de setembro de anular a condenação contra os 74 policiais militares envolvidos no massacre do Carandiru”, afirmou a porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos, Cécile Pouilly.

De acordo com ela, “ainda que o MP tenha anunciado que vai recorrer da decisão, a anulação da sentença do que é considerado um dos casos mais sérios de violações de direitos humanos no Brasil manda uma mensagem preocupante de impunidade”.

Os 74 antes acusados de participação no massacre foram julgados entre 2001 e 2014 em cinco tribunais diferentes. Todas as vezes, o júri decidiu, por unanimidade, pela condenação dos réus a penas que variavam entre 48 e 620 anos de prisão.

Na última terça-feira (27/09), porém, o TJ-SP anulou todo o processo que havia culminado na condenação dos 74 acusados. De acordo com os três desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal do Júri, não existem elementos para provar quais foram os crimes cometidos por cada um dos agentes. A decisão deve levar a realização de novos julgamentos.

A ONU pediu também que as autoridades assegurem que os responsáveis pelas mortes sejam julgados e punidos. “Também é preciso garantir o direito das vítimas e suas famílias que esperaram por justiça durante os últimos 24 anos”, afirmou Pouilly. (Do Opera Mundi, com Agência Efe)