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A frase do dia

“Meus acusadores sabem que não roubei, não fui corrompido nem tentei obstruir a Justiça, mas não podem admitir. Não podem recuar depois do massacre que promoveram na mídia. Tornaram-se prisioneiros das mentiras que criaram, na maioria das vezes a partir de reportagens facciosas e mal apuradas. Estão condenados a condenar e devem avaliar que, se não me prenderem, serão eles os desmoralizados perante a opinião pública”.

Luiz Inácio Lula da Silva, maior presidente da história republicana no Brasil

PEC 241 esconde um grande segredo. E um enorme perigo

POR ANDRÉ FORASTIERI, no Linkedin

O Brasil gasta muito mais do que arrecada. Por isso nosso país está sempre endividado. Para fechar a conta, o governo tem que tomar dinheiro emprestado, pagando juros gigantes. Aí a dívida só aumenta. E por causa disso falta dinheiro para investir no que é fundamental. E como os juros são altos, as empresas também não investem, e o desemprego só aumenta. É um círculo vicioso, de que o Brasil precisa escapar.

aaeaaqaaaaaaaajoaaaajdk2mzmyymi5ltkxyjqtnddjmy1iodbklwe4mjvkowrjzmm5oqFácil concordar com isso tudo. E fácil concordar que a solução é uma lei que proíba o governo de gastar demais. Essa é a premissa da Proposta de Emenda Constitucional 241, a PEC 241. É o grande projeto do governo no momento. Muita gente respeitável garante que se ela não for aprovada, o país quebra. É o que o ministro da fazenda, Henrique Meirelles, falou na TV. Temer não está poupando esforços para aprovar a PEC. E ela tem de fato grande chance de ser aprovada.

O que exatamente diz a PEC 241? Que nos próximos 20 anos, até 2036, o governo do Brasil só poderá gastar exatamente o que gasta hoje. O único ajuste permitido será o da inflação anual. É isso que vai ser votado, e provavelmente aprovado, pelo Congresso.

Só tem um probleminha. Que vai virar um problemão.

O Brasil é um dos países que menos investe em saúde. O gasto do poder público em saúde por habitante é mais ou menos R$ 1400 por ano – dá menos de quatro reais por dia. Nos EUA é o equivalente a R$ 15 mil. Na Noruega, o país com melhor padrão de saúde do planeta, o governo investe R$ 28 mil por ano, por cidadão. Abaixo do Brasil, só os países mais miseráveis da África.

E o Brasil é um dos países que menos investe em educação. O gasto anual do poder público com educação é de aproximadamente R$ 10 mil por aluno do ensino básico. Quanto é nos países mais desenvolvidos? Três vezes mais. Por isso é que eles são desenvolvidos… e a gente não.

Ou seja: se a gente aprovar a PEC 241, e continuar investindo essa mesma miséria, o Brasil não vai pra frente. Aliás, vamos piorar muito.

Porque a população continua crescendo. Hoje somos 206 milhões de brasileiros. Em 2036 seremos quase 240 milhões de pessoas. Mais gente dividindo o mesmo investimento em saúde e educação. Então, na prática, o investimento por pessoa vai cair.

Vai piorar porque a população do Brasil está envelhecendo. E quanto mais velho, maior o custo com saúde.

Vai piorar porque a tendência global para as próximas décadas é de criação de empregos muito menor. Os empregos tradicionais estão cada vez mais sendo substituídos pelas máquinas e computadores. No Brasil, situação ainda mais grave, porque temos milhões de jovens com uma educação tão ruim que literalmente não servem para nada. Hoje o Brasil já é campeão de “nem-nem”, jovens de 15 a 24 anos que largaram de estudar, e não trabalham, porque não têm qualificação nenhuma…

Então teremos uma porcentagem muito maior de brasileiros que não terão condição de pagar seguro saúde, nem escola particular, o que vai sobrecarregar ainda mais os sistemas públicos. E inevitavelmente as cadeias.

Não vamos nem citar outras questões prementes do país. Por exemplo, o fato de termos apenas metade das casas do país ligadas à rede de esgoto. A situação caótica dos transportes, a situação assustadora da violência. Não vamos nem citar os desafios cada vez mais presentes na área de meio-ambiente, de poluição, de mudança climática…

Vamos ficar só em saúde e educação. É muito claro, os números não mentem. O Brasil precisará investir muito, muito mais nas próximas décadas, para diminuir o descalabro atual. E não investir menos, que é o que a PEC 241 propõe.

Mas se é assim, porque essa campanha tão forte a favor da PEC 241? E porque ela tem grande chance de ser aprovada?

Porque para o Brasil fechar as contas, ou se arrocha os pobres, que é o que a PEC 241 propõe. Ou se cobra impostos dos ricos. Que é o que os outros países fazem.

No Brasil, pobre paga muito imposto, cobrado de maneira indireta em cada produto que compra. Classe Média paga muito imposto, muito imposto de renda, e ainda se aperta para bancar do bolso seguro saúde e escola particular. Tanto pobres quanto classe média pagam também um mundo de juros, embutidos em tudo que consumimos

E os ricos pagam pouquíssimo imposto. Tanto na pessoa física, como na jurídica. No Brasil os ricos pagam pouquíssimo imposto sobre suas propriedades, suas fazendas, seus investimentos financeiros. Pagam pouquíssimo imposto sobre as heranças que deixam. Muito, mas muito menos que nos outros países.

E as grandes empresas também pagam pouquíssimo imposto. Existem mil maneiras de escapar, se você tem recursos suficientes. Fora que as grandes empresas no Brasil se financiam como? Pegando dinheiro emprestado do BNDES, ou seja, dinheiro público, a juros bem suaves.

Os ricos brasileiros têm uma vantagem dupla. Eles pagam pouquíssimo imposto. E têm os maiores rendimentos financeiros do planeta Terra, sem risco nenhum. Como? Justamente emprestando dinheiro para o próprio governo…

É importantíssimo para os ricos brasileiros que a PEC 241 seja aprovada. Para que a conta desse ajuste seja pago pela classe média e pelos pobres, e não por eles, os grandes empresários, grandes banqueiros, grandes fazendeiros. Que é, claro, o grupo que tem mais poder. E mais poder tem para eleger políticos e influenciar a opinião pública. Em qualquer época, em qualquer governo, de qualquer partido.

O resultado da aprovação da PEC 241 será aumentar a transferência dos recursos de 99% da população para os bolsos de 1% de milionários. Espremer ainda mais o povo, para que os super ricos ganhem ainda mais, e sigam pagando pouquíssimo imposto. Esse é o perigo que corremos: condenar nosso país, nosso povo a um atraso infinitamente maior que o atual.

O Brasil precisa fechar as contas, sim. Mas temos que fazer como fazem os países que se desenvolvem. Precisamos investir na educação, na saúde, na segurança, na infraestrutura. Para isso é preciso dinheiro. E para isso é preciso taxar com justiça todas as faixas da população. Proteger ao máximo os mais necessitados. Cobrar moderadamente a classe média. E taxar com vontade os milionários.

Isso faz sentido em outros países. Faria sentido no Brasil. E mais que isso: faria justiça. O que não faz nem sentido, nem justiça, é a PEC 241.

(Se quiser mais detalhes sobre como os super ricos brasileiros escapam de pagar imposto, os detalhes, e os números, estão aqui: http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2015/08/28/conheca-os-super-ricos-brasileiros-e-saiba-como-voce-financia-a-fortuna-deles-como-diminuir-a-desigualdade-parte-1/

Com salários atrasados e má campanha, Santa Cruz está perto de atingir 6 anos na zona da degola

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Vivendo dias fúnebres e praticamente rebaixado no Campeonato Brasileiro, o Santa Cruz vem entristecendo seus torcedores. Não que eles não estejam acostumados, porém. Afinal, a equipe do Recife vai para sua 6ª série A seguida na zona da degola.

Um triste recorde negativo.

Esta história tétrica começou em 1988, ano em que o Santa parecia estar consolidado na elite, já que ia para sua 5ª temporada seguida na primeira divisão. No entanto, o time terminou o Brasileiro em 22º lugar, caindo para a Segundona.

O retorno à Série A só ocorreria em 1993, mas novamente para trazer apenas lamentação. Após terminar em 28º, o clube pernambucano foi mais uma vez rebaixado para a segunda divisão.

Em 2000, com o caso Sandro Hiroshi e a vitória do Gama na Justiça Comum, a CBF foi obrigada a transformar o Brasileirão na Copa João Havelange. O Santa Cruz, que havia sido promovido da Série B em 1999 como 2º colocado no geral, entrou no Módulo Azul, que continha os principais clubes do país.

Só que a equipe fez péssima campanha e terminou em último lugar, com apenas 16 pontos em 24 jogos. Para sua sorte, não havia zona de rebaixamento naquele certame. Se houvesse, porém, o clube tricolor não teria qualquer chance de escapar.

O que poderia ter ocorrido em 2000, no entanto, só foi adiado para o ano seguinte. Em 2001, o Brasileirão voltou ao ser formato normal, o Santa acabou em 25º lugar e caiu mais uma vez de divisão.

A história se repetiu pela 5ª vez em 2006: após subir da Série B, o time do Arruda finalizou sua participação no último lugar e foi degolado.

Agora, a triste história do Santa Cruz tem tudo para ganhar um novo capítulo. A agremiação somou só 23 pontos em 31 jogos, e já está a 13 pontos do São Paulo (primeiro time fora do Z-4), com apenas mais sete jogos para serem realizados.

Ou seja, o 6º Brasileirão seguido entre os últimos colocados.

Neste ano, aliás, parecia que a “Cobra Coral” iria fazer um bom torneio, já que chegou ao Brasileirão com os títulos do Campeonato Pernambucano e da Copa do Nordeste e começou voando, com Grafite no topo da tabela de artilharia e até mesmo comparações com o Leicester City, surpreendente campeão da Premier League inglesa.

No meio do caminho, porém, tudo desandou, e o clube do Recife chegou a acumular horríveis séries negativas, como cinco derrotas seguidas (entre 18 de junho e 3 de julho) e nove jogos consecutivos sem vencer (de 23 de julho a 11 de setembro).

A atual série de derrotas, aliás, é a pior de toda a competição: seis seguidas. O Santa não vence um jogo desde o 1 a 0 no Atlético-PR, em 14 de setembro – mais de um mês.

Ao futebol ruim, somam-se os problemas extra-campo, como salários atrasados. No final de setembro, a situação atingiu seu limite, e o atacante Grafite reclamou que alguns atletas estavam sem dinheiro até mesmo para pegar um táxi até o treino.

“A situação é delicada. Alguns jogadores já têm um padrão de vida, podemos nos dar ao luxo de ficar alguns meses sem receber, mas outros jogadores, não. Se atrasar um mês já fica difícil. Quando esse momento financeiro acontece, atrapalha”, disparou.

“Já teve jogador que estava sem dinheiro para pegar o táxi e vir treinar. É difícil manejar tudo isso no vestiário”, admitiu o experiente artilheiro.

Para tentar sanar um pouco essas dificuldades, a equipe tricolor vendeu recentemente um mando de campo contra o Corinthians, e jogou na Arena Pantanal, em Cuiabá, ao invés do Arruda. Acabou derrotada por 4 a 2 e deu mais um passo rumo à queda.

Infelizmente, algo a que os torcedores se acostumaram nas últimas décadas… (Via ESPN)

Flu recorre e tribunal suspende resultado do clássico até o final do julgamento

Depois do Fluminense entrar com pedido no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) pela anulação do clássico contra o Flamengo, a entidade aceitou abrir o processo pela partida e suspendeu o resultado do confronto até o final do julgamento, previsto, de acordo com o presidente do STJD, até o dia 15 de novembro. O tribunal, portanto, intimou a CBF a não homologar o jogo.

Dessa forma, a vitória do Flamengo por 2 a 1, conquistada na última quinta-feira, em Volta Redonda, fica suspensa até a decisão do tribunal. O Flamengo volta aos 57 pontos ganhos e tem agora um jogo a menos que os rivais. Já o Fluminense permanece com 46 pontos ganhos.

O pedido de anulação foi motivado por conta de uma confusão provocada após um gol do zagueiro Henrique, que decretaria o empate por 2 a 2. No primeiro momento, o auxiliar de arbitragem anulou corretamente o gol, já que o defensor estava impedido. Em seguida, o árbitro Sandro Meira Ricci voltou a atrás e validou o gol do Fluminense.

Por fim, após uma confusão que durou cerca de 15 minutos e precisou contar até mesmo com a presença da Polícia Militar para proteger o trio de arbitragem, o árbitro anulou o gol de Henrique. O Fluminense alegou que o juiz se baseou em uma interferência externa para tomar a sua decisão. (Da ESPN)