Céu e inferno na vida de 2 heróis do tetra alemão

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Cinco dias após a conquista da Copa do Mundo de 2014, Philipp Lahm anunciou que era momento de não defender mais a seleção alemã. Seu ciclo estava encerrado. Aos 30 anos, parava no auge, tanto no âmbito individual, quanto no coletivo.

Lahm representava a geração que reergueu o futebol alemão. O lateral começou a defender o país em 2004 e chegou no Mundial de dois anos depois como uma das tantas promessas de uma seleção jovem e desacreditada que disputaria o torneio em casa. Mesmo sem esbanjar confiança, a Alemanha ainda alcançou um honroso terceiro lugar.

Com o passar dos anos, aquela base seria desfeita, seja por veteranos que pararam ou por jovens que não vingaram. Lahm foi uma constante. De jovem promessa, tornou-se um dos líderes do grupo que viria a encantar o futebol mundial.

A primeira grande impressão veio na Copa da África do Sul, na qual os alemães repetiram o terceiro lugar de quatro anos antes, mas apresentaram um futebol mais convincente, com goleadas sobre Inglaterra e Argentina.

A coroação de Lahm e a nova safra alemã veio em 2014 com o quarto título mundial. O lateral, que foi da esquerda para a direita ao longo de sua trajetória na equipe germânica, fechava em alta uma carreira internacional de superação.

Era o momento certo para os veteranos daquela seleção pararem? Miroslav Klose e Per Mertesacker entenderam que sim e seguiram o mesmo caminho de Lahm. Schweinsteiger, não.

O vice-capitão da Alemanha no Mundial de 2014 seguiu adiante, assumiu a braçadeira e viu a trajetória de ascensão sofrer uma queda e acabar de forma melancólica. O atleta de 31 anos anunciou a aposentadoria da seleção nesta sexta-feira, 22 dias após ter sido um dos vilões na derrota para a França na semifinal da Eurocopa por 2 a 0. Ele cometeu um pênalti infantil no primeiro tempo que originou a inauguração do placar.

Até aquele momento, o volante vinha sendo um reserva na equipe, já que sofreu uma lesão no joelho direito antes da Euro e era dúvida para o torneio. Aliás, as contusões têm sido algo recorrente na carreira dele desde a Copa: foram apenas 58 jogos por clubes nas duas últimas temporadas.

OS 5 QUE MAIS JOGARAM PELA ALEMANHA

Lothar Matthäus (150 jogos), Miroslav Klose (137 jogos), Lukas Podolski (129 jogos), Bastian Schweinsteiger (120 jogos) e Philipp Lahm (113 jogos)

Nem mesmo a mudança de ares proporcionou uma recuperação na carreira do meio-campista, que se transferiu ao Manchester United no meio de 2015. Após um ano na Inglaterra, seu nome é um dos apontados para sair desde a chegada do técnico José Mourinho. Enquanto isso, Lahm manteve o prestígio no Bayern de Munique, pelo qual é tetracampeão alemão, capitão e uma das peças de confiança do novo treinador da equipe, Carlo Ancelotti. (Da ESPN) 

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