Torcedores se mobilizam para ajudar garoto azulino

13533011_1136661643021231_5154606840872106036_nJoão Paulo Bastos da Silva (à direita), um garoto de 9 anos de idade, viveu um dia muito especial nesta sexta-feira, um dia após ver a casa onde morava ser consumida pelo fogo. Dentro da residência, estava guardado também o material que seria usado em sua festinha de aniversário, tendo como tema principal o Clube do Remo, seu time de coração. Sensibilizados com a tragédia, torcedores e dirigentes azulinos prepararam uma surpresa para João Paulo e seus pais.

Ele foi o convidado especial dos remistas para o treino realizado em preparação ao jogo contra o ABC (RN), que acontece hoje, 18h, pela Série C. Na presença do presidente André Cavalcante, o menino ganhou uma camisa oficial autografada pelos jogadores, além de uma chuteira do zagueiro Brinner.

20160625_111215destaque3722592506a6joaofestaremoemailCentenas de torcedores presentes ao estádio Evandro Almeida cantaram os parabéns. Um outro grupo recebia alimentos doados para serem entregues à família do menino. João Paulo ganhou ainda uma festa com bolo. “Ver, não só o Remo, mas as torcidas de Paysandu e Tuna se mobilizando por nós, é algo muito bonito”, disse o pai de João, o marceneiro Nathanael Silva, 36, emocionado com a ajuda em um momento difícil.

A casa em que João morava com os pais e outros dois irmãos pegou fogo, em Icoaraci na tarde de quinta-feira (23). O imóvel, construído em madeira, ficou completamente destruído.

COMO AJUDAR – As doações para a família podem ser entregues no Baenão, à rua Antônio Baena, e na sede social do Clube do Remo, na avenida Nazaré.

(Com informações do Bola)

Fernando Pessoa sai em defesa de Getterson

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“O homem é do tamanho do seu sonho” (F. Pessoa)

POR RICARDO FLAITT, no LANCE

Ao mesmo tempo em que as redes sociais democratizaram os canais de comunicação, complexas e contraditórias, assim como se constituem os seres humanos, revelaram também o que há de melhor e pior na sociedade.

A corda da liberdade concedida pelo mundo virtual transformou-se, em muitos casos, no cadafalso para que as pessoas fossem condenadas por um tribunal inquisitorial virtual imenso, formado por milhões. Neste ponto, intrigante, o comportamento humano faz convergir dois tempos da história: a Idade Média, que queimava as pessoas em praças públicas; e o contemporâneo, que queima pessoas em redes públicas.

Getterson, jogador contratado pelo São Paulo, é a mais nova vítima do Tribunal da Inquisição Virtual. Foi julgado e condenado por ter, no passado, postado twitters exaltando o Corinthians, rival do São Paulo.

Não se julgou se o rapaz realmente joga bem, se realmente tem capacidade para compor o elenco do São Paulo. Getterson foi condenado por, no país do futebol(?), ter um time de coração.

Talvez ainda mais cruel que dispensá-lo pelas postagens nas redes sociais foi aniquilar o sonho de uma vida. Coloquemo-nos em alguns momentos no lugar de Getterson: você é jogador de futebol, vem de origem simples, luta como todo trabalhador para ter um futuro decente, a oportunidade de jogar em um grande clube aparece, seu coração palpita, o sonho ganha traços de realidade, e tudo cai por terra devido a besteiras de conversas de boteco, brincadeiras que fazer parte do futebol…

Com isso, o mundo real sucumbiu ao mundo virtual. A idiotice venceu o bom senso e o discernimento. Sem exageros, a atitude da diretoria do São Paulo contra o rapaz, contradiz toda a pantomima quando se posicionam pela paz no futebol.

O rapaz foi demitido por torcer pelo Corinthians e ter se referido ao São Paulo como “bambi”, apelido que a torcida não gosta, mas é justamente por isso que TODOS zoam. E a zoeira faz parte do futebol.

A diretoria do São Paulo deveria, em gesto nobre, rever a atitude infundada, e dar a oportunidade a Getterson, evitando que se arruíne a vida do rapaz. Que a famosa referência no São Paulo, dos “cardeais”, sejam pela grandeza e não por uma postura inquisitorial.

Ao contrário daqueles que se deixaram influenciar pelos inquisidores virtuais, digna foi a postura de Bauza, que teve a coragem de dizer, nas tribunas das ensaiadas coletivas, que tudo isso era uma grande besteira e que o jogador deveria ficar. Palmas, em pé, para Bauza. Abaixo a babaquice no futebol, e na vida.

Getterson, neste momento, bem que poderia postar o “Poema em Linha Reta”, de Fernando Pessoa, em suas redes sociais:

POEMA EM LINHA RETA

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe — todos eles príncipes — na vida…

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos — mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

PSC x Atlético-GO – comentários on-line

Campeonato Brasileiro da Série B 2016

Paissandu x Atlético Goianiense – estádio da Curuzu, 19h15

Rádio Clube _ IBOPE _  Sábado e Domingo _ Tablóide

Na Rádio Clube, Ronaldo Porto narra; Carlos Castilho comenta. Reportagens – Dinho Menezes, Paulo Sérgio Pinto, Francisco Urbano e Saulo Zaire. Banco de Informações – Jerônimo Bezerra

Há 26 anos…

A Seleção Brasileira é eliminada da Copa do Mundo na Itália, em 1990, depois de bombardear as traves argentinas e perder várias boas oportunidades. Com um gol de Caniggia, a Argentina se classificou para as quartas de final.

Chance de seguir subindo

POR GERSON NOGUEIRA

A incrível arrancada de recuperação do Papão na Série B pode ser ampliada hoje à noite. Depois de conquistar 10 pontos em quatro rodadas, o time de Gilmar Dal Pozzo recebe o vice-líder Atlético Goianiense na Curuzu, com excelentes possibilidades de entrar pela primeira vez no grupo dos nove primeiros colocados da competição.

Foi um esforço e tanto, digno de reconhecimento ao novo treinador e aos jogadores, que assimilaram as novas orientações e passaram a disputar o torneio como ele de fato deve ser encarado: com transpiração e dedicação extrema ao objetivo de pontuar sempre.

É claro que, a partir do estágio atingido, a ambição é atingir um posicionamento ainda melhor, a fim de terminar o turno entre os primeiros colocados. O que parecia improvável há cinco rodadas, quando a equipe visitava a zona do rebaixamento, agora é realidade.

18651834-b15d-468a-9409-6134d23c4abbA entrada em cena de Dal Pozzo tem muito a ver com essa reação, mas não é o único responsável pelo sucesso. É preciso considerar a própria evolução de jogadores que não vinham rendendo sob o comando de Dado Cavalcanti e a recuperação atlética de outros que estavam entregues ao departamento médico.

Sem um especialista para o trabalho clássico de criação no meio – drama que já aperreava Dado desde o ano passado –, Dal Pozzo enxergou rapidamente a única saída possível no momento. Destacou Jonathan para o papel de condutor do jogo na meia-cancha, com liberdade para aparecer no chamado terceiro setor do campo, apto a executar finalizações.

A confiança foi plenamente recompensada. Jonathan tem sido peça fundamental (e decisiva) na série invicta de quatro jogos, contribuindo com quatro gols. Versátil desde o começo da carreira, aperfeiçou os deslocamentos e a capacidade de jogar em velocidade.

Quando Rafael Costa está em campo, o papel de lançar e buscar alternativas criativas é do camisa 10, mas Jonathan pode ser utilizado na segunda linha, como no final do primeiro tempo diante do Vasco. Se a situação permitir, passa a ser mais centralizado partindo do lado esquerdo.

Sem ele, o Papão fica enfraquecido pela dificuldade que Ricardo Capanema e Augusto Recife têm para sair jogando, situação agravada pela necessidade de resguardar a linha de zaga. Além de Jonathan, Dal Pozzo enxergou bem a fraca participação dos laterais, que antes dele praticamente não contribuíam com as manobras ofensivas.

Depois que cruzou com perfeição para o gol de Jonathan em São Januário, Edson Ratinho parece ter recuperado a autoestima e passou a ser um jogador mais participativo. Lucas, pela esquerda, tem o mesmo nível, mas pode evoluir.

O adversário de hoje é mais encorpado que o JEC, mas tende a ser mais agressivo também, o que pode facilitar o jogo de contra-ataque que Dal Pozzo tanto aprecia, explorando erros do adversário. O discurso de que é mais um confronto “de decisão” está devidamente amparado nos fatos. O Papão faz uma campanha de recuperação e não pode tropeçar em casa.

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Direto do blog

“É notório que o Gilmar está fazendo o trajeto que lhe foi mostrado como era feito antes e que até descobrir os atalhos, vamos ter que nos contentar com resultados positivos, mas de futebol sofrível.
Ao substituir o Rafael Luz pelo Rodrigo, no jogo contra o Joinville, acho que o treinador puxou seu time para trás e por sorte não sofreu o empate. Não entendo por que ele não botou o Celsinho ou até mesmo o Raí, que teriam mais condições de municiar o ataque.
Tinha que ter colocado o Betinho mais cedo no lugar do Cearense e colocar qualquer um no lugar do improdutivo leão-de-chácara da Curuzu, o Alexandro.”

Acácio B. Elleres, ainda cabreiro com o Papão, mesmo sob nova direção.

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Leão lança experiência inovadora

A diretoria do Remo está fazendo um comunicado público sobre o interesse em explorar economicamente a área do Carrossel, localizada ao lado do estádio Evandro Almeida. Com o aviso, o clube estabelece prazo para receber propostas dos interessados.

É um novo modelo de contratação no clube, implantado pelo presidente André Cavalcante, visando a escolha de fornecedores por processo seletivo público. A primeira experiência foi a contratação do escritório de advocacia e representou uma boa economia aos cofres azulinos, segundo dirigentes.

Além do edital para exploração do Carrossel, o Remo também lançou aviso para a contratação de rádio-comunicadores, fornecimento de alimentação nos jogos e grades de proteção. A grande vantagem, inclusive para os associados e conselheiros, é a transparência do processo.

É um bom caminho, que pode gerar bons frutos e tornar a administração ainda mais dinâmica e democrática.

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Saci e o desafio do lado esquerdo

A notícia de que Wellington Saci será titular contra o ABC, amanhã, enche de expectativas o torcedor remista, mas suscita uma dúvida: atleta de 31 anos, que se acostumou a jogar pelo meio nos últimos anos, ainda pode dar conta do recado como lateral¿

É uma situação que só poderá ser conferida na prática, mas o fato inegável é que, em comparação com Fabiano e Murilo (ou mesmo João Vítor), Saci tem vários pontos de vantagem.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 24)