
Vai vendo…




Paul Gustave Fischer.
A capital paraense vai receber a Tocha Olímpica na próxima quarta-feira, 15. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer (Seel), organizou uma programação especial que apresentações de danças folclóricas com o grupo os Baioaras, a partir das 8h30, no Mangueirão. O show vai anteceder a chegada da chama olímpica, que virá em comboio oficial do Aeroporto Internacional de Belém. A primeira tocha será acesa em cerimônia especial diante do público, imprensa e convidados especiais.
O lutador de MMA Lyoto Machida, ex-campeão do meio-pesado do UFC, será o primeiro condutor da tocha, percorrendo duzentos metros no anel viário externo do Mangueirão. O revezamento vai seguir por 32 quilômetros reunindo 162 condutores,entre atletas, esportistas e celebridades da capital paraense.
Belém será a 53ª cidade a receber a tocha olímpica. O principal símbolo da competição vem de Imperatriz, no Maranhão, em voo especial, e vai desembarcar na capital paraense às 9h45. Os comboios principal e avançado, que compõem a segurança da tocha, serão alinhados a partir do Mangueirão. O revezamento da tocha vai cruzar a cidade numa estimativa de tempo de sete horas. A celebração será no Portal da Amazônia.
Também participarão do revezamento da tocha olímpica em Belém o índio Nhaket Kayapó, do município de Novo Progresso; o ex-secretário de Esporte e Lazer, José Ângelo Miranda; e o maestro José Maria Vale da Silva, da Escola de Música Maestro Vale, da cidade de Vigia de Nazaré. (Da Ascom-Seel)



O técnico Dunga deixou claro, em várias respostas na entrevista coletiva, que o Brasil só foi eliminado da Copa América por conta do “imponderável”. No caso, o gol de mão marcado por Ruidiaz, que decretou a vitória peruana por 1 a 0 e a queda do Brasil antes da fase mata-mata. “Hoje todos viram. Não tem o que fazer. Se não tem as imagens, todo um trabalho pode ser colocado fora. Nos não podemos modificar o que todo mundo viu. O imponderável não tem o que fazer”, declarou o treinador.
Para Dunga, o Brasil teve controle da partida e que faltou apenas definir melhor para sair com os três pontos e continuar no torneio. O Peru, segundo o treinador brasileiro, jogou por uma bola e soube esperar o momento para balançar as redes. (Da ESPN)

Os argentinos têm boa memória. Quer uma prova? O diário ‘Olé’ voltou até 1995 para noticiar a eliminação do Brasil da Copa América Centenário. O gol de mão de Ruidíaz, que decretou a vitória do Peru por 1 a 0, foi comparado ao de Túlio na competição há 21 anos. Naquela ocasião, o atacante brasileiro também marcou irregularmente e empatou jogo contra a Argentina, que acabaria eliminada nos pênaltis. Depois, o jogador ainda chegou a brincar dizendo que foi o “Gol de la Virgem Maria”, ironizando a “Mano de Dios” de Diego Maradona. Como diz o ditado, “quem ri por último…”. (Da ESPN)
POR FERNANDO BRITO, no Tijolaço
Há alguns dias, citei os dados da matéria de Max Leone, em O Dia, com uma tenebrosa avant-première da reforma previdenciária urdida pelo Governo Temer.
Há outra, porém, aguardando apenas a confirmação do usurpador no cargo de Presidente que ele jamais atingiria pelo voto.
É a trabalhista, que hoje é “exigida” por O Globo em, como disse um amigo, um pornográfico editorial.
A reforma trabalhista.
Que tem um ponto essencial: a prevalência do acordado sobre o legislado.
Como define o jornal, a “flexibilidade” para que ” o estabelecido em negociação entre o empregador e o empregado, com a participação de sindicatos, ser aceito pela Justiça do Trabalho, mesmo que contrarie a legislação”.
Quer fazer acordo para não ter adicional noturno? Pode.
Hora-extra? Horário de almoço? Folga no domingo? Também pode.
Os sindicatos, “fortíssimos”, é que vão decidir, num acordo com os patrões. Depois “homologam” numa daquelas assembléias-fantasma e tudo certo. Nada de recurso à Justiça do Trabalho.
Sem contar a hipótese de que dirigentes sindicais muito “espertos” sejam “amaciados” para abrir mão dos diretos desta ou daquela categoria com argumentos sonantes.
Se o sindicato dos escravos e a associação dos cafeicultores chegarem a acordo, revoga-se a Lei Áurea.

Acham exagero? Reproduzo um trecho do discurso do Ministro do Trabalho de Getúlio Vargas, dias antes da promulgação da CLT:
“Em matéria de direito social, quem percorre os anais da Câmara [dos Deputados], quem os abre, por exemplo, em 1926, quando estávamos no apogeu da nova velha liberal democracia, encontra declarações verdadeiramente cruéis para o proletariado, proferidas por nomes ilustres. Dali extraio algumas que repetirei, textualmente: ‘Limitar as horas de trabalho é cercear a liberdade de contratar serviços’. Outra: ‘A criança pode trabalhar dez ou 12 horas por dia sem se fatigar’. Mais uma: ‘O salário da mulher não será nunca um salário normal’.”
O mais curioso nisso tudo é a argumentação de que a CLT é muito antiga, de 1943, do tempo em que “não havia computador, telefone celular, terceirização, linhas globais de produção etc.”.
Portanto, de um tempo em que a produtividade do trabalho era menor e, assim, menor a renda do que ele produzia e menor também o volume que poderia ser devolvido ao trabalhador em salários e direitos.
É o enlouquecido argumento de que, como estamos muito à frente dos anos 40, devemos fazer a lei retroceder aos anos 30!
Para os sindicatos que têm força para ir além das garantias da lei, nenhum problema, em tempos de bonança e é verdade que, nos tempos em que estive no Ministério do Trabalho, alguns sindicatos de elite viam isso com bons olhos. No setor automotivo, então, eram vários os que cresciam os olhos na possibilidade de aumentar seu poder de barganha, ainda que não assumissem que fosse à custa dos fracos.
Mas agora, com a vacas magrinhas, todos já perceberam a burrada egoísta que faziam.
O ódio histórico de nossas elites empresariais a Getúlio Vargas – só se equipara, em matéria de falta de visão histórica, à estupidez de não perceberem que a CLT foi a primeira rede de proteção social que este país já conheceu.
E que as redes de proteção social geram mercado, consumo, destino para o que produzem e para relações de “ganha-ganha”que empurraram este país para a frente.
A elite brasileira não quer um país de 200 milhões de habitantes, basta-lhe que haja um de 40 ou 50 milhões no mundo da renda e do consumo.
O resto que vá para a senzala. Naturalmente depois de dar duro no eito.

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