Com as bênçãos de Deus

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Certa vez, Eric Clapton foi questionado sobre como se sentia sendo considerado o melhor guitarrista do mundo.
Sua resposta: “Eu não sei. Pergunte a Prince”.
A frase de The God sintetiza bem o respeito que os grandes músicos tinham pelo baixinho marrento que nos deixou anteontem.
Viva Prince!

(Historinha relatada por Tom Morello via Instagram)

Prostituta diz atender 4 deputados que dedicaram votos a esposas

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Uma matéria publicada na quinta-feira (21) pela colunista da Folha de S. Paulo, Eliane Trindade, traz uma entrevista curiosa com uma prostituta que diz atender regularmente quatro deputados, cujos votos “sim” ao impeachment foram dedicados às esposas.

De acordo com a colunista, a mulher é loira de cabelos longos, tem 36 anos e é “companhia constante de políticos entre terças e quintas-feiras”.

A mulher afirma ter apenas um de seus clientes na lista da Operação Lava Jato. Os parlamentares são de diferentes partidos. “Minha bancada é poderosa”, afirmou a prostituta, segundo Trindade.

A colunista diz ainda que a loira, com a promessa de sigilo, abriu um aplicativo no celular e mostrou as fotos e conversas com os políticos. Uma delas teria acontecido logo após o voto com a homenagem à esposa.

O bate-papo entre a loira e ele teria sido finalizado com um coraçãozinho enviado pelo deputado. A mulher relata ter conhecido esse cliente em 2014 durante uma festa caracterizada por ela como cafona e cara. Outras 20 meninas também estariam presentes, todas contratadas para divertir os parlamentares.

Confira a reportagem na íntegra.

Guerra híbrida das hienas dilacera o Brasil

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POR PEPE ESCOBAR, no Resistir.info

A sombria e repulsiva noite em que a presidente da 7ª maior economia do mundo foi a vítima escolhida para um linchamento de hienas num insípido e provinciano Circo Máximo viverá para sempre na infâmia. Por 367 votos a 137, o impeachment/golpe/mudança de regime contra Dilma Rousseff foi aprovado pelo circo parlamentar brasileiro e agora irá ao Senado, onde uma “comissão especial” será instituída.

Se este for aprovado, Rousseff será então marginalizada durante 180 dias e um ordinário Brutus tropical, o vice-presidente Michel Temer, ascenderá ao poder até o veredito final do Senado. Esta farsa desprezível deveria servir como um alerta não só aos BRICS, mas a todo o Sul Global.

Quem é que precisa de NATO, R2P (“responsability to protect”) ou “rebeldes moderados” quando pode obter a sua mudança de regime apenas com o ajustamento do sistema político/judicial de um país? O Supremo Tribunal brasileiro não analisou o mérito da questão – pelo menos ainda não.

Não há qualquer evidência sólida de que Rousseff tenha cometido um “crime de responsabilidade”. Ela fez o que todo presidente norte-americano desde Reagan tem feito – para não mencionar líderes de todo o mundo: juntamente com o vice-presidente, o desprezível Brutus, Rousseff foi ligeiramente criativa com os números do orçamento federal.

O golpe foi patrocinado por um vigarista certificado, o presidente da câmara baixa Eduardo Cunha, confirmadamente possuidor de várias contas ilegais na Suíça, listado nos Panama Papers e sob investigação do Supremo Tribunal.

Ao invés de reger hienas quase analfabetas num circo racista, em grande medida cripto-fascista, ele deveria estar atrás das grades. Custa crer que o Supremo Tribunal não tenha lançado ação legal contra Cunha.

O segredo do seu poder sobre o circo é um gigantesco esquema de corrupção que perdura há muitos anos, caracterizado pelas contribuições corporativas para o financiamento das suas campanhas e de outros.

E aqui está a beleza de uma mudança de regime light, uma revolução colorida da Guerra Híbrida, quando encenada numa nação tão dinamicamente criativa como o Brasil.

A galeria de espelhos produz um simulacro político que teria levado descontrucionistas como Jean Braudrillard e Umberto Eco, se vivos fossem, a ficarem verdes de inveja.

Um Congresso atulhado com palhaços/tolos/traidores/vigaristas, alguns dos quais investigados por corrupção, conspirou para depor uma presidente que não está sob qualquer investigação formal de corrupção – e que não cometeu qualquer “crime de responsabilidade”.

A restauração neoliberal

Ainda assim, sem um voto popular, os maciçamente rejeitados gêmeos Brutus tropicais, Temer e Cunha, descobrirão que é impossível governar, muito embora eles encarnassem perfeitamente o projeto das imensamente arrogantes e ignorantes elites brasileiras.

Um triunfo neoliberal, com a “democracia” brasileira espezinhada abaixo do chão.

É impossível entender o que aconteceu no Circo Máximo neste domingo sem saber que há um rebanho de partidos políticos brasileiros que está gravemente ameaçado pelos vazamentos ininterruptos da Lava Jato.

Para assegurar a sobrevivência deles, a Lava Jato deve ser “suspensa”; e isto será feito sob a falsa “unidade nacional” proposta pelo desprezível Brutus Temer.

Mas antes a Lava Jato deve produzir um escalpe ostensivo. E este tem de ser Lula na prisão – comparado ao qual a crucificação de Rousseff é uma fábula de Esopo.

Os media corporativos, conduzidos pelo venenoso império Globo, saudariam isto como a vitória final — e ninguém se preocuparia com a aposentadoria da Lava Jato.

Os mais de 54 milhões que em 2014 votaram pela reeleição de Roussef votaram errado.

O “projeto” global é um governo sem voto e sem povo; um sistema parlamentar de estilo brasileiro, sem aborrecimentos com “eleições” incômodas e, crucialmente, campanhas de financiamento muito “generosas” e flexibilidade que não obrigue a incriminar companhias/corporações poderosas.

Em resumo, o objetivo final é “alinhar” perfeitamente os interesses do Executivo, Legislativo, Judiciário e media corporativos. A democracia é para otários.

As elites brasileiras que fazem o controle remoto das hienas sabem muito bem que se Lula concorrer outra vez em 2018, vencerá.

E Lula já advertiu; ele não endossará qualquer “unidade nacional” sem sentido; estará de volta às ruas para combater qualquer governo ilegítimo que surja.

Agora estamos abertos à pilhagem

No pé em que está, Rousseff corre o risco de se tornar a primeira grande baixa da investigação Lava Jato, com origem na NSA [National Security Agency, dos Estados Unidos], que perdura há dois anos.

A presidente, reconhecidamente uma gestora econômica incompetente e sem as qualificações de um político mestre, acreditou que a Lava Jato – que praticamente a impediu de governar – não a atingiria porque ela é pessoalmente honesta. Mas a agenda não tão oculta da Lava Jato foi sempre a mudança de regime.

Quem se importa se no processo o país for deixado à beira de ser controlado exatamente por muitos daqueles acusados de corrupção?

O desprezível Brutus Temer – uma versão fútil de Macri da Argentina – é o condutor perfeito para a implementação da mudança de regime.

Ele representa o poderoso lobby bancário, o poderoso lobby do agronegócio e a poderosa federação de indústrias do líder econômico do Brasil, o Estado de São Paulo.

O projeto neo-desenvolvimentista para a América Latina – pelo menos unindo algumas das elites locais, investindo no desenvolvimento de mercados internos, em associação com as classes trabalhadoras – agora está morto, porque o que pode ser definido como capitalismo sub-hegemônico, ou periférico, está atolado na crise após a derrocada de 2008 provocada por Wall Street.

O que resta é apenas restauração neoliberal, a TINA (“there is no alternative”). Isto implica, no caso brasileiro, a reversão selvagem do legado de Lula: políticas sociais, políticas tecnológicas, o impulso para expandir globalmente grandes companhias brasileiras competitivas, mais universidades públicas, melhores salários.

Numa mensagem à Nação, Brutus Temer admitiu isto; a “esperança” de que o pós-impeachment será absolutamente excelente para o “investimento estrangeiro”, pois lhe permitirá pilhar a colônia à vontade; um retorno à tradição histórica do Brasil desde 1500.

De modo que Wall Street, o Big Oil dos EUA e os proverbiais “American interests” vencem este round no circo – graças às, mais uma vez proverbiais, elites vassalas/compradoras. Executivos da Chevron já estão a salivar com a perspectiva de porem as mãos nas reservas de petróleo do pré sal; que já foram prometidas por um vassalo confiável, integrante da oposição brasileira.

O golpe continua. As hienas reais ainda não atacaram. De modo que isto está longe de ter terminado.

Dilma à imprensa internacional: “Dizer que não é golpe é tampar o sol com a peneira”

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A presidente Dilma Rousseff disse, em entrevista coletiva em Nova York (EUA), que está sendo vítima de um golpe e que pedirá a suspensão do Brasil do Mercosul caso o processo de impeachment contra ela seja concretizado. O Mercosul possui uma cláusula democrática que pode ser utilizada caso um governo democraticamente eleito seja deposto. O dispositivo já foi utilizado com o Paraguai. Ela reafirmou que o processo de impeachment é um golpe contra o seu governo. “Me dizer que não é golpe é tampar o sol com a peneira”, afirmou. “Eu alegarei a cláusula [do Mercosul] inexoravelmente se caracterizar de fato, a partir de agora, uma ruptura do que eu considero um processo democrático”, disse Dilma. “Agora, quando isso ocorrerá, depende de fatos que eu não controlo”, completou.

Afirmando que tem o direito de “defender meu mandato”, a presidente Dilma fez uma referência velada ao vice Michel Temer (PMDB) ao afirmar que “pessoas ilegítimas que não tiveram um voto” querem “assumir o destino do país”.

“Eu me julgo uma vítima e estou sendo injustiçada. E sou presidente da República. Isso é muito grave. Se há injustiça contra o presidente da República, se eu me sinto vítima de um processo ilegal, golpista e conspirador, o que dizer da população do Brasil quando seus direitos forem afetados? A garantia do meu direito não é garantia minha pessoal. É a garantia de que no Brasil a lei vai se sobrepor a qualquer interesse pessoal ou político. E a lei é clara. A lei e a Constituição. A lei diz: o impeachment é previsto na nossa Constituição, mas diz que para ter impeachment tem de haver crime de responsabilidade”, obsevou.

As declarações da presidente aconteceram na noite nesta sexta-feira (22), após ela discursar na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), sobre o Acordo de Paris, que trata dasmudanças climáticas. Ao final da sua fala, Dilma fez referências à crise política brasileira ao citar o “grave momento que vive o Brasil”.

“A despeito disso quero dizer que o Brasil é um grande país, que soube superar o autoritarismo e construiu uma pujante democracia. O nosso povo é trabalhador e com grande apreço pela liberdade, e saberá impedir quaisquer retrocessos. Sou grata a todos os líderes que expressaram a mim sua solidariedade”, disse na ocasião. Na entrevista, porém, a presidente disse que o pedido de impeachment contra ela tem “todas as características de um golpe”, porque não tem base legal. (Do Brasil247)

Veiga tem muitas dúvidas para escalar o Leão

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Sem poder contar com Levy, Yuri e Welthon, o técnico Marcelo Veiga quebra cabeça para montar a equipe para o jogo contra o Papão, decidindo vaga à final da Copa Verde. Em treinamento fechado, Veiga preparou a equipe para o confronto decisivo e testou algumas opções. O atacante Sílvio pode começar jogando, ao lado de Luiz Carlos e Ciro, se o lateral esquerdo João Vítor não tenha condições de atuar. Nesse caso, Marco Goiano continuaria improvisado na faixa esquerda da defesa.

O time mais provável para a partida deste sábado é: Fernando Henrique; Ítalo, Max, Henrique e João Vítor (Marco Goiano); Chicão, Alisson e Eduardo Ramos; Ciro, Luiz Carlos e Sílvio. (Foto: MÁRIO QUADROS)

ONU: golpe no Brasil põe em risco democracia na AL

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A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), braço da Organização das Nações Unidas (ONU) para o continente latino-americano, condenou duramente a tentativa de golpe em curso no Brasil. Por meio de nota, a Cepal diz prestar total apoio a presidente Dilma Rousseff e conclama a sociedade brasileira a respeitar o resultado das urnas, sob o risco de desestabilizar a democracia em todo o continente. “A soberania popular, fonte única da legitimidade numa democracia, foi entregue a Lula e em seguida à senhora, presidente Rousseff, através de um mandato constitucional, que se traduziu em governos comprometidos com a justiça e a igualdade”, diz um trecho da nota. “Os eventos pelos quais passam o Brasil nos dias de hoje ressoam com força além de suas fronteiras e ilustram para o conjunto da América Latina, os riscos e as dificuldades que a nossa democracia ainda está exposta “, finaliza o texto.

“Conhecemos o esforço dos tribunais em perseguir e castigar a cultura de corrupção, que tem sido historicamente a parte mais opaca do vínculo entre interesses privados e as instituições do Estado. E a temos [Dilma] visto apoiando permanentemente essa missão, com a valentia e a honradez que é a marca de sua biografia, apoiando a criação de nova legislação mais severa e instituições repressivas mais fortes. É por isso que nos choca ver, hoje, antes de sentenças ou provas, servindo-se de vazamentos e de uma ofensiva midiática linchatória, que se tente demolir a sua imagem e o seu legado, ao mesmo tempo em que se multiplicam os esforços para reduzir a autoridade presidencial e interromper o mandato que os cidadãos lhes deram nas urnas”, diz o texto.

A presidente Dilma Rousseff, que discursou nesta sexta-feira (22) na sede da ONU durante evento sobre o clima fez uma ligeira referência ao processo de impeachment durante sua fala. mais tarde, em entrevista a jornalistas internacionais, ela disse estar sendo vítima de um golpe.

Veja aqui ou abaixo a íntegra da nota da Cepal/ONU

CEPAL manifiesta su preocupación ante amenazas a la democracia brasileña

La Secretaria Ejecutiva del organismo envió un mensaje público a la Presidenta Dilma Rousseff.

22 March 2016

CEPAL – BRASILIA

La Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL) emitió un mensaje dirigido a la Presidenta Dilma Rousseff, respaldando la plena vigencia del Estado Democrático de Derecho y el ejercicio de las potestades del Poder Ejecutivo brasileño.

En una declaración pública, la Secretaria Ejecutiva del organismo de las Naciones Unidas, Alicia Bárcena, manifestó su preocupación por las amenazas a la estabilidad democrática y reconoció los avances sociales y políticos que ha experimentado Brasil en la última década.

A continuación el texto íntegro de la declaración de la alta funcionaria internacional:

Mensaje de Alicia Bárcena, Secretaria Ejecutiva de la CEPAL, a la presidenta Dilma Rousseff:

“Con honda preocupación hemos asistido al desarrollo de los acontecimientos políticos y judiciales que han convulsionado a Brasil en el curso de las últimas semanas. Nos alarma ver la estabilidad democrática de su patria amenazada.

La soberanía popular, fuente única de legitimidad en democracia, le entregó antes a Lula y luego a usted, Presidenta Rousseff, un mandato constitucional que se tradujo en gobiernos comprometidos con la justicia y la igualdad. Nunca, en la historia de Brasil, tantas y tantos de sus compatriotas habían logrado sortear el hambre, la pobreza y la desigualdad. Significativa es también para nosotros la huella determinante con la que sus gestiones reforzaron la nueva arquitectura de la integración de nuestra región, de la UNASUR a la CELAC.

Conocemos del esfuerzo de los tribunales por perseguir y castigar la cultura de prácticas corruptas que han sido históricamente la parte más opaca del vínculo entre los intereses privados y las instituciones del Estado. La hemos visto apoyando permanentemente esa tarea, con la valentía y honradez que es el sello de su biografía, apoyando la creación de nueva legislación más exigente y de instituciones persecutoras más fuertes.

Es por ello que nos violenta que hoy, sin mediar juicio ni pruebas, sirviéndose de filtraciones y una ofensiva mediática que ya ha dictado condena, se intente demoler su imagen y su legado, al tiempo que se multiplican los empeños por menoscabar la autoridad presidencial e interrumpir el mandato que entregaron en las urnas los ciudadanos.

Los acontecimientos por los que atraviesa Brasil en estas jornadas resuenan con fuerza más allá de sus fronteras e ilustran para el conjunto de América Latina los riesgos y dificultades a los que aún está expuesta nuestra democracia.” (Do Brasil247)

As dúvidas de Dado

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Com a possível volta de Celsinho ao meio-campo alviceleste no jogo deste sábado contra o Remo, o técnico Dado Cavalcanti deve compensar as perdas de Ricardo Capanema e Lucas, suspensos pelo terceiro cartão amarelo. Nos treinamentos de sexta-feira, não ficou claro que estratégia o treinador vai seguir, mas o mais provável é que use Ilaílson como substituto direto de Capanema e busque uma outra alternativa para a lateral-esquerda.

A própria escalação de Celsinho ainda não está confirmada. Na entrevista coletiva, Dado deu a entender que teme desperdiçar uma substituição com a entrada do meia-atacante logo de cara. Deixou no ar a possibilidade de lançar o jogador no decorrer da partida. (Fotos: MÁRIO QUADROS)