Remo planeja dispensas e reformulação do elenco

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Douglas Borges, Potita, Artur, Alisson, Michel, João Vítor, Marcinho, Murilo e Ítalo. O grupo citado integra uma lista de prováveis dispensas no Remo para a disputa do Brasileiro da Série C. O técnico Marcelo Veiga já busca nomes para reforçar o elenco na competição que resta ao clube na temporada.

Eliminado do Campeonato Paraense, da Copa Verde e da Copa do Brasil, o Remo tenta agora se reestruturar para salvar o ano com uma boa campanha na Série C, visando o acesso à Série B.

A perda de três das quatro competições previstas na temporada contrariou os planos da diretoria e vai forçar investimentos para dar ao técnico Marcelo Veiga condições de montar um time competitivo já a partir de maio. O zagueiro Brinner, ex-Botafogo e Bahia, e o atacante Magno (ex-Parauapebas) são alguns nomes citados como possíveis reforços. (Foto: MÁRIO QUADROS)

CBF antecipa segundo jogo da final da Copa Verde

A CBF decidiu antecipar para o dia 10 de maio a partida entre Gama-DF e Paissandu, válida pela decisão da Copa Verde 2016, que estava prevista para domingo, 11. A decisão saiu nesta sexta-feira (29). O pedido de mudança da data partiu da emissora detentora dos direitos de transmissão do torneio, em conjunto com a Polícia Militar do Distrito Federal.

O motivo se dá pela votação do pedido de impeachment do presidente da república, por meio do Senado Federal, marcado para o dia 11 de maio, data que estava reservada para a final da competição. O horário da partida será 20h30 no estádio Bezerrão, no Distrito Federal.

A primeira partida entre às duas equipes havia sofrido mudança anteriormente. Paysandu X Gama-DF que havia sido marcada para o dia 4 de maio foi antecipado para o dia 3, terça-feira, às 20h30, em Belém. Antes de encarar o time brasiliense, o Papão enfrenta o Independente pela Copa do Brasil, neste sábado, na Curuzu.

A frase do dia

“En las guerras no ganan los que tienen más soldados, sino los que los utilizan mejor”.

Diego Simeone, técnico do Atlético de Madri

Vaza suposta lista de dispensas no Papão

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Informações que circularam na manhã desta sexta-feira indicam que a diretoria do Paissandu analisa o desligamento de jogadores que estariam fora dos planos para a Série B. Os nomes cogitados são os de Marcelo Costa, Wanderson (foto), John César, Bruno Smith, Flávio e Vélber. Ao mesmo tempo, havia a ideia de emprestar Ramon, Mauro, Marquinhos e Pablo Wallace a outros clubes. O fato é que, depois das decisões no Parazão e na Copa Verde, o elenco do Papão deverá ser reformulado para a campanha na Série B. A diretoria não se manifestou oficialmente sobre contratações e dispensas. (Foto: MÁRIO QUADROS)

Em MG, Anastasia assinou decretos similares aos que embasam golpe parlamentar

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Relator da comissão do impeachment no Senado, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) enfrentou, quando governador de Minas Gerais, questionamentos sobre a edição de decretos de suplementação orçamentária supostamente sem aval do Legislativo. Esse tipo de autorização, que visa ampliar despesas, é uma das bases do pedido de afastamento da presidente Dilma Rousseff.

De 2010 a 2014, período em que o tucano comandou Minas, técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) apontaram impropriedades nos gastos. O governo podia abrir créditos suplementares de até 10% do Orçamento –em 2011, excepcionalmente, houve uma ampliação para 18,5%.

Contudo, alguns tipos de despesas não eram consideradas pelo governo na composição desse limite, especialmente as obrigatórias, como os gastos com pessoal e encargos sociais. Quando levados em conta os itens excluídos da conta, a suplementação extrapolava o máximo permitido.

Para os técnicos do TCE, a exclusão de parte das despesas afronta dispositivos das constituições do Brasil e de Minas, além da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Diante disso, embora a corte estadual tenha dado parecer pela aprovação das contas de Anastasia em todos os anos de sua gestão, houve recomendação para que o governo estabelecesse um limite próximo do real, que comportasse todas as suplementações feitas num exercício. A sugestão não foi acolhida. Os créditos aprovados de 2010 a 2013 foram de quase R$ 70 bilhões. Em 2013, por exemplo, consideradas todas as despesas autorizadas, as suplementações corresponderam a 28% do Orçamento.

Outro lado

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa de Anastasia informou que o PSDB se pronunciaria a respeito. Em nota, o partido sustentou que “nenhuma das acusações atribuídas” ao senador se assemelham “ao que está no pedido de impeachment de Dilma”. “De 2010 a 2014, todas as leis orçamentárias anuais do Estado permitiam que o governador abrisse parte do orçamento em créditos suplementares”, alegou.

O PSDB informou, sem considerar as despesas “extralimite” citadas pelo TCE-MG, que os créditos suplementares estiveram abaixo dos parâmetros definidos e foram de 5,5% do Orçamento em 2010, 13,8% em 2011, 7,6% em 2012, 4,3% em 2013 e 6,5% em 2014. “Enquanto Dilma teve suas contas rejeitadas pelo TCU, todas as contas de Anastasia foram aprovadas pelo TCE e pela Assembleia Legislativa”, argumentou o partido. (Do UOL)

Paulo Coelho denuncia o golpe em campanha na web

Paulo Coelho, o escritor brasileiro mais conhecido no exterior, que vende milhões de livros no mundo inteiro e está há 400 semanas na lista de mais vendidos do New York Times, está engajado na luta para denunciar o golpe. Em seu Twitter, ele tem feito postagens contra o golpe e agora aderiu, também, à campanha internacional postando mensagem em inglês com hasthtag #StopCoupInBrazil, que significa “Parem o golpe no Brasil”.

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Gravação mostra procuradores da Lava Jato tentando induzir depoimento contra Lula

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DO CONJUR

Ameaçar testemunhas com o intuito de influenciar o resultado de uma investigação criminal configura crime de coação no curso do processo, previsto no artigo 344 do Código Penal, já decidiu o Supremo Tribunal Federal. No entanto, é difícil imaginar qual é o possível desfecho quando a atitude é do próprio Ministério Público Federal.

Ameaças veladas, como “se o senhor disser isso, eu apresento documentos, e aí vai ficar ruim pro senhor”, que poderiam estar em um filme policial, foram feitas em plena operação “lava jato”. E em procedimento informal, fora dos autos.

O cenário é uma casa humilde no interior de São Paulo. Quatro procuradores batem à porta e, atendidos pelo morador — que presta serviços de eletricista, pintor e jardinagem em casas e sítios—, começam a questionar se ele trabalhou no sítio usado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e se conhece um dos donos do imóvel, o empresário Jonas Suassuna. Ao ouvirem que o homem não conhecia o empresário nem havia trabalhado no local, começam o jogo de pressões e ameaças:

Procurador: Quero deixar o senhor bem tranquilo, mas, por exemplo, se a gente chamar o senhor oficialmente pra depor daqui a alguns dias, e você chegar lá pra mim e falar uma coisa dessas…
Interrogado: Dessas… Sobre o quê?
Procurador: Sobre, por exemplo, o senhor já trabalhou no sítio Santa Barbara?
Interrogado: Não trabalho.
Procurador: O senhor já conheceu o senhor Jonas Suassuna?
Interrogado: Nunca… Nunca vi.
Procurador: O senhor já fez algum pedido pra ele em algum lugar?
Interrogado: Nem conheço.
Procurador: Então, por exemplo, aí eu te apresento uma série de documentações. Aí fica ruim pro senhor, entendeu?

A conversa foi gravada pelo filho do interrogado, um trabalhador da região de Atibaia. Os visitantes inesperados eram os procuradores do Ministério Público Federal Athayde Ribeiro Costa, Roberson Henrique Pozzobon, Januário Paludo e Júlio Noronha.

Nas duas gravações, obtidas pela ConJur, os membros do MPF chegam na casa do “faz tudo” Edivaldo Pereira Vieira. Sutilmente, tentam induzi-lo, ultrapassando com desenvoltura a fronteira entre argumentação e intimidação, dando a entender que dizer certas coisas é bom e dizer outras é ruim.

Na insistência de que o investigado dissesse o que os procuradores esperavam ouvir, fazem outra ameaça velada a Vieira, de que ele poderia ser convocado a depor e dizer a verdade.

Procurador: É a primeira vez, o senhor nos conheceu agora, e eventualmente talvez a gente chame o senhor pra depor oficialmente, tá? Aí, é, dependendo da circunstância nós vamos tomar o compromisso do senhor, né, de dizer a verdade, aí o senhor que sabe…
Interrogado: A verdade?
Procurador: É.
Interrogado: Vou sim, vou sim.
Procurador: Se o senhor disser a verdade, sem, sem problema nenhum.
Interrogado: Nenhum. Isso é a verdade, tô falando pra vocês.
Procurador: Então seu Edivaldo, quero deixar o senhor bem tranquilo, mas, por exemplo, se a gente chamar o senhor oficialmente pra depor daqui a alguns dias, e você chegar lá pra mim e falar uma coisa dessas…

Investigado ou testemunha
Ao baterem à porta de Vieira, um dos procuradores diz: “Ninguém aqui tá querendo te processar nem nada, não”.

No entanto, o nome de Pereira Vieira aparece na longa lista de acusados constantes do mandado de busca e apreensão da 24ª etapa da operação “lava jato”, que investiga se o ex-presidente Lula é o dono de sítio em Atibaia, assinado pelo juiz Sergio Fernando Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba.

Ao se despedirem, deixando seus nomes e o telefone escritos a lápis numa folha de caderno, os membros do MPF insistem que o investigado escondia algo e poderia “mudar de ideia” e decidir falar:

Procurador: Se o senhor mudar de ideia e quiser conversar com a gente, o senhor pode ligar pra gente?
Interrogado: Mudar de ideia? Ideia do quê?
Procurador: Se souber de algum fato.
Interrogado: Não…
Procurador: Se você resolver conversar com a gente você liga pra gente, qualquer assunto?
Interrogado: Tá.

Em grande noite de Ganso, S. Paulo goleia Toluca

https://www.youtube.com/watch?v=FVmcCSE5X9U