Mario Sergio Conti: “Querer ligar Dilma à corrupção é injustiça extravagante”

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O colunista Mario Sergio Conti ressalta a “honradez pessoal” de Dilma Rousseff e critica os que tentam associá-la à escândalos: ‘Mesmo os seus inimigos mais truculentos, os tomados pela intolerância fanática, lhe concedem a honradez pessoal. Essa honestidade fundamental, presidente, não é adereço de fim de currículo. É o cerne da sua maneira de ser e ver a vida’, diz.

‘Querer ligá-la à corrupção é, pois, injustiça extravagante. No entanto, lá está ele, Eduardo Cunha, o Sinistro, à frente da horda que quer expulsá-la do Planalto. O cretinismo parlamentar, expressão três vezes repetida em “O 18 do Brumário”, contaminou a nação’, conclui. (Do Brasil247)

8 comentários em “Mario Sergio Conti: “Querer ligar Dilma à corrupção é injustiça extravagante”

  1. Novamente, ela nao está sendo acusada de corrupção, mas sim de ma-gestão ao violar a lei de responsabilidade fiscal. Estão querendo misturar alhos com bugalhos.

    É igual a história do golpe. Contra os outros, o PT chama o impedimento de democracia, contra eles é golpe. É muita hipocrisia em um partido só. Não surpreende porque ninguém mais acredita no que falam.

    Ontem mesmo o Lula disse que a companheira Dilma tinha errado é errado feio mas não explicou a razão. Porque não reconhecem a incompetência da poste? Seria muito mais honesto.

    Segundo o PT, a solução para a crise é gastar mais, se endividar mais, criar ilusões passageiras. O partido aprendeu muito bem os os novos ricos brasileiros, aqueles que ficam rolando o cheque especial até falirem somente para manter as aparências.

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    1. O processo é viciado na origem, Cardoso. Reflita, amigo: um presidente da Câmara, réu no STF, comanda a farsa, com 9 contas secretas em bancos estrangeiros e farta ligação com delações ao juiz Moro. É essa presidenta, honesta e íntegra (segundo o próprio FHC), que tem seu mandato ameaçado por um golpe, sim. O Brasil é um país tão caótico politicamente que ninguém aqui gosta de chamar golpe de golpe. Em 64, os milicos chegaram a cunhar a expressão “movimento revolucionário” para designar a torpe quartelada. Agora, a direita brigando mesmos interesses daquela época recusa a expressão golpe e prefere que se chame ‘impeachment’. A História não perdoa os trapaceiros.

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  2. Não é pura desonestidade, mas por má gestão que a presidenta corre risco de impedimento. Violou a lei de responsabilidade fiscal, o mínimo que um presidente deveria fazer.

    Da mesma forma sobre o tal golpe inventado. Contra os outros, o PT chama o impedimento de mecanismo democrático. Contra o partido, é golpe. Quanta hipocrisia para um partido só. Não se admira que ninguém acredita mais no partido.

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  3. Gerson,

    São duas coisas diferentes que não podem ser misturadas.

    Uma coisa é a origem do pedido de impedimento, que veio da sociedade civil, cuja base são os erros administrativos cometidos pela Dilma. O Cunha simplesmente encaminhou o processo dentro da Camara, o que é função dele. Cabe ao Congresso decidir se o pedido da sociedade civil tem ou não base. Até agora parece que tem.

    A outra coisa é a honestidade da Dilma vs Cunha. Concordo com você que o Cunha deveria estar preso e que a Dilma parece, até agora, ser mais honesta que ele.

    Haveria golpe se as tropas fossem para as ruas e ocupassem o planalto violando a constituição. No caso do processo atual, a constituição não foi deixada de lado em nenhum momento e todo o ritual segue o que foi definido pelo STF. Desta forma, não há golpe.

    Por fim, saindo a Dilma e entrando o PMDB as coisas não melhorarão. Como disse a Marina, os dois são gemeos siameses. Os dois são responsáveis diretos pelo estado lamentável que se encontra o pais.

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    1. Cardoso, esta é sua opinião quando a não misturar as coisas. Conduta correta, responsável e honesta é prova de responsabilidade, não de crime. Entendo sua posição pró-golpe e não insistirei com a argumentação, por desnecessário.

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  4. Como se golpe fosse consumado apenas seguindo figurinos de tempos passados… é claro que não! Que o diga Fernando Lugo no vizinho Paraguai há uns cinco anos. Não vejo a “sociedade civil” pedindo a deposição da presidente, assim como não vejo a “sociedade civil” paraense pedindo o “impích” do atual governador. E olha que este último, se for levado à cabo os mantras anti-corrupção e as alegações de impobridade e “crime de responsabilidade”, tem uma folha corrida de notório conhecimento público, ao contrário da mandatária máxima do país. Por que cargas d’água o movimento pela derrubada do governo central recentemente eleito não se espraia para as demais instâncias dos podres poderes contituídos do país então (excutivo, legislativo e judiciário, nas esferas estaduais e municipais inclusive), haja visto que a movimentação depositória responde à sanha “moralizadora” do vazio e difuso combate à corrupção (vazio porque é efeito e não causa)? Simples: maniqueísmo, manipulação das partes interessadas, que querem “mudar” para justamente nada mudar. Além do mais, é histórico: quando os setores mais reacionários e retrógrados do país não conseguem legitimidade nas urnas partem para expedientes amplamente conhecidos (golpes palacianos, assassinato de reputações, contra-revoluções alcunhadas como “revolução” e transições “seguras” que permitiram aos assaltantes do poder abandonarem suas cadeiras à francesa como se nada tivesse acontecido, como em 85). E aí entra a abordagem sobre a “sociedade civil”… grupos políticos tem seus prepostos nos noticiários. Noticiários, numa imprensa partidarizada como a nossa (fenômeno não recente, diga-se de passagem), operam com o intuito não apenas de noticiar, mas de sensibilizar, criar consenso (sobre a “inconpetência de Dilma”) e hegemonizar sentimentos a fim de forjar consentimento (a “necessidade” do impeachment) . Ora, mas a por que a mesma “sociedade civil” que grita ferozmente nas ruas, vestida de verde e amarelo e que se dá ao luxo de andar de braços com o fascismo, não sai a ladrar contra os descalabro da violência desenfreada e da educação precarizada, competências do poder público de esfera estadual, tampouco a proferir palavras de ordem contra o caos da saúde pública de atenção básica, conpetência do poder público municipal? Aí não tem consenso… no frigir dos ovos, talvez só estivéssemosextremamente dividos politicamente em nossa história republicana, tal como agora, às vésperas de 1964. Mas os tempos são outros. Forjar consenso afim de criar consentimento, como se vê, agora é bem mais difícil (muito embora os expedientes dos lacaios sejam quse idênticos.

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  5. O engraçado é ver uns sebosos colocando as fotos dos políticos que são contra este golpe, como se fossem bandidos a serem linchados

    Que dizer que só quem vota a favor é bacana?

    Trouxas!

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