
“Noite de inverno nos morros”, por Franz Schreyer.

“Noite de inverno nos morros”, por Franz Schreyer.
Post de @gersonnogueira.
POR MINO CARTA, na CartaCapital

Desde a vitória eleitoral de Dilma Rousseff em 2014, CartaCapital, nesta e em muitas outras das suas páginas, aponta a única saída possível para a crise econômica que humilha o Brasil: crescer e crescer. O grande exemplo é o New Dealrooseveltiano, inspirado por lord Keynes, mas vale reconhecer que o presidente dos EUA contava com instituições sólidas e com uma base popular politizada. Mais ou menos o contrário da situação atual no Brasil.
Temos Executivo, Legislativo, Judiciário? Cabem ponderáveis, desoladoras dúvidas. Um juiz da província, um punhado de delegados de polícia e de promotores assumem tranquilamente o poder diante da indiferença governista e do comando da PF, enquanto um presidente da Câmara inequivocamente corrupto até hoje comanda a manobra golpista do impeachment de Dilma Rousseff, legítima presidenta. Está claro, porém, que ela somente, na qualidade de primeira mandatária, tem autoridade para reverter a rota, já a trafegar em pleno desastre.
O tempo que lhe sobra para agir é escasso, é bom sublinhar. O começo da ação tem de se dar antes do início do ano brasileiro, ou seja, depois do Carnaval, conforme nossa grotesca tradição. Caberia a Dilma partir de imediato para o mesmo gênero de investimento público que em 1933 colocou Roosevelt no caminho certo para estancar os efeitos do craque de 1929.
Ao se mover com esse norte, a presidenta teria de enfrentar as iras do chamado mercado, o onipresente Moloch, espantalho do tempo e do mundo, onde, debaixo da sua hegemonia, pouco mais de 270 famílias detêm o equivalente a 50% da riqueza do resto da humanidade. Para decisões de tal porte, de tamanha ousadia, exigem-se coragem, bravura, desassombro além dos limites. A questão é saber se o governo tem estatura para chegar a tanto.
Por ora, é doloroso constatar que o Executivo se deixa acuar, em primeiro lugar pela mídia e por quem esta apoia e protege. Está provado que toda tentativa de mediar, compor, conciliar, fracassou. Há tempo o governo exibe uma assustadora incapacidade de reação, a beirar a resignação. A quem mais, senão a Dilma, compete salvar o país? Creio não exagerar no emprego do verbo.
Pouco importa quanto o FMI propala a nosso respeito. O próprio Banco Central mostra-se agora mais atento às pressões do Planalto do que às do Fundo. O Brasil dispõe de recursos, a despeito do abandono a que foi relegada a indústria, maiores de quanto supõe a feroz filosofia oposicionista. Por exemplo, a chance de produzir petróleo a 8 dólares por barril, como se lê na reportagem de capa desta edição.
A tarefa que o destino atribui à presidenta é grandiosa e empolgante e lhe garantiria um lugar decisivo na nossa história. Os cidadãos de boa vontade, abertos a um diálogo centrado nos interesses nacionais, hão de esperar que Dilma encontre a força interior para agir.
“Doideira. Vivemos uma ditadura enviesada a partir de Curitiba – e todo mundo aceita, por causa do Jornal Nacional e outras narrativas”.
Xico Sá, via Twitter


Neil Young.

Imagem do velho bondinho puxado por animais que fazia o transporte de veranistas para as praias de Mosqueiro até os anos 50. Senhores e senhoras elegantes, vestidos como se estivessem a caminho de um evento solene, desembarcavam dos vapores no trapiche da vila. Em seguida, apanhavam o bondinho até o distante Chapéu Virado. (Fonte: Mosqueirando/via Belém Antiga)

A Diretoria de Competições da CBF concluiu o Cadastro Nacional de Estádios de Futebol (CNEF) 2016. É um raio-X do cenário brasileiro, que tem 790 locais de disputa catalogados pela entidade.
O documento de 97 páginas tem detalhes como a localização, proprietários, capacidade, iluminação e a ficha de cada estrutura. A Região Sudeste tem 260 estádios, sendo 132 municipais, 125 particulares e três estaduais. O Nordeste vem na sequência, com 241. O Sul conta com 144 e o Centro-Oeste com 85. Já a Região Norte tem 60.
A maioria dos estádios (59,2%) é administrada pelos governos municipais. Os particulares preenchem a segunda maior fatia: 34,4%. Os estaduais são 5,9% e os federais apenas 0,5%.
O cadastro inclui lugares que recebem jogos recreativos, amadores e profissionais em todas as esferas de organização, seja a partida menos expressiva de um campeonato municipal à final do Brasileirão. Por isso, esse relatório tem números curiosos, como os índices de estádios com (64%) e sem (36%) iluminação.
A tabela de capacidade de público também mostra que o futebol brasileiro vai além dos grandes espetáculos conhecidos pelos torcedores da principais divisões. Dos 790 estádios listados, 420 suportam até 5 mil torcedores e 11 podem receber mais de 50 mil pessoas.
A edição completa e revisada do CNEF, com dados atualizados até o dia 18 de janeiro de 2016, pode ser visualizada no link abaixo.


O técnico Dado Cavalcanti não está para brincadeira neste começo de temporada. A fim de orientar melhor seus atacantes, o treinador tem mostrado na prática o que deve ser feito diante de situações normais de jogo. Sua atenção se concentrou em Wanderson e Leandro Cearense nos treinos desta semana. Simulando o papel de um marcador “carrapato”, Dado puxava os centroavantes pelos braços, procurando impedir seus avanços com a bola. Esse cuidado deve se estender nos próximos treinos aos homens de criação do meio-campo, também muito visados pela marcação dos adversários.
Neste domingo, 24, o Papão faz seu primeiro amistoso da temporada, enfrentando o Castanhal no estádio Maximino Porpino, às 10h. A estreia no Campeonato Paraense será contra o Paragominas, no estádio da Curuzu, às 20h30, no dia 01 de fevereiro. (Fotos: MÁRIO QUADROS)

O atacante Jaquiel Ramos, ex-Santa Cruz-RN, deve ser apresentado nos próximos dias como novo reforço do Remo. É um velocista, que joga pelos lados do ataque. O empresário dele é o mesmo de Ruan, ex-Paissandu. Fonte da diretoria confirmou a negociação.
À tarde, o clube anunciou a contratação do zagueiro Ítalo, 26 anos, que defendeu o Londrina no ano passado. O jogador coleciona dois acessos da Série C, um pelo clube paranaense e outro pelo CRB em 2011. (Com informações de Cláudio Santos)
O governo do Estado e Federação Paraense de Futebol (FPF) assinaram na manhã desta quinta-feira, 21, um convênio que garante o repasse de recursos para a realização do Campeonato Paraense 2016. A cerimônia, realizada no Palácio do Governo, em Belém, contou com a presença do governador Simão Jatene, da secretária de Estado de Esporte e Lazer, Renilce Nicodemos; da presidente da Funtelpa, Adelaide Oliveira; do presidente do Banpará, Augusto Costa; dos deputados estaduais Celso Sabino e Milton Campos; do chefe da Casa Civil, José Megale; além dos representantes dos clubes que participam do Parazão.
O governo assegurou a manutenção do mesmo patrocínio destinado à edição do ano passado, apesar das contenções impostas às administrações públicas. O volume de recursos chega a R$ 8 milhões e envolve as participações do Banpará, da Rede Cultura de Comunicação e da Secretaria de Esporte e Lazer (Seel). (Da Secom)
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