Lançado o título de capitalização do Leão

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O presidente do Remo, André Cavalcante, e o gerente regional da Caixa Seguradora, Ubirajara Lima, assinaram o convênio do título de capitalização CAP Leão Campeão. “A arrecadação com o título refletirá diretamente na receita do clube”, afirma o presidente do Leão. O Remo ficará com um percentual de 30% da primeira parcela. “Teremos sorteios de vários prêmios e prêmios em dinheiro todos os meses”.
O título é uma forma do investidor capitalizar. Ao final do prazo do plano (60 meses), o valor depositado mensalmente retorna ao investidor. O título poderá ser adquirido a partir da primeira semana de março.
Participaram do lançamento do CAP Leão Campeão o vice-presidente do Remo, Fábio Bentes, o presidente do Condel, Manoel Ribeiro, e membros do Conselho Deliberativo do Clube, além de convidados. (Com informações de Rodrigo Monteiro/ Ascom Clube do Remo)

‘Os 10 Mandamentos’ e o mistério das salas vazias

POR FELIPE BRANCO CRUZ/RENATA NOGUEIRA, UOL SP

Os Dez Mandamentos – O Filme” chegou nesta quinta-feira (28) aos cinemas com mais de 3 milhões de ingressos vendidos com antecedência em todo o país. Em São Paulo, porém, algumas salas que já estavam com as entradas esgotadas não lotaram.

O Cinemark do shopping Boulevard Tatuapé, na zona leste de São Paulo, tem quatro sessões esgotadas: 12h45, 15h30, 17h15 e 18h15. O local é um dos preferidos pelo público que mora na região e também um dos mais próximos ao Templo de Salomão, que pertence à Igreja Universal do Reino de Deus.

O movimento por ali, no entanto, passou longe da lotação. A cinco minutos da primeira sessão, às 11h45, apenas 75 pessoas ocupavam a sala 2, com capacidade para receber um público de 230. Na bilheteria, restava apenas um ingresso para compra. O mesmo fenômeno aconteceu 1h depois, na sessão das 12h45, cujos ingressos estavam esgotados desde o início da pré-venda. Na sala 3, a maior disponível no local, com 353 lugares, um público de cerca de 130 pessoas preenchia as poltronas.

Já no Espaço Itaú, no shopping Frei Caneca, também em São Paulo, o movimento foi abaixo do esperado. No início da pré-venda, há quatro semanas, todos os horários do cinema estavam esgotados no site Ingresso.com. Nesta quinta-feira, as sessões voltaram à venda tanto no site e na bilheteria do cinema. Até as 14h10, de quatro sessões do filme, nenhuma delas estava lotada –na primeira havia 74 pessoas e nas seguintes, 137, 158 e 156 ingressos vendidos. Ao UOL, o gerente do espaço, Diego Luiz Castro Bastos, disse que “em momento algum os ingressos esgotaram” e que, “desde que as vendas foram abertas, sempre teve ingressos disponíveis”.

Ingressos grátis

A Igreja Universal do Reino de Deus, cujos bispos e pastores controlam a Rede Record, responsável pela produção da série de TV transformada em filme, ajudou para que o longa registrasse o recorde de pré-venda dos ingressos. Além de incentivar a compra de entradas nos cultos, alguns espectadores no Boulevard Tatuapé contaram à reportagem do UOL que ganharam os ingressos para a estreia e outras que pagaram nas próprias sedes das igrejas por R$ 11 –na bilheteria dos cinemas, a entrada custa R$ 23 (inteira).

Emilly Maria, 16, foi uma das beneficiadas. Ela contou que ganhou dois ingressos de um grupo de jovens da Igreja Universal e convidou a irmã, Evelyn Marina Nascimento, 23. Frequentadora da Assembleia de Deus no bairro do Itaquera, Evelyn levou os filhos Lucas, de 4 meses, e Kemilly, 3, que não pagam entrada. “Trouxe minha irmã porque estava doida para assistir. Não perdia um capítulo da novela”.

Duas irmãs evangélicas, de 12 e 17 anos, não quiseram se identificar, mas contaram à reportagem que também ganharam os ingressos na igreja. Esta foi a segunda vez que elas foram ao cinema –a outra foi para ver a animação “Era do Gelo 2”. “Assistimos à novela e disseram que o final seria diferente”, contou a mais velha. “Eu viria com meu irmão, mas ele não pôde e eu estou procurando alguém para dar o ticket”, contou outro beneficiado, que também preferiu não se identificar.

Antônio Eduardo, 18, foi ao shopping Frei Caneca com dez amigos. “Vou voltar amanhã também, na sessão das 19h, com a minha namorada”, disse ele, que é evangélico. Eduardo e os amigos compraram as entradas com antecedência na noite de quarta-feira (28).

“Deus é um só”

Pela manhã, nenhuma fila faraônica foi vista nas bilheterias de ambos cinemas de São Paulo. Alguns fãs da novela que chegaram cedo ao shopping Tatuapé conseguiram comprar ingressos minutos antes da sessão das 11h45.

A católica Vera Rocha, 62, levou as duas filhas para assistir a “Os Dez Mandamentos”. Ela contou que não se incomoda pelo filme ter ligação com a igreja Universal. “Deus é um só para todos”, disse. Vera chegou cedo ao cinema e conseguiu comprar três ingressos na bilheteria também para a primeira sessão (11h45). “Eu me interessei, primeiramente, por ser um filme religioso. Hoje em dia a televisão não transmite muitas coisas religiosas e aprendi muito assistindo à novela”.

A espírita kardecista Sandra Ayres, 54, também assistiu ao filme na primeira sessão do shopping Frei Caneca. “É uma história muito especial”, disse. “Achei linda a novela e respeito todas as religiões. É um filme brasileiro e precisamos prestigiar. Esta é uma linguagem que só nos faz bem”.

 

Lava Jato segue mergulhada no ativismo político

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POR LUIS NASSIF, do Jornal GGN

Com o final das férias e do recesso, o governo Dilma Rousseff tem possibilidade de assumir algum protagonismo político visando superar a crise política e a econômica. Antes terá que enfrentar a nova manobra da Lava Jato.

É um jogo de xadrez que tem de um lado um bando de amadores incrustrado no Planalto. De outro, um grupo coeso de procuradores da República e delegados da Polícia Federal, em torno da Lava Jato, atuando estrategicamente para tumultuar o ambiente político.

Não se sabe até quando irá esse jogo. Ao primeiro sinal de qualquer iniciativa política para romper com o marasmo, explode a enésima operação da Lava Jato criando fumaça inconsequente. Agora, trazendo de volta o tal tríplex de Lula em Guarujá.

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Não se trata apenas da operação, mas do amontoado de vazamentos, da ampliação desmedida da operação sem que os inquéritos cheguem ao fim, do rumor espalhado de mais de uma centena de parlamentares envolvidos – e não se conseguir sequer tirar do cargo o mais notório dos suspeitos, Eduardo Cunha.

O cadáver da Lava Jato continuará insepulto por muito tempo, porque de sua prorrogação depende a manutenção da visibilidade e do poder político de seus integrantes.

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Dia desses, os dois procuradores mais notórios, Deltan Dallagnol e Carlos Fernando Lima, tentaram minimizar as ações. Um dos procedimentos políticos consiste em incluir perguntas para os delatores sem nenhuma base factual, aparentemente sem extrair nenhuma informação relevante, meramente para alimentar as manchetes de jornais.

A explicação de Dallagnol foi a de que, no processo, só valerão as acusações consubstanciadas em provas. Fala como se a menção a figuras políticas, mesmo sem nenhuma prova, fosse uma ação neutra e não um álibi para manchetes de impacto, reportagens repletas de insinuações.

Evidente que não é. Se tem implicações políticas, significa que a Lava Jato prática proselitismo político. Ou não? Procuradores e delegados da Lava Jato recorrem a esse estratagema – de incluir nomes de adversários políticos nos interrogatórios – com objetivos nitidamente políticos.

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A segunda acusação é quanto aos vazamentos de depoimentos sigilosos. O procurador Lima sustenta que o Ministério Público não veste essa carapuça. Ora, a estratégia prévia da Lava Jato consistiu em vazamentos indiscriminados, conforme o diagnóstico de Sergio Moro sobre o sucesso da Operação Mãos Limpas. O poder consiste em controlar a pauta e gerar manchetes diárias. Quem vestiria, então? A Polícia Federal? O juiz Sérgio Moro?

Se não são os autores diretos, no mínimo são cúmplices desse jogo político. É óbvio.

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Não se sabe até onde irá esse jogo de poder, que paralisa qualquer tentativa de superar o impasse político. Mas é evidente, que esses exageros deixarão uma conta alta a ser paga futuramente pelo Ministério Público Federal, assim que o vácuo político for superado e as instituições voltarem a funcionar normalmente.

Será ruim não apenas para o MPF, mas para o país.

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De qualquer modo, fevereiro será um mês chave. Politicamente, o governo começa a mostrar algum rumo, a tese do impeachment se esvazia. Superada a última manobra da Lava Jato, é possível que a partir de março o país comece a respirar um pouco.

A imagem do dia

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O papa Francisco recebeu nesta quinta-feira (28) o ator americano Leonardo di Caprio, informou o escritório de imprensa do Vaticano. Como é habitual neste tipo de audiência privada, o Vaticano não informou sobre o conteúdo da reunião. Provavelmente, o tema da conversa tenha sido a defesa do meio ambiente, já que o ator é muito comprometido em várias iniciativas a respeito, e Francisco dedicou sua primeira encíclica “Laudato Se” (Louvado Seja) a este tema.

O ator esteve há alguns dias em Roma para promover seu último filme “O Regresso”, pelo qual foi indicado ao Oscar como Melhor Ator, e depois viajou para Davos (Suíça) para receber um prêmio por seu trabalho na proteção do meio ambiente. Criado em Los Angeles, em uma família católica de origem italiana e alemã, Leonardo di Caprio se diz ateu. (De O Popular)

Leston só tem dúvida no ataque do Leão

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Com a indenifição quanto ao registro do atacante Ciro, o técnico Leston Junior deve escalar Welton para comandar o ataque azulino neste domingo contra o Águia, no estádio Mangueirão, na estreia do Leão no Parazão.

O treinador ainda não divulgou a escalação, mas a escalação mais provável é a seguinte: Fernando Henrique; Levy, Max (Igor João), Henrique e João Vítor; Chicão, Michel, Eduardo Ramos e Marco Goiano; Welton e Léo Paraíba. (Foto: MÁRIO QUADROS)

Legião de importados

POR GERSON NOGUEIRA

A voracidade com que a dupla Re-Pa se lança nas contratações sempre foi conhecida de todos. Sai ano, entra ano e não há jeito de mudar o rumo da prosa. Mais três jogadores chegaram nos últimos dias. Na Curuzu, Lucas é o 17º contratado. No Baenão, Ítalo e Murilo completam 11 nomes na lista de aquisições. No total, 28 atletas de uma só tacada. Os custos variam, mas a média salarial não é inferior a R$ 15 mil.

Como se sabe, a caixa-preta que envolve a questão de salários no futebol não permite que se tenha acesso aos valores, mas pela procedência dos jogadores é possível estabelecer uma estimativa.

Cabe dizer que o problema maior não está nos recursos que os clubes irão mobilizar para pagar essa legião de importados. O que importa, de fato, é o custo-benefício do negócio. Um zagueiro ou atacante caro pode se tornar barato financeiramente caso mostre em campo qualidades que ajudem o time a vencer e a atrair mais torcedores aos estádios.

A imensa dúvida que paira é justamente quanto aos atributos técnicos desse contingente exagerado de boleiros. A prática mostra que a cada leva de contratações vingam no máximo duas ou três.

É muito raro que a quantidade se traduza em qualidade. O que pode atenuar os prejuízos é o cuidado que os dois grandes da capital demonstram na busca por esses atletas. Ainda assim, o futebol não costuma ser cartesiano e lógico, levando muitas vezes a situações inesperadas por quase todos.

Desta feita, há pelo menos o consolo de que a dupla de rivais não cometeu nenhuma barbeiragem grossa sob o pretexto de contratar nomes conhecidos. Flávio Caça-Rato (Remo) e Souza (PSC) são exemplos de gastanças desnecessárias e com desfechos previsíveis. Que os dois fiascos tenham servido de lição definitiva.

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Nada como uma boa assessoria

As gafes recentes do Antonio Carlos Nunes como presidente interino da CBF têm feito a delícia da mídia esportiva do Sul e Sudeste. Não há nenhuma dúvida quanto ao viés preconceituoso nas abordagens sobre comentários e entrevistas do coronel. É tão evidente quanto previsível.

E, por ser previsível, caberia ao dirigente se cercar de algumas cautelas básicas. A primeira delas: não permitir que documentos importantes sejam publicados sem a sua devida anuência. A portaria em que a CBF praticamente rompeu com a Primeira Liga é o exemplo mais gritante dessa necessidade.

Enquanto a portaria circulava pelo país e ganhava destaque na internet, Nunes ainda falava como se o assunto estivesse em análise. Pegou mal, passando a ideia de que não comanda de fato a entidade. Há fundadas desconfianças quanto a isso, mas não deve ser o próprio coronel a confirmá-las.

O outro escorregão verbal foi quanto ao novo presidente da Conmebol. Aí é uma questão primária de assessoramento. O chefe do futebol no país não pode estar desinformado sobre o novo mandatário da Confederação Sul-Americana.

Há quem não dê a devida importância ao assessor de imprensa. Mas os episódios recentes indicam justamente o contrário. A cada dia, fica claro que falta a Nunes um assessor competente, de sua confiança. Imaginava-se que ele iria nomear alguém, mas ao que tudo indica está de mãos atadas quanto a isso.

Pior para ele. Sem assessoria, corre o sério risco de marcar sua passagem pela CBF mais pelas topadas e contradições do que por atos administrativos de envergadura.

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Um passo ousado e libertário

Houve quem duvidasse do acerto da decisão anunciada pelos dirigentes no final da temporada. O Papão passaria a ter marca própria de uniforme, abandonando o antigo procedimento de se vincular a um grande fabricante internacional. A medida, arrojada e inédita entre clubes brasileiros de porte médio, motivou debates e muita inquietude entre os bicolores.

Com o lançamento festivo da marca própria Lobo, ontem à noite, ficou claro que a diretoria do clube deu o passo certo e necessário para obter faturamento decente com a comercialização de camisas e dezenas de outros itens.

Mais que um coquetel corriqueiro de lançamento, foi um acontecimento a ser saudado como marco zero da libertação financeira do Papão. Apoiado por sua apaixonada torcida, o clube tem tudo para ampliar a venda de camisas e multiplicar os lucros que obtinha até o ano passado.

E faz pensar em conquistas bem maiores. Como bem acentuou o publicitário alviceleste Glauco Lima, nas redes sociais, “num cálculo modesto, o Paysandu tem algo em torno de 2 milhões de fãs apaixonados. Se cada um desses, ao final das contas, dividindo 12 meses do ano, deixar R$ 2,00 por mês nos cofres do clube, através das mais diversas fontes próprias, teremos receitas para financiar nosso futebol, da base ao profissional, sem ficar nas mãos da indústria do conteúdo para TV”.

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Direto do Facebook

“Gerson, aqui em Porto Alegre um conterrâneo vem se destacando nos treinos do Sport Club Internacional como lateral-esquerdo. Chama-se Arthur e está enchendo os olhos de dirigentes e do treinador Argel. É um jovem de 21 anos nascido em Abel Figueiredo, no Pará, de onde veio para a base do Inter treinado pelo ex-goleiro Clemer. Hoje (ontem) deveria estrear no Beira-Rio contra o Coritiba pela Copa Sul-Minas-Rio. Portanto, é mais um dos nossos que nunca jogou nos chamados grandes galgando seu espaço do outro lado do Brasil. O jornal Diário Gaúcho de ontem enfatizou a garra do garoto. Dá orgulho ver um conterrâneo iniciando voos maiores”.

Jailson Barroso, torcedor remista residente em Porto Alegre.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 28)