Sem correspondente em Paris, Globo perde para Rede TV e Band na cobertura dos atentados

Maior rede televisiva do país em média de audiência e em números de correspondentes espalhados pelo mundo, a Globo ficou, ao menos inicialmente, para trás na cobertura dos ataques terroristas organizados pelo grupo Estado Islâmico na noite de sexta-feira, 13, em Paris. Enquanto Band e Rede TV contaram com participações ao vivo de seus jornalistas baseados na capital francesa, Milton Blay e Marcos Clementino, respectivamente, a emissora carioca contou com sua equipe em Londres.

Pela Globo, as notícias ao vivo sobre os atentados em Paris vieram por meio de Roberto Kovalick, no escritório da emissora no Reino Unido. Ao participar do ‘Jornal Nacional’, ele informou que naquela hora as informações eram “preliminares e muito desencontradas”. Sobre a ação de terroristas na casa de shows Bataclan, ele garantiu que 100 pessoas estavam no local, “segundo a agência Associated Press”. “O número atual é de que mais de 400 pessoas foram mortas, isso segundo a agência France Press”, chegou a dizer o correspondente – sendo que na tarde deste sábado, 14m veículos de comunicação falam em 128 assassinados e 250 feridos.

Diferentemente de Band e Rede TV, que deram maior espaço em suas grades para as participações de jornalistas trazendo mais informações sobre os ataques em Paris, a Globo exibiu Argentina X Brasil, em confronto válido pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. Durante o intervalo da partida, Kovalick voltou a entrar ao vivo. No caso, ele atualizou e corrigiu informações e garantiu que estaria direto da capital francesa a partir deste sábado, o que ocorreu, inclusive participando da edição pós-atentado parisiense do ‘Jornal Hoje’.

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Sem a presença de sua profissional titular em Paris – a repórter Sonia Blota, que está na Turquia para a cobertura da reunião da cúpula do G-20 -, a TV Bandeirantes recorreu a Milton Blay, correspondente que normalmente participa de transmissões para a Rádio Bandeirantes, BandNews FM e BandNews TV. Blay falou dos tiroteios ocorridos no restaurante Le Petit Cambodge (em que um arquiteto brasileiro foi atingido por três disparos), nas redondezas do Stade de France (onde França e Alemanha disputavam um jogo amistoso) e no Bataclan (local em que mais de 100 pessoas foram assassinadas – número que ainda não tinha sido confirmado no instante em que o jornalista participou do ‘Jornal da Band’).

Na Rede TV, a situação vivenciada em Paris fez com que a cobertura feita pelo jornalista Marcos Clementino começasse durante a edição do ‘TV Fama’, passasse pelo ‘Rede TV News’ e ganhasse espaço no talk show ‘Mariana Godoy Entrevista’. Ele, ao entrar ao vivo no noticiário, deu detalhes do ataque no Bataclan, baseado em conversa que teve com um jornalista francês que estava no local. “Dois terroristas, que não estavam com máscaras, entraram sem dizer qualquer coisa e começaram simplesmente a atirar”, disse o profissional da Rede TV. “O tiroteio durou de 10 a 15 minutos”, contou Clementino. (Do Comunique-se)

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