Senta que lá vem a História…

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Em 1997, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, a então Companhia Vale do Rio Doce, maior produtora de minério do mundo, é vendida por R$ 3,3 bilhões. O valor de mercado da estatal à época era de R$ 92 bilhões. A transação integrou o escândalo denominado “Privataria Tucana”.

14 comentários em “Senta que lá vem a História…

  1. É verdade, a privataria tucana lesou a pátria. E, como tal, deveria ser revertida tåo logo um governo correto assumisse o poder. Quando será esse dia?

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  2. Amigo Antônio,

    A reestatização de empresas privatizadas geraria uma enorme desconfiança no mercado, afetando a todos os brasileiros, logo, não adianta dizer que fará isso, o melhor é nunca mais privatizar sob este modelo tucano.

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  3. Tenho opinião diferente, amigo Celira. O estado foi bilionariamente lesado. Talvez até duas vezes na mesma operação. Uma quando teve seu patrimonio entregue por uma ninharia. Duas quando provalmente emprestou, para pagamento de modo muito suave, o dinheiro para os compradores liquidarem a operação. Demais disso a desconfiança do mercado não pode servir de justificativa para que o Estado se compactue com o saque.

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  4. Impossível a reestatização via compra. Só a mina de ferro de Carajás precisaria que os atuais donos fossem tão venais quanto os governantes dantanho, para atribuir novamente valor zero à riqueza colossal que representa. Como não são, então, não há como comprar, apenas botar atrás das grades os meliantes, travestidos de governantes, que cometeram aquele crime contra o povo brasileiro.

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  5. A privatização foi uma solução política, não gerencial. Se apenas com a destinação dos royalties do pré-sal à educação e à saúde e a obrigação de participação da Petrobras no pré-sal há o golpismo, avalie se o governo resolve reestatizar a CVRD e outras privatizadas?… Quando do episódio do gás da Bolívia, que é soberana sobre as próprias riquezas, a mídia foi em cima do governo, o que se diria ou se retrataria sobre o governo caso revertesse as privatizações? A decisão de não reversão da privatização dessas empresas é questão de sobrevivência política. O povo concordou com as privatizações e até elogia algumas, como com as telecomunicações. Uma pena.

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  6. Reestatizar via compra, além de impossível econômica e financeiramente, seria mais um crime cometido pelo Governo brasileiro: entrega de graça um patrimônio valioso e compra-o de volta pelo extratosférico valor de mercado.
    Eu falo da reversão pura e simples, com a responsabilização criminal dos responsáveis, de preferência com a devolução do que receberam pelo malfeito. O que é possível e legítimo. E tanto é, que uma das mais importantes medidas adotadas pelo primeiro presidente petista, enquanto ainda candidato, foi assumir formalmente o compromisso de “respeitar os contratos”, o que em português claro significa não tomar de volta o patrimônio criminosamente entregue. Quanto ao falatório da midia e às pressões dos beneficiários da pirataria, suportá-los seria um bom preço a pagar por um governo correto. Sem contar que a esmagadora maioria da população e do próprio eleitorado daria o apoio necessário à implementação da medida recompositora do patrimônio publico.

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  7. Amigo Antônio,

    Claro que desejaria a reestatização da Vale. Contudo é improvável em um mundo capitalista e que respeita à economia e contratos termos o processo de reversão. O que deve-se fazer é a Vale deixar de ter benefícios na cobrança de impostos… Que lucre e que pague.

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  8. Amigo Celira, os contatos tem de ser respeitados, mas só os contratos legítimos, celebrados dentro das regras que preservem o interesse público. Tudo como manda a Constituição. Contratos inspirados e colocados em prática sob a marca da malfeitoria não podem perpetuar o saque do patrimonio da nação. Assim age mal quem saqueou e quem mantem o saque, maxime quando sabe que ele ocorreu. Quanto às isençoes esta integraram o pacote da entrega. E por isso também merecem desaparecer, juntamente com a lei Kandir. Aprovada lá, mas mantida nestes anos de governo petista, sem qualquer esboço de usar sua base aliada para revogá-la.

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    1. Lei Kandir que, a partir do próprio nome, foi idealizada e vendida como panaceia pelo governo tucano – com apoio radical, inclusive, de seus representantes aqui no Pará, Estado dos mais lesados pelo monstrengo.

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  9. Pois é, mas já se passaram mais de 12 anos que os vendilhões foram colocados pra fora do governo, e que este foi assumido pelo governo petista, o qual até bem pouco tempo contava com uma base aliada muito unida e atuante nos interesses do governo. Numa palavra, o governo que aí está, nunca se interessou em alterar o estado de coisas instalado pela famigerada lei.

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    1. Amigo Oliveira, só vontade não basta. Não creio que ignore o fato de que a reestatização implicaria em custos altíssimos para o país. Além disso, sua aprovação dependeria de grande mobilização no Congresso, que sempre teve – mesmo sob o governo Lula – forte inclinação privatista.

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  10. Amigo Gerson, quanto à reestatização já me reportei, inclusive sobre o custo. Acrescento aqui, apenas, que nem mesmo a vontade, que sozinha não basta (sei muito bem disso), não foi sequer esboçada pelo governo que aí está, desde que chegou. Aliás, antes mesmo de assumir, já mostrava que nada faria, divulgando posição e disposição totalmente contrária.

    Quanto à Lei Kandir, que é do que especificamente eu tratei no comentário anterior, o mesmo se diga. O governo, mesmo tendo, até bem pouco tempo, uma fiel maioria, nunca esboçou o menor fiapo de vontade de revogá-la.

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