A frase do dia

“A luta de classes é como o sol e como as estrelas. Negá-la é negar a realidade”.

De Jose (Pepe) Mujica, ex-presidente do Uruguai

6 comentários em “A frase do dia

  1. De fato, a luta de classes é algo que nao é possivel negar.

    Mas, no Brasil, o que ocorre nos últimos tempos, nos ultimos 12 anos, mormente agora, após a reeleiçao da Presidente, é a luta entre integrantes da mesma classe, a elite, pelas benesses econômicas e financeiras decorrentes do exercício do poder. De um lado a elite emergente, recém alçada à camada economicamente superior, representada pelo ex-presidente l u l l a e seus parentes e aliados, que hoje desfrutam da máquina capaz de fabricar as benesses. D’outro lado, a elite quatrocentona, recentemente alijada do comando desta máquina, à frente fhc e seus parentes e aliados.

    No mais, o que há é a distribuiçao das bolsas p’rum lado, a classe menos favorecida; e a distribuição dos trilhões pro outro, a elite.

    Negar esta realidade, é “ouvir estrelas”.

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  2. De fato há no Brasil a luta de classes, como houve na revolução francesa. Como houve e ainda há em qualquer país. Também lá, na revolução francesa, burguesia e nobreza eram as elites econômicas, uma emergente, outra quatrocentona. A revolução francesa não inovou na questão de luta de classes, inovou no discurso, sendo o melhor exemplo histórico dessa disputa pelo poder, deixando claro os dois lados, como nunca antes, muito nítidos. Havendo rivalidade pelo poder, está estabelecida a luta de classes. É bastante nítida a diferença de discurso político entre a direita brasileira neoliberal e a esquerda socialista. Esse é o viés marxista de análise histórica. De fato, se há disputa pelo poder, ela só ocorre entre classes diferentes. Mesmo se só se observa uma classe, inicialmente, e depois há um racha, aí já se vê duas classes, e não mais apenas uma.

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  3. Lopes, o que defendes é um ponto de vista que eu respeito.

    Mas, creio que é difícil harmonizá-lo com a realidade que nos mostra em postura de pleno antagonismo pelo poder, pessoas que atualmente estão no mesmo estrato econômico, financeiro e porque não dizer social como M a l u f/S e r r a, A e c i o/S a r n e y, C o l l o r/ACM Neto, L u l a/FHC, por exemplo.

    Na verdade, o que há aí é o conflito de duas facções dentro de uma mesma classe.

    Ou os interesses de classe do M a l u f, do S A R N E Y , C o l l o r e do L u l a, são iguaizinhos, ou muito semelhantes, aos interesses do proletariado e do povo de um modo geral, e diferentes daqueles defendidos por figuras tais como S e r r a, A e c i o, ACM Neto e FHC?

    L u l a e f h c, e seus aliados partidários e familiares, pertencem hoje a mesma classe, a elite, e conflitam entre si, mas não com a classe oposta, a mais empobrecida. Classe oposta está, que, inclusive, também é objeto de disputa no conflito das já aludidas facções da elite. Aquela facção que consegue melhor ludibriar a confiança dos integrantes da classe mais empobrecida assume o protagonismo do poder.

    E o resultado é este que acompanhamos: de um lado a privataria, o trensalao; de outro o mensalão e o petrolao. Isso pra não recuar muito no tempo, e nem aprofundar na futurologia.

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  4. Pois é Oliveira, a luta de classes que se viu na revolução francesa, essa passagem histórica nem tanto preciosa pelas conquistas, ao meu ver, mas pelo mais notável exemplo de disputa pelo poder, que desnudou a força motriz das transformações econômicas e sociais ao longo da história humana, tem em si o desdobramento mais emblemático quanto ao ponto de vista do que move os atores da contenda. Está claro e evidente pelo exemplo da revolução francesa que ambos queriam o poder sobre o estado, nobres e burgueses. Ambos ricos, mas divergentes quanto ao caminho do Estado. Numa democracia como a nossa a disputa se dá entre partidos políticos, por meio do sufrágio. É um engano pensar que leis de mercado resolverão problemas sociais urgentes e de longo prazo. A repetição desse discurso neoliberal é apenas um engodo. E por quê não é viável acreditar no neoliberalismo como propulsor do desenvolvimento? Porque na disputa por mercados os objetivos mais claros são egoístas, visam somente o retorno do investimento feito, não necessariamente o bem-estar social. Neoliberais acreditam que a ausência do Estado na economia é a melhor forma de garantir a livre concorrência.

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