Crise interna tumultua ambiente no Remo

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Desde sexta-feira à noite, o Remo enfrenta uma grave convulsão interna, causada pelo distanciamento entre o presidente Pedro Minowa e o vice, Henrique Custódio. Como ambos praticamente não se falam, a gestão está comprometida e alguns diretores já pensam em deixar os cargos.

Em meio a isso, o elenco começa a reclamar da ausência dos dirigentes e treinou nos últimos dias sob protesto. O técnico Zé Teodoro tem procurado manter a situação sob controle, mas encontra dificuldades até para resolver questões básicas, como a compra de gelo para trabalhos de recondicionamento de atletas.

À noite, os jogadores Flávio Caça Rato e Mateus Carioca tiveram que deixar o hotel onde residiam e foram encaminhados para outro, onde um conselheiro conseguiu vagas. O problema inquietou os demais jogadores, que reclamam de atraso salarial e decidiram não se concentrar.

Diante disso, foi marcada a reapresentação para 11h30 deste sábado no estádio Evandro Almeida. Depois disso, o grupo almoçaria e iria para o Mangueirão, onde o jogo com o Princesa do Solimões está previsto para 16h.

Nos bastidores, diretores trocam acusações e críticas e o presidente Minowa é acusado de ausente. Seu afastamento é defendido abertamente, em consequência da oposição que lhe é movida pelo vice.

Rumores sobre um suposto boicote dos jogadores no jogo desta tarde, em represália pelo comportamento da direção, foram duramente rechaçados pelo grupo. Todos garantem que o elenco está unido e disposto a conquistar uma grande vitória em respeito à torcida azulina. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)