Só para quem for contra a corrupção. Mesmo!

POR JUCA KFOURI

No último fim de semana, a manifestação em Fortaleza foi na praça Portugal, onde, perto,  há uma enorme padaria.

Ontem o dono dela se manifestou pelo Facebook.

Estava indignado.

Muitos manifestantes foram até a padaria e alguns saíram sem pagar a conta.

Ainda assim, ele disse que vai abrir a padaria no dia da próxima manifestação.

Um velho freguês sugeriu que, desta vez, ele colocasse uma faixa na entrada:

“Por favor, só entre na padaria quem for mesmo contra a corrupção”.

Cametá x Remo – Águia Negra x PSC (comentários on-line)

Campeonato Paraense 2015 – Returno, segunda rodada

Cametá x Clube do Remo – estádio Parque do Bacurau, às 20h30

Na Rádio Clube, Carlos Gaia narra; João Cunha comenta. Reportagens – Paulo Caxiado, Paulo Fernando. Banco de Informações: Fábio Scerni.

Rádio Clube _ IBOPE_ Segunda a Sexta _ Tabloide

Copa do Brasil 2015 – Primeira fase

Águia Negra x Paissandu – estádio Iliê Vidal, em Rio Brilhante-MS

Na Rádio Clube, Géo Araujo narra. ReportageM – Dinho Menezes. 

Uma leitura à esquerda dos protestos da direita

CAVWa0eXEAArgn9

POR IGOR NATUSCH

Os protestos de ontem foram, declaradamente, contra o PT. Indiretamente (ou de forma subjacente, poderíamos dizer), são contra a esquerda. Esses são os alicerces, os elementos centrais. É a partir deles que tudo — inclusive a inclinação antidemocrática, cada vez menos tímida e disfarçada, de boa parte do processo — se ergue. Não se deseja, por ex, uma ruptura democrática a qualquer custo: ela tenta as pessoas porque é um modo de atingir Dilma e o PT. Isso é muito mais importante do que talvez pareça.

A partir daí, é possível fazer algumas constatações desagradáveis talvez, mas difíceis de contornar. Mesmo que com claro viés conservador e direitista (a proposta de resgatar velhos valores supostamente destroçados pelo petismo, por ex, é clara), as manifestações de 15 de março guardam mais semelhanças com as de 2013 do que muitos gostariam. Nas jornadas de junho, a insatisfação com o atual governo também estava presente: exigia-se (ou, ao menos, o núcleo mais politizado daqueles protestos exigia) uma guinada à esquerda por parte de Dilma e do PT. O que, como sabemos, não ocorreu.

Com o fracasso de suas tímidas iniciativas e de seu equivocado repúdio aos protestos de 2013, o PT alienou os que ainda nutriam simpatia ou respeito por ele, ao mesmo tempo que atraiu para si a indignação antes difusa de dois anos atrás. Um movimento que os setores à direita, nas suas mais diferentes formas, compreenderam e, de certo modo, souberam antecipar e, depois, direcionar.

O resultado: perdemos — nós, a esquerda — a disputa pelas consciências que em 2013 ensaiaram uma politização. Agora, elas pensam com o ideário conservador, que vê no PT um símbolo de toda a esquerda. E os protestos que pareceram um novo fôlego esquerdista agora se voltam, menos de dois anos depois, contra essa mesma esquerda, dispostos a esmagá-la. Porque é essa a associação feita de forma incansável pelos setores mais à direita: o PT é a esquerda, e a esquerda é o mal. E cada vez mais pessoas acreditam sinceramente nisso.

É por ter perdido essa luta que a esquerda, agora, vê-se confrontada com um grito cada vez mais alto por uma solução totalitária — que está nos protestos mas, não se enganem, vai muito além. Enquanto falham as esquerdas em propor um caminho para superar a falência de nosso atual pacto republicano, as alas conservadoras e de extrema-direita trazem a sua solução — simples, aparentemente fácil e de efeito supostamente imediato. E ganham adeptos. Não é surpresa: quem deveria propor uma alternativa democrática e de transformação (a esquerda) fracassa ao não fazê-lo.

Qualquer enfrentamento a esse cenário vai além de uma defesa simples, ainda que enfática e necessária, da legalidade do atual mandato de Dilma Rousseff. E certamente não passa por suspender, mesmo que temporariamente, as críticas à esquerda ao governo. Penso que é preciso, antes de tudo, um enfrentamento imediato e total da pseudo-alternativa antidemocrática — e, junto com essa oposição, um apontamento claro dos problemas inerentes ao atual modelo político brasileiro, e que corroem por dentro o mandato de Dilma de forma aparentemente irreversível. Em resumo, um esforço para a construção de uma alternativa democrática, que não rompa e não tolere rompimento com a democracia — luta que, e isso está mais claro do que nunca, precisa vir de fora do Executivo e de fora do Congresso. Ou alguém acredita mesmo que os nobres parlamentares possam (ou melhor dizendo, que desejem) promover uma reforma política realmente capaz de encarar o tamanho do desafio que se desenha?

Eis a encruzilhada da esquerda brasileira. A esquerda não é o PT: em muitos sentidos o repudia, ainda que vá se erguer ao lado dele caso a alternativa golpista seja de fato posta à mesa. Incapaz de identificar-se de fato com qualquer um dos lados em disputa, será preciso abordar a questão pelo lado de fora e, a partir daí, enxergar qual é a sua luta — não pelo PT, não contra o PT, mas pelos direitos fundamentais e pelas bandeiras históricas da esquerda, em um ambiente distante de qualquer arroubo fascista. Essa é a luta possível, e mais: essa é a luta que de fato interessa.

Souza deve estrear hoje pelo Papão

O Papão abre nesta quarta-feira (18), às 21h30, a sua campanha na Copa do Brasil 2015. O compromisso contra o Águia Negra-MS, em jogo de ida pela primeira fase, está cercado de expectativa pela importância da competição. O técnico Dado Cavalcanti (foto), mesmo avaliando as dificuldades a serem enfrentadas, garante que o grupo bicolor está preparado para encarar e tentar vencer o time sul-matogrossense. A novidade na equipe, além da manutenção do zagueiro Marquinhos, é a estreia do centroavante Souza, que deve ser lançado ao longo da partida.

unnamed (86)“Sabemos que o jogo de hoje não será fácil. Sabemos que o forte do nosso adversário é o conjunto, pois eles já jogam juntos há um bom tempo, muito próximos um do outro e vamos enfrentar este adversário no campo deles, um campo pequeno com gramado alto, que pode fazer com que o jogo fique mais truncado ainda, mas estamos preparados”, garantiu. O comandante bicolor ressalta que a missão não será fácil e prega respeito ao adversário desta noite. “Nós fizemos um trabalho de recuperação dos atletas, na base da conversa tentamos corrigir e melhorar nossa equipe para que possamos entrar forte neste jogo”, explicou Dado.

VANTAGEM 

O Paysandu pode se classificar à próxima fase caso vença o Águia Negra por dois ou mais gols de diferença. Se isso não ocorrer, o segundo confronto será no dia 1º de abril, no estádio da Curuzu, em Belém, às 20h30. (Com informações do DOL)

Clubes podem refinanciar dívidas em 240 meses

DA FOLHA DE SP

O governo decidiu ceder a um apelo dos clubes de futebol e resolveu manter em 240 meses o prazo para que os times possam refinanciar as suas dívidas com a União. A decisão foi anunciada na tarde desta terça-feira (17) após reunião de ministros e líderes da base aliada na Casa Civil em que fecharam o texto da medida provisória que reforma o futebol brasileiro.

O governo defendia que a dívida dos clubes fosse parcelada em até 180 meses uma entrada de 10% sobre a dívida de cada um. Dados extraoficiais utilizados pelo Planalto indicam passivo de R$ 4 bilhões, a maior parte com o INSS e o FGTS.

A MP foi um dos temas discutidos em um café da manhã com com o vice-presidente Michel Temer, os ministros Aloízio Mercadante (Casa Civil), Pepe Vargas (Relações Institucionais) e Hilton, e líderes da base aliada na Câmara. Segundo interlocutores, o Ministério da Fazenda finalizou o texto na manhã desta terça e por isso não houve tempo hábil para apresentar a proposta aos deputados.

Reportagem da Folha de S.Paulo desta terça mostra que o texto estabelece que os presidentes de clubes passarão a ter mandato limitado em quatro anos, prorrogável por igual período. Estarão, ainda, sujeitos à responsabilização civil e criminal em caso de gestão temerária.

A agremiação que aderir ao Refis (programa de refinanciamento) e não honrar as parcelas do programa, ou contrair novas dívidas junto ao poder público, pode ser até rebaixada de série. Na visão do governo, somente uma penalidade dessa natureza é capaz de fazer com que clubes entrem na linha.

A batalha leonina

POR GERSON NOGUEIRA

O que menos ajuda o Remo a esta altura do pagode é ficar se lamuriando pelo que deixou de fazer ou pelo que não soube ganhar. Um exemplo: viúvas azulinas de Mazola Jr. cornetam que a caminhada de volta à Série D seria mais tranquila sob a batuta do marqueteiro treinador.

Está aí um troço que nunca se irá saber, pois Mazola está no Botafogo de Ribeirão e o Remo é comandado por Zé Teodoro, um técnico muito mais credenciado e vencedor. Num esporte cheio de variáveis como o futebol, não significa que Zé vá dar jeito na situação azulina, mas fatos são fatos – e precisam ser ditos.

unnamed (25)Na verdade, o dilema remista é bem mais profundo do que esses bate-bocas inócuos de mesa de bar ou resenhas de escritório, que costumam decretar bobamente que os males do clube passam por “ciúme de homem” ou vaidade excessiva entre a cartolagem. Ciumadas são normais, seja em ajuntamentos masculinos ou femininos. É claro que não respondem pela sinuca de bico em que o Remo está metido há uma década.

Sim, porque o Remo está sem vencer algo realmente relevante desde o Campeonato Brasileiro da Série C em 2005. E naquela época havia muita desavença internas. Ainda assim, com esforço de alguns poucos e aquela faísca de sorte que segue os vencedores, o time derrotou todos os obstáculos, inclusive suas próprias limitações.

Desde então, o que fez o clube? Desfez elencos a cada seis meses, trocando de técnicos em espaço ainda menor de tempo. Abandonou a política de revelar jogadores e garimpar reforços regionais. Naquele time de dez anos atrás, pontificavam peças genuinamente paraenses, como Landu, Magrão, Marquinhos Belém e Márcio. Não eram peças questionadas, eram titulares.

A rotina do clube tem sido a de abrir mão dos bons valores, quase sempre de graça ou a preço de banana. São raros os casos de bons atletas revelados (Deus sabe como…) que foram aproveitados. Parece repetitivo, mas está aí a raiz de todos os problemas. A cartilha é obrigatória: todo time que luta contra a falta de patrocínio e as dificuldades normais das competições deficitárias precisa investir tudo na formação de jogadores.

De 2010 pra cá, o Remo já perdeu muita gente que poderia ter pelo menos significado lucro para os cofres do clube. Cicinho, Tiago Cametá, Betinho, Héliton, Rodrigo e Jonathan saíram de graça. Roni, Alex Ruan, Igor João e Sílvio são as exceções no time atual, embora até mesmo Roni quase tenha saído no final de 2014. E ele é simplesmente o melhor atacante surgido no Baenão nos últimos anos.

É esta realidade que o Remo precisa encarar de frente e fazer o possível para não repetir erros tão absurdos e recorrentes. Para tanto, a nova diretoria precisará, além de vitórias em campo, contar com o apoio de conselheiros e colaboradores realmente engajados no projeto de recuperação do clube.

O primeiro passo é evitar as contratações amalucadas, de veteranos como Zé Soares e Leandrão, que só interessam aos empresários sabidos que rondam os clubes mal administrados. A partir daí, caberá ajustar as despesas, evitando gastar mais do que pode e esforçando-se para produzir receita, a partir da apaixonada torcida.

Quando isso tudo estiver encaminhado, o Remo poderá enfim olhar para jogos como o desta noite contra o Cametá com a serenidade necessária para entender que sua real grandeza. Isso significa que não pode jamais se comportar como um combinado formado às pressas e sem compromisso para ir conhecer as belezas do Baixo Tocantins. Grandes clubes são confiantes e se impõem sempre, joguem aqui ou na Indochina.

———————————————————-

O apito ainda é dos mais espertos

Robinho, com aquele cartaz de não ter ganho nada como atleta de fama internacional, forçou um árbitro fraco a marcar pênalti inexistente contra o Londrina, ontem à noite. O árbitro Paulo Salmázio acompanhava o lance, como todo mundo no estádio, percebendo que a bola bateu no ombro do zagueiro. Robinho gritou pedindo o pênalti e o apitador convenceu-se em questão de segundos de não ter visto o que viu.

Milagres da reflexão forçada.

Robinho, então, sem o menor pudor, foi lá e mandou a bola para as redes. Um pequeno assalto à verdade dos fatos, mais um neste país em que os fatos e a constatação das verdades são atirados nas lixeiras em nome da esperteza que satisfaz a fome imediata.

Enfim, vida que segue.

———————————————————–

Manto bicolor remete à glória dos anos 40

Com um uniforme que resgata a estética da gloriosa camisa envergada pelo Esquadrão de Aço do período de 1939 a 1947, responsável pelo pentacampeonato e a histórica goleada de 7 a 0 sobre o maior rival, o Papão está de roupa nova.

Para quem estranhou o azul mais fechado nas tradicionais listras verticais, a explicação é simples: o primeiro uniforme resgata o azul royal utilizado nos anos 40. O azul-celeste atual foi abraçado definitivamente a partir da década de 60.

Do Brasil todo, torcedores de outros clubes aplaudiram a beleza do novo manto bicolor, atestando o acerto da Puma no design escolhido. Aplausos mais do que merecidos e correspondentes à grandeza da festa que teve Viviane Araújo como garota-propaganda, anteontem à noite.

———————————————————–

Dewson barrado no Re-Pa

Ao contrário do que se imaginava, o Re-Pa do dia 29 pelo Parazão não terá arbitragem local. A pedido do Papão, encaminhado na tarde de ontem à federação, o trio Fifa deverá ser de outro Estado. Curiosamente, o paraense Dewson Freitas não estará no comando, se prevalecer a vontade dos dirigentes.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 18)