Remo apresenta reforço para o meio-campo

unnamed (45)

Já está integrado ao elenco e até já treinou  o primeiro dos dois reforços que o Remo deve inscrever no Campeonato Paraense: trata-se do meia-esquerda Mateus Carioca, natural de Cordeiro (RJ) e que iniciou carreira nas divisões de base do Grêmio. Ele disputava o Campeonato Gaúcho pelo Novo Hamburgo quando acertou transferência para o Leão. Mateus (foto) é uma indicação do técnico Zé Teodoro para tornar ainda mais ofensivo o meio-campo azulino, que já conta com Eduardo Ramos e Bismarck.

Quanto ao segundo reforço, o técnico Zé Teodoro e o gerente Fred Gomes não deram pistas. “Temos a opção do Siloé (atacante), mas é um caso complicado, porque o clube que ele está jogando caiu na tabela, daí a diretoria de lá dificultou a saída dele, pois tinha sido contratado justamente como esperança do time. Esperamos fechar os nomes até sexta-feira”, comentou Fred.

unnamed

Uma outra novidade no treino remista desta quarta-feira foi o atacante Roni, que estava lesionado e desfalcou a equipe no jogo contra o Princesa-AM na semana passada. Já em movimentação, Roni ainda não tem presença confirmada no time para a estreia no returno do Parazão, domingo, diante do Tapajós. Alvo de boatos sobre uma possível transferência para o Santos, o jogador foi bastante festejado pelos torcedores presentes ao estádio Evandro Almeida. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

F1, na era da coxinização, enfrenta séria crise

B_1VhL_XEAE786u

POR RODRIGO BORGES, NO ESPORTE FINO

Nunca chamei a Fórmula 1 de “circo”. Acho feio, embora entenda o conceito. Mas desde o fim dos anos 1990, quando a categoria começou um processo de modernização – para o bem e para o mal – a palavra passou a fazer menos sentido ainda. Bilhões de dólares são despejados anualmente em carros cada vez mais recheados de tecnologia, boa parte dela desnecessária, e corridas foram para lugares estranhos ao automobilismo (mas cheios de grana), como China, Malásia, Rússia e Abu Dhabi.

Esta modernização, que fez da Fórmula 1 uma categoria coxinha, elevou os custos às alturas e a mergulhou em uma crise. Cheia de pose com seus convidados ricos e famosos, marcas importantes envolvidas, diretores de marketing e aspones correndo pelo paddock, mesmo com o cheiro de óleo, gasolina e borracha disputando espaço com perfumes Chanel e Dior, uma equipe acabou e várias outras estão anêmicas.

O grid que alinhará em 2015 só foi conhecido na segunda-feira (9), seis dias antes da prova de abertura, quando a Manor Marussia anunciou que o espanhol Roberto Merhi será um de seus titulares. Marussia que não se sabia se realmente correria e tampouco se sabe se conseguirá chegar ao fim da temporada. O carro do time foi feito às pressas depois que seu pedido para correr com o modelo do ano passado foi negado pelas demais equipes. Será o desastre da temporada.

Equipes pequenas sempre foram um charme da Fórmula 1 – os que têm mais de 30 anos se lembrarão rapidamente de marcas como Arrows, ATS, Coloni, Eurobrun, Onyx, Osella e a inesquecível Minardi, entre tantas outras. Hoje, estas pequenas ou nanicas viraram mendigos em meio às milionárias Mercedes, Red Bull, Ferrari e McLaren. Como lembra Victor Martins no Grande Prêmio, Force India, Sauber e Lotus tiveram problemas para aprontar os carros para os testes de inverno, parte fundamental para o desempenho das equipes no campeonato. Está cada vez mais caro manter um time. Motores agora são “unidades de força”, para não falar nas dezenas de botões no volante e um mundo de siglas como kers e DRS. A F-1 não é mais para torcedores leigos.

B_1dGI3UcAEGLzWSe as equipes estão cercadas de incertezas, o calendário também tem problemas. Sua primeira versão indicava a realização do GP da Coreia do Sul, para surpresa até dos organizadores, que não contavam mais com a inclusão da prova. Foi retirada. O GP da Alemanha, de gigantesca tradição, também corre risco. Nürburgring não chegou a um acordo com Bernie Ecclestone, o “dono” da categoria, e, se a corrida de 19 de julho não for para Hockenheim, é possível que não seja realizada.

E Ecclestone, que responde por toda a parte comercial da Fórmula 1, não parece se importar com o momento de fragilidade de seu produto. A pose está lá, marcas importantes também. E, afinal, quem se importa se apenas 20 carros alinharão no grid do GP da Austrália e sabe-se lá quantos terminarão a temporada? Quem se importa se a Alemanha pode ficar de fora, se França, Argentina, Portugal e Holanda, tão tradicionais, estão alijadas do calendário? Quem se importa com as equipes pequenas? Chanel e Dior ainda circulam pelo paddock, países sem tradição ainda pagam dezenas de milhões de dólares todos os anos para terem suas corridas. Ainda há camarotes com ar condicionado com mesas cheias de empadinhas e garrafas de uísque à vontade.

Mas, se a competição continuar minguando, toda a festa em torno dela vai desmoronar. Na verdade, já está desmoronando. Ainda é tempo de salvar, mas é preciso que alguma providência urgente seja tomada. E Bernie não parece preocupado ou talvez não veja que sua festa de gala está virando mesmo um circo.

Em 2018, não agora

POR LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA, EM ‘O GLOBO’

O Brasil vive um momento cheio de contradições. No curto prazo há um grave problema econômico causado por um enorme e crescente déficit em conta-corrente, que está aumentando o endividamento do país e o ameaça com uma crise de balanço de pagamentos, e uma crise de confiança interna que resulta do superávit primário que se tornou negativo e da inflação que aumentou.

No longo prazo, o quadro econômico é mais grave. Um país cujo crescimento per capita foi de 4,1% ao ano entre 1950 e 1980, passou a crescer menos do que 1% desde 1980. Está quase estagnado.

Igualmente preocupante é a crise política que está paralisando o governo. Essa crise começou em 2013, quando aos erros do governo na área econômica e ao baixo crescimento somou-se o mensalão. A partir desse momento, os ricos, inclusive a alta classe média, que não estavam satisfeitos com a clara preferência pelos pobres revelada pelo governo em um tempo de baixo crescimento, passaram a olhar o PT e a presidente não mais como adversários, mas como inimigos, e nos vimos diante de uma coisa surpreendente: o ódio substituindo o desacordo e a crítica.

Entretanto, não obstante o desgaste que estava sofrendo por boas e más razões, a presidente foi reeleita. Ganhou por uma pequena diferença, contando principalmente com o apoio dos pobres. Contou, portanto, com o apoio daqueles que têm um voto — e não com o apoio da sociedade civil, ou seja, da soma daqueles cujo poder é ponderado pelo dinheiro, pelo conhecimento e pela capacidade de comunicação e organização que cada um tem.

Ora, o poder real em uma sociedade moderna está na sociedade civil, não no povo, o que configura uma crise política grave. Mas uma crise que pode e deve ser administrada. A sociedade civil, em particular os ricos e a oposição política, precisa assumir sua responsabilidade para com a nação, aceitar a derrota nas eleições e voltar a ajudar o país a ser governado, em vez de falar em impeachment ou em tentar inviabilizar o governo. O próximo embate eleitoral é em 2018, não é agora.

(*) Luiz Carlos Bresser-Pereira é ex-ministro dos governos José Sarney e Fernando Henrique

Torcida Papão Manaus faz Carreata da Amizade

11043013_845916405477813_7902522316644772766_nA torcida Papão Manaus, que reúne paraenses radicados na capital amazonense, tomou a iniciativa de convocar as torcidas do Nacional para realizar conjuntamente a Carreata da Amizade. “A paz é para todos, é construção de todos. A paz não se consagra somente pelo combate a violência, mas pelo sentimento de solidariedade, fraternidade e harmonia entre indivíduos”, diz Bruno Maia, presidente da Papão Manaus. A torcida promove a Carreata da Amizade “para selar a payxão pelo nosso time, respeitando o direito de cada torcedor. Vamos mostrar que a torcida Papão Manaus é contra a violência e defende a diversidade cultural entre as torcidas. Neste intuito, vamos nos concentrar na Praça da Saudade, em Manaus, neste domingo dia 15/03, às 9h, onde juntamente com outras torcidas, que aderirem ao manifesto da paz, celebraremos este grande exemplo para o resto do Brasil”.

Ao final da carreata, a torcida se dirigirá ao Espaço Bicolor para um almoço tipicamente paraense. A nossa turma da Papão Manaus vai mobilizar a cidade para o jogo dia 22, contra o Nacional. “Iremos ao aeroporto receber o time e estamos preparando uma grande festa na Arena da Amazônia. Somos uma torcida familiar, reunindo esposas e filhos dos integrantes. Não somos aliados de nenhuma torcida e nem rivalizamos com ninguém. Somos torcedores do Paysandu que vão ao estádio ou se reúnem na frente da TV para vibrar com o time, mandando energias positivas”, destaca Bruno.