O Brasil explica a si mesmo

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POR MINO CARTA

O general De Gaulle não tinha uma boa opinião a nosso respeito. Disse um dia: “O Brasil não é um país sério”. Meu pai dissera algo mais preciso bem antes do que ele, começos da década de 50: “A situação aqui é sempre grave, nunca séria”. Tudo depende do significado que se atribui ao qualificativo. Vejamos. A crise política, econômica e social que o País enfrenta agora é seriíssima.

Poderia ser de outra maneira? É como se estivéssemos a colher mais uma prova da incompatibilidade entre Brasil, democracia autêntica e senso republicano. Por isso, mesmo a gravidade do momento carece, de certa forma, de seriedade por resultar da pequenez moral e intelectual das personagens que a precipitam.

A nação paga por sua imaturidade, por uma espécie de incapacidade orgânica de sair da Idade Média em que cuidou de mantê-la a dita elite. Ou, por outra, de absorver a contento a ideia de democracia, a partir dos pressupostos básicos, essenciais, que a viabilizam. Um celebrado sociólogo, professor universitário, aponta as manifestações de domingo como prova da nossa pujante democracia. Só mesmo Deus haverá de apiedar-se da alma dele.

O mestre, uspiano aliás, não é exemplo isolado. Longe disso, a ignorância campeia mesmo nos mais elevados patamares da cultura nativa. Falei, porém, em nação, e sequer nação ela é, na acepção correta. Sabemos que o País foi excepcionalmente favorecido pela natureza. Haveríamos de entender por que não esteve à altura da dádiva. A única certeza em matéria: o povo é a vítima coral do inesgotável instinto de predação dos donos do poder.

Momentos houve, a deixarem transparecer o anseio de democracia, primeiro as manifestações fluviais das Diretas Já, depois as eleições de Lula e Dilma, sem exclusão da segunda em outubro do ano passado. As esperanças de 1984 naufragaram no Congresso e o povo teve de se conformar com as indiretas de 85, a celebrar pretensamente a redemocratização onde a democracia jamais foi praticada. Quando se apresentou a possibilidade de que o processo de modernização social pudesse finalmente ser encaminhado, desabou o golpe de 64.

Figueiredo saiu pelos fundos do Planalto em março de 85, mas o que se deu em seguida não foi o retorno às esperanças da quadra espraiada entre o mandato de Getúlio eleito em 1950 e o golpe civil-militar, que muitos, até anteontem, chamavam de revolução. Perdão, com erre grande. As mudanças pelas quais o mundo passou influenciaram a situação do Brasil e da América Latina, desde o declínio avançado do império soviético até o fracasso norte-americano no Vietnã, desde o primeiro choque do petróleo até a candidatura da China a protagonista da cena global. Etc. etc., não custa averiguar.

O Brasil, por seu lado, retomou o andante de uma política de cartas marcadas, de uma desigualdade social sem par e de uma economia baseada em boa parte na exportação tradicional de commodities. Daí, um solavanco. Um ex-metalúrgico, fundador e líder do Partido dos Trabalhadores, ganha as eleições de 2002 e desfaz outra tradição, a dos presidentes bacharéis engravatados. O destino é generoso com Lula, ele não deixa de sê-lo com o próprio destino. Faz algumas concessões, algo assim como pagar o preço de um começo de política social nunca dantes navegada, capaz de tirar da miséria milhões e milhões de brasileiros, conquanto não lhes propicie automaticamente a consciência da cidadania.

A situação econômica mundial favorece o ex-sapo barbudo, capaz de vencer batalhas muito duras para figurar ao cabo de dois mandatos como o presidente brasileiro mais popular de todos os tempos, justo prêmio para quem fez o melhor governo dos tempos todos. Como era de se esperar, ao contrário de Fernando Henrique Cardoso, faz seu sucessor, ou seja, sua sucessora. Os tempos globais mudaram, entretanto, o neoliberalismo atingiu muitos dos seus objetivos devastadores, e promete alcançar outros, quem sabe letais. Neste contexto internacional há de ser analisado o governo de Dilma Rousseff, enquanto o cenário nacional, a partir de 2003, em nome da chamada governabilidade, impõe a incômoda aliança com o PMDB. O qual, como disse o vice-presidente Michel Temer, antes do último pleito, com outras palavras, mas com sentido solar, apoia quem for poder. Arlequim da política.

E o PT? O partido conduziu Lula ao governo e no governo porta-se como todos os demais, conforme as regras useiras deste nosso tempo medieval, sem detrimento do uso de computadores e celulares cada vez mais sofisticados. Bem disse a presidenta, a corrupção é senhora idosa. Espanta, porém, que o PT a mantenha em vida com dedicação total. Basta isso para explicar os dias de hoje? O vácuo de poder, a falta de liderança, a nau desgovernada? É o próprio Brasil que explica a si mesmo.

Quando na noite de domingo 15 despontam no vídeo os ministros Cardozo e Rossetto, fiquei entre atônito e perplexo. Dois pobres-diabos, diria meu pai, aquele que falou antes de De Gaulle. Pergunto-me o que faria, nas mesmas circunstâncias, um estadista, e nem ouso falar de um Churchill ou de um Roosevelt. No entanto, imaginar que figuras tamanhas possam medrar entre nós é sonho impossível. Pois é. Ouvimos palavras inúteis, melhor seria não pronunciá-las. Sem dizer de Cardozo, e do seu currículo, a incluir serviços advocatícios a favor de Daniel Dantas, e também políticos, ao conduzir o então predecessor Márcio Thomaz Bastos para um jantar na casa do “democrata” Heráclito Fortes em companhia do banqueiro do Opportunity. Ano de 2005, e não perco tempo para ilustrar as intermináveis façanhas de Dantas. Sublinho, apenas: não é extraordinariamente brasileiro aquele jantar?

Não me detenho em Cardozo, chamo atenção para as falhas da presidenta na escolha dos seus principais colaboradores. E na incapacidade geral de mudar as fórmulas e renovar as estratégias. De recorrer a receitas ditadas pela imaginação, pela pontual interpretação dos eventos. Nada disso, não se escapa aos panos quentes e à tentativa de seduzir à velha maneira o inimigo figadal. Deste ponto de vista, o documento da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, secreto e brasileiramente vazado, é peça exemplar. Sugere-se ali, como tentativa de antídoto, aumentar o volume de publicidade governista na mídia paulista, por ser São Paulo o epicentro das manifestações anti-Dilma. Donde, trata-se de apaziguar pretensos jornalistas e seus empregadores ao som do vil metal, em vez de brindá-la com aquilo que merece. O fim do monopólio e do oligopólio midiáticos, como é próprio de uma verdadeira democracia.

É do conhecimento até do mundo mineral que a mídia nativa assumiu há muito tempo o papel de oposição, e foi decisiva para asmarchas antidemocráticas de domingo 15. A secundar os interesses da minoria privilegiada e a se aproveitar, em larga medida, da credulidade, do espírito de imitação, da vocação festeira de inúmeros brasileiros. Atente para aquilo que haveria de ser óbvio, senhora presidenta: é a mesma mídia que está a transformar em heróis os senhores do PMDB que no momento controlam o Congresso e, se permitir, o seu próprio destino, muito antes do que o PSDB. Herói, este sim, e sublinho a palavra, é Cid Gomes, já ex-ministro da Educação, mal chegado ao posto. Saído do governo por obra da pressão peemedebista, réu por ter dito a sacrossanta verdade. Brasileiro raro, brasileiro destemido, fiel aos princípios que declara com a devida nitidez e sem hesitação, e com insólito espírito público.

Gomes é atípico. Típicas da desfaçatez e da hipocrisia dos donos do poder são as manchetes do Globo e do Estadão de segunda 16. Ambos os jornalões evocam as manifestações das Diretas Já em São Paulo, dia 25 de janeiro de 1984, aniversário da cidade. Apinhou a Praça da Sé com 500 mil sonhadores da democracia, contra a vontade dos mesmos Globo e Estadão, críticos ferozes do movimento. Naquela tarde, os repórteres globais tiveram de se manter afastados da praça, a bem de sua incolumidade física. De noite, uma perua da emissora foi incendiada na Avenida Paulista.

Tratava-se da vanguarda de uma imprensa que implorou o golpe de 64 e o apoiou até o fim, com grandes benefícios sobretudo para a Vênus Platinada, que os teve também na redemocratização de fancaria. O Brasil de 2015 não é o de 64. Como illo tempore, de todo modo, chances de diálogo não há. E nunca houve. O que talvez hoje se verifique é uma perspectiva de radicalização. Nem por isso o desfecho desta crise torna-se previsível. A radicalização é evidente, aonde leva não se sabe, mesmo porque as tendências habituais de leniência e resignação estão no DNA do País.

Se Dilma busca a costumeira conciliação das elites, ao nomear Joaquim Levy para a Fazenda, ou fazer de Rossetto e Cardozo seus porta-vozes, ou a cumular de publicidade a mídia paulista, ou ao anunciar programas anticorrupção, ou ao facilitar a saída de Cid Gomes do seu ministério, está profunda e irremediavelmente errada.

Artistas e celebridades na lista secreta do Suiçalão

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Celebridades da TV Globo, além de cineastas, escritores e músicos do Brasil, foram citados no caso das contas secretas mantidas no HSBC da Suíça. Aparecem entre eles apresentador Jô Soares, dos atores Maitê Proença, Claudia Raia e Edson Celulari, além da família de Jorge Amado e o cineasta Andrew Waddington, com seu irmão Ricardo Waddington, que hoje é diretor da TV Globo.

Segundo análise do jornal ‘O Globo’, em parceria com o jornalista Fernando Rodrigues, com exceção de Jô Soares e Ricardo Waddington, os artistas e intelectuais listados nas planilhas do HSBC de Genebra desenvolveram ou participaram trabalhos financiados, em parte, por dinheiro de fomento à cultura.

Na época investigada pelo caso Swissleaks, as contas de Jô Soares e de Andrucha apareciam sem saldo.
Em 2006/2007, Maitê tinha US$ 585,2 mil em seu nome. Marília, por sua vez, aparece com US$ 834 mil. O então casal de atores, mantinha conta conjunta de US$ 135,7 mil.

As celebridades em questão afirmaram não ter ciência de qualquer conta no banco suíço ou ter realizado todas as operações financeiras de forma legal. (Do Brasil247)

Fenômeno climático e arbitral no Rio

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É realmente um fato histórico o invencível Mengão vencer sem a ajuda de seus árbitros. Fato tão inaudito e raro provocou um temporal de proporções épicas no Rio de Janeiro. Parabéns ao jornal Meia-Hora, que produziu uma capa hilária e histórica, reconhecendo o poder do “Departamento de Árbitros” do pacífico e ordeiro clube, também denominado por seus humildes e pacatos torcedores de “NaSSão… sem noção”. (Postado por Zatonio Lahud no Facebook)

O marketing do ódio e o fim da política

POR GUILHERME SPADINI

O marketing político é um dos maiores entraves à democracia que enfrentamos atualmente, e não damos suficiente atenção ao fenômeno. Explico. Um pré-requisito básico para toda sociedade que tenha a liberdade como um valor é a crença na capacidade de seus indivíduos de tomar decisões.

n-SUIT-COLLAGE-largeSe essas decisões são realmente livres, é uma dúvida genuína. Em neurociência, sabemos muito bem que decisões são influenciadas por diversos fatores inconscientes. Em sociologia, propõe-se que classe social, ou estruturas de poder, determinam nossas decisões. Mas, mesmo assim, repito: é um pré-requisito da sociedade livre que confiemos na capacidade das pessoas de tomar decisões. Sem isso, sempre haverá alguém, ou algum grupo, que se sentirá no direito de decidir por elas.

Por isso, em uma tal sociedade livre, em que ninguém tem o direito de impor suas ideias, o convencimento é a forma legítima de arregimentar simpatia. Eu não posso proibir ninguém de levantar uma faixa “Intervenção Militar”, nem “Fica Dilma”, mas posso tentar convencê-los a mudar de ideia.

Os gregos antigos – que estavam longe de uma sociedade livre, mas tinham seu arremedo de democracia – já reconheciam isso. Os famosos sofistas, adversários de Sócrates nos “Diálogos”, eram os especialistas da época em convencimento. Lecionavam a arte da retórica: o uso de argumentos não com fins à verdade, como faria a filosofia, mas para vencer discussões e convencer as massas. Os sofistas eram muito valorizados. Fazia parte da boa educação do homem público aprender a discursar e torcer a lógica a seu favor.

Os truques sofistas ainda são usados, mas, hoje, são parte pequena do arsenal do convencimento. O marketing é toda uma ciência e uma arte que vem se desenvolvendo e profissionalizando há décadas com o objetivo de convencer pessoas. Seu uso político, ubíquo e óbvio, é uma ameaça silenciosa.

O marketing político acaba com qualquer possibilidade de discussão de ideias. Nenhum candidato pode vir a público falar o que pensa. Antes tem de passar pelo crivo do marqueteiro: que roupa pode usar, qual o tipo de música da campanha, qual a plataforma a ser defendida, o corte de cabelo, a cor do fundo, o lado em que bate a luz. Como saber em que alguém realmente acredita? É impossível! Como escreveu Vargas Llosa:

“A política passou por uma banalização (…), o que significa que nela a publicidade e seus slogans, lugares-comuns, frivolidades, modas e manias, ocupam quase inteiramente a atividade antes dedicada a razões, programas, ideias e doutrinas. O político de nossos dias (…) será obrigado a dar atenção primordial ao gesto e à forma, que importam mais que valores, convicções e princípios”.*

Isso já é grave o suficiente, por substituir a política pelo espetáculo, e por criar uma aura de falsidade e desesperança que contamina nossa experiência da vida pública. Mas, ainda pior, isso subverte o pré-requisito básico da sociedade livre. Quando o uso de artifícios de marketing se torna fundamental, deixamos de confiar na capacidade de decisão dos indivíduos. Paira dúvida sobre a legitimidade da voz pública, que acreditamos estar cooptada por ilusões publicitárias. É a vitória final da forma sobre o conteúdo, que acontece na cultura em geral, mas é gravíssima na política.

As estratégias de marketing funcionam porque, de fato, somos menos livres do que gostamos de imaginar. Elas são embasadas em conhecimentos científicos sobre o funcionamento da mente humana e como tomamos decisões. Ainda assim, ou confiamos na liberdade de cada indivíduo, e a respeitamos como um valor, ou acaba a democracia. É uma questão de ética, não de ciência.

Estamos vivendo um fenômeno político no Brasil. Especialmente desde as manifestações de 2013, e ainda mais desde as últimas eleições. Tem-se a impressão de que voltamos a dar valor à política, a debater e sair às ruas. Mas nada disso ocorre de fato. Quase dois milhões de pessoas na rua é a voz legítima de alguma coisa, mas ninguém sabe ainda de quê. Dois milhões fizeram um belo espetáculo, mas será que fizeram política?

Agora, se o marketing político não vende ideias, se o seu produto não é a política propriamente dita, o que ele vende então? Simples: ódio. Um dos produtos mais fáceis de se vender, e que nós estamos comprando como se fosse o último smartphone. Para quem é de esquerda, nada mais óbvio do que o ódio destilado nas últimas manifestações: a ditadura, a ultra direita, os xingamentos contra Dilma; para quem é de direita, nada mais óbvio que o ódio promovido pelo PT: a luta de classes, a elite coxinha, Lula afirmando em palanque que Aécio pisaria em pobres. O que não fica óbvio para ninguém é o quanto esse marketing do ódio só serve para que ninguém fale de política. O governo, que se vende como progressista, contrário ao “poder da elite”, acusa o uso do ódio como forma de manutenção desse poder. Mas, obviamente, o governo está no poder, e usa o ódio da mesma forma. A quem serve o ódio, então? Ao governo ou à oposição? Aos pobres ou aos ricos? Aos conservadores ou aos progressistas? Serve a todos eles, só não serve para você, tonto, que é o consumidor final desse produto. Você compra achando que é política, mas leva totalitarismo.

E o que precisa para que o espetáculo desses dois milhões de pessoas insatisfeitas seja política de verdade? Precisa daquilo que mais aprendemos a odiar: políticos. Onde está a oposição? Onde está a tal da “terceira via”? Onde está Marina, por exemplo, a mais óbvia vítima do ódio político dos últimos tempos? Onde estão as pessoas que poderiam apontar novos caminhos?

Eu sei onde estão: reunidos com seus marqueteiros, esperando a opinião pública ficar mais clara para que eles possam correr atrás de popularidade. Enquanto for assim, a política está morta.
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*Em: A Civilização do Espetáculo. Mario Vargas Llosa. Objetiva, 2013 (p.44).

Arquibancada a R$ 50,00 no Re-Pa

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Os dirigentes de Remo e Paissandu decidiram fixar o preço dos ingressos (para arquibancada) em R$ 50,00 para o jogo do próximo domingo, 29, válido pelo returno do Parazão. Quem comprar antes de domingo, terá desconto de 20% e o ingresso cai para R$ 40,00. Serão disponibilizados, para cada clube, 17.500 ingressos. No Remo, a venda começa no Baenão e na sede social na sexta-feira. No Paissandu, também na sexta, a venda se concentra no estádio da Curuzu e na sede da avenida Nazaré.

Em comum acordo, o Sócio Torcedor de cada clube terá garantia de entrada normal pelo seu lado no estádio Jornalista Edgar Proença. Valores foram acertados pelas diretorias de Leão e Papão. O Remo é o mandante, mas, no clube, havia dirigente contrário a esse valor, temendo a época de chuvas e o fato de ser o primeiro de três clássicos seguidos. Além disso, o jogo terá transmissão direta na TV aberta (Cultura).

Na foto acima, dirigentes de Remo e Paissandu com o presidente da FPF, Antonio Carlos Nunes, e o vice, Maurício Bororó, depois da reunião que definiu os preços de ingressos para o clássico de domingo.

Opinião do blogueiro: tiro no pé. Re-Pa do Parazão é o menos decisivo dos três programados e clubes deveriam cobrar, no máximo, R$ 20,00 pelo ingresso (arquibancada). 

Zé Teodoro só fica se diretoria der garantias

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Depois do jogo de sábado, no Mangueirão, o técnico Zé Teodoro deixou claro que só fica no Baenão se a diretoria cumprir com suas responsabilidades. O pito teve endereço certo: a direção do clube. “Eu não posso me envolver na situação financeira do time. Tenho que resolver os assuntos dentro de campo. Essa é a hora de todos que fazem o Remo se unirem e não torcerem contra. Não é possível que o foco principal do Remo seja interrompido por atraso de salários. Só fico no Remo se a diretoria der condições”, afirmou em entrevista à Rádio Clube do Pará. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)