Morre baterista que inspirou canção do Paralamas

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POR JAMARI FRANÇA

O ex-baterista Vital Dias morreu hoje de câncer aos 53 anos, dois dias antes de seu aniversário, dia cinco de março. Apesar de ser chamado de o primeiro baterista dos Paralamas do Sucesso, ele nunca fez um show profissional com a banda. Ele participava dos ensaios esporádicos que aconteciam na casa de dona Ondina, avó de Bi Ribeiro. Ele conheceu Herbert Vianna e Bi no Curso Bahiense, de pré-vestibular, em 1978. Na entrevista que fiz com ele para a biografia Paralamas do Sucesso – Vamo Batê Lata ele me contou como foi:
“Eu me inscrevi no Curso Bahiense onde conheci eles, que já estavam desde o começo do ano. Entrei mais ou menos em abril/maio, era da mesma turma e aí, quando cheguei, já fui pra turma de trás, o Herbert assim tocando zona e o Bi acompanhando.”
Vital soube que eles tocavam, precisavam de um baterista, mas ele não tinha grana até que acabou comprando uma sarapa, de segunda mão, levada para a casa da Dona Ondina.Fala Vital:”a gente se encontrava assim uma vez ou outra, tipo quatro vezes num ano. O Herbert encontrava com o Bi porque a casa dos pais do Herbert era do lado da Vovó Ondina.”
Vital me contou que os encontros esporádicos fizeram com que fosse se desinteressando da banda, mais preocupado em arrumar trabalho e estudar, chegou até a vender a bateria. Quando Herbert e Bi arranjaram para tocar no intervalo de um festival na Rural, foram procurá-lo na Cefet e não acharam, daí quem tocou foi o baterista de uma banda local dedicada a covers dos Beatles, João Barone.
Daí em ensaios ficaram dividindo: “A gente tocava junto, chegava lá e ‘toca aí, agora você’. Então não é eu larguei uma coisa que poderia ter sido legal, porque não toquei profissionalmente em nenhum show. Nesse lance da Rural que eu não toquei e o Barone estava lá, a magia da coisa rolou”. O desinteresse de Vital foi aumentando, ele foi se afastando dos ensaios e Barone ficou como baterista definitivo.
Vital me contou que ouviu Vital e Sua Moto pela primeira vez quando o Herbert lhe mostrou pelo telefone. Ele disse que a letra tem algumas imprecisões: “Eu juntei uma grana e meu pai ajudou para eu comprar uma Honda 125, não tem aquilo do pai negar em comprar a moto. E esse negócio de dizer que minha prima estava na capital e é por isso que eu também vou, a prima era do Herbert, ele namorava ela e eu nem cheguei a conhecer”.

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A canção “Vital e sua Moto” foi o primeiro sucesso dos Paralamas. A canção abre o disco “Cinema Mudo”, disco de estreia da banda, em 1983:

Tribuna do torcedor

POR RENATA MARQUES

Grandes remistas, leiam com atenção esta mensagem. Escrevo isso às lágrimas, isso é muito forte, estou me expondo ao ridículo mas emocionada por escrever isto e pedir que possamos fazer algo em prol do nosso Clube do Remo. Tomei essa decisão por escutar agora (ontem) a Rádio Clube. Guilherme Guerreiro é uma pessoa ética e altamente profissional. Ele acaba de relatar algo na rádio que é desesperador. O mesmo falou até meio emocionado, e olha que dizem que ele é mucura. Disse que o Remo passa por um momento delicadíssimo e que podemos até fechar as portas, ser rebaixados e afundar de vez. Gente, vamos parar de nos iludir. Fomos enganados. A torcida precisa ajudar de alguma forma. Ninguém quer assumir o futebol. Essa gestão brigou com todo mundo, estão calados e estamos afundando em um barco furado. Nem Pirão quer assumir agora. Nosso clube precisa de ajuda, não existe MODERNIDADE e, sim, abandono. 

Cantor de rap ataca de empresário de jogadores

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Não é novidade que o cantor Gabriel, o Pensador é fã de futebol. Flamenguista, é figura frequente nas famosas peladas de fim de ano, onde exibe sua habilidade — ou a falta dela — com a bola nos pés. Sua carreira como empresário de jogador, porém, é das mais discretas do futebol brasileiro. Ou, pelo menos, era, até o início deste ano. Nos últimos dois meses, Gabriel decidiu mostrar mais a cara no meio esportivo e surpreendeu torcedores do Cruzeiro em duas oportunidades. Primeiro, quando deu o pontapé inicial na partida entre Shakhtar Donetsk e o time mineiro, no Mané Garrincha, em 25 de janeiro. Na ocasião, ninguém entendeu direito o porquê de o rapper ter começado o jogo. Somente no mês seguinte, quando o músico apareceu na Toca da Raposa, em Belo Horizonte, para dar um fim à novela Gabriel Xavier, desfez-se o mistério: o cantor encaminhava negociações para levar o meia, de 21 anos, para o Cruzeiro.

A consolidação do acerto com o atual bicampeão brasileiro é, provavelmente, o principal negócio de Pensador desde que ele iniciou a carreira no meio esportivo, há cinco anos. “O (Gabriel) Xavier é um jogador muito promissor, destacou-se na Portuguesa, mesmo na fase ruim da equipe, e vai crescer muito a partir de agora”, sustenta o músico, que precisa dividir o tempo entre shows, gravações e palestras. “É uma correria grande, mas eu gosto”, conta.
Com outros atletas em times da primeira divisão, mas todos em categorias de base, o cantor tem se dedicado cada vez mais à nova carreira, que começou ainda em 2009, em uma viagem a Portugal. Lá, ele se encontrou com o empresário Jorge Machado (agente de nomes famosos, como Tite, Vanderlei Luxemburgo, Alexandre Pato, Rafael Sóbis e outros). Numa conversa informal, o cantor aprendeu mais sobre negócios. “Achei tudo muito interessante. Na época, também, estava querendo ajudar o filho da minha empregada, que jogava bola. Aí, ele (Machado) surgiu com uma ideia legal”, explica.
Ao lado do empresário renomado, Gabriel promoveu uma peneira no Rio de Janeiro, na qual observou o filho da empregada e outros meninos. “Ali, vi que a coisa funcionava e comecei a levar mais a sério. Eu me dei conta de que tinha muitos contatos no ramo, com técnicos e outros jogadores, e pensei que poderia investir.”
Com cinco anos de experiência no ramo, ele se vê muito mais preparado para atuar com os atletas e confessa que até mudou de hábitos. “Antes, eu era muito passional. Agora, sou mais racional um pouco. Não me empolgo só com jogadores do Flamengo, por exemplo”, avalia.

Depois de tanto enganar na música, Gabriel vai deitar e rolar no futebol… tidizê…

Impeachment e contas secretas do HSBC

POR ROGÉRIO MARCOS J. SANTOS, NO BLOG DO MIRO

HSBCPlimPlimNeste final de semana foi ao ar uma longa reportagem da BBC, a TV pública inglesa, sobre as recentes descobertas das contas secretas do HSBC na Suíça. A BBC fez uma longa reportagem sobre a relação entre essas contas secretas e os crimes de evasão de divisas e sonegação com alguns nomes ingleses da lista. Os procurou, e como sempre, não quiseram falar. Mas os expôs. Fez o papel de uma imprensa livre, principalmente de uma imprensa não seletiva, que não vê tão somente os crimes de um lado dos lados da contenda.
Aliás, por ser TV pública certamente pode levar ao ar uma reportagem desse teor. Aqui, as poderosas TVs e revistas, justamente por terem nomes de seus diretores envolvidos, ou de amigos empresários sonegadores também envolvidos até o pescoço na lista dos brasileiros sonegadores que possuem estas contas na Suíça, não o podem. Perderiam as amizades e o enorme patrocínio do HSBC, ou até mesmo se exporiam e ficariam muito próximo de uma investigação mais séria.
Não há o mínimo interesse de divulgar o nomes dos brasileiros que que possuem estas contas secretas. Ao revés, há todo um interesse um esconder esses crimes, porque as contas secretas são de uma estirpe, mais do que especial, a mesma que sai as ruas pedindo ética, moralização política e impeachment da presidente. Nada mais execrável.
Quando em 1962 Habermas publicou “Mudança Estrutural da Esfera Pública”, estudando a fundo a origem da categoria da esfera pública, onde os indivíduos buscam a verdade fundada pela prática da discussão pública, mediante o uso da razão, certamente imaginava que com o tempo essa “esfera pública” seria cada vez mais comum e, com isso, mais profunda as discussões e mais provável que a sociedade chegasse mais próxima de um ideal de verdade com os seus resultados.
Mas, infelizmente todos esses objetivos de Habermas caem por terra quando a imprensa esconde da população algo que esta deveria saber, porque, ao não saber que mais de 8.000 brasileiros escondem o que sonegam no país e estes mesmos saem gritando contra o governo, pedindo ética, não dão a chance de ocorrer um debate minimamente fundado em argumentos contra e a favor dos dois lados, fazendo com que, como cordeiros, alguns saiam às ruas pedindo um impeachment e exaltando os lobos, em pele de cordeiro, mas com contas polpudas na Suíça.

* Rogério Marcos Jesus Santos é advogado em Brasília. 

Passando a navalha

POR PAULO HENRIQUE AMORIM

Notável jurisconsulto, Modesto Carvalhosa faz na Fel-lha coro com o professor Gandra, aquele do impítim meuzovo.

Carvalhosa acusa a Dilma de “crime de responsabilidade”.

Carvalhosa faz parte da equipe pioneira dos 1001 advogados do Daniel Dantas.

Deveria ter um pouco mais de pudor quando fala de corrupção.

Carvalhosa, Dantas, Gilmar e FHC, que mandou Gilmar para o Supremo – tudo a mesma sopa, diria o Mino Carta.

Clique aqui para ler o que disse o professor Dallari quando Fernando Henrique indicou Gilmar ao Supremo.

Sobre o impítim do FHC, veja no que deu, nas palavras do pai do Diogo Mainardi.