Papão abre vantagem, mas relaxa e empata

O Paissandu teve um início arrasador, em Rio Brilhante, ontem à noite. Logo aos 16 minutos de jogo já vencia por 2 a 0, gols de Bruno Veiga (aos 4 minutos) e Aylon (aos 16). Superior tecnicamente ao Águia Negra (MS), o Papão teve tudo para eliminar o jogo da volta. Ainda no primeiro tempo desperdiçou boas chances de ampliar com Pikachu e Bruno Veiga, mas relaxou no segundo tempo e permitiu o empate em 2 a 2. Tity, aos 21 minutos e Pikachu, contra, aos 24, determinaram o placar final.

O jogo de volta entre Papão e Águia Negra-MS está marcado para o dia 1º de abril, em Belém.

A renda foi de R$ 7.965,00, com 644 pagantes e 383 credenciados.

ÁGUIA NEGRA – Renan Moura; Josimar, Rafael Costa (João Marcos), Renan Carioca e Rodiney; Gilson Tucci, Abmael (Willian Leal), Alex e Júnior Borracha (Tity); Leandro Branco e Preto. Técnico: Chiquinho Lima.

PAISSANDU – Andrey; Yago Pikachu, William Alves, Marquinhos e Pablo; Augusto Recife, Radamés (Djalma), Jhonnatan e Carlinhos (Érico Júnior); Aylon (Souza) e Bruno Veiga. Técnico: Dado Cavalcanti.

Árbitro – Leonardo Zanon (PR). Assistentes – Pedro Christino e Victor Hugo dos Santos (PR).

Leão vence com golaço de Alberto

Com um golaço do volante Alberto, cobrando falta de longa distância aos 44 minutos, o Remo derrotou o Cametá e manteve a liderança do grupo AI do returno do Parazão, com 4 pontos. O jogo foi muito equilibrado, com ligeira superioridade azulina no primeiro tempo. Com boa atuação, Eduardo Ramos compensava a inoperância de Flávio Caça-Rato como substituto de Alex Ruan (contundido). Dadá também apareceu bem, guarnecendo a defesa e iniciando as jogadas no meio-campo.

Na etapa final, incentivado pela torcida, o Cametá começou atacando mais e criando situações de perigo. Apesar de usar três atacantes, o Remo dependia da criatividade de seus homens de meio, que nem sempre encontravam espaço para jogar. Aos 43 minutos do segundo tempo, o volante Vânderson tocou a bola com a mão e o árbitro Wasley do Couto assinalou a falta na intermediária do Cametá. Especialista em cobranças de falta, Alberto disparou um chute forte no ângulo direito do gol de Evandro.

O próximo jogo do Remo pelo Parazão será no dia 26 de março, no Mangueirão, contra o Gavião. No sábado, o Remo recebe o Princesa do Solimões (AM) pela Copa Verde.

A renda no Parque do Bacurau foi de R$ 33.260,00, com público pagante de 1.813 torcedores e 558 credenciados.

CAMETÁ – Evandro; Magno, Gil, Preto Barcarena e Souza; Vanderson, Paulo de Tárcio, Soares (Cassiano), Leandrinho e Flamel (Robinho); Tony Love. Técnico: Cacaio.

REMO – Fabiano; Levy, Ciro Sena, Igor João e Jadilson; Alberto, Dadá (Roni) e Eduardo Ramos; Bismark (Felipe Macena), Alex Ruan (Caça-Rato) e Val Barreto. Técnico: Zé Teodoro.

Cartões amarelos – Magno, Vânderson; Dadá, Val Barreto, Caça-Rato.

Árbitro – Wasley do Couto. Assistentes – Diógenes Menezes Serrão e Wanderson Damião dos Santos.

Pagodeiros sentem saudade$ de Ronaldinho Gaúcho

Shows em casas lotadas, público seleto com presença de jogadores do Barça e cachês altos para tocar pagode. O grupo Perfil BCN reinou em Barcelona enquanto Ronaldinho esteve como padrinho. Os músicos chegaram a faturar 10 mil euros (aproximadamente R$ 30 mil) por uma apresentação. Também desfrutaram de uma vida privilegiada, com viagens e diárias em hotel de luxo. Só que o meia foi embora há seis anos, e agora, a realidade é outra.

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Três de quatro integrantes do grupo seguem vivendo em Barcelona. O cenário do pagode ruiu sem Ronaldinho na cidade e cantor e percussionistas passaram a se aventurar em outros ramos para manter o desejo de viver na Europa. Atualmente, trabalhos de pintor, cozinheiro, pedreiro são desenvolvidos. O pagode não rende mais que 150 euros ao mês (cerca de R$ 450).
“O Ronaldinho apoiava o pagode. Todos na cidade nos viam como o grupo do Ronaldinho, pois ele sempre estava tocando com a gente. Isso ajuda, chama público. Só que ele foi embora justamente no período em que a crise começou por aqui. Nós não imaginávamos que esse cenário iria acabar”, disse o cantor do grupo, Hercules da Sena.
Ronaldinho sempre teve ligação com o pagode. No Brasil, deixou o grupo Revelação em outro patamar ao levar as músicas da banda como tema da seleção campeão na Copa do Mundo de 2002. Na época, o Perfil pegou carona no sucesso.
A banda carioca passou a abrir shows do Revelação no Rio de Janeiro. E com boa fama uma turnê europeia foi realizada em 2005. Na ocasião, o percussionista Márcio Flauzineo montou uma estratégia para viver de pagode em Barcelona e jamais voltou. Ele juntou o irmão João, que já morava na Catalunha há dois anos, e dois conhecidos: Hercules e Pedrinho Fiel para formar o Perfil BCN, e usar da associação com Ronaldinho como o grande marketing. Deu certo!
“Messi, Deco, Daniel Alves, Edmilson, Belletti,  Giovanni do Santos, todos esses caras o Ronaldinho levava para os nossos shows. Foi uma época de dinheiro fácil. A gente tinha apresentação quase todo dia, fora quando tocávamos com o Ronaldinho só pela diversão”, lembrou Márcio.
A diversão de Ronaldinho é a que, aos poucos, foi irritando o então treinador do Barcelona, Josep Guardiola, e os dirigentes.  O jogador morava em uma cidade vizinha a Barcelona, e para ficar pela região em dias de treinos e jogos se hospedava em um luxuoso hotel da praia. Lá, o grupo Perfil BCN sempre o esperava para o pagode.
“Chegamos a ficar quatro dias hospedados no hotel de graça e todos os dias batucando com o Ronaldinho. Ele não pagava nada. O fato de termos uma ligação com ele que nos dava esse direito. Não tínhamos gastos nenhum, as pessoas começaram a convidar a gente por questão de divulgação”, comentou João Flauzineo. (Do UOL)

ESPN cancela contrato do “Loucos por Futebol”

POR CAMILA MAMEDE E VAGNER MAGALHÃES, DO UOL

A ESPN alterou os contratos que possuía com os jornalistas Celso Unzelte e Marcelo Duarte, apresentadores do programa Loucos por Futebol. A emissora cancelou os vínculos fixos de ambos, e ofereceu uma nova opção, para que eles atuassem como freelancers, colaborando esporadicamente com o canal em quadros e programas especiais, como o Bola de Prata.

celso-unzelte-e-marcelo-duarte-do-programa-loucos-por-futebol-da-espn-brasil-1426604571744_1024x796A última edição do Loucos por Futebol, que também contava com a participação de Paulo Vinicius Coelho, o PVC (que hoje está na Fox Sports), foi ao ar antes do início da Copa do Mundo de 2014. O programa permaneceu no ar por doze anos.

Os apresentadores foram comunicados sobre o fim do programa cerca de três meses depois, em setembro. Desde então, Duarte e Unzelte fizeram participações pontuais, como a cobertura do Bola de Prata, e conversaram com o canal sobre outros projetos, mas não chegaram a uma definição.

Após a mudança de contrato oferecida nesta segunda-feira (16), Unzelte decidiu continuar no canal. Já Duarte rejeitou. “Acho que eu preciso de coisas diferentes, então não vou continuar. E acho que eles estão certíssimos, eu não me encaixo nesse tipo de hard news [noticiário quente] que estão fazendo, não é meu perfil. Queria algo em que pudesse exercer o olhar curioso, pautas criativas, que sempre foram a minha pegada lá”, explica Duarte ao UOL Esporte. Por enquanto, o jornalista não tem planos futuros, mas não fecha portas. “Eu poderia continuar fazendo coisas de vez em quando, mas pensei que de repente é uma sacudida legal nesse momento. E não vejo só possibilidades em futebol, me vejo como uma pessoa que tem múltiplos interesses e pode fazer coisas diferentes”, completa.

Duarte diz que não está deixando o canal com mágoas, e afirma que pensava em continuar até a alteração de vínculo proposta. “Para mim, a ESPN foi um negócio fora do normal. Tinha uma importância muito grande na minha vida, de gostar, de me identificar. Eu achava incrível como as pessoas compravam as ideias, como eu tinha liberdade para criar, inventava umas loucuras. Fiz projetos muito legais nas Olimpíadas de Londres e Pequim, sempre mostrando um pouco de comportamento e futebol”, lembra.

Com o fim do Loucos Por Futebol, Unzelte afirma que foi perdendo espaço. “O canal mudou a programação. Eles não me veem fazendo o que eu fazia antes. Não interessa como interessou um dia”, explica. “O contrato foi interrompido. Rescindiu-se o contrato antigo. Ele foi feito em cima de programas que não existem mais. O contrato anterior era fixo e eu podia ser chamado para participar em qualquer um dos programas”.

O novo contrato de Unzelte será por participação e terá uma tabela de remuneração ainda não definida. “Devo ser chamado para o Bola de Prata. Sou um prestador de serviço, sempre fui. Não sou dono de meio de produção. A partir de agora, devo colaborar mais com os projetos especiais da emissora. Fora isso, tenho participado do Cartão Verde, na TV Cultura, e gravo alguns vídeos para um site”, conta.

Lado da ESPN 

João Palomino, vice-presidente de Jornalismo e Produção da ESPN, explica que a mudança de contrato é “absolutamente normal dentro da organização”, e lamenta a saída de Duarte. “O que foi oferecido não foi rescisão, foi mudança de contrato. Rescisão significa cisão, e nunca foi nossa intenção não ter mais o Marcelo. A nossa intenção era que ele continuasse com projetos eventuais e rotineiros, que seriam mensais, e haveria uma frequência natural”. “A marca Loucos é muito forte e interessante, da qual a gente não queria se livrar. Só que a gente tem algumas circunstâncias de necessidades diárias para cumprir nossa programação ao vivo, que exige produção”, justifica Palomino.

O canal pensa em manter a ideia do programa no ar, mas em outro formato, segundo Palomino. “A relação com o Loucos não pode ser de rompimento. É uma marca importante, tem que ser um quadro e a gente tem gente capacitada para fazer isso”, defende, citando apresentadores como o próprio Unzelte, Dudu Monsanto, José Trajano e Juca Kfouri.

Mas Unzelte não será acionado apenas nesse formato, após o novo contrato. “O Celso seguramente vai estar no próximo Bola de Prata. É um comentarista que queremos que venha mais vezes à nossa programação, em programas como o Bola da Vez, o Bate-Bola. Ele é um estudioso, um pesquisador e um jornalista de capacidade incomum”, elogia Palomino.

Palomino também enalteceu Duarte. “Me surpreendeu sinceramente a proporção que isso tomou. Achei que era uma coisa legal, que ia reafirmar nosso compromisso com ele. Espero que tenha muita sorte. Gosto dele, é diferente, estudioso e tem muito talento”.