Diplomada, Dilma propõe pacto nacional

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Em solenidade de diplomação para seu segundo mandato como presidenta da República, nesta quinta-feira (18), Dilma Rousseff convocou “um grande pacto contra a corrupção” entre a sociedade e todas as esferas de governo. “Esse pacto vai desaguar na grande reforma política que o Brasil precisa promover a partir do próximo ano. Vamos convidar todos os Poderes da República e todas as forças vivas da sociedade para elaborarmos, juntos, uma série de medidas e compromissos duradouros”, declarou.

Dilma reforçou a necessidade do diálogo com a sociedade e instituições numa “guerra contra a corrupção” e saiu em defesa da Petrobras, alvo de recentes denúncias. “Toda vez que, no Brasil, se tentou condenar e desprestigiar o capital nacional estavam tentando, na verdade, dilapidar o nosso maior patrimônio – nossa independência e nossa soberania”, observou a presidenta.

Após o discurso da presidente Dilma Rousseff em sua diplomação, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, fez uso da palavra e disse que não haverá terceiro turno na Justiça Eleitoral.

“Eleições concluídas são, para o poder Judiciário Eleitoral, uma página virada. Não haverá terceiro turno na Justiça Eleitoral. Que os especuladores se calem. Não há espaço. Já conversei com a corte e é esta a posição inclusive de nosso corregedor geral eleitoral. Não há espaço para terceiro turno que possa vir a cassar o voto destes 54.501.118 eleitores”, disse.

5 comentários em “Diplomada, Dilma propõe pacto nacional

  1. Desvalorizar o patrimônio nacional é uma tática que, aliás, nunca foi abandonada. As operadoras de celular, por exemplo. De quando em quando surge um comentário sobre a certeza de que a privatização seria a responsável pela popularização da telefonia celular. No entanto, a tecnologia celular já havia sido adquirida pelas companhias telefônicas mesmo antes da privatização. E ninguém toca no assunto quando se trata da precariedade do serviço e do preço exorbitante. Seria assim que seria tratada a questão do serviço e da tarifa telefônica se fosse as companhias ainda fossem públicas?

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  2. Lopes, o preço e a qualidade dos serviços de telecomunicações são realmente uma lástima. E eu já fiz aqui muitas reclamações da natureza destas a que te referes. E reclamei do governo atual, seja porque ele não corrige estes problemas através das agência reguladora, seja porque ele não reverte a malfeitoria operada pelos privatas. Quanto a como seria se fosse, é difícil saber. Mas, a julgar como era na época em que as telecomunicações eram exploradas diretamente pelo Estado, e pelo como são prestados os serviços de saúde pelo SUS e pelos Planos de Saúde, a impressão que me fica é que a precariedade também prevaleceria.

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  3. Lopes, já reclamei aqui a respeito destes aspectos a que te referes. Reclamei do governo atual porque sequer minimiza a situação através das agências reguladoras; e porque não reverte a privataria cometida pela tucanalha.

    Quanto ao como seria se fosse, é difícil saber com certeza. Mas, a julgar por como era na época da prestação estatizada dos serviços de comunicações; e por como é a prestação dos serviços de saúde pelo SUS e pelos Planos de saúde, a impressão que me fica é que tudo seria de uma precariedade e de uma exorbitância bem próxima da que hoje abusa e zomba de nós.

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  4. Pois é Oliveira, pela ótica da qualidade do serviço e pelo custo atual é que estamos acostumados a olhar a questão. Esta é uma ótica liberal, capitalista. Reducionista, minimalista. É um ponto de vista utilitarista, que não se apoia em fatores históricos. Simplifica demais o problema. Por isso mesmo, não fujo à especulação. Sabe?, haveria de se considerar aspectos históricos também, afinal, a telefonia celular era incipiente naquela época e a popularização não foi instantânea, mas a instalação da tecnologia celular era fundamental para ser leiloada qualquer telecom brasileira. Além do mais, a telefonia já começava a se tornar acessível à população com o plano real, tanto que minha família, pobre, já tinha telefone em casa. Creio que, como naquela época a telefonia não tinha o mesmo sentido de hoje e que vivíamos em outro contexto socioeconômico, vale dizer, em meio a hiperinflação, o setor, que precisa de investimentos vultosos, não tinha como crescer e melhorar. É uma covardia dizer que melhorou porque privatizou. Melhorou porque houve condições econômicas que permitiram o avanço em tecnologia. A privatização praticamente coincidiu com a estabilidade econômica e não temos como sustentar nem que seria melhor, nem que seria pior sem ela porque não há grau de comparação entre um contexto e outro, ou seja, não havia operadora privada no período de hiperinflação, nem estatal após a estabilidade econômica. Durante a transição da crise à estabilidade da moeda, nesse entre um período e outro, houve o sucateamento de estatais que interessavam ao governo privatizar. Assim, elas reduziram de valor. Em termos de infraestrutura, uma telecom nacional jamais seria vendida sem a atualização para telefonia celular porque nenhuma empresa estrangeira investiria em infraestrutura sem cobrar imediatamente o retorno pelo investimento e nem pagaria qualquer coisa por elas. Ou seja, a popularização se deu num contexto em que as operadoras investiram em comercializar uma tecnologia já existente, e não em produzi-la. Considerando-se isso, os custos com telefonia celular para o consumidor chegaram a valores estratosféricos, com certeza, porque as operadoras, até onde eu saiba, não estavam obrigadas a devolver o investimento feito pelo país. Sendo assim, por que privatizar se poderíamos desde sempre oferecer um serviço de boa qualidade? Será que a CVRD exportava pouco minério por que era ineficiente ou por que tratava as reservas como estratégicas? Será que a Petrobras retornaria mais em valor para o país se fosse privatizada? São questões como essas que devem ser pensadas; é sobre isso que temos que refletir.

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