Por Gerson Nogueira
A semana começa ainda em ritmo ciriano e cheia de esperanças para o Papão, que vai intensificar treinamentos para enfrentar um adversário desconhecido, que pratica um futebol competitivo e está invicto há 13 jogos. Por tudo isso, o Tupi de Juiz de Fora merece todo respeito, atenção e estratégia.
Em entrevista ao Bola na Torre, o ala Pikachu comentou que o técnico Mazola Junior ainda não parou para conversar com o elenco sobre a maneira de jogar do Tupi. Mazola vem estudando a equipe mineira, valendo-se dos bons contatos que tem no futebol das Alterosas, onde militou como auxiliar técnico do Cruzeiro durante anos.
Não resta dúvida que os cuidados são mais do que necessários em confronto de mata-mata, mas é fato que o Papão precisa acima de tudo ajustar suas linhas e corrigir as imperfeições, principalmente na meia cancha, onde a falta de um organizador continua a clamar por solução. Como não há mais tempo para arranjar um especialista (Rogerinho não será mais contratado), resta ao técnico se virar com os jogadores disponíveis.
As experiências recentes revelam que Héverton foi o mais produtivo quando foi utilizado na ligação com o ataque. Essa opção funciona melhor quando Augusto Recife ganha liberdade para iniciar as jogadas, passando e lançando. Recife é titular absoluto, mas Héverton nem sempre é aproveitado por questões de ordem física.
Com ambos, o Papão fica mais forte pelo meio, embora o principal trunfo do time continue a ser o lado direito, onde Pikachu pontifica quando parte de trás rumo à área inimiga. Seu avanço na diagonal, cruzando ou recebendo lançamentos nas costas da zaga, é há muito tempo a jogada mais letal do time.
Mazola até custou a perceber isso neste retorno à Curuzu, mas já providenciou os ajustes necessários e Pikachu voltou ao corredor que conhece e domina. Quando tem a companhia de Djalma fica ainda mais produtivo. Para o primeiro jogo da decisão é possível (e desejável) que a dupla seja mantida. Foi graças a ela que Pikachu, mesmo com altos e baixos, se consolidou como vice-artilheiro da equipe na temporada, com 13 gols marcados.
Como é provável que Pikachu seja negociado a partir de janeiro, conforme declarações do próprio presidente Vandick Lima, a partida de sábado se reveste de um significado especial: será mais uma oportunidade para o torcedor apreciar o futebol de uma das estrelas do nosso futebol, revelação das divisões de base e um dos melhores alas em atividade no Brasil. Com a vantagem de ser um exímio finalizador, coisa que nenhum de seus rivais de posição consegue ser.
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Remo se entrega ao embate político
Sem atividades até dezembro, o Remo se dedica à política. Duas chapas estão postas para o pleito que se aproxima. Zeca Pirão de um lado, Pedro Minowa do outro. Pela lei natural das coisas e levando em conta o trabalho realizado, o presidente é favoritíssimo à reeleição. Mas Minowa, que integra a atual diretoria, é um dirigente com bom trânsito junto às torcidas e bem avaliado por sócios e conselheiros.
Da discussão de propostas deve surgir um novo projeto de gestão para o clube, ora sem uma solução para as obras do estádio Evandro Almeida, cuja parte de camarotes e cadeiras ainda não chegou a ser construída. A diretoria negocia parcerias, mas por enquanto não há uma definição.
Carro-chefe da vida do clube, o futebol profissional vai centrar esforços na conquista do bicampeonato, que garantirá participação na Série D. Cabe observar que o elenco precisará dispor de peças de reposição para atender aos compromissos da Copa Verde, cujas datas coincidem com a segunda metade da competição estadual.
Pelo bem do próprio clube, é lógico supor que a eleição marcada para 8 de novembro não cause divisões definitivas e irreconciliáveis na cúpula remista. Mas, obviamente, tudo dependerá da campanha eleitoral, que já começou.
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Goleiros, as novas estrelas alvinegras
Não se pode dizer que o Botafogo tem um ataque eficiente ou ameaçador. A carência de atacantes é uma das grandes causas da terrível campanha no Brasileiro. Se não vai bem na ofensiva, o Glorioso tem o consolo de que a retaguarda está funcionando. Pode mesmo se vangloriar de contar hoje com três grandes goleiros.
Jefferson, titular da Seleção, pegou até pênalti cobrado por Messi no amistoso contra a Argentina. Helton Leite, terceiro reserva, só não fez chover diante do Corinthians na heróica vitória de sábado em Manaus. E Andrei, reserva imediato de Jefferson, foi confirmado como titular da Seleção Brasileira sub-23.
Um trio à altura da tradição alvinegra na posição, onde pontificaram nomes como Manga, Wendell, Paulo Sérgio e Wagner.
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Direto do blog
“O Brasil jogou boa partida e a vitória ajuda na retomada da autoconfiança. Impressionante como Diego Tardelli tem jogado como veterano e se entendido muito bem com Oscar, Willian e Neymar. Isto abre uma perspectiva do time canarinho tornar-se mortal no contrataque, algo que faltou na Copa. Infelizmente, Neymar fez muita fita, como nos velhos tempos, se tivesse jogado com a objetividade que costuma atuar pelo Barcelona o placar poderia ser mais folgado.
Destaque também para a bem postada defesa brasileira, inclusive o goleiro Jefferson. Dunga começa a resgatar a credibilidade de nossa seleção, gostemos ou não do seu trabalho. Com ele, pelo menos sempre estivemos no bolo das melhores, apesar da perda da Copa de 2010.”
De Jorge Paz Amorim, sobre a quarta vitória de Dunga sobre os Hermanos como técnico do escrete.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 13)
Gerson e amigos,
Sobre o Paissandu: É fato que esta é uma semana de esperança para um retorno a série B, todavia, não podemos negar o favoritismo do Tupi nos dois confrontos, ja que campanha do time mineiro é muito mais expressiva do que a campanha do Papão. Apesar disso, confio que o Papão possa surpreender e classificar-se para série B, como aconteceu contra o favorito Macaé.
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Sobre o Brasil: Para mim a fórmula do contra ataque funciona em amistosos, quando a preocupação defensiva mostra-se diminuta. Em grandes competições, como Copa do Mundo, ela sempre se mostra falha, ja que as seleções evitam oportunizar tantos contra golpes como a Argentina permitiu no último jogo. A Copa do Mundo de 2010 parece não ter ensinado isso a Dunga, que tinha uma seleção que jogava exclusivamente na base de contra ataques.
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Sobre Yago, penso que um clube com maior visibilidade pode levá-lo até mesmo a seleção brasileira (claro que ele precisa jogar muita bola), ja que Dunga é afeiçoado a jogadores que sabem aproveitar e aparecer no contra ataque (Maicon, hoje cortado definitivamente, é um exemplo).
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A Argentina não jogo como a maioria das seleções, porque tem craques. A própria Alemanha joga diferente, às vezes esperando o adversário. Mas os hermanos sempre jogam pra frente e marcando sob pressão. O problema do Brasil é aprender a jogar sem Neymar e o técnico talvez não saiba como fazê-lo. Mas eese filme eu já vi: ganha tudo (copa américa, confederações etc.) e quando chega na copa…
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Dunga tem de concertar e conversar muito com Neymar e dizer pra ele que futebol e coletividade, sonre o Willian esse e mala e tem gente melhor que ele por ai particulamente nao gosto do futebol dele, pra mim e muito fraquinho pra Selecao
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Londrina, confiança, Brasil e moto club na serie C 2015.
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Remo sendo ultrapassado por times do Sergipe ,Maranhão, e clubes do interior.
Paysandu e Águia carregam na costa nosso futebol e essa Federação de araque ainda tem coragem de submeter o clube marabaense a uma famigerada segundinha local
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