Público: S. Paulo supera Corinthians e Flamengo

Por José Roberto Malia, da ESPN

A passagem do Corinthians por Cuiabá não rendeu apenas flores – cachê de R$ 1 milhão, vitória e retorno ao G4. O time perdeu a liderança do ranking da melhor média de torcedores do Brasileirão com cara de brasileirinho. Com apenas 6.407 pagantes na Arena Pantanal, o Corinthians teve seu pior público como mandante no campeonato e foi ultrapassado pelo soberano São Paulo: 27.856 a 27.800, após 30 jornadas.

Em terceiro aparece o Flamengo, com 27.138 torcedores por jogo, à frente de Cruzeiro (26.456) e Saci colorado (21.366).

O Tricolor também está em primeiro na média de público total, com 24.260 pagantes por confronto. O Corinthians vem depois, com 23.854. O Urubu completa o pódio, com 23.667. A Raposa corre em quarto (22.097), e o Inter, em quinto (19.229). A média de público do campeonato é de 15.756 por confronto, três vezes menos que na Bundesliga. A ocupação dos estádios atinge 39%.

São Paulo 2 x 0 Cruzeiro encabeça os duelos com maior número de torcedores: 58.627. Cruzeiro 2 x 1 Saci colorado atraiu 51.994 espectadores, enquanto Flamengo 0 x 1 Grêmio reuniu 51.858. O clássico mineiro Cruzeiro 2 x 3 Galo teve 49.534, 3.022 a mais que São Paulo 1 x 1 Criciúma.

Ranking dos mandantes (média de pagantes por jogo):

1) São Paulo – 27.856
2) Corinthians – 27.800
3) Flamengo – 27.138
4) Raposa – 26.456
5) Saci colorado – 21.366
6) Grêmio – 18.966
7) Fluminense – 18.076
8) Palmeiras – 17.176
9) Sport – 15.096
10) Galo – 13.928
11) Bahia – 13.270
12) Coxa – 11.451
13) Furacão – 11.427
14) Botafogo – 10.841
15) Vitória – 10.177
16) Criciúma – 9.774
17) Chapecoense – 9.272
18) Peixe – 8.560
19) Figueira – 7.633
20) Goiás – 6.655

Público total (média)

1) São Paulo – 24.260
2) Corinthians – 23.854
3) Flamengo – 23.667
4) Raposa – 26.456
5) Saci colorado – 19.229
6) Grêmio – 17.612
7) Fluminense – 17.306
8) Palmeiras – 15.895
9) Galo – 13.928
10) Sport – 14.019
11) Botafogo – 13.784
12) Peixe – 13.465
13) Bahia – 13.311
14) Vitória – 13.293
15) Chapecoense – 12.531
16) Coxa – 11.947
17) Criciúma – 11.665
18) Furacão – 11.211
19) Figueira – 10.441
20) Goiás – 9.214

* Fonte: Globo.com

O Brasil e o dia seguinte

Por Luciano Attuch

O jogo está prestes a acabar, soará o apito final e a sociedade brasileira em breve saberá quem irá governá-la pelos próximos quatro anos. A presidente Dilma Rousseff retomou o favoritismo, mas o tucano Aécio Neves ainda tem um debate pela frente. Qualquer que venha a ser o resultado, o trabalho essencial no dia seguinte será de diálogo e de reconstrução de pontes. Para um país de centro, e de natureza conciliadora, como é o Brasil, foi espantosa a radicalização que se viu nessa disputa. Agressões nas ruas, insultos no meio artístico, ofensas nas redes sociais e até divisões familiares. Para quê? Para nada, como diria o poeta pernambucano Ascenso Ferreira.

Afinal, quais são as diferenças centrais entre PT e PSDB? Deixando de lado as radicalizações do marketing político, os últimos vinte anos, das eras FHC e Lula-Dilma, serão lidos como um único período histórico, que foi o da consolidação da social-democracia no Brasil, ora com o pêndulo mais ao mercado, ora mais ao Estado. Um período marcado por estabilização monetária, inclusão social e ampliação de direitos civis. Uma construção coletiva, que não tem donos. E os erros, de parte a parte, decorrem de um trabalho ainda inacabado. A sucessão de escândalos, tanto tucanos quanto petistas, é fruto de uma democracia que ainda não se libertou do poder do dinheiro e não encontrou mecanismos adequados de financiamento.

Por isso mesmo, o dia seguinte deveria ser marcado pelo diálogo e pela construção de um pacto em torno da reforma política. Esta sim, a tarefa inicial de qualquer dos vencedores. Até porque, na economia, ao contrário do que apregoou nos últimos anos, os ajustes são bem mais simples do que parecem. O Brasil opera hoje em pleno emprego, fechará o ano com a inflação na meta, ainda que no teto, e possui um caminhão de reservas internacionais. Ou seja: há uma herança benigna. E se há necessidade de uma política fiscal mais transparente e de ajustes em alguns setores da economia que enfrentam grave crise, como é o caso do etanol, os dois lados parecem ter a compreensão do trabalho a ser feito. Por último, mas não menos importante, no social já há consenso. Para um país marcado por tantas desigualdades, seria uma heresia retroceder nas políticas de inclusão social.

O grande risco que nos cerca é o de os derrotados – quaisquer que sejam eles – não aceitarem os resultados das urnas e lutarem por um “terceiro turno”. Especialmente se a diferença de votos for estreita, inferior a 1% ou 2% dos votos totais. A radicalização, numa sociedade pacífica, mas momentaneamente conflagrada, poderá causar danos irreversíveis a um país que é democrático e nada tem de “bolivariano”. Que, no dia seguinte, tanto vencedores quanto derrotados sejam maduros diante da responsabilidade histórica com o Brasil e os brasileiros.

Papão embarca para buscar o acesso

Do site oficial do Paysandu

O elenco bicolor embarcou rumo a Juiz de Fora na tarde desta quinta-feira (23). O time comandado pelo técnico Mazola Júnior chegou ao Aeroporto Internacional de Belém sob o apoio de alguns torcedores que estavam presentes dando palavras de incentivo aos jogadores. O Paysandu precisa de apenas um empate ou de uma vitória simples para garantir o acesso para a Série B de 2015.

AEROPORTO-PAYSANDU-FOTO-RONALDO-SANTOSO lateral Yago Pikachu disse que a partida contra o Tupi é a mais importante do ano, falando também que mesmo com a pequena vantagem adquirida em Belém, a equipe irá focada para conquistar a vitória. “É o jogo mais importante que temos no ano. A gente sabe que possuímos uma pequena vantagem mas não podemos nos apegar neste fator. Nós estamos prontos para esta partida, estamos juntos e focados em busca desse acesso para o Paysandu e dar essa alegria para o nosso torcedor”, disse,

Yago estava no elenco que garantiu o acesso do Paysandu na Série C de 2012, e lembrou do “susto” que teve quando se deparou com mais de trinta mil torcedores alvicelestes recepionando o time na chegada ao aeroporto em Belém. “Em 2012 a gente esperava no máximo dez mil torcedores aqui no aeroporto, e quando chegamos nos deparamos com mais de trinta mil torcedores do Paysandu. Eu tenho certeza de que se a gente conseguir esse acesso para o Paysandu o aeroporto vai estar tomado novamente de torcedores para comemorar com a gente o nosso acesso”, finaliza.

Tupi-MG x Paysandu se enfrentam neste sábado (25), às 15h00 (horário de Belém), em Juiz de Fora.

Texto: Ronaldo Santos / Edição: Pam Sames; Imagem: Ronaldo Santos

Datafolha confirma vantagem de Dilma

Pesquisa Datafolha divulgada na tarde desta quinta-feira, considerando os votos válidos, aponta que Dilma está com 53% das intenções de voto contra 47% de Aécio, segundo o Datafolha. Considerando os votos totais, Dilma obteve 48%, e Aécio, 42%, no Datafolha. O Datafolha ouviu 9.910 pessoas entre quarta (22) e hoje (23). A pesquisa foi encomendada pelo jornal “Folha de S. Paulo” e pela TV Globo. O levantamento foi registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-1162/2014.

Ibope: Dilma abre 8 pontos de vantagem

Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira mostra a presidente Dilma Rousseff (PT) com 54% das intenções de voto, contra 46% de Aécio Neves(PSDB), computados apenas os votos válidos. Contabilizados os brancos e nulos, que somam 7% do total, Dilma tem 49% das intenções de voto, contra 41% de Aécio. Dos entrevistados, 3% não souberam ou não responderam. A margem de erro da amostra é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O Ibope ouviu 2.002 eleitores entre os dias 18 e 23 de outubro. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01168/2014 e custou R$ 255.850,00. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 52% das intenções de voto, contra 48% de Aécio, também somando-se apenas os votos válidos. Nesse quadro havia empate técnico, no limite da margem de erro. (Do UOL)

A mídia estragou a oposição

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa

Os jornais de quarta-feira (22/10) fazem uma série de digressões na cobertura da disputa eleitoral, levando seus leitores a passear por temas paralelos, como se os editores estivessem saturados com o bate-boca que eles mesmos estimularam.

O Estado de S.Paulo aposta em manchete sobre a crise de abastecimento de água em São Paulo, o Globo destaca entrevista do ministro José Antônio Dias Toffoli, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, e a Folha de S.Paulo apresenta explicações para a virada nas intenções de voto, favorável à reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Como pano de fundo, os jornais registram reclamações do candidato do PSDB, o senador Aécio Neves, contra os números do Datafolha. Citando a incongruência das pesquisas realizadas na véspera do primeiro turno, que se mostraram distantes da realidade das urnas, o ex-governador de Minas Gerais fez blague da suposta vantagem de sua oponente.

Os jornais observam que os indicadores funcionaram como um balde de água fria sobre o ânimo dos eleitores da oposição. O Estado de S. Paulo insere a questão hídrica no centro das controvérsias eleitorais: o jornal paulista dá voz ao presidente da Agência Nacional de Águas, o petista Vicente Andreu, que alerta para o risco de São Paulo ter que retirar água do lodo no fundo do manancial da Cantareira.

Em defesa de seu instituto, a Folha afirma que uma onda de otimismo com a economia ajuda a explicar a reação de Dilma Rousseff nas pesquisas: nova rodada, realizada na terça-feira (21), confirma a virada da presidente sobre Aécio Neves, com 52% dos votos válidos contra 48% do tucano.

O Globo aposta em entrevista crítica com relação aos ataques pessoais que marcaram a campanha, mas, em editorial, se junta à opinião manifestada pela Folha de S.Paulo na semana passada, quanto ao problema da falta de água: o jornal carioca também admite que houve “inépcia administrativa” do governo paulista diante dos fatores climáticos previstos há muito tempo, que indicavam a insuficiência das chuvas no Sudeste.

O editorial dá um jeitinho de compartilhar a responsabilidade com o governo federal, mas reconhece que o governador de São Paulo deixou de tomar medidas preventivas que poderiam reduzir a gravidade do problema.

onda

A trégua dos canhões

Tudo isso soa como tergiversação. O leitor e a leitora escolados na interpretação crítica do texto jornalístico hão de observar que os principais diários de circulação nacional evitam assumir publicamente a decepção que aflige as redações com a queda no desempenho de seu candidato. Aécio Neves já não parece despertar o ânimo dos editores, e as primeiras páginas dos jornais refletem a falta de um bom factoide para reabastecer a artilharia da imprensa.

Como naqueles intervalos das grandes batalhas, um pesado silêncio indica que a mídia foi buscar munições. Mas alguns colunistas, talvez por falta de sintonia com o momento reflexivo das redações, ainda atiram pedras na candidata da situação: o economista com doutorado em universidade americana, ex-diretor do Banco Central e dono de consultoria esquece seus títulos e resvala na grosseria ao afirmar que a presidente da República não lê seus textos; aliás, ele sugere que ela não lê coisa alguma.

Peças de mau jornalismo como esse artigo justificam em grande parte a percepção de alguns analistas: acomodada sob o guarda-chuva protetor da imprensa hegemônica, a oposição política aos governos do Partido dos Trabalhadores amoleceu e perdeu a fibra. Ao aceitar a tutela da mídia tradicional, o PSDB se tornou relapso em sua função de pensar o país por uma ótica diversa daquela que predomina em Brasília há treze anos. Uma colunista do Estado de S.Paulo, em texto no qual chama o ex-presidente Lula da Silva de “herói sem caráter”, diz que a oposição é tíbia e errática.

A certeza do respaldo da mídia parece ter desobrigado os pensadores da oposição de caprichar na qualidade de suas manifestações públicas, e até intelectuais antes respeitados se deixaram envolver no discurso bizarro produzido pelos pitbulls da imprensa.

Na reta final da disputa eleitoral, jornalistas, empresários e executivos com altas responsabilidades dão curso a boatos e mitos nas redes sociais para tentar influenciar os indecisos. Articulista versado em ofensas se converte em crítico da baixaria; editorial pede mais respeito aos eleitores depois de estimular a pancadaria; o cabelo da ex-ministra Marina Silva vira assunto de política.

E os jornais fingem que não têm nada a ver com o baixo nível da campanha.