Momento de reflexão

Amigos, aproveito o ensejo do Círio, oportunidade única de congraçamento da sociedade paraense (acima até de convicções religiosas), para dividir com os baluartes e visitantes ocasionais um momento de reflexão. Penso que todos devemos nos esforçar para estabelecer um debate proveitoso e de alto nível. Entristecido, tenho assistido nas últimas semanas, talvez em função das eleições, um acirramento de conflitos que não contribui em nada para a livre expressão de ideias. Confesso minha frustração, pois o blog foi criado para permitir que as pessoas exponham livremente seus pensamentos, por mais divergentes que sejam entre si. Não tem sido assim já há algum tempo, infelizmente. Percebo uma intolerância quase primitiva, de negação radical das vontades e preferências alheias, com troca de insultos e ofensas. Não há um mínimo empenho no sentido da aceitação de opiniões contrárias, que é a marca maior do espírito democrático e da própria generosidade humana. É importante observar que as eleições, que dividem tanto a sociedade brasileira neste momento, irão passar e as pessoas continuarão a interagir. É importante que o diálogo não morra e que a convivência seja sempre civilizada.

Reflitamos sobre tudo isso.

Para romper o cerco conservador

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Por Rodrigo Vianna, no blog O Escrevinhador

O PT não é um partido de santos. Há gente boa e ruim ali – como em toda parte. Mas você já reparou que, em toda eleição, há sempre uma onda de denúncias contra o PT? E só contra o PT?
Onde estão as investigações sobre os trens de São Paulo? Sobre a privatizações tucanas? Jamais prosperaram. Agora, a 15 dias da eleição, surge a delação premiada de um réu desesperado – jogando lama sobre Dilma, Lula e o PT como um todo. Não há chance de responder. Não. O rolo compressor midiático está acionado.
Beira o ridículo dizer que todo o problema do Brasil “é a corrupção do PT”. Não há corruptores? E os empresários? Não há uma reforma política a fazer. Não.
Esse moralismo todo encobre o debate maior: teremos um Estado a serviço dos pobres ou dos ricos? Um Estado para a elite paulista, ou a serviço das maiorias? Esse é o centro da disputa. E os tucanos sabem que essa disputa está perdida. Então apelam para o moralismo seletivo.
Nada disso é novo: a ferramenta contra governos trabalhista sempre foi essa. Vargas foi tratado como um “bandido a acobertar criminosos”. Vejam bem: Vargas, o maior presidente da história brasileira foi cercado no Palácio por um boçal chamado Carlos Lacerda… Há 5 ou 6 anos, FHC lamentou que não tivéssemos um Lacerda no século XXI. Na verdade, temos sim: dezenas de lacerdinhas espalhados pelos jornais, rádios e revistas da marginal.
O círculo se fecha. E o bombardeio vai durar 15 dias.
O PT contava com a campanha de João Santana pra equilibrar o jogo: uma campanha da marquetagem. Só que o PSDB terá os mesmos 10 minutos na TV até o dia 26 – e mais a Globo, a Veja, todos os portais de internet, além das manchetes de jornal e rádio. Terá tudo… E esse discurso de que “é preciso varrer a quadrilha dos corruptos” ecoa pela internet.
Aqui, nos blogs, cansamos de dizer que o maior inimigo do projeto trabalhista no Brasil é a mídia velhaca. A diretora da Associação Nacional de Jornais (ANJ) disse, em 2009: “na falta de partidos de oposição, a imprensa virou o partido de oposição”. A mídia velhaca produz o conteúdo que depois se espalha pelas redes e pelas ruas.
Em 2010, blogs de esquerda conseguiram oferecer um contraponto à ofensiva da Globo de Ali Kamel e de Serra. Nunca mais isso acontecerá. Por que? Porque a elite e o PSDB nunca mais serão pegos de surpresa: criaram sua própria rede, e já atuaram fortemente nas redes em junho de 2013.
A Globo deu o roteiro para o Mensalão. A Globo criou os “aloprados” petistas em 2006. A Globo e seus parceiros midiáticos vão ecoar o escândalo da Petrobrás agora em 2014. Um escândalo de boca-de-urna.
Seria mais fácil enfrentar essa onda, se o PT tratasse a Globo, a Veja e outros como os inimigos que são. Brizola sempre fez isso. Requião sempre fez, no Paraná.
Dilma foi-se confraternizar com a Globo depois de eleita. Fez omelete com Ana Maria Braga, visitou a Folha, acreditou em relações “republicanas”. Os ministros petistas legitimam a Veja: correm para as páginas amarelas. Um candidato a governador petista, em conversa com blogueiros, disse que “não abria mão de ter uma boa relação com a imprensa”. Sei… Na campanha, ele descobriu que relação é essa.
Agora, a onda vem forte como nunca.
Em 1954, a imprensa emparedou Vargas. Em 1964, emparedou Jango. Em 2014, Lula e o PT – com Dilma – estão emparedados.
Assistimos ao mais duro cerco conservador no Brasil, desde 1964. E há quem prefira se omitir, não escolha lado e se refugie no voto nulo. O discurso – hoje – é o mesmo de sempre: tirar do poder os “corruptos”.
A elite brasileira assumiu toda sua ferocidade. O fascismo avança.
É preciso enfrentar a onda. Ainda que a direção partidária que teria a obrigação de tomar à frente da batalha prefira “conversar” e legitimar os inimigos. É preciso, pelas frestas que restam, mostrar que o discurso de “fora corruptos” e “vamos mudar tudo” encobre uma disputa de projetos.
Só isso permitirá romper o círculo conservador.

Papão derrota Tapajós na Curuzu

Em amistoso realizado na noite desta sexta-feira, na Curuzu, o Paissandu derrotou o Tapajós por 4 a 2. Logo aos 2 minutos, Dênis abriu o placar, marcando de cabeça. O Papão atacava e abria espaços na defesa. O Tapajós aproveitou um contra-ataque e empatou a partida aos 15 minutos, com Branco desviando de cabeça. Dez minutos depois, os bicolores desempataram, com Reiniê. Não houve nem tempo para reação do Tapajós, pois em seguida surgiu o terceiro gol, através de Marcos Paraná cobrando pênalti. Aos 45, o meia Fininho diminuiu, convertendo penalidade máxima. Para a etapa final, o técnico Mazola Junior resolveu fazer várias mudanças no time. As mexidas diminuíram o ímpeto do Papão, que só voltaria a balançar as redes aos 44 minutos. Pikachu cruzou na área e Pablo finalizou para as redes.