Bastidores da mudança no Jornal Nacional

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Por Daniel Castro

A versão oficial da Globo de que já estava previsto que Patricia Poeta ficaria apenas três anos como apresentadora do Jornal Nacional não foi digerida nos bastidores da própria emissora. Para jornalistas da Globo, Patrícia não saiu do JN; ela caiu. E todos os dedos apontam para William Bonner como o principal articulador da queda de Poeta, que, especula-se na emissora, deverá comandar um programa vespertino de variedades em 2015.

Nos bastidores da Globo, é notório que Bonner nunca digeriu o fato de ter que aceitar Poeta como colega de bancada, em 2011, no lugar de Fátima Bernardes. Poeta, segundo essa versão dos fatos, foi imposta por Amaury Soares, diretor de programação da Globo, marido da jornalista. Não teria sido uma escolha de Bonner.

Na Globo, há quem enxergue um processo de fritura de Patricia Poeta, que fez Bonner mero coadjuvante durante a Copa do Mundo. Coincidentemente, sua saída do JN foi anunciada nove dias depois de vazar a notícia de que ela está comprando um apartamento de R$ 23 milhões em Ipanema, bairro nobre do Rio.

O problema não é o valor do imóvel. Mas o vendedor: George Sadala, nome que o noticiário político relaciona à CPI do bicheiro Carlinhos Cachoeira e a oposição ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, coloca na “Gangue dos Guardanapos”.

A justificativa oficial da Globo de que a saída de Patricia Poeta estava planejada havia três anos não combina com a tradição da emissora de manter jornalistas durante muito tempo ocupando os mesmos cargos. William Bonner, por exemplo, está há 18 anos à frente do JN. Fátima Bernardes ficou 13 anos no telejornal.

625_315_1410786688Renata_Vasconcelos_GloboO maior indício de que Patricia foi “expulsa” do JN em plena campanha eleitoral vem da substituta de Renata Vasconcelos, que deixará o Fantástico para assumir o principal telejornal do país.

Poliana Abritta, a nova apresentadora do Fantástico, acaba de ser designada correspondente da Globo em Nova York. Ela nem chegou a estrear no posto. Foi para a cidade americana em julho e voltou na semana passada. Nesta terça, já começa a dar expediente na revista eletrônica semanal.

A Globo, no entanto, sustenta que a estadia de Abritta em Nova York seria apenas até novembro e que ela voltou antes porque seus filhos não se adaptaram aos Estados Unidos.

12 comentários em “Bastidores da mudança no Jornal Nacional

    1. Se não é de seu interesse, procure outro espaço para se deliciar. Esteja certo de que neste blog sempre haverá notícia sobre jornalismo e jornalistas.

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    1. É notícia sim, senhor. Este é um blog que, entre outros assuntos, trata de jornalismo e comunicação social. Esqueceu de ler o perfil descritivo do blog, cidadão? Então, ainda há tempo. Dê um jeito de ir até lá e se informe sobre o blog que visita.

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  1. Conheço detalhes de uma conversa entre Amauri e Kamel, ocorrida em 2002, e que revelo agora em primeira mão. Amauri ligou a Kamel (chefe no Rio), pra reclamar que matérias de denúncias contra o governo, produzidas em São Paulo, não entravam no “JN”. Kamel respondeu: “a Globo está fragilizada economicamente, Amauri; não é hora de comprar briga com ninguém”. Amauri respondeu: “mas eu tenho um cartaz, com uma frase do Evandro aqui na minha sala, que diz – Não temos amigos pra proteger, nem inimigos para perseguir”. Sabem qual foi a resposta de Kamel? “Amaury, o Evandro está morto”.

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    1. Respeito o ponto de vista, mas insisto que não é. Afinal, amigo, é jornalismo, pelo menos o jornalismo que temos no Brasil (e o principal telejornal em rede nacional) e isso está no raio de interesse do blog. Fazer o quê?

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