Uma injustiça da aviação brasileira

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A comissária de bordo Jaque Jatai é capa da edição de outubro da revista “Sexy”. Recuperada de uma depressão por ser demitida porque uma de suas superiores considerou seu uniforme muito justo para o trabalho, ela virou modelo e tira a roupa pela primeira vez. Jaque conta que foi avaliada por uma checadora, que considerou seu uniforme apertado demais. Demitida, caiu em depressão e passou um ano desempregada. Resolveu voltar a trabalhar e aceitou o convite para posar como modelo. Até agora só tem colecionado elogios e a foto dá uma ideia dos evidentes atributos da moça. O blog, como já é tradição, não poderia deixar de hipotecar solidariedade à injustiça aeroviária. Um Boeing dessa magnitude merecia tratamento mais respeitoso – e, por que não?, carinhoso.

Fortaleza goleia e mantém Treze na zona

O Fortaleza derrotou o Treze-PB por 4 a 0, na noite desta segunda-feira, na Arena Castelão, e assegurou antecipadamente o primeiro lugar do Grupo A da Série C. Com 31 pontos, não poderá mais ser alcançado pelos demais times. Apesar de ter mantido o Treze na zona de rebaixamento, beneficiando Paissandu e Águia, o resultado pode trazer problemas indiretos para o Bicolor paraense nas próximas rodadas. Com a classificação e a liderança garantidas, o Tricolor tende a poupar suas principais peças nas duas rodadas finais da primeira fase.

Suspeita de armação na Série D

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Da Revista Placar

Como sempre, a última rodada da primeira fase na série D teve polêmicas. A maioria dos grupos teve uma definição sem grandes polêmicas, com confronto direto (como Santos-AP e Princesa dos Solimões-AM, no grupo 1 e Globo-RN e Porto-PE, no grupo 4). No entanto, como sempre, o grupo 8 gerou polêmicas em sua última rodada.

Metropolitano-SC e Penapolense-SP chegaram à última rodada com nove pontos enquanto o Pelotas chegou com sete. Os três disputavam a segunda colocação do grupo 8, que já tinha o Londrina-PR, que descansou na rodada, classificado em primeiro, com 18 pontos.

O Penapolense recebia o Pelotas, no interior paulsita, enquanto o Metrô foi até Saquarema enfrentar o lanterna Boavista, que terminou com três pontos.

O time de Penápolis iniciou a rodada com saldo um positivo, enquanto os catarinenses jogaram com saldo zerado. Em casa, o Penapolense fez sua parte e venceu o Pelotas por 4 x 0, obrigando o time catarinense a marcar seis gols de diferença em cima do Boavista, classificando-se pelo número de gols marcados.

E o Metropolitano fez sua parte. Goleou o lanterna Boavista por 6 x 0, ficando com a vaga nas oitavas. Por conta disso, o resultado levantou polêmicas, como em quase todas as rodadas finais de série D.

Os 10 ofícios mais felizes e infelizes do mundo

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Por Thiago Perin

É, a foto acima já denuncia o primeiro lugar. Os profissionais mais felizes do mundo, de acordo com uma pesquisa da Universidade de Chicago (EUA), são os membros do clero. Faz sentido, né? Taí uma profissão em que, se o pessoal fosse infeliz, ficaria feio.

Dá uma olhada no top 10.

1 – Clérigos
2 – Bombeiros
3 – Fisioterapeutas
4 – Escritores
5 – Professores de educação especial
6 – Professores
7 – Artistas
8 – Psicólogos
9 – Vendedores de serviços financeiros
10 – Engenheiros de operação

A maioria desses trabalhos se baseia em ajudar pessoas — é a isso que os pesquisadores creditam a boa colocação no ranking. Para outros, como escritores e artistas, parece que a autonomia e aliberdade de expressão são as responsáveis pela felicidade. Os vendedores de serviços financeiros, por sua vez, ganham comissões generosas, e os engenheiros de operação talvez se divirtam com brinquedões como escavadeiras e guindastes.

Como bônus, pega aí o top 10 das profissões mais infelizes do mundo, feito pelo site CareerBliss— elas, curiosamente, tendem a ser mais bem pagas do que as profissões listadas acima (e maischatas também, impossível não dizer).

1 – Diretor de tecnologia da informação
2 – Diretor de vendas e marketing
3 – Gerente de produto
4 – Desenvolvedor web sênior
5 – Especialista técnico
6 – Técnico em eletrônica
7 – Secretário judicial
8 – Analista de suporte técnico
9 – Operador de CNC
10 – Gerente de marketing

E aí, se encontrou no meio de algum desses dois rankings?

(Vi lá no site da Forbes.)

Crédito da foto: flickr.com/pgchamberlin

Tropeço fora de hora

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Por Gerson Nogueira

unnamed (3)Nenhum torcedor aceita tomar dois gols em cada tempo, permitindo a virada em jogo realizado em casa. Mas, de certa maneira, apesar dos protestos de praxe, a torcida do Papão até que reagiu de maneira contida, sábado à noite, na Curuzu, depois da derrota para o Cuiabá-MT. Mais de 12 mil espectadores pagaram ingressos e, pelo menos, não se viu o tradicional espetáculo de mau comportamento com objetos atirados no gramado. Só esse pequeno detalhe já merece registro.

A reação mais serena do torcedor talvez signifique que todos no Papão reconhecem que a permanência na Série C deve ser considerada uma conquista na temporada de tão poucos triunfos. E nem mesmo os equívocos cometidos ontem, na escalação e nas alterações, podem tornar o técnico Mazola Junior um vilão.

Errou como qualquer técnico pode errar, mas a verdade é que o Papão sofreu as agruras das limitações do elenco. Contava com um Éverton Silva dinâmico e participativo no primeiro tempo, mas acabou penando quando o ala cansou e teve que sair. Ao mesmo, seguiu prejudicado pela ausência de um jogador de criação. Sem Héverton (que é improvisado na função), restou a Mazola escalar Rafael Tavares, com as consequências previsíveis.

Pode-se dizer que ele poderia ter lançado Djalma ali no meio, afinal o volante tem vocações ofensivas e faz boa dupla com Pikachu. O técnico optou por lançá-lo pelo lado direito para substituir Éverton, contrariando a opinião de quase todo mundo. É chato, mas acontece, faz parte do negócio.

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A postura quase passiva no segundo tempo, permitindo o amplo domínio dos visitantes, é algo que confirma o baixo nível técnico da equipe. Contra adversários bem posicionados, essas fragilidades saltam aos olhos. A falta de Augusto Recife, melhor passador do time e ponto de equilíbrio da marcação, também foi muito sentida. Certamente a presença dele faria com que grande parte dos problemas fosse pelo menos neutralizada.

Mazola merece aplausos por ter evitado o rebaixamento iminente e não pode ser torpedeado agora porque o time fraquejou dentro de casa. Claro que todos queriam a vitória, que alimentaria as chances de classificação à próxima fase e ao acesso. As possibilidades ficaram mais remotas, embora não impossíveis, mas o torcedor intimamente sabe que o treinador está tirando leite de pedra com o time atual.

Com os resultados da rodada, o Papão precisa vencer seus dois jogos e torcer para que Salgueiro, Botafogo e CRB não pontuem. Tem que rezar também para que Cuiabá e ASA não avancem mais. Em resumo, é muita torcida e reza para pouco campeonato que resta, mas a esperança – como diz o outro – é a última que morre. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

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Dewson sofre crítica injusta e preconceituosa

Vanderlei Luxemburgo é célebre pelo comportamento errático na análise de produção de seus times. É acostumado a endeusar jogadores de quinta categoria para destacar seus próprios méritos como técnico e a valorizar adversários que não merecem nem menção honrosa para justificar seus tropeços.

Contra o Fluminense ontem, o Flamengo jogou o de sempre, embora com bem mais esforço que o oponente. Foi o bastante para que Luxa, ao final da partida, lamentasse o empate e aproveitasse para destilar preconceito na crítica “ao árbitro do Pará, que não está habituado ao futebol que se pratica aqui”. Ora, ora.

Dewson Freitas fez arbitragem correta, acima da média do que se tem visto em jogos importantes neste Campeonato Brasileiro. Pode ter cometido um ou dois pecadilhos, o que é absolutamente normal. Antes de tentar atribuir a Dewson eventual prejuízo ao Rubro-Negro ou tentar posar de vítima, Luxa deveria por a mão na consciência e lembrar da dezena de pênaltis marcados para o seu time tanto na Série A quanto na Copa do Brasil.

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Leão perde liderança e ganha encrenca

Até a metade do segundo tempo o Remo tinha a liderança do grupo A2 da Série D, para provavelmente enfrentar o Santos-AP no mata-mata. O gol de Fernandes, aos 28 minutos, mudou todos os planos e fez o time azulino ganhar uma senhora encrenca na próxima fase. Ao invés de um adversário regional e mais modesto, o Leão deverá terçar armas com o Brasiliense, time bem montado e que tem muita força nos bastidores.

A derrota para o Moto Clube, em São Luís, começou a se desenhar bem antes, ainda no primeiro tempo. Depois de abrir o placar com bonito gol de Danilo Rios logo aos 6 minutos, o time foi se apagando em campo e permitiu a recuperação motense antes do intervalo. O empate nasceu de jogada muito contestada pelos azulinos, aos 44 minutos. Alex Ruan teria sofrido falta antes da finalização de Gabriel.

Pelas reclamações, o técnico Roberto Fernandes acabou excluído, o que terminou por desnortear ainda mais o já desarvorado time remista. Na segunda etapa, Roni perdeu o que seria a bola do jogo, errando no arremate final. A partir daí, começou a derrocada.

Com o preparo físico em frangalhos e sem render o esperado no aspecto técnico, o time logo sucumbiu à pressão do Moto, que chegou ao desempate com Fernando aos 22 minutos.

A primeira batalha com o Brasiliense será domingo, 28, no estádio Evandro Almeida, pois não haverá tempo hábil para realizar o jogo no estádio Jornalista Edgar Proença, ainda em obras.

Mais do que a força do adversário o que preocupa a essa altura é a queda de rendimento do Remo na segunda metade dos jogos. Tem sido assim em praticamente toda a campanha. Sinais de alerta ligados no Baenão.

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Águia mantém série invicta

E o Águia acabou salvando a participação paraense no final de semana, evitando o prejuízo total. Empatou com o CRB em Maceió, por 1 a 1, e se manteve fora da zona de rebaixamento. Mesmo depois de sofrer o primeiro gol no primeiro tempo, o Águia não se abateu e empatou no segundo tempo, com Aleílson. João Galvão coleciona duas vitórias e dois empates em quatro jogos. É uma boa reação, mas a situação do Azulão continua periclitante. Tem 16 pontos, está em oitavo lugar e precisa que o Treze perca hoje para preservar essa posição.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 22)