Papão armado até os dentes

 

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O técnico Mazola Jr. armou um esquema para tentar arrancar pelo menos um empate diante do Botafogo, na noite desta segunda-feira, em João Pessoa (PB). O Papão vai entrar com três zagueiros e três volantes, disposto a fechar espaços e dificultar a vida dos atacantes paraibanos. Em entrevista à Rádio Clube, Mazola avaliou que seu esquema terá cinco homens na frente (Pikachu, Airton, Zé Antonio, Héverton e Bruno Veiga). Na verdade, a leitura mais correta é que a equipe entrará com seis defensores e dependendo do andamento do jogo pode se fechar até com oito ou nove jogadores, pois os laterais e Héverton podem recuar.

A escalação anunciada ontem indica um esquema 3-6-1: Paulo Rafael; Pablo, Lombardi e Reiniê; Pikachu, Augusto Recife, Capanema, Zé Antonio (foto), Héverton e Aírton; Bruno Veiga. O Papão não vence em jogos fora de casa desde outubro do ano passado, quando derrotou o América-MG, na Arena Independência, com gol do atacante Careca. O mau tempo em João Pessoa, onde chove desde sábado, pode forçar o adiamento da partida. (Foto: MÁRIO QUADROS/Arquivo Bola)

A democracia particular de Aécio (ou “Os 66”)

Por Pablo Villaça

Eu escrevo.

É o que sei fazer. É minha profissão, minha terapia, minha principal forma de expressão e também a maneira com que defendo meus ideais.

Há quem discurse. Há quem se candidate a cargos públicos. Há quem troque socos. Eu escrevo.

Não que escrever sobre política seja minha principal ocupação – ou mesmo secundária. Em número absoluto de palavras, o Cinema certamente domina meus textos – tanto na forma de críticas e posts, como também nos roteiros que escrevi e dirigi e no livro que publiquei. Em segundo lugar, vêm os contos. Só então, os textos nos quais busco discutir minhas posições políticas.

Tenho algumas regras, porém: não me importo com a vida pessoal de quem quer que seja. Não aceito dinheiro para defender uma causa (não que jamais tenham oferecido). Não separo sujeito de verbo (esta regra deveria ser seguida por mais pessoas, mas divago).

Assim, foi com surpresa que, neste domingo, me descobri numa lista de 66 tuiteiros que o candidato à Presidência da República, sr. Aécio Neves, quer ver calados. De acordo com o processo no. 1081839-36.2014.8.26.0100, Neves exige que o Twitter entregue a ele os dados pessoais e sigilosos de 66 pessoas que mantêm contas naquela rede social – e duvido que o objetivo final seja encaminhar flores ou chocolates para cada um. Em outras palavras: um senador da República, ex-governador de Minas Gerais e um dos três principais presidenciáveis do país (ok, ele é o terceiro) está buscando intimidar cidadãos que se atreveram a criticá-lo.

Caro senador, como diriam os Corleone, “não é pessoal; são apenas negócios”.

Nunca escrevi, por exemplo, sobre os insistentes boatos envolvendo o político e o consumo de drogas – boatos tão comuns que já inspiraram gritos de torcida em estádio e levaram até mesmo um aspirante a comediante notoriamente reacionário e que certamente enxerga a candidatura de Aécio com bons olhos a fazer piadas em seu stand up sobre a fama do senador. E sabem por que nunca escrevi? Porque nunca vi Aécio Neves consumir drogas e jamais li uma notícia que trouxesse evidências inquestionáveis sobre isso. Sim, ele já foi filmado embriagado, já foi parado por blitz e se recusou a fazer teste do bafômetro, tendo sua carteira apreendida, e também deu uma entrevista recente à TV Estadão no qual cambaleava, trazia um olhar perdido e falava com dicção incerta, mas, embora eu possa questionar o bom senso de um candidato a presidente que se deixa flagrar embriagado em ao menos duas ocasiões (a entrevista ao Estadão poderia ser fruto de, sei lá, um efeito de medicamento para alergia), jamais me ocorreria questionar sua corrida presidencial a partir disso. Álcool não é ilegal e cada um faz o que quiser em seu tempo livre.

Não. O que realmente me preocupa com relação a Aécio Neves – e que já me inspirou, aí, sim, a escrever sobre sua candidatura – é sua gestão em Minas Gerais, estado no qual nasci, cresci e ainda resido. Eu me preocupo, por exemplo, com o fato de MG ser, entre os 26 estados e o Distrito Federal, apenas o 24o. em termos de gastos com Educação num balanço publicado em 2011 (Aécio deixou o governo ao fim de 2010). Eu me preocupo que sejamos também o 24o. estado nos gastos com Saúde. Eu me preocupo com o fato de a dívida pública de MG ser a 2a. maior e uma das mais caras do país. Eu me preocupo com os 4,3 bilhões de reais desviados da Saúde em MG, seja Aécio Neves réu na ação ou não (era o governador, afinal). Eu me preocupo com o aeroporto em Cláudio e outras questões relacionadas a ele (inclusive apossibilidade de ser rota para o tráfico). Eu me preocupo com o fato de haver um jornalista preso em MG há meses, sendo que seus advogados enfrentaram dificuldades para ter acesso ao processo e que a justificativa da juíza para mantê-lo na cadeia tenha sido (pasmem) a possibilidade de que ele viesse a publicar mentiras em seu jornal (uma justificativa ao melhor estilo Minority Report). E, não menos importante, me preocupa muito os relatos constantes de tentativas frequentes de censura ou retaliação a jornalistas que ousam criticar o ex-governador (e, ao final deste post, incluirei um doc produzido por um canal estrangeiro sobre o assunto e que, numa comprovação de que desconhece o conceito de “ironia”, Aécio tentou censurar).

Não creio que, como cidadão, eu esteja abusando de meus direitos ao abordar estes assuntos. Não enxergo, sinceramente, qualquer justificativa para que o senador, ex-governador e agora presidenciável recorra à justiça para tentar me intimidar.

No processo, Aécio alega que os tuiteiros (detesto essa palavra, mas vá lá) são provavelmente “robôs” ou perfis “remunerados para veicular conteúdo ilícito”.

Não sou advogado, mas isto me parece calúnia. Depois de 20 anos de carreira e de ser publicado em português e inglês em veículos que vão do Cinema em Cena ao site de Roger Ebert (desde quando era hospedado pelo jornal Chicago Sun-Times), ser chamado de “robô” é algo inédito para mim – bom, isto se não contar a minha namorada de adolescência que me acusou de dançar como um andróide e me traumatizou para o resto da vida, me impedindo de voltar às pistas de dança e frustrando meu sonho de me profissionalizar usando o pseudônimo de “Tony Mineiro”.

Além disso, venho de uma família para a qual a política é assunto muito, muito sério. Como já escrevi em outras ocasiões, minha mãe e meus tios lutaram contra a Ditadura e tenho parentes que carregam até hoje as sequelas das torturas sofridas nos porões malditos do DOI-Codi. Milito politicamente desde os 18 anos – nunca profissionalmente, mas, sim, de forma contínua. Se não ocorre a Aécio que alguém possa defender ideais apenas por amor, sinto por ele, mas é o que faço. Como já escrevi antes, eu me preocupo com o Brasil no qual meus filhos irão crescer. Esta motivação é suficiente para me manter ativo.

Mas, como dito no início deste post, minha ferramenta é a escrita. Não tenho uma fortuna para investir em marketing pessoal ou para propagar minhas ideias. Não tenho poder político para influenciar legisladores ou quem quer que seja. Escrevo porque preciso, porque amo escrever e porque é minha maneira de tentar ser escutado e de compartilhar minhas preocupações. Depois de duas décadas escrevendo, tenho um número considerável de leitores e me orgulho não só disso, mas do carinho com que estes leitores me presenteiam continuamente.

Já Aécio tem, à sua disposição, armas como dinheiro e poder político. E é preocupante que, apenas por ser criticado (e é, afinal, uma pessoa pública que quer gerir o futuro do país), ele tente usar suas ferramentas para me impedir de usar a minha.

CBF diz que “atraso” tirou Maicon da Seleção

Por Camila Mattoso, de Miami (ESPN)

Um atraso na reapresentação foi a principal causa do corte de Maicon da seleção brasileira. O lateral deveria ter voltado ao hotel às 20h do sábado, depois de um dia de folga, mas apareceu apenas horas depois, no dia seguinte. A informação foi publicada pelo jornal italiano La Gazzetta dello Sport e confirmada por pessoas ligadas à CBF.

O comunicado do desligamento foi feito neste domingo, por Gilmar Rinaldi, coordenador de seleções, que não quis dar detalhes do que havia motivado a decisão, mas depois confirmou que havia sido por um problema de indisciplina. Maicon teria ‘esticado’ o dia de folga e só voltou às 7h, segundo a versão dada pelo jornal italiano.

622_e38a5129-22d8-390a-b3aa-8eb22d014b67Em contato com a reportagem, o pai do jogador, Manoel Sisenando, que disse não saber ainda o que houve, afirmou que vai orientar o filho a dar explicações. “Nós ainda não conseguimos falar com ele com calma. Vamos esperar ele chegar em Roma para entender o que aconteceu. Independentemente do que ele fez, que eu ainda não sei, eu vou orientar para que ele chame a imprensa imediatamente para falar. Do jeito que está não dá para ficar. Ele precisa falar e dizer exatamente o que aconteceu”, afirmou o pai do atleta, aoESPN.com.br.

“Tem gente falando um monte de coisa, por isso é importante explicar o que aconteceu. Para não prejudicar meu filho e para não prejudicar os outros atletas”, completou. A primeira crise da ‘nova’ seleção brasileira veio um dia após a folga depois da vitória sobre a Colômbia por 1 a 0, quando o lateral começou jogando e fez sua 72° partida pelo Brasil.

Maicon, de 33 anos, era um dos homens de confiança de Dunga para a reformulação da equipe e foi um dos remanescentes da última Copa do Mundo, quando o atleta ganhou a vaga na equipe titular no decorrer da competição. O lateral direito participou de seu primeiro Mundial em 2010, quando o próprio Dunga comandava o Brasil. No lugar dele, Fabinho, lateral direito do Monaco, da França, foi convocado para a lateral direita. O jogador estava com a seleção olímpica, treinada por Gallo, no Catar, para uma série de amistosos preparatórios.

Tribuna do torcedor

Por Ronaldo Passarinho
Gerson amigo,
Vibrei com a vitória do Remo, alcançada sobretudo pela raça e doação dos atletas. O Roni continua me impressionando pela visão que tem do jogo. Agora o que mais me chamou a atenção é que os nossos jogadores de base estão sendo afastados paulatinamente do plantel. Hoje (ontem) o Alex Ruan, que é especialista na posição, não substituiu o contundido R. Fernandes.
Todos nós devemos fazer um esforço enorme para manter o Tsunami no plantel do Remo. Bom porte físico, excelente nos cabeceios e muito bom cobrador de faltas, além de chutes de média distância. O que me preocupa é que após o término da série D, todos vão embora, provavelmente ingressarão na JT, e quando dermos conta não teremos o futuro do Remo, que é a base, para formarmos equipes vencedoras.
Para citar um só exemplo (dos muitos que existem) o Zé Soares recebeu R$ 60.000,00 de luvas e R$ 35.000,00 por mês, e vai reingressar na JT já que o seu pleito original foi negado pelo Juiz por considerá-lo abusivo. A reclamação era de R$ 1.500.000,00.
Desculpa o desabafo de um remista muito preocupado com a provável perda de patrimônio.
Abraços,
Ronaldo

A Veja para iniciantes

Por Leandro Fortes, via Facebook

“Dei-me ao trabalho de macular minha manhã de domingo e ler a matéria da Veja sobre a tal delação premiada de Paulo Roberto da Costa, ex-diretor da Petrobras.
Como era de se esperar, o texto não tem nem uma mísera prova e está jogado naquele apagão de fontes que, desde 2003, caracteriza o jornalismo denunciativo de boa parte da mídia nacional.
A matéria elenca números e nomes sem que nenhum documento seja apresentado ao leitor, de forma a dar ao infeliz assinante uma mínima chance de acreditar naquilo que está escrito. Nada. Nem uma fotocópia do cabeçalho do inquérito da Polícia Federal.
O autor do texto, então, deve ter lançado mão de duas opções, ambas temerárias no ofício do jornalismo:
1) Teve a orelha emprenhada por uma fonte da PF – agente ou delegado – e decidiu publicar a matéria mesmo sem ter nenhuma prova de nada. Dada as circunstâncias da Veja e a maneira como seus repórteres ascendem dentro da revista, esse tipo de irresponsabilidade tanto é admirado quanto estimulado; 2) Inventou tudo, baseado em deduções, informações fragmentadas, desejos, ilusões e ordens do patrão.
No texto, uma longa e entediante sucessão de clichês morais, descobre-se lá pelas tantas que os depoimentos estão sendo gravados em vídeo e criptografados, para, assim, se evitar vazamentos.
Logo, é bem capaz que Veja, outra vez, faça esse tipo de denúncia sem que precise – nem se sinta pressionada a – jamais provar o que publicou. Exatamente como o grampo sem áudio entre o ministro Gilmar Mendes e o ex-mosqueteiro da ética Demóstenes Torres.
Novamente, o Frank​en​stein jornalístico montado pela Veja visa, única e exclusivamente, atingir o PT às vésperas das eleições, a tal “bala de prata” que, desde as eleições de 2002, acaba sempre saindo pela culatra da velha e rabugenta mídia brasileira.
O esqueminha de repercussão, aliás, continua o mesmo: sai na Veja, escorre para o Jornal Nacional e segue pela rede de esgoto dos jornalões diretamente para as penas alugadas de uma triste tropa de colunistas.
Embrulhado o pacote, os suspeitos de sempre da oposição se revezam em manifestações indignadas e em pedidos de CPI.
Uma ópera bufa que se repete como um disco arranhado.
Mas é o que restou à combalida Editora Abril, depois que a candidatura de Aécio Neves morreu junto com Eduardo Campos naquele trágico desastre de avião.”

A misteriosa dispensa de Maicon

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Desde que foi anunciada a dispensa do lateral-direito Maicon da Seleção Brasileira, na tarde deste domingo, a boataria corre solta nas redes sociais e através do noticiário esportivo de algumas emissoras de rádio do Rio Grande do Sul. Várias versões têm sido ventiladas, incluindo um suposto incidente envolvendo o volante Elias, mas o fato é que a CBF acabou por alimentar esses boatos ao evitar entrar em detalhes sobre o motivo do desligamento do jogador. Sem maiores explicações, Gilmar Rinaldi, coordenador técnico, apenas afirmou que problemas internos resultaram na decisão do corte e disse que ninguém mais do Brasil comentaria o assunto.

Minutos depois, no lobby do hotel, Gilmar disse: “Foi indisciplina, sim”, em contato com a reportagem. “Não foi nada médico e foi indisciplina. Não posso falar mais nada” e apenas concordou com a cabeça quando foi perguntado se o assunto era muito sério.

A primeira crise da ‘nova’ Seleção Brasileira veio um dia após a folga da seleção brasileira depois da vitória sobre a Colômbia por 1 a 0, quando Maicon começou jogando e fez sua 72° partida pelo Brasil. Maicon, de 33 anos, era um dos homens de confiança de Dunga para a reformulação da equipe e foi um dos remanescentes da última Copa, quando o atleta ganhou a vaga na equipe titular no decorrer da competição. O lateral direito participou de seu primeiro Mundial em 2010, quando o próprio Dunga comandava o Brasil.

No lugar dele, Fabinho, lateral direito do Monaco, da França, foi convocado para a lateral direita. O jogador estava com a seleção olímpica, treinada por Gallo, no Catar, para uma série de amistosos preparatórios. (Com informações da ESPN)

Leão desencabula no Diogão

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Por Gerson Nogueira

Apesar das dificuldades de marcação no segundo tempo, quase complicando um jogo ganho, o Remo conseguiu quebrar a maldição do estádio Diogão e conquistou vitória importante na luta pela classificação no grupo A2 da Série D. O placar de 3 a 0 poderia ter sido mais elástico, caso o ataque tivesse corrigido o velho problema de finalização, mas é justo reconhecer que o Interporto também poderia ter tido melhor sorte na etapa final, pois teve mais posse de bola e desperdiçou duas boas chances.

Os primeiros movimentos mostraram um time mais comprometido com a busca da vitória, atacando sempre e chegando com vários jogadores ao mesmo tempo. Quando o time avançava, Reis se posicionava como terceiro atacante e a faixa direita, com Roni e Levy, funcionava bem, explorando as subidas do ala esquerdo do Interporto.

O único senão ficava com o setor defensivo, onde Max, Rafael e os volantes se atrapalhavam na marcação ao atacante Lourival, muito habilidoso e rápido. Por vários momentos, ele esteve a pique de chegar ao gol.

Quando Leandro Cearense marcou o primeiro gol aos 15 minutos o Remo já era merecedor da vantagem. Continuou a merecê-la no decorrer do jogo e acabou saindo para o intervalo com 2 a 0, graças ao gol marcado por Roni no finalzinho da primeira etapa.

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A superioridade técnica exibida no primeiro tempo não se confirmou no recomeço da partida. Isso se deveu principalmente à exaustão dos volantes Michel e Dadá, fator que permitiu ao Interporto se aventurar com mais desembaraço na intermediária azulina.

unnamed (69)Para piorar, o meia-armador Danilo Rios, que havia participado bem do jogo até então, também acusou cansaço e o time perdeu consistência no meio. Marcinho e Ratinho entraram muito tarde, mas a tempo de decidir a parada já no apagar das luzes, com o gol do segundo.
Como já ficou evidente em outras partidas, a insistência com Reis no meio-campo numa função meio indefinida entre armar e marcar não está trazendo ao time os benefícios esperados. Pode ser um jogador para por mais velocidade na saída e ajudar o ataque, mas jamais um organizador ou segundo volante.

Outro ponto a ser corrigido é o posicionamento dos zagueiros Max e Rafael. Como nos outros compromissos do Remo no Diogão, a dupla voltou a falhar em lances bobos, hesitando no primeiro combate e muitas vezes se colocando em linha.

No geral, porém, foi uma atuação acima da média apresentada pelo time na Série D, com alguns pontos bastante positivos, como o encaixe do lado direito, com Levy e Roni, e a firme marcação de Dadá e Michel (enquanto tiveram fôlego) à frente da área. O ataque carece de mais força e movimentação. Ratinho, se recuperado por completo, tem lugar na frente.

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Os três pontos colocam o Leão na liderança do grupo A2, precisando vencer o River na próxima rodada para sacramentar a classificação. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

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Primeiro desafio da RemoTV

A RemoTV fez sua estreia ontem, transmitindo o jogo diretamente de Bragança. André Anaisse narrou, com André Caldas comentando e Sandro Galtran na reportagem. Torcedores pagam R$ 19,19 (sócios torcedores, R$ 14,90) pelo pay-per-view, o primeiro do gênero .

O sucesso da transmissão via site oficial do Remo pode ser medido pela audiência – mais de 500 internautas-telespectadores. Mesmo com a pirataria, que atrapalhou bastante o projeto, que já prevê a transmissão de Remo x River na próxima rodada.

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Águia dá um passo para sair da zona

Ainda não deu para deixar a zona de rebaixamento, mas pelo menos serviu para largar a lanterna do Grupo A da Série C. Com grande e decidida atuação no estádio Zinho Oliveira, o Águia goleou o ASA de Arapiraca por 4 a 1 e pulou para a penúltima colocação.

Foi a melhor atuação do Azulão no campeonato e o desempenho teve como pontos altos a determinação dos jogadores e a pontaria dos homens de ataque. Aleílson marcou logo aos 10 minutos. Danilo Galvão ampliou aos 39. Mesmo com o gol do ASA aos 43, o Águia se manteve firme na perseguição aos três pontos, confirmando o triunfo no final da partida, com a dupla Danilo Galvão e Aleílson.

O jogo foi mais difícil do que o placar indica, mas João Galvão finalmente mostrou que a força da motivação e do empenho da equipe podem fazer a diferença.

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Sobre comparações imodestas

Quem viu a declaração de Anderson Silva ontem à noite, na TV, teve uma boa ideia de como anda a avaliação de talentos no Brasil. Com a maior sem-cerimônia, o lutador declarou que não precisa provar mais nada a ninguém, afinal só existe um Pelé, um Senna e um Anderson Silva. Foi como se tivesse baixado ali a modéstia de Suzana Vieira.

O ato falho confirma que as pessoas precisam controlar a ânsia por auto-promoção e evitar sacrilégios comparativos com verdadeiros gênios do esporte.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 08)