A força do hábito

Douglas vasco x oeste

Do Olé do Brasil

Uma confusão sem tamanho ocorreu na Série B do Brasileirão, na noite de terça-feira. Durante o jogo entre Oeste e Vasco, o árbitro da partida, Patrício Beltrão, conhecido no meio do futebol como Flamenguista, validou um gol irregular da equipe paulista. O fato chamou a atenção de todos, já que geralmente o time grande é favorecido pela arbitragem contra o time pequeno.

De acordo com as informações obtidas com exclusividade pelo maior site de notícias esportivas do país, o Olé do Brasil, o motivo do erro foi a semelhança entre o uniforme do Oeste e o do Flamengo. A confusão causou mais erros: durante a comemoração do gol, o atleta do Oeste foi acertado por um torcedor, que atirou uma latinha. O juiz chegou a marcar pênalti para o time do Oeste, mas foi avisado pelos auxiliares sobre o erro e voltou atrás.

“Gente, era o Vasco jogando contra um time com uniforme rubro-negro, parecia o clássico carioca. Até o símbolo do Oeste é igual ao do Flamengo. Espero que vocês me deem um desconto e entendam a confusão. Eu dei o gol irregular e marquei o pênalti durante a comemoração porque pensei que fosse o Flamengo. Se eu soubesse que não era o  Mengão, nunca teria feito isso”, se defendeu o juiz da partida.

Depois do erro, a CBF já convocou o juiz para apitar os jogos do Mengão na Série A: “Muito talentoso”.

Para os distraídos, o Olé do Brasil é um site de humor. 

Artistas aclamam Dilma e Lula no Rio

BxntahSIUAExWwQ

Artistas e intelectuais brasileiros se reuniram em um grande ato para declarar apoio à reeleição de Dilma Rousseff. A classe artística lotou o teatro Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro, na noite desta segunda-feira (15). Em um evento para mais de mil pessoas e com três horas de duração, escritores, cantores, atores e representantes de todas as expressões artísticas defenderam a reeleição de Dilma. A presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participaram do evento e conversaram com a plateia sobre os temas mais importantes abordados nestas eleições, como Reforma Política, redução das desigualdades, fortalecimento da economia, indústria naval e petróleo, universalização da banda larga, mobilidade urbana e, claro, incentivo à Cultura.

Em seu discurso, Dilma se comprometeu em utilizar a Cultura para promover Educação e fortalecer a economia brasileira. “A cultura faz parte da nossa projeção de nação. Vamos colocar a Cultura dentro da nossa estratégia de crescimento econômico”, destacou Dilma Rousseff, dizendo que é preciso valorizar a Cultura que brota das periferias.

BxnaNkBIIAApT2XSegundo a presidenta, o setor cultural também pode ser beneficiado pelo Pré-Sal, por meio de projetos que unam Cultura e Educação. Além disso, duas outras iniciativas do governo Dilma incentivam o setor cultural: o programa Brasil de Todas As Telas, lançado este ano a fim de estimular a produção de conteúdos nacionais de audiovisual e que contribui para a geração de empregos no segmento; e o subsídio a projetos culturais pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Não tem como fazer sala de cinema com o prefeito pagando juros de mercado. E ainda tem gente querendo acabar com o subsídio federal”, comentou Dilma.

Durante sua fala, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que o povo brasileiro quer votar em um igual. “Queremos votar em alguém que seja capaz de pensar e fazer igual a nós, de perceber que ninguém acerta apenas pelas suas virtudes, que é preciso ouvir a sociedade”, declarou Lula. Para Lula, a competência e a lealdade de Dilma foram definitivas para indicá-la como sua sucessora. “Uma pessoa que é líder de verdade, ela não muda de ideia, não muda de lado, ela evolui, ela avança”.

Lula também declarou que ainda há muito para fazer em prol da Cultura. “Havia um costume de que o dinheiro da Cultura tinha que ser distribuindo só no Centro-sul do Brasil, mas é preciso investir na cultura como um todo e permitir acesso à cultura para todas as pessoas”, apontou Lula.

Projeto do povo brasileiro
Durante o evento, artistas e intelectuais explicaram o porquê querem a reeleição de Dilma Rousseff. Entre eles, os pensadores Leonardo Boff e Marilena Chauí e o cantor Chico César. A sambista Beth Carvalho chegou a cantar em paródia o refrão de um sucesso musical: “deixa a Dilma me levar, Dilma leva eu”. Para a filósofa Marilena Chauí, a eleição 2014 convoca aos intelectuais, artistas e cientistas a se posicionarem em defesa de um projeto que transformou o Brasil. “Corremos o risco de uma aventura regressiva. Que essa aventura não venha como um tsunami destruir o que construímos nos últimos anos”, destacou Chauí.

O teólogo Leonardo Boff destacou a revolução que os governos Lula e Dilma promoveram no Brasil nos últimos 12 anos. “Lula e Dilma fizeram uma revolução pacifica e democrática que nunca houve no nosso país. Atenderam as aspirações nunca atendida de um povo. Estas conquistas de 12 anos devem ser assumidas por todos nós, que devemos lutar para conserva-las e enriquece-las”, ressalta o pensador.

Leonardo Boff disse ainda que as artes incentivam a inovação e empreendedorismo nos brasileiros. “Investir na cultura é investir na capacidade da criação e inovação; é investir na brasilidade, na grandeza do povo brasileiro; é investir nos bens que dão sentido profundo à vida”.

Jobson ganha nova chance no Botafogo

960_48c962b4-a14c-3a1a-90c4-9b445fcd8492

Reintegrado ao elenco principal do Botafogo, Jobson treinou pela primeira vez sob o comando do técnico Vagner Mancini, nesta segunda-feira à tarde, no Engenhão. O atacante, que pela manhã realizou exames, participou da conversa, do aquecimento e de exercícios com o grupo, e depois fez um trabalho físico. O atacante paraense tem contrato com o Alvinegro até dezembro de 2015 e, assim que recuperar a forma física e técnica, poderá ser escalado por Mancini nas partidas. É a quarta volta de Jobson ao Botafogo, desde 2008. Já esteve suspenso por doping e emprestado a vários clubes, sem conseguir dar prosseguimento na carreira.

Outra novidade na atividade desta terça foi a presença de Emerson Sheik, recuperado de uma inflamação nas amígdalas. O atacante, que foi desfalque contra São Paulo e Internacional, deve voltar ao time titular na vaga de Wallyson diante do Bahia, nesta quarta-feira ás 22h, no Maracanã. Mancini deve escalar a equipe com a seguinte formação; Jefferson; Dankler, Bolívar, André Bahia e Julio Cesar; Airton, Gabriel e Ramírez; Zeballos, Rogério e Emerson. (Com informações da ESPN)

Falta de estádios ameaça a Segundinha

O Campeonato Paraense da Segunda Divisão, que tem início marcado para sábado (20), pode ser adiado devido à falta de laudos de regularização dos estádios. Em Belém, o único estádio disponível é o Souza, pertencente à Tuna. O estádio Jornalista Edgar Proença está fechado para reformas e Baenão e Curuzu estão reservados para treinamentos de Remo e Paissandu, respectivamente. Em função disso, apenas a partida entre Tuna x Grêmio Carajás está confirmada para domingo (21), às 9h30, no Souza. Os outros três jogos correm risco de adiamento. A Federação Paraense de Futebol deve tomar uma decisão até quinta-feira.

Classificação – Brasileiro Série A

CLASSIFICAÇÃO
P
J
1 Cruzeiro
46
21
2 São Paulo
42
21
3 Internacional
37
21
4 Corinthians
36
21
5 Fluminense
35
21
6 Grêmio
35
21
7 Sport
31
21
8 Atlético-MG
31
21
9 Santos
29
21
10 Flamengo
28
21
11 Atlético-PR
28
21
12 Goiás
27
21
13 Figueirense
25
21
14 Chapecoense
23
21
15 Botafogo
22
21
16 Palmeiras
21
21
17 Criciúma
21
21
18 Coritiba
20
21
19 Bahia
20
21
20 Vitória
18
21

Garrafão e Cosanostra

Por Elias Ribeiro Pinto

As mulheres sentiam-se intimidadas ao atravessar aquele corredor polonês, varejadas por olhares empapuçados

1 A coluna “Para tudo acabar na quarta-feira”, publicada na semana passada, em que escrevi sobre o Garrafão – uma lenda da boemia belenense – e seu melancólico fim, trouxe mensagens de leitores e rendeu dezenas de comentários no Facebook, onde o texto foi reproduzido.

2 Fundado por dois sócios em 1962, os portugueses José Lopes, alfaiate de profissão, e Antônio Mendes Gonçalves, ex-vendedor ambulante, o Garrafão criou logo freguesia cativa. Nos fundos, o restaurante começava a firmar a excelência de seu galeto, estraçalhado por gente que começava também a firmar o nome na sociedade belenense.

3 Na frente do bar, o sorvete atraía a garotada. Suas prateleiras repletas, da pilha ao leite em pó, passando pelas guloseimas, faziam as vezes de mercadinho do bairro. “Seu” José ficava responsável pela administração direta, marcando ponto no salão de vendas. Já “seu” Antônio estendia-se por outros ramos de atividades. Recebia o visitante no escritório, instalado numa espécie de mezanino, a que se chegava por uma estreita escada situada ao fim do balcão do lado esquerdo do prédio, onde, na outra extremidade, ficava o caixa.

4 Essa intensa atividade, de quem ia almoçar, tomar sorvete, comprar pão (sim, também se vendia pão) ou subia ao escritório para tratar de negócios com “seu” Antônio contrastava com a última fase vivida pelo Garrafão, à entrada do século 21. As prateleiras, à medida que zerava o estoque, deixavam de ser reabastecidas. Na última semana de existência da casa, teias de aranha ocupavam o vazio nas prateleiras. Restavam algumas “mentas”. O sorvete, uma das últimas mercadorias a resistir, teve seu derradeiro cartucho vendido quase dois anos antes do fechamento do botequim decadente em que o comércio se transformara.

5 O escritório da casa, por sua vez, virou depósito de trastes, incluindo a imensa bandeira do Paissandu (favor não relacionar à coleção de trastes) que um torcedor fanático lá guardava depois de desfraldá-la na frente do bar em dias de jogo do bicolor. O restaurante se foi bem antes, mas o galeto resistiu até a derrocada definitiva.

6 O que bem poucos lembram – ou ninguém, para ser precisamente estatístico, com margem de erro de um boêmio – é que na mesma quarta-feira de 5 de dezembro de 2001 em que morria o Garrafão, um outro bar – espécie de primo-rico do parente pobre que se finava – completava risonhas 15 primaveras, com direito a convite e camisa comemorativa.

7 Naquela noite de 13 anos atrás, apenas duas esquinas separavam o lúgubre enterro na Serzedelo Corrêa do concorrido acesso, na Benjamin Constant com a Braz de Aguiar, ao Cosanostra. É bem possível que muitos dos que confraternizavam, brindando aos 15 anos do Cosanostra, tenham passado um dia pelo Garrafão, desconhecendo-lhe o fim no mesmo momento em que cantavam os parabéns e tiniam taças.

8 A clientela dos dois bares, à época, era bem distinta. Ao aniversariante, com seu estilo “esportivo social”, mezzo bistrô mezzo pub, ia tanto o profissional resolvido na vida quanto o jovem que se inaugura na noite. Acompanhadas ou sozinhas, as mulheres sentem-se à vontade no ambiente propício aos que querem ver ou ser vistos. O brilho emanado pelo Cosanostra atraía tanto mariposas quanto aspiradores de carreiras sociais.

9 Ao finado Garrafão iam aposentados, a vizinhança masculina, taxistas, homens maduros de paletós, lavadores de carro, camisados e descamisados. Já as mulheres sentiam-se intimidadas ao ter de atravessar aquele corredor polonês, varejadas por olhares empapuçados. E com seu ar francamente soturno o Garrafão não conseguia atrair as novas gerações.

10 Depois de anos sem ir lá, no último final de semana retornei ao Cosanostra, que continua resistindo, aos 28 anos de existência. Comemorará três décadas? O Garrafão viveu 39 anos.

STJD vai julgar Papão por incidente na Curuzu

destaque-301645-curuzuO Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julgará nesta quinta-feira (18) a denúncia feita pelo árbitro Wagner dos Santos Rosa (RJ) sobre o incidente registrado na partida entre Paissandu e Salgueiro, realizada no último dia 30 de agosto, na reabertura do estádio da Curuzu. O jogo valeu pela Série C do Campeonato Brasileiro e o mandante poderá sofrer nova punição com perda de mandos de campo. Próximo ao final da partida, um torcedor (identificado como menor) atirou uma garrafa em direção ao gramado de jogo. O árbitro relatou em detalhes na súmula da partida o episódio ocorrido.

Com ajuda dos torcedores, o autor do delito foi levado à delegacia e o Paissandu registrou um Boletim de Ocorrência, o que poderá evitar (ou atenuar) punições ao clube, seja com perda de mando e/ou valor a ser pago. Um ex-diretor do clube, ligado à facção Terror Bicolor, foi acusado por dirigentes de ter induzido o menor a atirar o objetivo, mas negou a acusação.

Se for punido, o Papaão poderá pegar uma multa de R$ 10 mil a R$ 100 mil e perder o mando de campo, mas o jogo do próximo sábado (20), contra o Cuiabá-MT, está confirmado para o estádio da Curuzu, em Belém, com venda de ingressos para os torcedores. (Com informações da Rádio Clube e de Diego Beckman/DOL)

Bastidores da mudança no Jornal Nacional

625_315_1410828451William_Bonner_Patricia_Poeta (1)

Por Daniel Castro

A versão oficial da Globo de que já estava previsto que Patricia Poeta ficaria apenas três anos como apresentadora do Jornal Nacional não foi digerida nos bastidores da própria emissora. Para jornalistas da Globo, Patrícia não saiu do JN; ela caiu. E todos os dedos apontam para William Bonner como o principal articulador da queda de Poeta, que, especula-se na emissora, deverá comandar um programa vespertino de variedades em 2015.

Nos bastidores da Globo, é notório que Bonner nunca digeriu o fato de ter que aceitar Poeta como colega de bancada, em 2011, no lugar de Fátima Bernardes. Poeta, segundo essa versão dos fatos, foi imposta por Amaury Soares, diretor de programação da Globo, marido da jornalista. Não teria sido uma escolha de Bonner.

Na Globo, há quem enxergue um processo de fritura de Patricia Poeta, que fez Bonner mero coadjuvante durante a Copa do Mundo. Coincidentemente, sua saída do JN foi anunciada nove dias depois de vazar a notícia de que ela está comprando um apartamento de R$ 23 milhões em Ipanema, bairro nobre do Rio.

O problema não é o valor do imóvel. Mas o vendedor: George Sadala, nome que o noticiário político relaciona à CPI do bicheiro Carlinhos Cachoeira e a oposição ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, coloca na “Gangue dos Guardanapos”.

A justificativa oficial da Globo de que a saída de Patricia Poeta estava planejada havia três anos não combina com a tradição da emissora de manter jornalistas durante muito tempo ocupando os mesmos cargos. William Bonner, por exemplo, está há 18 anos à frente do JN. Fátima Bernardes ficou 13 anos no telejornal.

625_315_1410786688Renata_Vasconcelos_GloboO maior indício de que Patricia foi “expulsa” do JN em plena campanha eleitoral vem da substituta de Renata Vasconcelos, que deixará o Fantástico para assumir o principal telejornal do país.

Poliana Abritta, a nova apresentadora do Fantástico, acaba de ser designada correspondente da Globo em Nova York. Ela nem chegou a estrear no posto. Foi para a cidade americana em julho e voltou na semana passada. Nesta terça, já começa a dar expediente na revista eletrônica semanal.

A Globo, no entanto, sustenta que a estadia de Abritta em Nova York seria apenas até novembro e que ela voltou antes porque seus filhos não se adaptaram aos Estados Unidos.