Sorveteria paraense é eleita a melhor do Brasil

Do UOL, em São Paulo

Está viajando pelo Brasil e não sabe onde encontrar uma boa sorveteria para refrescar o calor? Milhões de internautas opinaram sobre os estabelecimentos pelo país e, baseado nesses comentários, o site de viagens TripAdvisor organizou um ranking com as lojas mais bem avaliadas.

No topo da lista está a sorveteria Cairu, de Belém (PA). Na casa tradicional, que tem mais de 50 anos, os sabores mais pedidos são o de açaí e o de tapioca. Cada bola custa R$ 6 e, se você quiser saber mais sobre a sorveteria ou só dar uma olhadinha nas fotos, veja o perfil no Instagram (http://instagram.com/sorveteriacairu).

A lista reúne ainda endereços de São Paulo, Florianópolis, Rio de Janeiro, Fortaleza, Curitiba e Praia da Pipa (RN). Da capital paulista, os três estabelecimentos citados pertencem à rede Bacio di Latte. Fortaleza também conquistou duas posições no ranking, com as sorveterias San Paolo e 50 Sabores. Veja abaixo a lista completa:

sorveteria-cairu-em-belem-foi-eleita-a-melhor-do-brasil-1411506134612_300x4201. Cairu, Belém, Pará
2. Bacio Di Latte, São Paulo, São Paulo
3. Sorveteria Italiana Monte Pelmo, Florianópolis, Santa Catarina
4. Bacio Di Latte- Bela Cintra, São Paulo, São Paulo
5. Bacio Di Latte – Shopping Morumbi, São Paulo, São Paulo
6. Momo Gelato, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
7. San Paolo, Fortaleza, Ceará
8. Los Paleteros, Curitiba, Paraná
9. Sorveteria 50 Sabores, Fortaleza, Ceará
10. Gelateria Preciosa, Praia da Pipa, Rio Grande do Norte

Empresariado, mídia, FHC: tudo a ver

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Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Para quem gosta, foi uma festa. A trinca formada pelo empresariado paulista, a mídia e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está mais afinada do que nunca. Só falta combinar com os eleitores, que pensam exatamente o contrário.
Nesta segunda-feira, em mais um convescote tucano patrocinado pelo promoter empresarial João Dória Júnior, 602 empresários e executivos “de grande porte”, segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, antigo porta-voz do grupo, reuniram-se num almoço em torno de FHC na tentativa de criar uma “onda de razão” capaz de desencalhar a candidatura de Aécio Neves e leva-lo para o segundo turno.
O ex-presidente gastou seu latim e, depois de desancar o PT, como de costume, na sua autonomeada função de ombudsman da corrupção, deu conselhos ao seu candidato sobre como combater o inimigo: “Não sou marqueteiro, mas a dramatização é um modo de comunicação importante. A Marina respondeu à Dilma de forma dramática quando disseram que ela acabaria com o Bolsa Família. Por que o Aécio não pode fazer isso?”.
Aplaudido de pé três vezes durante o discurso e por mais de cinco minutos em cada uma delas, de acordo com a reportagem de Pedro Venceslau e Elizabeth Lopes, FHC citou até Roberto Jefferson, para concluir: “Não haveria o mensalão se não fosse o Roberto Jefferson. Em certos momentos, é preciso dramatizar para que a população sinta o que está acontecendo. O que está acontecendo na Petrobras é passível de uma indignação direta, porque exemplifica o que está acontecendo em muitos outros lugares”.
Sempre em busca de um delator e novas denúncias para mudar o cenário eleitoral desfavorável, o guru e eterno formulador dos tucanos não foi capaz de apresentar nenhuma proposta para melhorar o país – pelo menos, não li nada a respeito no registro feito pela caudalosa e imperdível matéria publicada na página A6 do Estadão, sob o título “Ao lado de tucanos, empresariado faz aposta em Marina”.
Pois é, apesar do esforço de FHC, o empresariado amigo já mudou de lado, segundo a pesquisa em tempo real feita entre os comensais pela Fundação Getúlio Vargas e pelo Lide, a sigla do “Grupo de Líderes Empresariais” comandado pelo promoter.
Como diria o Galvão Bueno, o jogo já esteve melhor para Aécio. Neste quinto almoço (olha o regime!) promovido por Dória Júnior só este ano, ao contrário do que aconteceu nos anteriores, antes da morte de Eduardo Campos e da disparada da ex-senadora, os empresários desta vez jogaram suas fichas na vitória de Marina Silva, em clara demonstração de que votaram mais baseados no desejo do que em fatos ao responder à pergunta sobre quem vai ganhar as eleições de 5 de outubro.
Marina Silva, que está derretendo nas últimas pesquisas, ganhou disparado de Aécio: para 53% dos donos da grana, ela vai derrotar o tucano, indicado vencedor por 35%. Apenas 12% apostaram na vitória de Dilma, que vem ampliando sua vantagem em todos os levantamentos.
Em março, Aécio era apontado vencedor por 56%; foi a 60%, em maio, disparou para 80%, em julho, e registrou 64 %, em agosto. Eduardo Campos tinha só 8% em julho e Marina foi a 19% em agosto, após a tragédia aérea. No palanque armado pelo Lide para FHC e Armínio Fraga, “o futuro ministro da Fazenda” de Aécio, ninguém parecia muito preocupado com o destino do ex-governador mineiro e presidente do PSDB.
Se não der para ser com Aécio, a trinca mostrou que não tem nenhum problema em adotar Marina. O importante, para eles, é só derrotar o PT. O país que se dane.
Vida que segue.

Atacante do Remo tem situação regular

O atacante Danilo Lins (Remo) está em situação inteiramente legal. Não procedem as especulações, a partir de uma possível denúncia do River-PI, sobre irregularidade envolvendo o jogador, que já teria atuado por três clubes na temporada. O departamento jurídico azulino negou qualquer ilegalidade na escalação do jogador e o fato foi confirmado agora à noite pelo repórter Wellington Campos, setorista da Rádio Clube junto à CBF.

Pesquisa Vox sinaliza Dilma vencendo no 1º turno

De Brasil 247

A pesquisa Vox Populi, divulgada nesta terça-feira 23, atinge em cheio a candidata Marina Silva, do PSB. Numa semana, ela recuou de 27% a 22%. Enquanto isso, a presidente Dilma Rousseff, do PT, subiu de 36% a 40%, enquanto Aécio Neves, do PSDB, também oscilou positivamente, de 15% a 17%. Isso abre a possibilidade de vitória em primeiro turno, uma vez que Dilma teria 40% contra 39% dos seus principais adversários – com os nanicos, no entanto, a tendência ainda é de segundo turno.

Na simulação de segundo turno, o resultado também foi muito ruim para Marina. No dia 15 de setembro, ela estava em empate técnico com a presidente Dilma. Hoje, perde por seis pontos de diferença: 45% a 39%. Num eventual segundo turno entre Dilma e Aécio, a presidente venceria por 49% a 34%. A pesquisa seria divulgada ontem, mas por motivo desconhecido, engavetou a informação até hoje, quando foram divulgadas, antes, as pesquisas CNT/MDA e Ibope.

Leia, abaixo, reportagem sobre a pesquisa Vox Populi de 15 de setembro:

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VOX POPULI: DILMA TEM 36%, MARINA 27% E AÉCIO 15%

Vantagem da presidente Dilma Rousseff no primeiro turno é de nove pontos, segundo a pesquisa Vox Populi; ela tem 36%, contra 27% de Marina Silva; na terceira posição, Aécio Neves permaneceu com 15%; no segundo turno, a situação é de empate técnico, com Marina aparecendo com 42% e Dilma com 41%; na pesquisa mais recente, divulgada no último dia 10, Dilma tinha 36%, contra 28% de Marina e 15% de Aécio; ou seja, a alteração foi mínima na última semana

15 DE SETEMBRO DE 2014 ÀS 20:06

Leão vai em busca de reforços para laterais

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A diretoria do Remo reuniu no começo da tarde desta terça-feira para definir a contratação de um lateral-direito e um lateral-esquerdo para a fase de mata-mata da Série D. Os dirigentes atendem a um pedido do técnico Roberto Fernandes (foto), que conta apenas com Levy e Alex Ruan como especialistas. O prazo para novas contratações termina no sábado, 27. O jogador Jailson, opção para a esquerda preferida pelos azulinos, não foi liberado pelo Águia de Marabá. O clube vai tentar trazer reforços para essas posições do futebol nordestino, alvo preferencial do Leão na era Roberto Fernandes. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

As pesquisas como elas são, a mídia como ela é

Por Laurindo Leal Filho, no Observatório da Imprensa

Pesquisas de intenção de voto não mudam apenas os humores de candidatos e eleitores. Elas são cada vez mais importantes para o direcionamento das doações dirigidas às diferentes campanhas. O dinheiro corre com mais facilidade para os cofres dos que aparecem com mais chances de vitória. Prestam-se também para influenciar eleitores indecisos ou determinados a mudar o voto na última hora, deixando de lado a escolha inicial e optando por outra, não tanto de sua predileção, mas capaz de evitar o sucesso do maior adversário, criando o chamado “voto útil”. Sem falar na desmobilização de militantes antes do fim do pleito ao verem seu candidato desabando nas pesquisas.

Em 1985, nas eleições municipais em São Paulo, o candidato Fernando Henrique Cardoso sentou na cadeira de prefeito antes da hora, confiando na pesquisa do Datafolha. Nas urnas, a vitória foi de Jânio Quadros, que não perdeu a oportunidade de usar seus dotes teatrais, desinfetando o trono antes de ocupá-lo.

Danosa, no entanto, para o jogo democrático, foi o papel da pesquisa e o seu uso pela mídia nas eleições de 1998 para o governo de São Paulo. Dois dias antes da eleição do primeiro turno, o Datafolha divulgou pesquisa apontando Paulo Maluf, com 31% dos votos, seguido de Francisco Rossi com 18%; Mário Covas, candidato à reeleição, com 17%; Marta Suplicy, com 15%, e Orestes Quércia, com 6%. Na véspera da votação, a imprensa tratou a eleição como se a decisão se limitasse a saber quem entre Covas e Rossi enfrentaria Maluf. E o temor da ida ao segundo turno de dois candidatos conservadores, Maluf e Rossi, levou um grande contingente de eleitores de Marta a optar por Covas, realizando o “voto útil”. Abertas as urnas, sentiram-se enganados. Covas ficou a apenas 0,9% de votos à frente de Marta e ela superou Rossi em 5,39%. Sem a influência do Datafolha e, sobretudo, da forma como a pesquisa foi “trabalhada”, Marta e não Covas (tampouco Rossi) teria disputado o segundo turno com Maluf.

Notícias negativas

São lembranças que não autorizam a descrer totalmente das pesquisas, mas ressaltam a importância de se ter com elas muito cuidado, principalmente sabendo-se de como são usadas pela mídia. Neste ano, por exemplo, a Rede Globo considerou os 3% das intenções de voto do Pastor Everaldo suficientes para levá-lo à bancada doJornal Nacional para uma exposição de 15 minutos. O objetivo era claro: ainda com Eduardo Campos na disputa, a tendência seria a eleição se encerrar no primeiro turno com a vitória de Dilma Rousseff. Uma pequena ascensão do pastor evitaria isso, e o Jornal Nacional estava ali, à disposição, para dar o empurrão necessário.

Tarefa oposicionista que o principal noticioso da Rede Globo realiza não apenas durante o período eleitoral, embora seu protagonismo cresça nessas épocas. Sempre se soube disso, mas agora os dados são mais concretos. Nas eleições de 2002 e 2006, um trabalho de fôlego da pesquisadora Flora Neves, da Universidade Federal de Londrina, analisou 199 edições do Jornal Nacional, constatando a manipulação do noticiário.

Um exemplo: em 2006, entre início no horário eleitoral obrigatório e o primeiro turno das eleições o JN levou ao ar 68,57% de notícias positivas para o candidato Geraldo Alckmin, 61,76% para Heloísa Helena, 52,94% para Cristovam Buarque e 16,43% para Lula. A íntegra está no livro Telejornalismo e Poder nas Eleições Presidenciais, da Summus Editorial, 2008.

Em 2014 a história se repete, e quem nos prova isso é o site Manchetômetro, importante realização do Laboratório de Estudos de Mídia e Esfera Pública sediado no Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Seus pesquisadores acompanham desde o início do ano as manchetes dos três jornalões brasileiros (Folha, Globo e Estado) e as do Jornal Nacional. O alinhamento dos quatro veículos em oposição ao governo fica evidente. O Manchetômetro constatou que entre 1º de janeiro e 22 de agosto o JN dedicou quase uma hora e meia do seu tempo para apresentar notícias negativas em relação a Dilma. Sobre Aécio foram quatro minutos.

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Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP e autor, entre outros, de A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão (Summus Editorial). Twitter: @lalolealfilho

Tapetão pode decidir Caso Brasília na quinta

É provável que o julgamento do polêmico caso Brasília termine nesta semana. O julgamento poderá entrar na pauta do Pleno do STJD nesta quinta-feira. A demanda chegou a entrar na pauta do dia 11, mas o presidente da corte, Caio Rocha, pediu vistas do processo, quando o Papão já contabilizava o voto favorável de dois auditores, contra um do Brasília-DF. Rocha alegou que precisava avaliar melhor o processo: “O caso é complexo e não me sinto confortável em julgá-lo agora. Por isso peço vistas e vou respeitar o prazo previsto no artigo 128 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD)”, disse na ocasião. Sua atitude gerou a desconfiança de que o caso poderia sofrer influência de bastidores. Caso não seja julgado nesta quinta, o processo deverá ser julgado na sessão do dia 26 de novembro.

O Brasília-DF conquistou a Copa Verde em campo, vencendo no tempo normal por 2 a 1 e ganhando a disputa em penalidades, mas perdeu o título no tapetão por utilizar os jogadores Gilmar, Fernando, Índio e Igor de forma irregular. Os atletas tiveram as prorrogações de seus respectivos contratos registradas e publicadas no Boletim Informativo Diário (BID), da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) fora do prazo exigido pelo regulamento de competições. Como o Brasília recorreu ao Pleno do tribunal, última instância na esfera desportiva, a decisão está sub judice.

Um casamento de conveniência

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Por Kiko Nogueira, no DCM

Se Marina Silva apareceu nas Jornadas de Junho como uma certa esperança de mudança de uma certa juventude, ela vai se consagrando como voto útil e sectário de gente cuja principal motivação para escolhê-la é o ódio figadal ao PT.

No balaio de gatos dos neosimpatizantes de sua candidatura cabe de tudo. Agora é o flerte com a — cof, cof — high society paulistana, um grupo cuja caricatura é a da empresária Rosângela Lyra, ex-representante da Dior do Brasil, católica militante, sogra de Kaká (cuja mulher é pastora).

Rosângela organizou um encontro de Walter Feldman, articulador da campanha marinista, com o supra-sumo da rua Oscar Freire, onde se concentram todas as grifes chiques de São Paulo.

Walter (“Waltinho”), que debandou do PSDB depois que viu que não teria mais espaço, acredita numa debandada generalizada do partido em caso de derrota.

Aproveitou para tranquilizar as moças sobre um possível governo socialista do PSB, na possibilidade remota — descartada há décadas — de o PSB ser coerente com o que a sigla significa.

Os tais conselhos populares de que Marina fala, segundo ele, não serão parecidos com “sovietes” ou “organizações de esquerda”. Enfim, muita calma nessa hora, tamo junto, confia, segura na mão de Deus e vai.

É do jogo Marina buscar voto em qualquer lugar, seja de onde for e de quem vier (e como for?). Mas você não precisa ser muito esperto para ver que isso não tem nada a ver com “nova política”.

O marinismo sai do armário em pequeno estilo. Do outro lado, é difícil imaginar as amigas de Lyra tomando chá com a ex-seringueira se estivéssemos em circunstâncias normais.

No vale-tudo da eleição, Marina topa servir de cavalo de Troia para quem a quer apenas para executar o trabalho sujo de tirar da frente o inimigo.

Nesse casamento, é enorme a chance de decepção de ambas as partes. Aécio é o funcionário do mês, que todos já conhecem. Marina está na frente, mas uma incógnita. Alguém precisa lembrar que não existe almoço grátis.

Sua aura de pureza se evapora a cada dia. Marina ganhou 1,6 milhão de reais entre 2011 e 2014, fruto de palestras. Declarou que não podia revelar os nomes dos contratantes por causa de uma cláusula de confidencialidade.

Segundo a Folha, a cláusula não se aplica a vários dos contratos. Muitas entidades não assinaram nada que obrigasse ninguém ao silêncio. Como sempre, Marina usa seu comportamento passivo-agressivo para dizer que isso é perseguição.

“Vou votar na Marina. Ela quer a mudança que todos almejamos e não sabemos onde tá nem como fazer. E ela sabe”, diz Rosângela Lyra. “Marina tinha algumas ideias, mas a gente acredita que, com o passar dos anos, ela pode ter mudado”.

Ela tinha milhares de ideias, não há dúvida. Mudou porque muda de opinião de um dia para outro, dependendo do interlocutor.

O problema é quando esse defeito grave vira virtude apenas porque é conveniente. Não há nada mais velho, moribundo e desprezível do que isso.