Diálogo e bom senso para reformar o futebol

Em reunião entre o Bom Senso FC e a presidenta Dilma Rousseff, na tarde desta segunda-feira, o Brasil deu um encaminhamento importante rumo a um futebol mais moderno e democrático. Foram discutidos três passos iniciais: primeiramente, a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, ligada ao fair play financeiro pleiteado pelo movimento; depois,  a democratização da estrutura política do futebol e, por fim, o Plano Nacional de Desenvolvimento do Futebol.

Segundo Toninho Nascimento, Secretário Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor do Ministério do Esporte, em alguns dias deve ser fechada a proposta com relação à Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. A presidenta Dilma Rousseff ainda se reunirá com os clubes para ouvir as contribuições finais para que o projeto seja adaptado às necessidades imediatas do futebol brasileiro.

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Ricardo Borges Martins, diretor-executivo do Bom Senso FC, ressaltou, em entrevista coletiva, a necessidade de mais instrumentos de fiscalização: “É necessária uma apresentação semestral da Certidão Negativa de Débitos e um comprovante de pagamento dos funcionários”.

Toninho destacou ainda que o Ministério do Esporte se preocupa com a relação entre empresários e clubes – julga que não é hora de fortalecer ainda mais o poder dos empresários, e sim destinar uma parte maior do dinheiro da venda dos atletas aos clubes – e com a negociação de jogadores muito jovens.  “É o começo da modernização. A curto prazo, a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte; a médio prazo, a democratização e a longo prazo o Plano Nacional”, afirmou Enrico Ambrogini, outro diretor-executivo do movimento.

3 comentários em “Diálogo e bom senso para reformar o futebol

  1. E esta lei de responsabilidade fiscal no esporte, em que consiste? Fico imaginando se ela não é mais um meio dos clubes, mais exatamente dos seus dirigentes irresponsáveis (para dizer o mínimo), mais uma vez serem perdoados de suas gestões irresponsáveis com o dinheiro e patrimônio dos clubes, mediante renúncia de dinheiro público pelo governo.

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