Campeonato Paraense – Semifinais do returno.
Tuna x PFC – Estádio do Souza.
Na Rádio Clube, Jones Tavares narra, Rui Guimarães comenta. Reportagens – Francisco Urbano e Reginaldo Barros.
TV Cultura transmite ao vivo.
Campeonato Paraense – Semifinais do returno.
Tuna x PFC – Estádio do Souza.
Na Rádio Clube, Jones Tavares narra, Rui Guimarães comenta. Reportagens – Francisco Urbano e Reginaldo Barros.
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Por Gerson Nogueira
Às voltas com tremendos aperreios em campo nas semifinais do returno, o Remo começa também a ter desnudados seus graves problemas de gestão. Um grupo de associados do clube, cansado de esperar pela publicação das contas e balanços, decidiu interpelar publicamente o presidente Sérgio Cabeça.
Apesar do tom educado da mensagem endereçada ao dirigente, as perguntas são pontuais e contundentes. A Associação dos Sócios do Remo (Assoremo) quer saber a destinação do dinheiro arrecadado nos clássicos Re-Pa do campeonato e no jogo contra o Flamengo pela Copa do Brasil. Exige explicações sobre a dívida com os funcionários e sobre o débito trabalhista do clube.
A entidade quer saber, ainda, a real situação do programa sócio-torcedor, que envolve a firma Nação Azul. Indaga sobre a real quantidade de sócios (proprietários e remidos), quites ou inadimplentes. E cobra providências quanto ao esporte amador e à reconstrução do ginásio Serra Freire. Caso não seja atendida, a Assoremo pretende recorrer à Justiça para ter acesso às informações desejadas.
São perguntas que todos os azulinos de boa cepa devem fazer à diretoria. É inconcebível que o dinheiro (cerca de R$ 2,4 milhões) obtido com as arrecadações do primeiro trimestre da temporada não tenha sido utilizado para resolver a pendência com os funcionários, conforme promessa dos próprios dirigentes.
Soa estranho, ainda, que a direção se recuse a abrir as contas, revelando os números de receita e despesa. Clube mais antigo do Estado, o Remo vem se notabilizando por ser também o mais arcaico quanto à gestão. Seus cardeais, salvo exceções honrosas, têm se esmerado em travar a implantação de práticas democráticas na agremiação.
A proposta de eleições diretas para presidente, que já foi implantada no Paissandu, vem sendo postergada há cinco gestões. Os conselheiros se revezam na tarefa de engavetar e protelar. Beneméritos de grande influência no clube, como Manoel Ribeiro e Rafael Levy, posicionaram-se claramente contra a iniciativa.
Dono de imensa e apaixonada torcida, o Remo vive com um pé no atraso por força das correntes políticas que o dominam. São caciques que agem como se o clube lhes pertencesse, fechando-se em torno de um Conselho Deliberativo que raramente delibera sobre alguma coisa.
A intervenção da Assoremo, apesar de suas limitações estatutárias, deve ser saudada como um grito em defesa dos interesses do torcedor, que repudia o domínio do clube pelos conselheiros e exige reformas imediatas. É o passo inicial também para uma tentativa de organização dos sócios, capazes de no futuro assumirem posições de comando no clube.
O impasse envolvendo o futebol profissional, que há cinco anos busca se estabilizar na Série D e sofre na disputa do campeonato estadual, é apenas a parte mais visível dos problemas. Por ser mais apaixonante, o futebol concentra as expectativas e atenções, mas a parte administrativa não pode ser esquecida pelos torcedores.
No fim das contas, os desmandos da gestão se refletem na parte mais visível da engrenagem. O futebol, emparedado pela política aloprada de contratações e desatinos como o pagamento de bicho por jogo, serve para expor a parte pública das mazelas azulinas. O lado positivo é que, antes atento apenas ao que rolava em campo, o torcedor começa a se libertar da alienação. Pode ser o começo da redenção.
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Torcedor quer mais conforto
Não há segredo. O que afugenta o torcedor dos estádios no Brasil é, principalmente, a má condição dos estádios. Foi o motivo mais citado para a persistente queda de público no futebol, à frente de outros fatores, como calendário, preço de ingressos e violência.
A constatação vem de pesquisa feita pela consultoria Trevisan Escola de Negócios e pela Pluri Consultoria, durante o seminário “Calendário do Futebol”, realizado no final de março pela Brasil Sport Market. O item recebeu 22% dos votos dos participantes.
O desconforto e a insegurança das instalações esportivas das principais praças esportivas são apontados como maiores causas da fuga do torcedor. O calendário, com a exagerada quantidade de jogos de baixa qualidade, foi mencionado por 19% dos consultados. O alto preço dos ingressos (18%) é o terceiro fator. Em quarto, vem a violência (15%), principalmente por parte das torcidas organizadas.
Com a utilização das 14 novas arenas construídas para a Copa do Mundo, a tendência é de recuperação gradual de público, embora a novidade venha acompanhada de inevitável elitização do futebol no país.
Outro dado interessante da pesquisa foi a aprovação (82%) dos campeonatos estaduais, embora bem próxima da preferência (79%) pelo campeonato nacional durante o ano todo.
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Os 85 anos da Rádio Clube
O amigo Pedro Paulo da Costa Mota, presidente da Associação dos Servidores da Delegacia Federal de Agricultura (Asdefa), se antecipa e homenageia a nossa a Rádio Clube do Pará pelos seus 85 anos, que transcorrem amanhã. Ele parabeniza a emissora pelos “relevantes serviços prestados à sociedade paraense, através da comunicação jornalística, esportiva e social, sempre pautada nos pilares da responsabilidade e do comprometimento, comemorados no próximo dia 22 de abril. A todos que fazem a Rádio Clube do Pará (A Poderosa), nossas congratulações e votos de muitas felicidades”.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 21)
Com determinação e objetividade, o Remo derrotou o Paissandu por 2 a 1 na noite deste sábado na abertura das semifinais do returno do Campeonato Paraense. Com o resultado, os azulinos reverteram a vantagem bicolor e agora jogarão por um empate no próximo confronto, marcado para sábado. O jogo foi disputadíssimo e os atletas tiveram dificuldades em função do estado do gramado, castigado pela forte chuva. O primeiro tempo teve predomínio azulino e o Paissandu reagiu no segundo, mas não conseguiu igualar o marcador.
O Remo iniciou o clássico partindo para o ataque, apesar de ter escalado apenas um atacante de ofício, o centroavante Val Barreto. Logo aos 10 minutos, Barreto recebeu passe de Nata e levou a melhor sobre Rodrigo Alvim antes de disparar para as redes de Paulo Rafael, abrindo o placar. Empurrado pela torcida, o Paissandu tentou reagir e passou a pressionar. Pikachu teve a melhor oportunidade, mas Fabiano estava bem posicionado.
Sempre na ofensiva, o Paissandu deixava espaços na marcação. Foi assim que, aos 36 minutos, Jonathan recebeu livre na área e bateu na saída de Paulo Rafael, ampliando a vantagem remista. Na sequência, os bicolores tentaram se reequilibrar, mas o Remo marcava bem no meio, principalmente com Nata, Jonathan e Endy. Nervosos, os jogadores do Paissandu erravam passes e Paulo Rafael discutiu com Eduardo Ramos.
Para o segundo tempo, Lecheva resolveu partir para o ataque e fez uma mudança radical. Tirou Vânderson e pôs João Neto em campo. Ficou com três homens na frente (Iarley, Héliton e Neto), mas perdeu força na marcação. A mexida surtiu efeito e, aos 8 minutos, João Neto chutou com perigo. Em seguida, Iarley foi lançado e desperdiçou excelente oportunidade.
A defensiva remista, que tinha grande atuação, afrouxou a vigilância e, aos 21 minutos, Pablo (que havia substituído Rodrigo Alvim) descontou para o Papão. Empolgado, o time continuou pressionando e quase chegou ao empate. Para sair do sufoco, o Remo começou a sair em contra-ataques, depois que Ramon entrou na partida. Aos 32, Val Barreto deu grande passe a Ramon, que errou na finalização. Aos 44, Branco recebeu dentro da área, mas deixou a bola escapar, desperdiçando a chance do terceiro gol.
Remo: Fabiano; Carlinho Rech, Henrique e Mauro; Gerônimo (Branco), Nata, Jonathan, Capela (Ramon), Endy (Tony) e Alex Ruan; Val Barreto. Técnico: Flávio Araújo.
Paissandu: Paulo Rafael; Pikachu, Bispo, Raul e Rodrigo (Pablo); Vanderson (João Neto), Ricardo Capanema, Djalma e Eduardo Ramos; Iarley (Rafael Oliveira) e Héliton. Técnico: Lecheva.
Local: Estádio Jornalista Edgar Proença.
Árbitro: Joelson Silva dos Santos. Assistentes: José Ricardo Coimbra e Hélcio Araújo Neves.
Cartões Amarelos: Raul, Héliton, Capanema e Paulo Rafael (Paissandu); Val Barreto, Nata, Ramon e Mauro (Remo).
Renda: R$ 188.125,00. Público pagante: 11.254. Credenciados: 1.759. Público total: 13.013.
Campeonato Paraense – Semifinais do returno.
Clube do Remo x Paissandu – estádio Jornalista Edgar Proença.
Na Rádio Clube, Ronaldo Porto narra, João Cunha comenta. Reportagem – Paulo Caxiado, Dinho Menezes.
TV Cultura transmite ao vivo.
O blog, tão anunciado, finalmente ganha corpo e estréia. A ideia é falar de quase tudo, desde jornalismo (obviamente) até o jogo da rodada, sem esquecer os bastidores do mundo boleiro. E comentar filmes. E dar pitacos sobre livros. E, claro, falar e tocar música. Sempre no ataque e jogando limpo, como pregam os grandes mestres do futebol.
Com o post acima, espécie de cartão de apresentação, nascia o blog no dia 20 de abril de 2009. Poucos comentários no começo, quase nenhuma movimentação, mas logo a cangula pegou vento e se transformou no colosso de hoje, com mais de 3.116.000 acessos. Tudo graças à confiança que os comentaristas e baluartes depositaram na proposta de um espaço jornalístico com abertura para os assuntos mais diversos, a livre troca de ideias e a manifestação de opiniões. Tem sido assim desde então e deve continuar sempre, atendendo às necessidades de um público cada vez mais exigente quanto à transparência e a qualidade da informação. Vamos em frente, amigos!
Obrigado a todos.
Por Gerson Nogueira
A velha conversa de que clássico não tem favorito reaparece sempre que se aproxima um Re-Pa. A máxima pode até ser verdadeira, mas permite exceções. Pela lógica natural das coisas, por exemplo, o clássico de hoje aponta para o favoritismo do Paissandu. Sereno, tranquilo, descansado e sem a menor sombra de crise, o time de Lecheva encara um Remo estropiado, desesperado, pressionado e às voltas com sérias turbulências internas.
Como é um confronto tradicional, entre clubes de massa, situações aparentemente favoráveis para um lado podem ser revertidas quando a bola rola. Os arquivos dos jornais estão atopetados de histórias de superação envolvendo os dois velhos rivais.
Em respeito à história, os torcedores mais experientes mostram sempre um mínimo de cautela em relação ao resultado. Enquanto a parte festiva da torcida começa logo a falar em goleada histórica e coisas do gênero, os mais velhos seguram a onda, temerosos de um revertério.
O mesmo acontece com os jogadores, que, por dever de ofício, não costumam se empolgar muito quando o adversário parece inferiorizado ou em fase descendente. Sabem que clássicos funcionam também como gancho para grandes ressurreições. Afinal, nada mais consagrador para um time combalido e desacreditado do que um triunfo diante do rival.
É mais ou menos o que se passa com o elenco do Remo. Depois de sentir o grau de irritação da torcida no retorno a Belém, os remistas vivem horas tensas à espera do clássico. Têm consciência de que boa parte dos torcedores não põe fé na capacidade da equipe e de seu técnico. Por isso, apostam tudo no jogo desta noite para reaver a confiança perdida e continuar sonhando com a vaga na Série A.
Por outro lado, engana-se quem imagina que o Paissandu, por desfrutar de uma situação bem mais amena, não tem motivos para se preocupar. Imagino que Lecheva e sua comissão técnica tenham procurado justamente combater esse suposto favoritismo, evitando que o time se contamine pelo sempre traiçoeiro vício do sapato alto.
O fato é que, pelo clima que cerca o clássico, está mais ou menos claro que a vitória dependerá muito do fator anímico. As qualidades técnicas de cada equipe têm grande relevância, mas ninguém deve subestimar o papel do fator emocional no embate. Por tudo isso, contrariando a impressão geral, penso que será um dos clássicos mais disputados e difíceis dos últimos tempos.
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Simplicidade deveria ser lei
As diferenças são abissais. Lecheva opta por simplificar o processo, mantendo o time que derrotou o São Raimundo em Boa Vista, o que garante o rápido Héliton no ataque. Flávio Araújo, ao contrário, capricha na complicação.
Aparentemente abalado com as críticas depois da má atuação no Rio, chegou a considerar a barração de Nata, Galhardo e Válber, mas acabou mantendo o primeiro na lista de relacionados para o Re-Pa.
É a chamada apoteose da teimosia, pois o volante é reconhecidamente um dos mais limitados do atual elenco remista. Não há um jogo memorável nesta passagem pelo Remo. Enquanto isso, Tragodara não teve sequer uma oportunidade no time em sua posição original.
Mais temerária ainda é a hipótese, defendida até por alguns cardeais da diretoria, de aproveitamento do improdutivo Ramon, que havia sido afastado da equipe por deficiência técnica. Por enquanto, reina o suspense quanto à escalação. Até mesmo o confuso 3-5-2 utilizado pelo treinador pode ser alterado, o que abriria a possibilidade de uma reconciliação com a simplicidade.
A conferir.
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Mais um craque que se vai
Os fãs do velho e bom rock’n’roll como este escriba aqui conheciam bem o trabalho do cara, daí o lamento geral pela sua morte, ocorrida anteontem em Londres, aos 69 anos. Autor de capas de disco lendárias, o designer inglês Storm Thorgerson ficou particularmente célebre pela inspirada criação da capa de “Dark Side of the Moon”, o mítico disco do Pink Floyd. Mas Thorgerson fez muito mais.
Desenhou praticamente todas as capas de discos do Floyd, além de trabalhos para o Led Zeppelin, Cranberries, Audioslave, 10cc, David Gilmour, Offspring, Rainbow, Allan Parsons e Genesis. Pode-se dizer que ele foi responsável pela transformação das capas de long-plays em obras dignas de pontificarem nos grandes museus e galerias. O consolo é que ele ainda teve tempo para um trabalho de fôlego: a nova série da obra do Pink Floyd.http://www.stormthorgerson.com/
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste sábado, 20)
Escolha seu king-kong preferido…
1) O senador Tapioca voltou a fazer marola, ameaçando trazer a Belém uma comissão do Senado para investigar a FPF. No fim das contas, os representantes da federação nem se abalaram para atender os visitantes na Assembleia Legislativa. Outra desfeita para o maior colecionador de micos da temporada.
2) Técnico Flávio Araújo, do Remo, treinou o time com uma escalação e na hora do jogo contra o Flamengo modificou tudo. Se queria surpreender o técnico Jorginho, acabou surpreendendo até seus próprios jogadores. A derrota de 3 a 0 confirma que o time não assimilou as mudanças.
3) Presidente da CBF, José Maria Marin, enfraquecido pelas várias denúncias de irregularidades no órgão, reuniu os presidentes de federações num convescote no Rio. Além de toda mordomia, os cartolas receberam “mesadas” entre R$ 50 mil e R$ 120 mil, segundo a Folha de S. Paulo.
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