Fla x Remo será em Volta Redonda

O técnico Jorginho garantiu, em entrevista coletiva concedida após o treino desta sexta-feira, no Ninho do Urubu, no Rio, que a partida de volta entre Flamengo e Remo, pela primeira fase da Copa do Brasil, acontecerá no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) havia voltado da decisão na última quinta-feira e aberto a possibilidade do jogo sofrer transferência para Juiz de Fora (MG). “Receberemos o Remo em Volta Redonda. Agora é o Flamengo que não quer jogar em Juiz de Fora”, garantiu o treinador. (Do Lance!) 

Esmac conquista Taça Brasil Correios de Futsal

A Esmac/Ananindeua ficou com o título da Taça Brasil Correios de Futsal – Sub-20 Feminino, depois da final contra as mineiras da Liespe/Ipatinga. O jogo terminou empatado em 1 a 1, mas o time paraense tinha a melhor média de gols e levantou o troféu. A IX Taça Brasil Correios de Futsal Feminino aconteceu em Belém entre os dias 7 e 11 de abril e reuniu clubes de Minas Gerais, Roraima, Mato Grosso, Goiás e Acre, além do Pará. Foram 15 jogos e 112 gols marcados.

Depois do estrago feito, Santa Cruz desiste de ações

Da mesma maneira esquisita como conduz suas finanças, o Santa Cruz de Cuiarana agiu no momento de abrir mão das ações que mantinha junto ao TJD, reivindicando a remarcação do jogo contra o Paissandu pela sétima rodada do returno do Campeonato Paraense. O patrono do clube, senador Mário Couto, anunciou – através de um jornal da cidade – que o clube desistiu dos recursos, a fim de não prejudicar o torcedor. Algumas inverdades nessa afirmação: em nenhum momento, o Santa Cruz demonstrou preocupação com a torcida e o recurso apresentado ao STJD serviu para paralisar (e esfriar) um campeonato que vinha se mostrando atraente e muito disputado. A partir de agora, a FPF está liberada para definir as datas das semifinais do returno, entre Paissandu x Remo e PFC x Tuna.

A fina arte de desequilibrar

Por Gerson Nogueira

bol_sex_120413_15.psO futebol tal como o conhecemos é cada vez mais surpreendente e imprevisível. Se no passado o acaso já conduzia as coisas, em pelo menos 50% dos casos, o equilíbrio reinante hoje entre as equipes permite avaliar que a maioria dos jogos é decidida num descuido qualquer. Ao mesmo tempo, esse nivelamento técnico (por baixo) acaba por ressaltar ainda mais o papel dos jogadores mais qualificados.

Com uma perna só, como bem relatou o jornal El País, o craque Lionel Messi determinou a passagem do Barcelona pelo PSG, anteontem. Até a metade do segundo tempo o confronto era vencido com galhardia pelos franceses, apesar da incansável pressão catalã. A entrada em cena de um talento especial desequilibrou a ordem natural.

Ficou mais uma provado que o craque, mesmo que não esteja em plenas condições, é capaz de mover montanhas. Messi recebeu algumas bolas, manteve-se parado, sem girar as jogadas ou buscar arrancadas. Quando pegou na bola à altura da meia-lua e lançou Villa a sorte do Barça começou a mudar. Daí nasceu o passe recuado para Pedro fuzilar no canto esquerdo de Sirigu.
Falando assim parece simples. E foi. A questão é que simplificar é uma arte. Messi é um artista. Vai daí…
Quando uma parada enrascada é resolvida de maneira tão didática como o duelo do Camp Nou aprendemos que a glória no esporte bretão vai permanecer sempre refém dos talentosos. Felizes os que contam com esses seres privilegiados, como os argentinos hoje em relação a Messi. Como o Brasil nos anos 60 em relação a Pelé e Garrincha.
No rabo da fila das melhores seleções do mundo, amargando um inacreditável (mas justo) 19º lugar, o Brasil precisa desesperadamente encontrar alguém que possa significar o desequilíbrio, estabelecer a dissonância. Não vai ser fácil.
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Copa BR escancara realidade
O Paissandu foi a Boa Vista e arrancou uma vitória tranquila, suficiente para eliminar o segundo jogo. A rigor, podia ter saído de Roraima com um placar mais folgado, embora tenha se deixado pressionar no segundo tempo. No fim das contas, uma vitória que representou a salvação da lavoura para o futebol paraense nesta primeira rodada da Copa do Brasil.
Depois que o Remo perdeu em casa para um descalibrado Flamengo, os outros três representantes paraenses tinham responsabilidades bem distintas. O Paissandu era favoritíssimo contra o São Raimundo e cumpriu seu papel, com autoridade.
O Águia, que havia sido derrotado na primeira partida contra o Nacional, precisava se recuperar no Zinho Oliveira. Ao contrário de outros tempos mais garbosos, o Azulão marabaense sucumbiu ao apenas mediano time manauara, caindo por 2 a 1.
A tragédia, porém, se revelaria em todas as cores no estádio Parque do Bacurau. O Cametá, atual campeão paraense, foi fragorosamente aniquilado pelo Atlético Goianiense, com requintes de crueldade. O placar de 7 a 0 soou como sentença fúnebre do estágio do futebol por aqui.
Pelo andar da carruagem, a situação ainda pode ficar pior.
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Direto do Facebook:

“Eu levo a minha vida com a direção de Deus e depois como se cada dia fosse uma partida de futebol. Quando o time joga de forma equilibrada, tendo uma zaga boa, meio-campo bom e um ataque bom, e não precisa ser um time de estrelas, o que precisa é confiar em Deus e jogar cada partida com muito esforço e sabedoria.”

De Ewerton Coqueiro, dando a receita exata de um torcedor misericordioso. 
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 12)

Guerrilha do Araguaia em documentário no Olympia

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Recebi convite do amigo Paulinho Fonteles e repasso aos baluartes do blog:

O Comitê Paraense pela Verdade, Memória e Justiça em conjunto com o Conselho Regional de Psicologia PA/AP exibirá no próximo sábado, no Cinema Olympia, a partir das 15h, o documentário “Araguaia-Campo Sagrado”, de Evandro Medeiros que, além de cineasta é professor da UFPA, do campus de Marabá. O filme, um longa de cerca de 50 minutos, cuja narrativa aborda os duros acontecimentos da invasão militar ao sul do Pará para sufocar o mais importante evento de resistência ao regime dos generais, a guerrilha do Araguaia, organizada na clandestinidade pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) entre 1972 a 1975, é contundente pelos depoimentos de camponeses, ex-mateiros e soldados que atuaram naquele episódio.
Outro aspecto contundente do documentário é a denúncia do assassinato do ex-mateiro Raimundo Clarindo do Nascimento, o “Cacaúba”, em junho de 2011. Tal rastejador, um dos mais importantes na caçada militar no Araguaia, silenciou por mais de trinta anos e apenas em maio daquele ano é que começou a falar o que sabia. Em fins de junho apareceu morto depois da visita do major Curió na Serra Pelada, onde morava. Excluído da reunião dos ex-guias com o antigo chefe, revelou saber que sua vida estava em risco. Na época denunciei o ocorrido num artigo, “Relatos de um homem morto”, que te envio.
A exibição da película em Marabá, em novembro último, no fechamento dos trabalhos do Grupo de Trabalho Araguaia do Governo Federal gerou o maior quiprocó por conta da atitude destemperada de um coronel do Exército gerando, inclusive, repercussão nacional. Depois do filme realizaremos um debate com a presença do próprio diretor, Evandro Medeiros, do jornalista Ismael Machado e a minha, pelo Grupo de Trabalho Araguaia.
A atividade, por fim, marca o fechamento da Semana Paraense pela Memória e Direitos Humanos além de ser “comemorativo” pela passagem dos 41 anos do início da Guerrilha do Araguaia, 12 de abril de 1972.