Desgastado, Marin descarta pedir licença

Do Blog do Perrone

Na assembleia geral desta terça na CBF, José Maria Marin descartou pedir licença por motivos de saúde. Afirmou que, mesmo se ficar doente, prefere morrer no cargo a sair. Quer evitar a impressão de que pediu afastamento por não resistir à pressão contra sua permanência.

Aliados do cartola, farejam um preocupante desgaste físico. Mas desejam o afastamento temporário também por acreditarem que a licença diminuiria os ataques contra ele. Há ainda quem tema que Marin crie novas situações constrangedoras, principalmente durante a Copa das Confederações, como presidente do COL.

Além de assegurar que ficará, o cartola respondeu aos presidentes das federações sobre temas polêmicos, como as gravações atribuídas a ele e publicadas no Youtube. Disse que são áudios editados em ações criminosas. Falou ter tomado as medidas judiciais necessárias.

No final, o dirigente conseguiu aprovar as contas de 2012 sem sobressaltos. Ninguém votou contra. Nem o presidente da Federação do Maranhão, Antônio Américo Lobato Gonçalves, crítico voraz da administração até a noite anterior à assembleia.

Cidade viciante e de imensa riqueza gastronômica

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Por Ailin Aleixo (Blog Gastrolândia)

Belém é apaixonante, intoxicante, aromática, rica, fértil, pujante. Belém de tantos sabores desconhecidos para nós do Sudeste, que achamos estar no centro do mundo. Belém do Ver-o-Peso, o mercado que reserva maravilhas a cada corredor. Belém do tucupi, das farinhas, da maniçoba, do jambu, do buriti, do uxi, do jenipapo, do bacuri, do cupuaçu, da pupunha, do tucumã, do murici, do taperebá, da surijuba, da piramutaba. Belém do amado açaí. Belém que merecia ser visitada por todos os brasileiros – e que, infelizmente, possui turismo interno diminuto. Belém do Remanso do Bosque, do Portinha, do Lá em Casa, da Cairu. Belém que impregnou em mim.

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Passei uma semana na capital do Pará por conta do décimo Festival Gastronômico Ver-o-Peso, idealizado pelo pesquisador e chef Paulo Martins e, hoje, após sua morte, tocado por sua mulher e filhas. O Festival tem como intuito divulgar a magnitude dos ingredientes amazônicos e mostrar aos brasileiros – amantes de gastronomia e chefs – a preciosidade da culinária paraense. Um tremendo e importantíssimo evento que, em 2014, acontecerá em data a ser definida entre final de abril e começo de maio.

Durante estes dias fui apresentada ao lindo, trabalhoso e altamente refinado processo de fabricação do tucupi – item indispensável no dia-a-dia do paraense -, líquido extraído da mandioca brava (ou amarela) e temperado com jambu (erva que provoca dormência na língua), chicória e alfavaca. Comecei a conhecer as dezenas de tipos, texturas e sabores de farinha, como a d’água, feita com mandioca fermentada em água, ou pubada. Provei peixes surrealmente saborosos como o filhote, o tucunaré e o pirarucu.

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Vi a potência e o real sabor do açaí fresco, consumido salgado na companhia de peixe frito e farofa (no Ver-o-Peso há dezenas de quiosques que vendem porção pra dois a R$ 13) e, para terminar a refeição, servido com farinha de tapioca, gelo e açúcar. Provei coisas inesquecíveis como a moqueca paraensedo Remanso do Bosque – restaurante sensação de Belém, comandado pelos irmãos Thiago e Felipe Castanho- a esfiha de pato, jambu e tucupi do Portinha, o sorvete de bacuri com castanha do pará da sorveteria Cairu, a castanhada (doce parecido com cocada porém feito com castanha do Pará crua, gema e açúcar) do Lá em Casa, o filhote grelhado servido com tucupi, jambú e pirão do Saudosa Maloca, na Ilha do Combú.

A tristeza foi notar como sabemos tão pouco sobre nosso próprio país e ignoramos centenas de ingredientes nacionais em detrimento de itens insípidos que viajam meio mundo até parar na gôndola dos supermercados de Rio, São Paulo, Brasília. Meus dias em Belém me fizeram ver que ainda somos um país de cidadãos que usam seu dinheiro para passar férias comendo em Paris ou Nova York, por que acham “chique”, mas ignoram absolutamente as maravilhas da gastronomia do estado ao lado do seu. Ainda somos tão colonizados…

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Espero que isso mude. Espero que voar para o Norte fique mais barato do que ir a Miami… Espero que pato no tucupi seja tão “luxuoso” como boeuf bourguignon e que o Queijo de Marajó seja encarado com o mesmo respeito do Grana Padano. Porque se tem algo do qual é possível se orgulhar nesse país de tantos desapontamentos é da nossa gastronomia. Chefs de diversos países já sabem disso – e, tremenda ironia – precisamos que eles nos contassem para começar a prestar atenção.

Visita do coronel ao Marin das Medalhas

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Tudo em casa. O coronel Antonio Carlos Nunes, presidente da FPF, durante a audiência com o presidente da CBF, José Maria Marin, no Rio, quando foi tratada a questão da interrupção do Campeonato Paraense, que ainda estava paralisado. Ao lado de ambos, o diretor do Remo, Maurício Bororó; o presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero; e o advogado da FPF, Antonio Cristino. (Foto: RAFAEL RIBEIRO/CBF) 

Venda de ingressos para o Re-Pa começa quinta-feira

Começa nesta quinta-feira (18) a venda de ingressos para o clássico Remo x Paissandu de sábado, 18h30, válido pelas semifinais do returno do Campeonato Paraense. Os ingressos serão vendidos a partir das 8h30, nos estádios da Curuzu e Baenão. No sábado, dia do jogo, a venda será de 8h às 12h.

Preço dos ingressos: 

R$ 20,00 – arquibancada
R$ 50,00 – cadeira lateral

Por determinação do Ministério Público do Estado, os ingressos de gratuidades destinados aos idosos e  portadores de necessidades especiais serão entregues no sábado, a partir das 15h30, no estádio Jornalista Edgar Proença (Mangueirão).

Felipão convoca ‘genéricos’ para pegar o Chile

Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu antecipar a convocação para o amistoso da próxima quarta-feira diante de Chile, no Mineirão. De novo com uma ‘seleção genérica’, Luiz Felipe Scolari decidiu apostar agora no goleiro Diego Cavalieri, no lateral-direito Marcos Rocha e no zagueiro Henrique. O volante Fernando também retornou à equipe. Ficaram de fora com relação ao time chamado para o amistoso com a Bolívia o quarto goleiro do Corinthians, Matheus Caldeira, o lateral Douglas Santos, o zagueiro Dória e o volante Arouca. As grandes novidades são Marcos Rocha (Atlético-MG) e Henrique (Palmeiras), que estavam fora da Seleção Brasileira desde o Superclássico das Américas, ainda com Mano Menezes, em 2012.

325_2a51f675-ac1f-3aa1-97d0-41aa68b78106A convocação estava inicialmente marcada para esta quarta. A CBF, porém, aproveitou a Assembleia Geral da entidade para adiantar e já entregou a lista de convocados para os jornalistas presentes. Apesar de genérica, a lista é a última de Luiz Felipe Scolari antes da convocação para a Copa das Confederações. Os próximos amistoso, diante de Inglaterra e França (2 e 6 de junho, respectivamente), já serão com os jogadores que vão disputar o torneio.
Goleiros: Diego Cavalieri (Fluminense) e Jéfferson (Botafogo).
Laterais: André Santos (Grêmio), Marcos Rocha (Atlético-MG).
Zagueiros: Dedé (Vasco), Henrique (Palmeiras/foto) e Réver (Atlético-MG).
Meio-campistas: Fernando (Grêmio), Jadson (São Paulo), Jean (Fluminense), Paulinho (Corinthians), Ralf (Corinthians) e Ronaldinho Gaúcho (Atlético-MG);
Atacantes: Alexandre Pato (Corinthians), Leandro (Palmeiras), Leandro Damião (Internacional), Neymar (Santos) e Osvaldo (São Paulo). (Da ESPN)

Assembleia vai criar a CPI do Futebol

O deputado estadual Alfredo Costa (PT) deu entrada nesta terça-feira do requerimento 190/2013, que pede a criação   da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar supostas irregularidades no futebol profissional paraense. A proposta conta com 14 assinaturas de parlamentares das bancadas do PT, PSol, PTB, PMDB e PSDB.

Sob um mar de incertezas

Por Gerson Nogueira

bol_ter_160413_15.psO Remo viaja ao Rio para enfrentar o Flamengo, na partida de volta pela primeira rodada da Copa do Brasil, deixando atrás de si uma torcida apreensiva a respeito de suas chances. Mesmo os fãs mais otimistas, duvidam da força de um time que sofreu grave pane técnica depois de perder o primeiro turno do campeonato para o maior rival.

A derrota no primeiro jogo nem representa a fonte maior de preocupação dos torcedores. O que semeia dúvidas é a crônica dificuldade que o time tem para se impor em campo. Escalado pelo técnico Flávio Araújo quase sempre no 3-5-2, o Remo não aprendeu a jogar nesse sistema.

O problema está na origem. Quando um time opta pelo esquema de três zagueiros deve, como válvula de escape para o ataque, contar com dois alas qualificados. São jogadores encarregados de fechar espaços pelos lados e, principalmente, auxiliar nas ações ofensivas.

O Remo não tem alas, nem mesmo laterais razoavelmente habilitados a desempenhar essas funções. Tanto que a ausência do titular do lado esquerdo, Berg, não deve causar nenhum grande abalo, pelo simples fato de que ele não produziu nada nos últimos jogos.

Não chega a ser um desespero porque raras equipes no Brasil têm laterais qualificados. O problema é que, contra um adversário que jogará em casa e com vantagem, o Remo precisará atacar para reverter o placar. Só a vitória interessa, mas o desenho da equipe não permite maiores ilusões.

Com debilidades no meio-de-campo e nas alas, o Remo ataca pouco, bem menos do que deveria, embora tenha bons atacantes. Curiosamente, na partida realizada no Mangueirão, o Remo desfrutou de várias oportunidades para marcar. Isso ocorreu, na maioria das vezes, graças à ação individual de seus atacantes e muito em função da confusão existente na zaga rubro-negra.

O Remo nem fez por merecer no aspecto da produção de jogo, mas os gols desperdiçados naquela noite, principalmente por Leandro Cearense, irão fazer muita falta agora.

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Chega ao fim a última novela

Conforme previa a tabela original, o Re-Pa das semifinais foi confirmado para o sábado, ficando o Tuna x PFC para domingo. Contraria a lógica natural das coisas, afinal o domingo é o dia nobre dos grandes clássicos, mas quem a essa altura está preocupado em ser lógico num campeonato tão bagunçado? Na prática, a confirmação definida ontem termina por evitar novos problemas ou zangas que possam atrasar ainda mais o Parazão, depois de 15 dias de paralisação desnecessária.

A torcida agora é para que os quatro semifinalistas justifiquem a expectativa, proporcionando bons jogos e fazendo o público esquecer rapidamente as papagaiadas que quase inviabilizaram a competição.

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A Edgar o que é de Edgar

Lúzio Ramos escreve à coluna levantando questão importante, que tem sido frequentemente escamoteada pelos interesses políticos diversos que rondam o futebol no Pará. Refere-se ao nome do estádio estadual, apelidado de Mangueirão desde o nascimento. Depois de parcialmente construído, ganhou a denominação de Estádio Alacid Nunes, mas acabou sendo batizado oficialmente – com aprovação através da Assembleia Legislativa – como Estádio Jornalista Edgar Proença, em justa homenagem ao pioneiro do rádio esportivo no Pará.

Veio, porém, uma reforma estrutural no estádio e aproveitaram para tascar um “olímpico” ao nome oficial. “Esta situação me levou à seguinte reflexão: por que acrescentar esse termo ‘olímpico’ ao nome do estádio? O que temos de tradição nos esportes olímpicos? Acaso Belém já sediou alguma olimpíada? Temos alguma chance de algum dia sediarmos esse grandioso evento? Nada contra os esportes olímpicos, sobretudo o atletismo que tanto aprecio, mas não temos nenhuma identidade com eles”, argumenta Lúzio.

Ele acrescenta que o futebol, sim, é uma tradição popular no Estado. “A preocupação é que a situação tende a se delinear da seguinte maneira: o nome Edgar Proença está ofuscado pela denominação ‘Olímpico’. E, pouco a pouco, o hábito de abreviar levará o nome do grande homenageado ao esquecimento. Assim, perder-se-á a oportunidade de prestar a tão justa homenagem. E aí chegará um tempo em que apagamos o nome do jornalista sem sermos olímpicos. Assim como o Maracanã é Mário Filho, o Mangueirão não pode deixar de ser Edgar Proença”, sentencia Lúzio. Com carradas de razão.

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Baião nas telas

Stéfano Paixão, um ilustre filho de Baião lança hoje, às 20h, no teatro Cláudio Barradas (da UFPA), o documentário “Velhos Baionaras, Tesouros Vivos”. Recorte poético e visual da memória afetiva de sua gente, o filme celebra os 318 anos de existência de Baião, com depoimentos de personagens que representam a memória viva do lugar. “A grandeza do povo pede passagem e convida vossos olhos a penetrar neste universo ímpar, de um povo moreno, brejeiro e amazônida”, sintetiza o diretor.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 16)

E a bola vai rolar de novo…

REXPA 1o da Decisao Parazao 2013-Mario Quadros (16)

Depois de rápidas deliberações, na tarde desta segunda-feira, a Federação Paraense de Futebol e os representantes dos clubes decidiram manter as semifinais nos dias e horários anteriormente previstos. Desse modo, a primeira rodada começará no próximo sábado (20), com o clássico Remo x Paissandu, às 18h30, no estádio Jornalista Edgar Proença. No domingo (21), jogam Tuna x PFC, às 9h30, no estádio do Souza. No outro fim de semana, acontece a rodada de volta, com os jogos Paissandu x Remo, às 18h30 do sábado (27), no estádio Jornalista Edgar Proença; e PFC x Tuna, às 17h de domingo (28), na Arena Verde. (Foto: MÁRIO QUADROS/Arquivo Bola)