Tapetão ameaça futuro da Copa do Brasil

O procurador do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmidt, garante que todas as medidas cabíveis vão ser tomadas para que a briga judicial entre Sousa e CSP, ambos da Paraíba, não prejudiquem o andamento da Copa do Brasil. Segundo ele, algumas atitudes enérgicas vão ser realizadas e define o caso como uma aberração. Devido à batalha judicial dos dois clubes paraibanos, o Coritiba não pôde estrear na competição nacional. Inicialmente, o adversário dos paranaenses era o CSP, mas o Sousa conquistou no STJD o direito de ser o segundo representante do Estado alegando que o torneio que classificou o rival para a Copa do Brasil não estava regularizado. Assim, ficou definido que o Sousa seria o adversário do Coritiba e o jogo foi marcado para o dia 18 de abril. Faltando pouco mais de uma hora para a bola rolar, todavia, chegou no Estádio Antônio Mariz uma determinação da Justiça Comum para que a partida não fosse realizada.

Com esse impasse, fica em dúvida até mesmo o futuro da Copa do Brasil. “É um problema que atinge os jogos sequenciais da competição. Não determina uma paralisação por completo, mas daquele agrupamento”, declara o procurador Schmidt, em entrevista à Rádio Transamérica. Por conta disso, o STJD e a CBF já se articulam para resolver o problema da forma mais rápida possível. “É preciso caçar a liminar para remarcar o jogo. Já estamos em contato com a Confederação Brasileira”, garante o procurador do STJD.

Além disso, Paulo Schmidt protesta contra a atitude adotada pelo CSP de ir à Justiça Comum. “É lamentável esse tipo de prática. Desafia a decisão do STJD, que é devidamente constituído. Futebol possui normas nacionais e internacionais. Ambos proíbem o ingresso à Justiça Comum”. O procurador reforça dizendo que a decisão judicial que deu ganho de causa ao CSP está cheia de falhas. “O caso concreto é uma aberração, já que o juízo foi induzido ao erro. O CSP (diz que) participou do processo, é mentira que ele não participou do processo. Chamar isso tudo de má fé, chega a ser elogio”, dispara. “Vamos tomar medidas enérgicas, responder a altura”, complementa. (Fonte: STJD)

O renascimento do Leão

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Por Gerson Nogueira

Não se sabe até onde vai a nova postura, mas o Remo de sábado foi muito diferente do time que vinha capengando no campeonato e que se deixou vencer pelo Flamengo de forma tão débil. Com um esquema não utilizado até então e aparentemente medroso, com seis homens no meio e um atacante, diminuiu a distância entre os setores e valorizou a posse de bola no primeiro tempo, fazendo por merecer a vantagem de dois gols.

Como é rotineiro nas atuações do Remo, notou-se acentuada queda de produção no segundo tempo, com excessiva timidez na marcação e pouca agilidade na saída de bola, o que quase permitiu que a vitória escapasse.

bol_seg_220413_23.psÉ importante, porém, registrar a reação e a disciplina tática do time. Depois do desgaste causado pela derrota na quarta-feira e as hostilidades sofridas na volta a Belém, os jogadores seguiram as determinações de Flávio Araújo e desfizeram o anunciado favoritismo do Paissandu. Prova de determinação e comprometimento.

A marcação rígida no meio, comum aos esquemas de Araújo, foi substituída desta vez por movimentação e prioridade para a transição. Essas virtudes deixaram o time mais ágil na frente porque Jonathan, Capela e Alex Ruan faziam com que a bola chegasse sempre a Val Barreto. Apesar de sozinho na frente, o atacante se mexia e dava muito trabalho à zaga do Paissandu com arrancadas e tentativas de chutes de média distância.

Não se pode desconsiderar, porém, o peso que o gol logo aos 10 minutos teve para a atuação do Remo. Inseguro nos primeiros minutos, o time ganhou confiança depois do gol e ficou ainda mais atento em campo. Cedeu algum espaço, mas os bicolores não souberam aproveitar, principalmente Pikachu e Iarley. Veio, então, o segundo gol, em lance de contragolpe que teve Jonathan como homem-surpresa.

Lecheva percebeu a lentidão excessiva de seu time e trocou Vânderson por João Neto, incendiando o jogo, pois passou a ter três atacantes em cima da defensiva remista. As alternativas criadas a partir daí confundiram a marcação e proporcionaram ao Paissandu seus melhores momentos na partida. O gol (de Pablo) saiu depois de seguidas tentativas aéreas e o empate poderia ter acontecido, não fosse a imperícia de Rafael na melhor chance criada nos instantes finais.

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Do lado azulino, com a troca de Capela por Ramon houve uma evolução na qualidade do passe e na organização do jogo, embora a mobilidade tenha diminuído. Bem mais participativo do que em outras oportunidades, Ramon ainda conduz muito e não ajuda na marcação. Teve nos pés a bola do jogo e errou o arremate. Depois, Branco também desperdiçou outro contra-ataque fulminante.

O jogo deixou a certeza de que a próxima batalha pode ser a mais encarniçada que os rivais já travaram nesta temporada. Certeza de um duelo ainda mais empolgante no próximo sábado.

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Surge um candidato a titular

Alex Ruan, jovem valor esquecido na reserva e às vezes lembrado apenas nos coletivos, confirmou qualidades para ser titular da lateral-esquerda remista. Depois de atuar bem contra o Flamengo, no Rio, apareceu com destaque no Re-Pa de sábado. Foi aplicado na marcação e muito útil na troca de passes no meio-de-campo. Em comparação com o atual dono da posição, Berg, tem a vantagem de ser muito mais ousado ofensivamente.

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Um século de futebol remista

Foram 4.065 jogos, 2.194 triunfos, 955 empates, 890 derrotas, 8.189 gols marcados e 4.405 gols sofridos. O Remo completou ontem 100 anos de futebol. Não é uma marca qualquer. Poucos clubes podem ostentá-la. Prova incontestável da grandeza histórica de uma das maiores agremiações brasileiras. Pena que a data tenha sido pouco festejada pela própria diretoria. De qualquer modo, parabéns a todos os azulinos.

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PFC encaminha classificação

A Tuna tem motivos de sobra para lastimar o empate de ontem, no Souza. Precisava da vitória para fugir ao rebaixamento e para inverter a vantagem do PFC nas semifinais. A Lusa não jogou bem, falhou em momentos importantes, mas teve um pênalti a seu favor em instante crucial do jogo. Desperdiçou e viu o PFC sair de Belém comemorando e ainda mais favorito à vaga na decisão do returno. Mais que isso: viu se aproximar, em cores vivas, o fantasma do rebaixamento. Será uma jornada dificílima para a Águia Guerreira em terras de Paragominas no próximo domingo.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 22)

O passado é uma parada…

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Antiga avenida Tito Franco, hoje Almirante Barroso, à época com apenas duas pistas de concreto (no lado direito da imagem, aparece o trecho da pista ainda de terra batida), às proximidades de São Brás, em frente ao clube Monte Líbano. Supõe-se que a fotografia é da década de 30. (Do arquivo Nostalgia Belém)