Foi assim que tudo começou…

De Baião para o mundo…

O blog, tão anunciado, finalmente ganha corpo e estréia. A ideia é falar de quase tudo, desde jornalismo (obviamente) até o jogo da rodada, sem esquecer os bastidores do mundo boleiro. E comentar filmes. E dar pitacos sobre livros. E, claro, falar e tocar música. Sempre no ataque e jogando limpo, como pregam os grandes mestres do futebol.

Com o post acima, espécie de cartão de apresentação, nascia o blog no dia 20 de abril de 2009. Poucos comentários no começo, quase nenhuma movimentação, mas logo a cangula pegou vento e se transformou no colosso de hoje, com mais de 3.116.000 acessos. Tudo graças à confiança que os comentaristas e baluartes depositaram na proposta de um espaço jornalístico com abertura para os assuntos mais diversos, a livre troca de ideias e a manifestação de opiniões. Tem sido assim desde então e deve continuar sempre, atendendo às necessidades de um público cada vez mais exigente quanto à transparência e a qualidade da informação. Vamos em frente, amigos!

Obrigado a todos.

Pelos caminhos da emoção

Por Gerson Nogueira

bol_sab_200413_15.psA velha conversa de que clássico não tem favorito reaparece sempre que se aproxima um Re-Pa. A máxima pode até ser verdadeira, mas permite exceções. Pela lógica natural das coisas, por exemplo, o clássico de hoje aponta para o favoritismo do Paissandu. Sereno, tranquilo, descansado e sem a menor sombra de crise, o time de Lecheva encara um Remo estropiado, desesperado, pressionado e às voltas com sérias turbulências internas.

Como é um confronto tradicional, entre clubes de massa, situações aparentemente favoráveis para um lado podem ser revertidas quando a bola rola. Os arquivos dos jornais estão atopetados de histórias de superação envolvendo os dois velhos rivais.

Em respeito à história, os torcedores mais experientes mostram sempre um mínimo de cautela em relação ao resultado. Enquanto a parte festiva da torcida começa logo a falar em goleada histórica e coisas do gênero, os mais velhos seguram a onda, temerosos de um revertério.

O mesmo acontece com os jogadores, que, por dever de ofício, não costumam se empolgar muito quando o adversário parece inferiorizado ou em fase descendente. Sabem que clássicos funcionam também como gancho para grandes ressurreições. Afinal, nada mais consagrador para um time combalido e desacreditado do que um triunfo diante do rival.

É mais ou menos o que se passa com o elenco do Remo. Depois de sentir o grau de irritação da torcida no retorno a Belém, os remistas vivem horas tensas à espera do clássico. Têm consciência de que boa parte dos torcedores não põe fé na capacidade da equipe e de seu técnico. Por isso, apostam tudo no jogo desta noite para reaver a confiança perdida e continuar sonhando com a vaga na Série A.

Por outro lado, engana-se quem imagina que o Paissandu, por desfrutar de uma situação bem mais amena, não tem motivos para se preocupar. Imagino que Lecheva e sua comissão técnica tenham procurado justamente combater esse suposto favoritismo, evitando que o time se contamine pelo sempre traiçoeiro vício do sapato alto.

O fato é que, pelo clima que cerca o clássico, está mais ou menos claro que a vitória dependerá muito do fator anímico. As qualidades técnicas de cada equipe têm grande relevância, mas ninguém deve subestimar o papel do fator emocional no embate. Por tudo isso, contrariando a impressão geral, penso que será um dos clássicos mais disputados e difíceis dos últimos tempos.

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Simplicidade deveria ser lei

As diferenças são abissais. Lecheva opta por simplificar o processo, mantendo o time que derrotou o São Raimundo em Boa Vista, o que garante o rápido Héliton no ataque. Flávio Araújo, ao contrário, capricha na complicação.

Aparentemente abalado com as críticas depois da má atuação no Rio, chegou a considerar a barração de Nata, Galhardo e Válber, mas acabou mantendo o primeiro na lista de relacionados para o Re-Pa.

É a chamada apoteose da teimosia, pois o volante é reconhecidamente um dos mais limitados do atual elenco remista. Não há um jogo memorável nesta passagem pelo Remo. Enquanto isso, Tragodara não teve sequer uma oportunidade no time em sua posição original.

Mais temerária ainda é a hipótese, defendida até por alguns cardeais da diretoria, de aproveitamento do improdutivo Ramon, que havia sido afastado da equipe por deficiência técnica. Por enquanto, reina o suspense quanto à escalação. Até mesmo o confuso 3-5-2 utilizado pelo treinador pode ser alterado, o que abriria a possibilidade de uma reconciliação com a simplicidade.

A conferir.

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Mais um craque que se vai

Os fãs do velho e bom rock’n’roll como este escriba aqui conheciam bem o trabalho do cara, daí o lamento geral pela sua morte, ocorrida anteontem em Londres, aos 69 anos. Autor de capas de disco lendárias, o designer inglês Storm Thorgerson ficou particularmente célebre pela inspirada criação da capa de “Dark Side of the Moon”, o mítico disco do Pink Floyd. Mas Thorgerson fez muito mais.

Desenhou praticamente todas as capas de discos do Floyd, além de trabalhos para o Led Zeppelin, Cranberries, Audioslave, 10cc, David Gilmour, Offspring, Rainbow, Allan Parsons e Genesis. Pode-se dizer que ele foi responsável pela transformação das capas de long-plays em obras dignas de pontificarem nos grandes museus e galerias. O consolo é que ele ainda teve tempo para um trabalho de fôlego: a nova série da obra do Pink Floyd.http://www.stormthorgerson.com/

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste sábado, 20)

Vote no mico da semana

Escolha seu king-kong preferido…

1) O senador Tapioca voltou a fazer marola, ameaçando trazer a Belém uma comissão do Senado para investigar a FPF. No fim das contas, os representantes da federação nem se abalaram para atender os visitantes na Assembleia Legislativa. Outra desfeita para o maior colecionador de micos da temporada. 

2) Técnico Flávio Araújo, do Remo, treinou o time com uma escalação e na hora do jogo contra o Flamengo modificou tudo. Se queria surpreender o técnico Jorginho, acabou surpreendendo até seus próprios jogadores. A derrota de 3 a 0 confirma que o time não assimilou as mudanças. 

3) Presidente da CBF, José Maria Marin, enfraquecido pelas várias denúncias de irregularidades no órgão, reuniu os presidentes de federações num convescote no Rio. Além de toda mordomia, os cartolas receberam “mesadas” entre R$ 50 mil e R$ 120 mil, segundo a Folha de S. Paulo.